quinta-feira, 20 de maio de 2010

Entre nós é assim...


... a fotografia ou fica bem à primeira, ou não fica de todo!

Nós não somos muito chegados à paragem do momento para o registo “kodak”, mas eu, principalmente, gosto de guardar registo dos momentos! Ultimamente, e por uma questão de facilitismo tenho-o feito com o telemóvel, mas adorava ser capaz de nunca me esquecer de carregar a bateria da máquina fotográfica... coisa que não sou! Eu até a trago na carteira, com cabos e tudo, mas quando chega a hora “h” há sempre algo que falha!
No entanto, uma coisa em que eu reparo e que não deixa de ser irónico é que, os fotógrafos mais incautos, inexperientes e emotivos, como eu, caem frequentemente na tentação do “pára, pára aí e olha lá para a câmara”! O que não deixa de ser um contra-senso, pois se é a alegria do momento que querem apanhar, a mim tiram-ma logo toda com o meu pânico de “será que vou ficar bem na foto?!”.
Mas aqui entre nós, é como eu sempre digo, nem sempre a felicidade está na maior perfeição. Às vezes, as fotos mais bonitas são as mais imperfeitas e às vezes, os momentos mais perfeitos são os que não permitem sequer o tempo para a foto.
Este fim-de-semana foi assim, para nós, quase perfeito! E essas foram tiradas logo a seguir a um bom almoço de cozido das Furnas, no nosso jardim preferido no Hotel, com umas companheiras fantásticas, muito queridas e que tornaram este dia muito, muito mais feliz!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

VENDO!

VALENTE DOR NAS COSTAS
Impecável, como nova, com menos de duas semanas! Óptima para desculpas para não ir trabalhar, fazer aquele programa chato ou aturar situações/pessoas indesejáveis.
Ofereço a delícia de verem aqui publicado o meu sorriso, assim que me livrar delas!
Numa altura de valorização do empreendorismo, há que arriscar! Que me dizem, temos negócio?!
AUch!

Boa Ideia...




... encomendei aqui!


E ainda pedi para juntar mais este:

Com estes... estou em fase de namoro:





Ah e tal a crise e tal... e que não pode ser, não se pode! Estamos todos a contar trocos, a dar graças a Deus por ter um emprego, mesmo não gostando dele, mesmo não chegando para pagar as contas, mesmo correndo o sério risco de ser infeliz... ah e tal, a crise, que não se pode e estamos todos a pontos de ficar louquinhos de tanto stress e pressão e bananas na cabeça e Carmen Miranda e vamos ver se nos aguentamos... ah e tal, que peninha do nosso País, que coisa, que desgraça, coitadinhos de nós... mas acalmem-se... não tarda nada está aí o Mundial... e olhem, é o puto do “bacanal”! Tudo a morrer de amor e orgulho à camisola, a gritar POR-TU-GAL a plenos pulmões! E Viva a Lusofonia, que só hoje já recebi 4 e-mails de publicidade para ganhar bilhetes para a África de Sul... ah... e uma Vuvuzela! Afinal de contas, o que seria a minha vida neste Mundial sem uma Vuvuzela?!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Tomei a liberdade...


... de partilhar convosco isto:


"Se puderes,

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura.


És Homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças…"


Miguel Torga


Porque há muito quem tenha escrito, mas poucos que o tenham feito, como se fosse só para nós!

Um bilhete de ida...


Eu não gosto de mudanças! Aliás... não é bem que não goste, mas custa-me! “Dar o salto”, arriscar, trocar o “certo pelo incerto”, mesmo na certeza de que este incerto será o lugar mais certo para mim. Tenho um defeito de fabrico, não consigo celebrar a mudança, mesmo quando acredito que tudo aquilo que ela vai trazer é bom! Tenho este defeito. Mas depois tenho outras virtudes: a coragem, a destreza, a desfaçatez de acreditar que sou capaz e o descaramento de tentar mudar!
Estes últimos dias têm sido um verdadeiro tumulto! Entre trocas de e-mails, reuniões, telefonemas, esperas, negociações e pensar... muito pensar... o certo parece-me um tédio e tudo dentro de mim é sede de mudança! Não sei se vai correr bem, não sei se vou ser bem sucedida, se vou gostar! Seria louca em acreditar que sim, sem dúvidas nem hesitações... a vida ensinou-me, com os seus avanços e retrocessos, que até no mais belo pano cai a mancha e que aquilo que nos faz feliz nem sempre é o mais perfeito! Assim sendo, decidi arriscar, com tudo o que isso acarreta, com todas as mudanças que isso implicará e em breve, conto eu que possa ser muito brevemente, deixarei de “bloggar” deste sítio onde me encontro... e o futuro... o futuro o amanhã dirá!
Sabem, eu acredito que realmente, a idade traz muitos benefícios, inclusive a capacidade de nos resignarmos e acomodarmos, com a certeza e o conforto de que assim é que somos felizes! É por isso, que o tempo de mudança é agora, hoje... porque me recuso a deixar de acreditar e abraçar o “marasmo” de uma vida de “certezas absolutas”, pois certa, certa mesmo, essa é só a morte, tudo o resto são promessas de certezas, com que nos iludimos diariamente, engolindo-as aos pouquinhos com copinhos de água de paciência e conformismo!
Hoje sinto-me privilegiada, pois a oportunidade passou-me à frente e eu estou em condições de lhe tocar com a mão! Ao mesmo tempo, morro de medo que as coisas corram mal... mas isso, isso só saberei se arriscar! E hoje, arrisco!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Moral da História...

" I must become a lion hearted girl

Ready for a fight

Before I make the final sacrifice"

"Pais para toda a obra" - 13.05.10 no AO


Seria de esperar que a Croniquice de hoje fosse sobre o Papa, ou sobre as festas do Senhor Santo Cristo, ou sobre a nuvem de cinzas que espalhou a confusão... seria... mas como também já é de esperar para quem me lê, eu não escrevo obrigatoriamente sobre as notícias “quentes” do momento! E é por isso, mas só por isso, hoje vou escrever sobre as coisas que mais me ofendem enquanto mãe no século XXI. Eu sou mãe apenas há dois anos, de apenas um filho, aliás, sem querer ser sexista, mas sendo exacta, uma filha. Não tenho por isso vasta experiência no ramo, nem conhecimentos de causa de largos anos ou grandes teorias formadas ao longo do meu longo empirismo! No entanto sou mãe e como tal tenho direito a opinar sobre a minha curta, mas activa experiência, acerca do meu recente, mas empenhado esforço na procura da realização do meu melhor papel enquanto mãe e deixem-me que vos diga, que há coisas que me dão a volta ao estômago. Não há nada, mas nada que me revolte mais, que me faça mais “espécie” do que as opiniões fundadas e cristalizadas acerca dos pais dos tempos que correm. Se não batem é porque são uns “paus-mandados”, se batem é porque são violentos, agressivos e nunca deviam ter sido pais. Se dão tudo aos filhos é porque os vão estragar, se não dão é porque são negligentes e rudes. Se os pais se preocupam e levam os miúdos a tudo o que é especialista e ligam para a creche todos os dias é porque são galinhas e doentios, se não se preocupam, levam ao pediatra ou ligam para a Creche é porque são uns “bastardos” ingratos que deixam os miúdos ao “Deus dará”. Se os pais levam os miúdos para todo o lado com eles, eventos sociais, espaços públicos, locais exóticos incluídos, são uns “loucos destemidos e sem medida, que não têm noção da barulheira que as crianças fazem e caos e confusão”... se não os levam, são uns “castradores”, que nem deixam as crianças conviver, “nunca hão-de aprender a socializar aqueles pobres meninos”! Enfim, aquilo que mais vejo por aí é gente que opina livremente, sempre que lhe dá na real gana, sem a mínima preocupação do efeito que essas “opiniões” possam ter no “desempenho” enquanto pais, dos constantes alvos da crítica! “Ah e tal, que as crianças de hoje não têm educação...”, “ah e tal que os paizinhos são quem tem culpa”... não me entendam mal, não estou aqui a escrever para fazer a defesa dos “coitadinhos” ou ser advogado do diabo de ninguém, mas a verdade é que a sociedade penaliza cada vez mais os pais, esquecendo-se frequentemente que as exigências que são feitas aos pais actualmente em nada se comparam às do “antigamente”! Ora notem, que não há Pai interessado hoje em dia que não conheça de cor uma ou duas teorias do sono ou de alimentação dos pediatras mais afamados, não há Pai atento, que não saiba o percentil do seu filho ou Pai cuidadoso, que não tenha cadeirinha de carro e de passeio e berço conforme as normas de segurança... digam-me lá, com sinceridade, qual era o Pai que há vinte e poucos anos atrás sabia ou fazia ou sequer se preocupava com tudo isso?! Qual era o Pai ou Mãe, que há trinta e mais anos atrás se preocupava se o menino socializava ou se ia ficar traumatizado com a pancada que apanhava ou se chateava com os professores por causa das “reguadas” e castigos, ou sequer se incomodava se o miúdo tinha actividades extra-curriculares ou não?! E agora os culpados são os pais! Pois, se calhar são... mas apenas por dar ouvidos a vozes, que segundo reza a lenda, não chegam aos céus! Os filhos dos outros “incomodam” nos espaços públicos?! Pois então fiquem em casa! Algo de errado se passa na nossa sociedade quando educar é alvo de crítica, o palrar de uma criança é “barulho” e as suas brincadeiras uma “confusão”. Quando é que será que nos esquecemos todos, que também nós um dia já fomos crianças?!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cartas na Mesa...


Eu não sou pessoa de sonhos extravagantes, nem de gostos luxuosos, mas gosto de conforto, de alguma segurança, de certezas e de saber que posso contar minimamente com o que o amanhã trará! Infelizmente, acho que quem pede pouco nesta vida recebe ainda menos e que quem pede muito e faz menos do que nós pedimos, acaba por ser quase sempre bafejado pela sorte dos “loucos”! É a “ironia” do universo!
Vejo muito quem tenha nascido em berço de ouro, mais ainda quem lute todos os dias por singrar e ser alguém! Em várias gerações de mulheres e homens na minha família paterna e materna eu fui a primeira a ser licenciada! A ser “doutora”, como diz a minha avó... e posso dizer, com toda a certeza, que sou a primeira a ter o futuro económico e financeiro mais instável e tremido de todos... isto porque quem estuda até aos vinte e poucos anos tarda em entrar no mercado de trabalho e o curso em que apostou há 5 anos atrás, caduca e expira em 5 minutos, quando as tendências do mercado se voltam para outros lados!
Eu posso dizer que tenho uma licenciatura (não de Bolonha), uma pós-graduação concluída e outra por concluir e que trabalhei 7 anos a recibos verdes para diferentes entidades... que nunca tive um salário fixo acima dos 600 euros por mês e que o primeiro contrato que me fizeram foi numa empresa de construção, onde desempenho funções de “escriturária de 2ª”, em que o salário mal pagaria todas as minhas despesas fixas, sem contar com os extras! Escrevo uma crónica semanal para o jornal, sem remuneração e sou mãe disponível “pro bono”!
Não me levem a mal, portanto, que me sinta revoltada, por ter aprendido latim, alemão, inglês, francês, italiano, russo, espanhol e neerlandês, por ter decorado tudo o que foi feito histórico significativo de 4 países distintos, por ter lido os clássicos gregos e romanos, por ter tido aulas de Literatura Brasileira, orais e marginais, literatura de expressão africana, literatura alemã medieval, por ter decorado o alfabeto fonético e saber transcrevê-lo, por saber a diferença entre fonologia, fonética, semântica, sintaxe e pragmática, por ter aprendido linguística alemã e gramática de valências, técnicas de tradução e didáctica de ensino de português a estrangeiros, escrita criativa e bem sei lá eu mais o quê e agora chegue a casa cansada do tédio profissional de uma função mal remunerada, que nada tem a ver com a minha formação, onde me tratam por “menina”, com o único conforto de que todos os meses o salário me cairá na conta, até ao dia 10! Sabendo que tenho que me dar por feliz por estar a contrato, por ter emprego, por não ter salários em atraso e receber o 13º mês, com direito a férias e tudo...
É triste! Juro-vos, tenho dias em que me deito frustrada e acordo mais frustrada ainda! Tenho dias em que o meu único consolo é a satisfação de saber que o meu carro está podre, mas pago, que a minha casa é humilde, mas limpa e que eu sou mais eu quando não calo, mas grito, ainda que possa ser o maior disparate da minha vida, com toda a certeza de que o mérito do mesmo é todo meu!
E agora digam-me... com que cara querem que eu mande a minha filha “estudar para ser alguém na vida”?! Haja paciência!

Cinderela de pé de chinelo na corda bamba das suas miseráveis ambições...


E eis que o email chegou ontem, a marcar reunião para ontem... no final ficou no ar um telefonema até ao fim do dia de ontem... e eis que até hoje... nada!

terça-feira, 11 de maio de 2010


Isto já começa a ser repetitivo, mas estou de volta! Depois de mais uma otite, uma suspeita de varicela, muita febre, muita birra, muita neura e rinohmer... enfim... depois de tudo isso e um feriado municipal, aqui estou eu outra vez! Já perdi a conta às viroses, já me rendi às evidências e agora consolo-me com dias como o de hoje... em que pura e simplesmente: não se passa nada!
Estou cansada a acumular maleitas de stress, que ora me dão dores no braço, ora nas costas, ora me aparecem negras inexplicáveis nas pernas... enfim... mais duas viroses destas assim de rajada e quem se “virosa” de vez sou eu!
A pequenita pobrezinha lá se vai aguentando e tendo em conta as febres e as dores da otite até que se porta muito bem... já na hora do antibiótico... Cruzes, nem é bom lembrar!
Por aqui estamos em semana do Senhor Santo Cristo dos Milagres, a festa das festas cá na ilha, e eu estou tentada a ir falar com o Senhor e fazer-lhe um pedido... mas ele deve estar cheio de trabalho e eu tenho para mim que ele não vai querer nada comigo! Enfim... por hoje é isto, estou oficialmente resignada! O que não é bom meus senhores, não é de todo bom!

"Tum-Tum, Tum-Tum" no AO a 06.05.10


TUM-TUM, TUM-TUM... batia como se tivesse acabado de correr a maratona. TUM-TUM, TUM-TUM... batia com tanta força que o sentia quase querer sair de dentro de mim. TUM-TUM, TUM-TUM... sentia-o agitado na zona lateral do meu pescoço, tão perto da minha boca, que me secava a saliva e me aspirava o respirar! TUM-TUm, TUm-Tum... talvez fosse isto a experiência que o povo denomina de “ficar com o coração na boca”. TUM-TUm, Tum-Tum, TUm-Tum, Tum-Tum... os ombros começaram a tremelicar e antes que eu pudesse dizer a primeira das muitas palavras que para sempre te diria senti a palma das mãos frias e os pés a enrijecerem-se, como que contrariando a vontade do corpo em querer fugir dali. TUM-TUM, TUM-TUM... Ao abrir a boca, prenderam-se-me os braços ao corpo, as veias todas se esticaram e saiu um tímido e preso “olá”, juntamente com um sorriso de expectação... TUM-TUM, TUM-TUM, batia que nem louco o meu pobre coração. TUM-TUM, TUM-TUM... como se me quisesse castigar pelo que eu lhe estava a fazer: “Estás Louca?! TUM-TUM! Estás a ouvir-me?! TUM-TUM! Sai daí, pira-te, pisga-te, foge, não fiques, dá corda aos vitorinos e atira as solas ao asfalto!”... TUM-TUM, TUM-TUM... mas também ele já só o dizia por medo, por receio de se quebrar e partir... TUM-TUm, Tum-Tum... lembrou-se dos dias de tristeza, em que bateu descompassado, quase sem ritmo, quase sem força... Tum-Tum, Tum-Tum... lentamente começou a esmorecer, a desacelerar... tum-tum... tum-tum... os tremores dos ombros pararam, os pés relaxaram, as mãos secaram e a boca humedeceu-se! Não havia volta a dar! Vimo-lo depois, virar-se na nossa direcção e ao nosso “olá” responder com um sorriso... TUM-TUM, TUM-TUM! Alegria, batucadas, estrelinhas e fogos de artifício! O que se seguiu foi tudo aquilo que sempre se segue ao encontro da Paixão! O coração bateu muitas vezes, dançou samba, soou timbaladas, batucadas de meia noite... E é tão bom sentir assim o nosso coração bater dentro de nós! É tão importante senti-lo bater assim, de tempos a tempos, de vez em vez... umas vezes saltitando, umas vezes colando-se-nos ao palato... porque a verdadeira essência da vida está em senti-la na boca e nos membros, com menor, ou maior intensidade e deixarmo-nos vibrar, que nem sinos depois da derradeira badalada!
Enquanto escrevo relembro todas estas sensações do nosso primeiro encontro, da primeira vez que te vi, da segunda e terceira e de tantas outras que se lhe seguiram e penso de mim, para comigo, que estar apaixonado deve ser das sensações mais fortes em adrenalina e produção de “hormonas da felicidade” que existe. Lamento que os Homens não se possam apaixonar todos os dias! Está certo, ficamos mais apalermados, um bocadinho mais aéreos, distraídos, suspirantes e desejosos... mas também ficamos muitas vezes mais felizes, muito mais crentes, mais positivos e voluntariosos. A Paixão é mesmo assim... tum-tum, faz-nos lembrar de que nem só no mundo das Fadas é possível viver sonhos ou percorrer campos verdes de mãos dadas, sem noção do tempo ou da razão. A paixão faz-nos ressuscitar a criança que há dentro de nós e não ficar chateados por correr à chuva ou rebolar na areia, ou rir a alto e bom som, comer de boca aberta, ser selvagem, mas um “bom selvagem”, no fundo ser inocentemente feliz. A memória traz-nos os odores, as cores, o calor, a sensação de corpo transpirado e coração a pular por baixo do peito, visível a olho nu.
A Paixão revisitada, a paixão que nos alenta... porque nem só do racional vive o homem, nem só do que é certo, possível, plausível, perfeitamente concreto ou realizável. E de repente lembrei-me de Agustina: "A existência do homem adulto não encerra senão monotonia. A paixão não procede das pessoas, mas de algo a que elas têm de obedecer para não cumprirem apenas uma vida sem impulso e sem fantasia".

quarta-feira, 5 de maio de 2010

... e hoje, é isto:

Sometimes I feel like throwing my hands up in the air

I know I can count on you

Sometimes I feel like saying "Lord I just don't care"

But you've got the love I need To see me through

Sometimes it seems that the going is just too rough

And things go wrong no matter what I do

Now and then it seems that life is just too much

But you've got the love I need to see me through

When food is gone you are my daily meal

When friends are gone I know my savior's love is real

You Know it's real

You got the love

terça-feira, 4 de maio de 2010

waiting for...


Tenho a catraia outra vez com febre. Desde sexta-feira com uma tosse de cão incrível. Ontem, a noite foi para esquecer... se dormi duas horas foi muito! Já não sei que lhe faça... às vezes mais parece que vivo a minha maternidade de virose em virose...
Bem sei, bem sei que com crianças pequenas a maior parte das vezes é mesmo assim, mas custa-me tanto sabê-la doente! Não que ela tenha aspecto disso... porque continua a correr e a brincar mesmo a arder de febre, mas ambas sabemos que ela não está bem. Fica mais dengosa, mais birrenta, mais irritadinha, só quer colo... o meu colo... faz fita para comer, eu não durmo porque estou sempre alerta e depois andamos assim as duas: cansadas!
Para lá da ansiedade do e-mail, que ainda não chegou e de tantas outras coisas, pelas quais tenho que esperar, a espera pela melhoria de saúde dela é a que mais me faz penar, física e psicologicamente!


“...make haste welfare, make haste...”

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Da Espera...

Eu não sou uma pessoa pontual. Mas detesto atrasos e detesto esperar! É um contra-senso, bem sei! Bem-vindos ao meu mundo dos 8 ou 80’as!
Estou há 4 dias à espera de um e-mail ou telefonema e só hoje já devo ter aberto a caixa de mail, sem exagero, umas 30 vezes! Não consigo evitar! Bem sei, que o que tem que ser, assim será! Mas será que não dava para ser ou não ser mais rápido!?
É que se me cola o palato mole, entorta-se-me a ponta da língua e eu fico aqui, neste sufoco, nesta ânsia... neste pesar ansioso e pessimista, neste trocar de olhos nervoso. Até as pontinhas dos dedos me tremem.
Ultimamente, não tenho conseguido nada na vida sem esta “espera”. E eu já vos disse que detesto esperar?! Certo?!
E vai desta, agora está-me a chegar o tremelicar nervosinho da pálpebra, e já abri o e-mail mais duas vezes! Daqui a mais cinco minutos terá que ficar para amanhã... e a espera passa de 4 a 5 dias, de quase uma semana completa... quem já esperou um ano inteiro devia saber esperar 5 dias, não é?! Mas a verdade é que a espera custa e quem tarda aborrece! Tenho dito!
Com isto, vou só ali abrir o e-mail mais duas vezes e depois desligo!
Até amanhã.

Sei que este País faz mal quando...


1 - ... ao ouvir novas notícias das nuvens de cinza do vulcão da Islândia logo a seguir a uma notícia do TGV, penso que esta trama dos vulcões bem que podia ser conspiração para favorecer a aprovação do mesmo! É que o raio do vulcão "deu mesmo jeito"!

2- ... ao ler o acerca do suposto desvio de 17.500 Euros pelo Presidente da Casa do Douro, me ocorre, que ladrão que é ladrão neste País rouba muito mais... Assim, acho uma vergonha correr o risco de ficar com o título de Sr. Gatuno e só "roubar" 17.500 Euros! Reparem, o crime é o mesmo, mas assim por tostões dá "má imagem"!

3- ... penso que as marchas e manifestações no dia do Trabalhador não foram maioritariamente pela melhoria das condições de trabalho, mas pela falta dele!

4- ... acabo de ver o telejornal ou ler as notícias em papel ou online e me sinto nauseada!


Definitivamente, este País faz mal à Saúde!

Srs. Benfiquistas...

Já deviam saber, mas...

InBicta
=
Na minha casa é que não, carágo!
(I have futterwacken vigorously yesterday! Sorry mates!)

sexta-feira, 30 de abril de 2010


Às vezes cai-me uma sombra de pessimismo nos ombros como um manto pesado que nos faz andar de arrastão... às vezes penso que gostava de ser especial, ter um dote único, ser bafejada pela sorte divina no que diz respeito a reconhecimento e realização profissional. Às vezes sinto-me uma nulidade, um zero à esquerda, sem paciência até para me ouvir a mim mesma lamuriar e “aiar” e snifar e suspirar... Enfim... mas isso é só às vezes, porque depois lembro-me da sorte que tenho em ser feliz com tantas outras coisas e tudo isso me parece acessório! Tudo o resto é banal! Afinal de contas, dias menos bons, quem os não tem?!


Venha de lá um fim-de-semana... sim?! Por favor! Obrigada!

"And so we meet again..."


Aos 20 anos fui estudar para a Alemanha. Desde essa altura nunca mais parei de viajar. Fiquei fora por maiores ou menores períodos de tempo. Conheci sítios mágicos, sítios interessantes e alguns sítios que me pareciam familiares, mas uma coisa a que não me habituei nunca, mesmo depois destes dois anos de ilha, foi às partidas. Pelo contrário, adoro chegadas!
Amo de morte ver as pessoas a chegar aos aeroportos.
Os reencontros.
Quando o meu marido veio para os Açores eu, grávida de quase 8 meses, viva de reencontro em reencontro. O dia da chegada dele era sempre dia de festa! Preparava-me toda, com a melhor roupa, bem cheirosa, e olhava no rosto de todos os que iam saindo por aquela porta das chegadas, na esperança de que cada um daqueles rostos fosse o dele. Lembro-me de espreitar, qual ginasta acrobata, por entre as portas automáticas, na esperança de o ver na zona das bagagens ou mesmo antes de ele passar por entre aquelas portas... eu só queria um vislumbre, uma nesga da figura dele, a certeza de que ele estava ali. Quando ele finalmente chegava todo o meu corpo sucumbia à saudade. Mal me agarrava no seu pescoço e inalava aquele odor, toda eu tremia, toda eu vacilava! Só com esforço continha as lágrimas de felicidade e cada beijo que ele me ia dando sabia a “ainda bem que estás aqui”!
Depois, nasceu a nossa filha e nós ficámos separados mais dois meses. Quando o ia buscar ao aeroporto fazia questão de ir sozinha, foi dos primeiros momentos em que me separei da minha filha, e quando ela fez um mês comecei a tentar levá-la comigo, mas coincidia frequentemente com a hora do choro interminável dela, com as crises de cólicas e isso dava cabo do momento... assim, tentei sempre ir sozinha. O momento era nosso! Aquele momento do reencontro, da redescoberta e foi aí, nesses reencontros, que eu percebi, caso dúvidas restassem, que estava irremediavelmente apaixonada por ele. Pois, de cada vez que o via, de cada vez que o avistava naquela porta de chegada apaixonava-me como da primeira vez em que o vi!
Ontem, a nossa casa, foi palco de um desses reencontros de “amantes”, agravado pelo facto de serem duas das pessoas mais queridas para nós, dois amigos que nos têm acompanhado de muito perto nestes últimos tempos. Para melhorar tudo, ela também está grávida de uma menina, minha sobrinha afectiva, e têm uma relação de largos anos já...
A surpresa era para ela, aliás, para elas. Eu antecipei a viagem dele, eles recomendaram-me segredo e que a mantivesse ali em casa enquanto o meu marido o ia buscar ao aeroporto. Quando ele chegou foi a Repolhita que anunciou a surpresa, apontando para o local onde ele estava. A S. um pouco céptica caminhou na direcção do local da “surpresa” e o momento em que os dois se viram foi indescritível. Eu podia tentar descrever, com as palavras mais expressivas e coloridas, com as mais ricas metáforas, mas nada transcreveria a intensidade do olhar daqueles dois, o ar de paixão reencontrada e a força do beijo que se seguiu! Nós demos-lhes espaço... desaparecemos de cena... mas a imagem daquele reencontro ficou para mim como prova de que, contra tudo o que possam dizer, o amor sincero é a maior força do mundo!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

"I Shall wait until the frabjous day..."

"... then I shall futterwacken... VIGOROUSLY!!!"

... e quase me esquecia...


Bye bye Red hair! Hello sexy Brown! Que tal?!
(Quem é que é a loira agora, huummm?!)

Fresquinho...




Acabadinho de comprar vai directinho para cima da mesa de jantar!


Simples, pálido, fresco e limpinho... bem ao gosto da "je"!

Tau-Tau à moda antiga...


Na Visão desta semana, o artigo que faz capa é o de “Como evitar as birras”. Eu que sigo o link da revista no facebook ainda me espanto com os comentários que lá deixam por vezes. Esta semana era tudo a apelar à ditadura do “não”! E eu acho muita piada a essa ideia de que basta saber dizer “não” para que as crianças o aprendam e sigam com convicção! Acho mesmo muita graça a isso! Principalmente quando a maior dificuldade de tantos adultos (pais ou não pais) não é tanto a de dizerem “não”, mas a de lidarem com os “nãos” que vão ouvindo!
Não me parece, a sério que não, que o “não” seja a solução para evitar birras, tanto ao mais que muitas delas só começam depois de se ouvir o “não”!
Quem não tem filhos acha a mais pequena birra de uma criança uma tremenda “bandalheira” e falta de educação dos pais do menino birrento, mas a verdade é que a birra é uma reacção natural e instintiva às contrariedades com que os mais pequenos se defrontam! Neste aspecto, quer-me a mim parecer, que a melhor solução é mesmo ensinar os mais pequenos a lidar com elas, não perder o tom e a paciência, o que às vezes é uma verdadeira batalha dantesca e dizer que “não”, sim, muitas vezes, sempre que necessário, mas se possível antecipar e evitar possíveis situações em que tenhamos que o dizer! Bem sei, como mãe de birras de 23 meses, que nem sempre isso é fácil! Também sei que uma palmada ou um puxão de orelhas, por vezes, é a solução mais rápida e eficaz na solução de conflitos e término de birras... mas também sei, que não quero que a minha filha encare o poder como forma de uso de violência, pois não a quero ensinar a resolver as coisas com palmadas ou puxões de orelha, que resolvem no momento, mas prolongam o ciclo de raiva!
Já passei por várias fases de birras. Espero passar por muitas mais... e a única coisa que me ofende mesmo não é pensar que ela é mal-educada, pois sei que não é, mas é ver que principalmente quem não tem filhos acaba por culpar sempre os pais, quando tudo o que um bom pai faz é dar dia após dia, couro, cabelo, sangue e suor com amor, para que os seus filhos superem as birras, aprendam a lidar com as contrariedades e se adaptem aos modelos sociais, por muito “barulho” que isso possa fazer. E se isso não é dar educação, de facto não sei o que será!

Dia(s) Livre(s) - HOJE no AO

No passado Domingo festejou-se o “dia da Liberdade”, neste Sábado festejaremos o “dia do Trabalhador” e neste Domingo resta-nos o “dia da Mãe”. Curiosa esta proximidade de datas, que assinalam estas três grandes “celebrações”, em muito paradoxais, mas em tudo tão intrinsecamente relacionadas. Não fosse o fim da ditadura, e a caducidade dos valores morais Salazaristas, e a mulher continuaria a fazer da cozinha o seu lugar mais frequentado, da família o seu único valor e da devoção a filhos e a marido a sua crença maior, apenas disputado pelo seu amor a “Fátima”. Não fosse a queda do regime ditatorial em Portugal e o dia do Trabalhador não poderia ser celebrado, sendo que foi proibida e reprimida durante o Estado Novo qualquer manifestação pública ou comemoração deste dia. O 1º de Maio traz também a chegada do “carrapato” e em regiões como a de que eu sou oriunda, não há casa de bem que não coloque “Maias”, as flores das giestas, em tudo o que é porta ou janela ou entrada de ar na casa! Para afastar o “carrapato”, dizem as gentes!
Tradição no “dia da Liberdade” são as corridas, a pé, de bicicleta... facto que eu sempre achei curioso, porque não consigo, por muito que tente, ver a corrida como manifestação suprema da liberdade de alguém. Vá, talvez seja só eu, mas a corrida a mim sempre me lembrou “fugida”! Fugir de algo, ou de alguém... a “Corrida para a Liberdade” sempre me ocorreu como a fuga da falta dela! Este ano, num corta-mato, que realizaram “lá na terra”, a minha cunhada mais nova, com 19 anos ganhou o primeiro lugar feminino! Isso e uma grande bolha no pé! Mais uma prova de que mulher, que é mulher, consegue tudo só depois de muito suor e sangue. Não me pareceu sentir-se muito livre depois de ter ganho, mas que trabalhou para a ganhar, lá isso trabalhou! E por falar em trabalhar, outro facto que também sempre me intrigou foi o de no dia do trabalhador ninguém trabalhar! Ora, vamos lá a ver, que melhor forma de mostrar apreço pelos direitos enquanto trabalhador do que trabalhando?! Mas não, vem o dia do trabalhador e ninguém trabalha! Ninguém! Lá na terra, nesse dia, fazem-se pic-nics, se o tempo estiver de feição! É que já nem as manifestações dão muito”jeito”!
Não... é uma miséria, não temos direitos nenhuns, as condições de trabalho são cada vez mais precárias, os trabalhadores cada vez mais explorados, mas no dia do trabalhador vamos todos é gozar o feriado e fazer um belo de um pic-nic! Umas sandes de lombo, panados e arroz de feijão e o belo do vinho de garrafão! Afogam-se as mágoas, dorme-se de papo para o ar, que de “tristezas” não vive o Homem! Afinal de contas, por muito paradoxal que possa parecer esta atitude até tem alguma lógica, se pensarmos no bom e velho slogan: “se eu não gostar de mim, quem gostará?!”.
Valha-nos ao menos o dia da Mãe, em que recebemos prendinhas e os nossos filhos nos trazem o pequeno-almoço à cama, ou não! E nós em jeito de agradecimento lá lhes vamos dando beijinhos o dia todo, perdoando pequenas faltas de comportamento, tudo porque é o nosso dia, o dia da mãe! Algumas sortudas, ganham mesmo o direito a passar o dia da mãe sem os filhos... vão fazer uma massagem, a depilação, manicure e pedicure, conforme manda a tradição! Afinal de contas é o nosso dia e cada uma o goza como quer!
Eu, no dia da Liberdade não corri, mas dormi até tarde, que sendo mãe de uma criança pequena é uma das maiores liberdades a que me poderei alguma vez dar ao luxo. No dia do trabalhador, trabalho em casa, porque boca de filha e marido não faz greve nesse dia e a casa continuará por arrumar. No dia da mãe conto com um belo dia de sol, para passear com a mais pequena e peço a tudo por Deus, que nesse dia a maternidade só me mostre o lado solar e se prive de birras, viroses e contratempos! Que mais poderá um ser livre desejar?!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Bela e forte, que só eu, "desfilando" mais um dia da minha vida...


Acordei, cheia de sono. A miúda acordou, cheia de tosse! Ultimamente estamos assim... eu cheia de sono, ela cheia de tosse! Vesti-a, vesti-me. Deixei-a passear pela casa de fraldas um pouco antes, a ver se a “imunizo”, mas a catraia espirrou e eu peguei nela a correr cheia de remorsos e dores de consciência. Ela parecia feliz, mas espirrou! E eu... eu, vesti-lhe uma meia calça de algodão e calças de fato de treino, um body e uma camisola. Prendi-lhe o cabelo e ainda lhe enfiei um casaco de algodão. Aqui está frio. Mas ao menos faz sol! Preparei a mochila dela, a minha carteira, peguei nas chaves, telemóvel e danacol! Ela, que tinha ido buscar um boneco ao quarto, viu o seu triciclo da Kitty e sentou-se nele, olhando para mim, como quem diz: empurra! Eu, a morrer de dores no braço (estou assim desde ontem, calculo que seja tensão muscular), olhei para ela como quem diz: Fada-se! Vamos lá!
Empurra para um lado, empurra para o outro, ela de boneco na mão a virar o volante aleatoriamente, eu a levantar a roda para controlar a direcção. Abre portas, fecha portas, cheguei ao elevador e decido, enquanto espero por ele, beber o danacol (a ver se dou cabo do bicho! Ando a acumular doenças de velha, perdão, “vivida”)! O elevador chega. Empurra triciclo, segura carteira, segura mochila, carrega no botão e entorna danacol inteirinho! (D. Maria se me ler, desculpe...)
A pequena ri-se. Resta-nos um lance de escadas, pego no triciclo com ela sentada (não admira que me doa tanto o braço), chegamos ao carro. Arrumo as tralhas, sento-a, enfio o triciclo lá dentro, ela pergunta-me pelo “bai-bai” (a sua mantinha de eleição)... não veio. Hoje não veio. Ficou em casa! Esqueci-me dele! Dou-lhe o boneco, a outra que estava no chão do carro, sento-me, arranco, pego nos óculos de sol e penso, que se este colestrol não me matar, esta maldita rotina instalada acabará por se encarregar de o fazer!
Preciso de férias! URGENTE!

terça-feira, 27 de abril de 2010


É verdade... ainda nem vos disse... e isso é imperdoável... então não é que aqui há coisa de duas semanas a criança lá de casa desbloqueou a língua e agora farta-se de “papagaiar” que é um disparate! É que já diz de tudo! Até um “Ai XEXUS!” já lhe ouvi sair da boca! Ela fala pelos cotovelos... e foi assim mesmo, exactamente como me disseram que ia ser, de um dia para o outro! Começou a falar com conjuntos de duas palavras, sim, porque palavras soltas já ela começou a dizer com cerca de 10 meses! Agora fala de tudo e com toda a gente... “ Não qé!”, “quêx maix?!” “Tá aí!” “Calada Cadela!”... enfim... já sabe as cores, conta até três e também já diz quatro. Quando lhe perguntam quantos anos vai fazer, diz: “DOIX!”... e eu nem acredito, que de hoje a exactamente um mês ela fará mesmo, de facto, “DOIX” anos!
O coelho é “culhu”, o peixe é “peixu”, a papinha é “pipinha”, a mãe é a “mamãe Fia” o pai é “papai nhama”! O Noddy é “nhónho” e já a ouvi dizer “porra”, mesmo assim, com todas as letras e dito como gente grande! Gosta muito de “faxe” (alface) e “noura” (cenoura)... quando se chateia ou faz algo que não devia, já sabe dizer que “tá tixte” e ontem, depois de lhe beber a água que tinha no copo disse-me “a mamãe bai li penxá!”... foi a primeira vez... é que nós não a pomos de castigo, mas mandamo-la pensar uns momentos num canto... (a mãe vai para ali pensar!!!). E quando eu lhe disse, que não era eu quem ia pensar, mas ela, prometeu “póta bem”! (Eu porto-me bem!)
É mágico digo-vos! Mágico! E melhor que ler só ouvir... talvez ainda vos faça uma surpresa um dia! ;)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Emprestada


Hoje sinto-me emprestada! Isso mesmo, só assim, “emprestada”! A esta ilha, a esta vida, a esta realidade, a este blogue, ao jornal, ao meu emprego. Emprestada para funções às quais não pertenço, que não me reconhecem, que eu não reconheço... emprestada a esta falta de reconhecimento flagrante, que me persegue, que me atormenta!

De tal forma me “emprestei”, que ontem, ao voltar do berço, ainda com a pele quente do calor do ninho, me senti invadida por esta chuva chata, deprimente, triste... o grito saiu da boca da minha filha: “Xai Xuba, Xai!”. [Cada vez me convenço mais que esta criança é um clone meu e não um filho, de tal forma é forte esta simbiose que nos une, que vai além de laços telepáticos, que nos faz adivinhar e assimilar estados de alma das duas!]

Emprestei-me a um dia-a-dia, que de meu só me tem a mim, mas de tal modo me estranho, que mais parece que eu não sou eu, mas alguém que faz e fala e age como eu, se parece um pouco comigo... mas nada mais de mim tem.

Sinto falta do sol, do calor, da alegria despreocupada de um Verão de S. João. Estou cansada e a luta ainda hoje começou... adiante, as tristezas não pagam dívidas... talvez tudo isto seja só mesmo saudade, aquele sentimento tão nosso... a mim emprestado pelo sangue luso que me corre nas veias!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Satus Report a 1000/h!


A operação ao meu sogro correu bem! Pelo menos por enquanto está tudo a correr de acordo com o previsto! Resta-nos aguardar pelos resultados da biopsia! Nos “entretantos” estamos por casa, vamos matando saudades da família e gozando cada dia como se do último se tratasse, porque se há coisa de que as nossas fragilidades de saúde nos fazem recordar é que não estamos neste mundo para sempre e que hoje é o dia certo para viver, aproveitar e fazer da vida o melhor que conseguimos e não o melhor que desejaríamos!
Voltarei em breve… desculpem a ausência, mas a ansiedade tem destas coisas: encurta-me as palavras e sufoca-me a criatividade!

P.S.- A Repolhita está bem… a transbordar de mimos dos avós e cada vez mais linda! Obrigada a todas que se preocupam! :D

"Croniquice d' o Tal" - HOJE no AO

Tenho várias amigas, colegas, conhecidas, que dizem não ter ainda encontrado “o tal”. Esse mesmo, o príncipe da vida delas, o seu amor para sempre! Essas mesmas amigas, colegas, conhecidas perguntam-me frequentemente como é que eu soube que o meu marido era “o tal” e eu respondo, para espanto de muitas, que na verdade ainda não sei! Mais, para ser totalmente sincera, acho que essa coisa d’ “o tal” é mais um mito urbano criado para instaurar o caos e a confusão e acentuar a insatisfação na vida de grande parte das pessoas, especialmente na vida das mulheres, mais propensas a deixar-se levar em contos de fadas e príncipes e fantasias do “amor para sempre”. Na verdade a minha concepção do amor é mais como a minha concepção da vida, a “gente” paga para ver e vai andando e vai vendo! Eu nunca pensei no meu marido como “o tal” ou a minha “alma gémea”, porque na verdade, devo confessar também nunca tive muito tempo para pensar nessas coisas. E eu acho que é mesmo assim, quando o amor é para valer, quando dois querem e dois dançam, as coisas acabam por acontecer de uma forma tão natural como respirar! A verdade é que respirar é essencial para nós, eu diria mesmo vital, mas reparem que se pararem para perder muito tempo a pensar naquilo que estão a fazer, respirar, acabam por ficar meio baralhados, vacilantes e acabam por se perder na vossa própria respiração, muitas vezes atrapalhando-se ao ponto de pensar por instantes que já não serão capazes de voltar a respirar com naturalidade. Para mim, o amor é mesmo assim, não se pensa, não adianta discuti-lo, não adianta analisá-lo ou estudá-lo, apenas se vive! A análise e estudo do objecto “amor” vem muitas vezes quando esse mesmo amor já está morto e pertence ao passado, para espanto de muitos que o consideravam ainda vivo! O amor não é fácil, mas mais difícil ainda é manter uma relação… porque se por um lado o amor é uma coisa natural, que surge como a própria sede, que aparece num momento das nossas vidas, tão imperceptível como o momento exacto em que adormecemos ou acordamos, as relações já são mais uma grande noite de insónias em que temos que nos forçar a dormir, temos que nos esforçar por relaxar, temos que nos concentrar e pensar que nem sempre vai ser assim, que cedo voltaremos às noites felizes de sonhos relaxados e felizes… nas relações o processo é o mesmo, esforço, concentração, respeito, muita paciência e fé de que nas fases menos boas e mais difíceis as fases boas nos darão alento para aguentar até à próxima, com a agravante de que numa relação ao contrário de uma insónia o esforço e a vontade de cumprir objectivos não pode ser só de um, mas tem obrigatoriamente que ser de ambos… porque meus amigos, maior verdade não há: “quando um não quer, dois não dançam!”.
Muitas amigas, colegas, conhecidas minhas, aquelas que alegam ainda não ter encontrado “o tal”, perdem-se tanto em reflexões e análises acerca do seu objecto amoroso, que frequentemente perdem hipóteses de “pagar para ver”, pura e simplesmente porque é mais fácil dizer que aquele não era “o tal”… e elas!? Serão elas “as tais” de alguém?! (Se é que isso existe?!) Pois… isso agora, talvez seja coisa que nem elas, nem eu, nem vocês nunca saberemos!
Outra coisa que acontece frequentemente é cair-se no erro crasso de se pensar que só porque uma relação está a passar uma fase menos boa já está condenada! Pois eu vos digo, meus caros, que é precisamente nas horas de “aperto” que se vê o quão unidos estão os dois numa relação, porque o “elo mais fraco” não quebra no “relax”, mas sim na tensão!
Hoje, o meu marido está a passar por, provavelmente um dos momentos mais difíceis da vida dele. E eu nada mais posso fazer, a não ser garantir-lhe que estou aqui, que pago para ver e que o amo muito: hoje menos do que amanhã!

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Por cá continua um tempo frio, chuvoso e ranhoso como o raio! Mas ontem foi dia de fazer as malas e hoje... hoje é dia de ir até casa! Vamos, desta vez, com menos sofreguidão, levamos o coração nas mãos... tudo porque desta vez, o que motiva o nosso regresso ao ninho é o acompanhamento de um ente muito querido, muito próximo e muito amado, que vai ser submetido a uma operação!
Algo me diz que tudo vai correr bem, mas estas situações, que mexem com as nossas maiores fragilidades, as doenças, deixam-nos sempre de coração apertado e boca seca.
Hoje nenhum dos três dormiu grande coisa, a pequena não queria estar sozinha e os maiores gostaram de a ter por perto, apesar do óbvio desconforto físico. Um dia não são dias... e aconchego não se nega a ninguém, muito menos aqueles para quem tamanhos actos de carinho não poderão nunca faltar!
Quando voltarmos à ilha, algures no final da próxima semana, aquilo que desejo é apenas que consigamos trazer no coração a paz e a segurança de que os nossos estão bem e que ficarão bem... assim como nós!
Prometo que tento vir ao blog durante a próxima semana, para ir dando notícias... vá... pelo menos garanto que vou tentar!
Até lá espero que fiquem bem e se possível que nos enviem vibrações positivas aos pacotinhos! A morada é a dos nossos corações, a minha vocês já conhecem de cor...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O prometido é devido...

... não podia faltar a foto com o vestido que ganhei no passatempo Dress-a-Day!

AAAAAMMMMMMMOOOOOOOOO!

(Agora imaginem estes caracóis aos pulinhos na sala com o nosso novo sistema surround a bombar!!!! LINDO)

"Arte do Quotidiano" no AO - 15.04.10


Na minha Croniquice de hoje quero falar-vos de arte, em movimento, do verdadeiro material de que é feita a verdadeira arte! Tivessem Picasso, Van Gogh e Dali sido mulheres teriam ido buscar inspiração aos quadros de que vos passarei a falar... sem sombra de dúvida! Isto porque, estas autênticas pinturas em movimento são os melhores esboços, os melhores desenhos, as melhores produções artísticas saídas da mão de qualquer mulher! Os quadros de que vos quero falar são quadros do quotidiano, mas bem poderiam ter sido telas saídas da imaginação surreal de um qualquer Tim Burton ou da sensibilidade exacerbada da pena de um qualquer Shakespeare ou Camões! A maior “pintura”, a mais magistral: os nossos filhos. E bastava a minha entrar em cena, para que se borrasse a pintura toda!
Não me interpretem mal, não é que a sua bela figura não desse uma bela tela, de facto, seria sem dúvida o retrato mais celestial que alguma vez poderiam imaginar... o problema está na acção, que peca por ausência nas telas e por excesso nela! É uma criança, como hei-de dizer isto... mexida! Activa, muito esperta, típica da idade! Quero com isto dizer, que é uma criança (ponto final). E como tal, não pensem que é só a minha que faz destas “cacofonias” artísticas! Não! A minha filha é uma criança igual às demais da sua idade e como tal, berra, esperneia, grita, geme, dá gargalhadas, faz riscos de caneta nos sofás, de guache nas paredes, espreme tangerina e iogurte com as mãos, espalha baba na roupa toda... enfim... faz tudo o que seria de esperar numa criança! E é por isso que eu acho que seria rico alimento de inspirações artísticas... Visualizem só estas peças...
Primeiro quadro: depois de cinco dias enfiada em casa a tratar-lhe de mais uma virose, com tosse, otites, conjuntivites e muitos mucos à mistura resolvemos ir com o pai dela fazer um jantar de “crescidos” comer comida de “gente grande”, ter conversas adultas e rir à “maior de idade”... e assim foi, na ementa tínhamos Sushi, bebemos um bom vinho de 2007 e tudo corria às mil maravilhas. Até a nossa obra-mestra, nos fazer recordar que continuava ali uma criança de 2 anos, que tinha já aguentado calada e quieta quase uma refeição inteira, e que como arma de escape e arremesso nos acaba inevitavelmente por atirar sempre com a mesma expressão: “Có-Có”! Primeiro dito assim em género de chamada de atenção... como que diz: “Mamã bora lá?!”, depois em tom de voz crescente, ao género telemóvel com direito a vibração na cadeira e tudo! A altos pulmões a berrar essas duas sílabas em tudo iguais, e para nós tão sinal de diferença! Valeu-nos o espaço vazio e a ausência de olhares de quem não tem filhos e não julga nunca que isto pode, de facto, acontecer a qualquer um!
Segundo quadro: Boys and Toys. Podia ser este o nome, porque os rapazes irão gostar sempre de brinquedos! O meu marido gosta de novas tecnologias, coisas multimédia e gadgets, de que eu não entendo pevide. Ainda assim estávamos os três perdidos algures entre a secção dos plasmas e dos “surround”! Bastando um segundo, (digo-vos... um segundo), para que a catraia se enfiasse por entre um amontoado de plasmas LCD hi-tech, tecnologia LED, daqueles ecrãs com preço de carro ou sofá! Estiquei a mão, ela fugiu para trás e o que se seguiu foi o quadro que imaginam... ela a chorar, a caixa do plasma no chão, o empregado a caminho e eu maldisse aquele seguro que ainda não lhe fizemos. Já estava a fazer contas à vida, enquanto a ajudava a levantar-se, quando o empregado me diz, qual anjo, que a caixa estava vazia! “Benzá” Deus!
E agora pergunto-vos eu, haverá aguarela mais colorida do que os filhos na tela das nossas vidas?! Não há! Pois não, não há... mas eu juro-vos, que às vezes, só às vezes, depois de “exposições” assim, eu gostava de poder pintar quadros com uns tonzinhos mais pastel!

Prendinhas...

Bom... resumindo e concluíndo, se mentiroso não houver tenho 8 visitas diárias regulares, (abençoadas alminhas), contra 3 que assumem que não passam por cá todos os dias!
Há 3 pessoas que visitam o blogue 1 vez por dia, 3 que o visitam, mais que muitas... (pai, mãe, tia: vão trabalhar!), 2 pessoas que visitam menos do que gostariam e 1 que visita o blogue 2 vezes por dia!
Até aqui, nada a apontar!
Em relação às preferências de leitura há 2 pessoas que gostam quando eu escrevo muito, 2 que gostam quando eu escrevo coisas animadas e as restantes dividem-se em uns pelos textos que escrevo acerca da minha filha, do amor, as historinhas e as croniquices! Posso então concluir que há que leia de tudo...
Continuando... há 5 pessoas não comentam quando não sabem o que dizer e 3 não comentam por falta de tempo! De 1 a 10, 6 pessoas votaram as croniquices com nota máxima e e 2 deram-lhes um Suf! Há 6 pessoas que por aqui passam que acham, através daquilo que escrevo, que eu gosto da vida e 2 que entendem que eu gosto de escrever!
E agora é que a porca torce o rabo... então não é que 5 dos meus leitores acham que eu devia escrever um livro, enquanto 3 acham que eu devia ter outro filho!? E há mesmo que assuma, (Art és louca) que eu devia escrever um livro e fazer outro filho! Está mal...
Mas bom, bom foi saber que em 8 pessoas que me visitam 7 desejam que eu seja feliz! E uma, de tão fã que deve ser... só deseja é que eu continue a bloggar!
E queridos que só vocês, a maioria respondeu aos meus questionários, porque “gostam de mim, porra”!!! Que bom! De resto, 1 respondeu, porque achou interessante e uma alminha submissa, mas de mau feitio, porque era o que eu queria, “não era?!”!

Obrigada a todos pelas vossas respostas... e se são mentiras, não estou nem aí, porque a verdade é que o balanço super positivo me deu muita alegria! Como é lindo viver neste blogue de ilusão!!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Blogue agradece...

Vou falar-vos hoje do início do blogue, de quando eu escrevia e quase ninguém lia, a não ser a minha fiel amiga Su, Sancho Pança das minhas aventuras Quixotescas, aquela que assina sempre como anónimo, que até hoje ainda não percebi bem porquê... ou até percebo, porque apesar de ela ser linda que dói, não gosta de se exibir, o feitio dela é mesmo assim, discreta e amiga, que só ela!
Outra minha leitora fiel, que me apoiou, mesmo quando eu pensei que este blogue nunca iria interessar a ninguém foi a Teresa... essa toda, a minha tia! Que sempre leu, sempre gostou, sempre comentou ainda que nem sempre por escrito!
A culpada desta aventura do Blogue foi a minha querida amiga açoriana Tété, graças a quem ganhei uma sobrinha afectiva linda, a Rabaneta e companheira da minha Repolhita, que sempre acreditou que o que eu escrevia fazia sentido, que era interessante, que eu escrevia bem... que acreditou em mim, mesmo quando eu deixei de acreditar! Depois veio a querida amiga e irmã dela... a Anie... e que gozo me davam os seus comentários!!!
Por fim, acho que do meio blogger a primeira a estabelecer contacto comigo foi a querida da Bê, que é um mimo de pessoa! Não podia deixar de fazer referência à Brown Eyes, a minha comentadora mais assídua, que não desiste, mesmo quando os textos são de difícil interpretação, mesmo quando o que eu posto aqui não vale nada! OBRIGADA! Depois a companheira palhaça da Art, com quem a simbiose foi instantânea e que apesar de não conhecer ainda já identifico com uma espécie de amizade simpática; depois a carinhosa e meiga Paulinha, a quem só desejo coisas boas, um exemplo de Mulher com M grande, GRANDE! Depois a Carrie, conhecida minha de outras andanças mais fora do virtual! Miúda cheia de garra e pinta, gira “pa dé-déu”... e aos poucos vieram a Poetic Girl, a SAV, a Izzie, a Mel, com o seu bando de vespinhas muito cómicas! Até a “ranhosa” da Ginger veio cá parar! Uma força da natureza com uma piada muito ao meu género! E claro, a Rita (mil perdões Rita)! No seu Alentejo e Nova Iorque, com uma filha da idade da minha, que me brinda mais recentemente diariamente com os seus comentários, leitura e blog!
Os meus pais acabaram inevitavelmente por ter que aprender a lidar com blogues e afins, porque a curiosidade e o amor paterno a isso obrigam, mas esses iriam ler até uma lista de compras feita por mim!

Bem sei que muitos mais amigos e não conhecidos me lêem, que por aqui passam, às vezes riem, às vezes emocionam-se, às vezes comentam... olhem, como foi o caso do Siceramente, que apanhado de surpresa neste meio, como seguidor nr. 50, de vez em quando até me acha piada!
Perdoem-me a falta de referência a todos os outros, mas acho que quem se esforça por me ler, por comentar e que por acaso até gosta, merecia estas palavritas de apreço, que é mesmo isso que sinto por eles! Dos outros não conheço nem nomes, nem opiniões, mas valorizo na mesma e vou contando as vezes que por aqui passam ali em baixo, à direita, no contador de visitas!

Last but not least, pensavas que me tinha esquecido de ti... tu, que sorrateiramente, todos os dias depois de termos deitado a nossa filha, te encolhes atrás da cortina da sala, de janela aberta e cigarro na mão, a ler no i-phone tudo aquilo que me vai na alma nesse dia e que aqui deposito... porque tu, meu amor, és a minha maior inspiração e orgulho e se não escrevo todos os dias para ti... é só porque sabes que não conseguiria escrever sem ti!

OBRIGADA a todos e todas! Sintam-se agraciados com um abraço de agradecimento sincero! E agora, chega de balelas... venha mais um ano e um copo! Logo beberei à Vossa saúde!
Tchin-Tchin!
Estou incrédula... Já passou mesmo um ano?!

terça-feira, 13 de abril de 2010

1 = UM




O blogue faz amanhã um ano! Isso mesmo! Este blogue! Nem sequer acredito que algures na minha vida, no ano passado, por estas datas tive a brilhante ideia de criar um blogue! Tudo surgiu com base nos textos que andava a preparar para apresentar ao jornal, a sugestão de uma amiga e uma dose de vontade de ocupar o tempo com algo que me desse realmente gozo! Algo que me ocupasse o “cerebelo” em horas mais mortas!
Fiz da escrita neste espaço um hábito diário! Uns dias partilhei muito, outros dias menos, outros dias nada, outros até um pouco demais! Ao longo deste ano passei por várias fases de crescimento da minha filha, amadurecimento da minha relação amorosa, amarguras profissionais, devaneios de loira distraída, enfim... foi um ano rico! Ou, um rico ano! Não sei se terei estofo para muitos mais...
Por vezes, quando passo uma temporada sem escrever no blogue parece que lhe perco o jeito, que o “estranho”, que quando volto a abrir a página nada é igual! Mas a verdade é que escrever é algo de que sempre gostei, muito! Usei muitas vezes este espaço como ponto de partida para as minhas Croniquices semanais no AO, outras vezes usei-o para fazer textos mais pessoais, nunca íntimos, mas sempre pessoais! Deixei-me levar pela “embriaguez” de escrever para alguém ler. Gostei sempre que alguém comentou... continuo a gostar!
Um ano são muitos dias, 270 publicações também... 60 seguidores fidelizados são um brinde e o feedback um orgulho!

Obrigada a todos pela leitura, resta-nos amanhã: celebrar!!!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Svegliate Principessa...


Quando naquelas primeiras horas do dia se sente o sol a acordar, as gentes a começar a mexer, os barulhinhos da noite a ser abafados pelo sonoro do dia, tudo em mim é asco. Encolho-me mais um pouco, tapo as orelhas com os cobertores, porque para mim, esse começar do dia, esse princípiozinho da manhã nunca é doce, sabe mais a murro no estômago! E os segundos passam, os minutos continuam a somar e eu toda a sumir por entre o calor da noite!
Não sou pessoa de manhãs, sou bichinho da noite, gosto mais do início do escuro do enroscar de casacos e mantas, que se proporciona quando as pontinhas dos dedos dos pés se querem esgueirar para o sofá e todo o corpo com elas, se estira por inteiro em cima da cama! Gosto de adormecer! Gosto de partir para o Vale dos Sonhos! Não gosto de acordar, fico sempre de mau humor quando tenho que de lá voltar! Sou ninfeta de lençóis quentes, não sou princesa da madrugada! E assim na vida também prefiro as partidas para os sítios doces, gosto das chegadas, mas odeio os retrocessos!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Era uma vez..." - no AO 08.04.10

ESTOU EM CASA. STOP A CATRAIA ESTÁ DOENTE! (Yes Again) STOP! NO TIME FOR BLOggING!
Mas... Have fun com a última croniquice do AO, que ponho aqui para vocês... assim cheia de sono à uma da manhã e sem sair de casa há 4 dias... BEIJOS!
No mundo do “faz de conta”, das historinhas, do “era uma vez”, para além dos animais falantes, das fadas, anjinhos, sereias e seres que tal havia sempre um elemento imprescindível, que eram os “bons” e os “maus”. Os “bons” e os “maus” eram claramente identificados pelos seus actos e ajudavam a definir morais, a estabelecer padrões de comportamento. No final da história os “bons” tinham sempre à sua espera um final feliz e “para sempre”, enquanto os “maus”, se não se redimissem e aliassem à “liga dos amigos dos bons”, tinham à sua espera um castigo final e, por vezes fatal!
Semelhantes histórias, semelhante ficção, eram muito reconfortantes, porque no final sabíamos sempre, que por mais aventuras e desventuras os “bons” tivessem que enfrentar, tudo acabaria bem e o mundo acabaria por encontrar a sua ordem, o seu equilíbrio, a sua harmonia e paz!
No mundo real, nas histórias mais “realistas”, não há “bons”, nem “maus”, apenas seres híbridos e vacilantes, que ora fazem bem, ora fazem mal, em maior ou menor proporção, dependendo do prato da balança que pesar mais no momento!
Eu acredito, que não há ninguém inteiramente “bom”, nem ninguém inteiramente “mau”. Mas acredito também que há pessoas capazes de cometer os actos mais bondosos, sinceros e desinteressados e pessoas capazes de cometer os mais maldosos, indecentes e criminosos! O problema nos dias de hoje, a meu ver, é que se perderam as noções de moral caducas, transmitidas pelas historinhas de encantar, onde mentir era feio, enganar era punível por lei, defraudar, trair e matar eram crimes capitais imperdoáveis. Não sei em que ponto da nossa história se começou a achar que os maus conseguiriam escapar impunes, não sei em que momento se subverteu a moral de tal forma que acaba por se pensar que os “bons” são os “anjinhos inocentes”, que não conhecem a vida e nunca irão dar em nada e que os “maus” são os vilões endinheirados, intocáveis e idolatrados, os que se safam sempre! Todos sabemos que o caminho do mal é mais fácil, acessível a todos, que nem sempre o bem é facilmente realizável, que nem sempre é reconhecido, muito menos valorizado e aos que querem ainda fazer algum bem, aos que se sentem injustiçados vendo que os “maus” escapam e continuarão sempre a escapar, apenas resta o consolo de pensar na justiça divina, mas visto que isso é processo para se resolver só nas “altas instâncias” de uma próxima vida, frequentemente esse consolo é insuficiente e os bons, eternamente “inconsoláveis”.
Penso nisto enquanto vejo mais um episódio do Noddy com a minha filha e me apercebo que nem as historinhas infantis são o que eram, que até o Noddy, o suposto “bom” da história desconfia dos seus amigos, dos seus inimigos, os “maus”, e que apesar das historinhas acabarem sempre bem, ou com uma moral, nem sempre os “maus” se redimem, às vezes pedem desculpa a “fazer de conta” e acabam por se escapar até à próxima travessura… e entretanto penso, que para a próxima talvez lhe coloque o dvd do Ruca, ou o das Fábulas do Esopo! Mas a catraia apesar de pequena já sabe bem o que quer e não vai em historinhas, estou tramada! “No meu tempo não havia nada disto” e mesmo os heróis mais rebeldes, mais travessos, de cabelos despenteados e pés descalços eram rebeldes com causa, o Tom Sawyer, a Pipi das Meias altas, a Ana dos Cabelos Ruivos… mas isto talvez seja só eu, com saudades de uma “historinha à moda antiga”, em que os “bons” eram mesmo “bons” e vitoriosos, sempre, e os “maus” eram “assim-assim” e perdedores, para sempre.

quarta-feira, 31 de março de 2010

AMANHÃ no AO - (Hoje, Aqui pra vocês!!!)


Do fútil ao útil vai uma linha fina de opiniões subjectivas, noções leves de economia para totós e frequentemente uma mera questão de gosto. Porque nunca se considerará fútil algo que de facto se goste. E perguntam vocês... porquê esta teorização agora em vésperas da Páscoa?! E eu explico... porque a Quaresma é por definição uma época de reflexão e hoje deu-me para reflectir nas prioridades da vida e naquilo que nos define, os nossos gostos, paixões e opiniões!
Por estas alturas, noutros tempos, a minha querida mãe fazia questão de me comprar uma fatiota nova, sapatos incluídos. Eu chamava-lhe a “roupa da Páscoa”. Parece um pouco parolinho, isto dito assim desta forma, mas a verdade é que os tempos eram outros e não éramos abastados, assim sendo, era com algum contentamento que eu aguardava a chegada da Páscoa, na ânsia de puder receber uma “farpela” nova, escolhida por mim! Ai! Doces dias! Hoje em dia, já ninguém me dá a “roupa da Páscoa” e às vezes, só às vezes eu sinto saudades dessa terna dependência. E podem perguntar vocês... e então agora, que a Mulher a 1000 é mãe, comprará certamente a “roupa da Páscoa” para a sua filha?! Pois... responderei eu, “com muito gosto”! Embora tenha a viva noção de que sendo “outros os tempos” o valor dado à mesma não é igual... e então muitos considerarão isso, hipoteticamente, uma futilidade! Mas roupa é daquelas coisas que está sempre na barreira entre o útil e o fútil, pois todos precisam de roupa! O problema está em saber de quanta precisamos... e aí entram as opiniões subjectivas e as noções de economia para totós aliadas ao gosto de cada um! Ora, vejamos, se para o meu marido o número de sapatos e carteiras que eu tenho será sempre um número por demais elevado (fútil), para mim, o número nunca é suficientemente “útil”! Faz parte das “leis do Universo”, um homem jamais compreenderá a necessidade das mulheres de ter sapatos, assim como uma mulher jamais compreenderá a razão de não os ter! As pessoas desvalorizam as “futilidades” dos outros e não se apercebem frequentemente que as “futilidades” não são o motor que nos faz querer viver, mas a gasolina para o abastecer! Não pode um ser humano viver só das questões fulcrais da vida, dos casos sérios, dos casos reais... às vezes é preciso um certo alheamento, uma certa utopia, uma certa felicidade menor, encontrada nas “pequenas coisas”, que fazem com que na grande escala, o esforço para atingir a “grande felicidade” valha mesmo a pena!
Mas o ritual da celebração da Páscoa não se extinguia só na roupa... não. Este ritual implicava ainda um banho bem tomado, cabelos bem alinhados, sapatos novos bem polidos e meias cheirosinhas! Tudo isto, para nos apresentarmos no nosso melhor à Madrinha! Era quase como uma preparação para uma entrevista de emprego, em que a recompensa não era conseguir o emprego, mas receber elogios, e com sorte, uma prenda! Enfim... seria mais uma futilidade, ou não, porque quando a prenda envolvia uma recompensa monetária, transformava-se logo e sem pós de perlimpimpim na prenda mais útil que se podia querer!
Serão as amêndoas da Páscoa fúteis também?! Serão elas, e segundo toda uma linha de pensamento lógico e nutricionalmente equilibrado, totalmente desnecessárias?! Não creio. Ora dispam a Páscoa de amêndoas, o Natal de rabanadas e o Carnaval de Malassadas e a festa perde o sabor típico que sempre convêm.
E eu?! Serei eu fútil por gastar um texto neste nobre espaço a divagar acerca de “roupas da Páscoa”, amêndoas ou doçaria conventual?! Ora, depende! Depende de quem lê e do que aqui ler... porque aquilo que de facto eu quero dizer é que o (f)útil é uma questão de perspectiva, sempre! E eu, na minha mais humilde opinião, continuo em crer que a única futilidade da vida é mesmo o desperdício de não a querer viver! (Boa Páscoa!)


Título: Do (F)útil!


por Sílvia Martins, Croniquices da Mulher a 1000/h
E para todos os que me lêem, aqui fica o meu apelo... nada de fazer destas marotices aos pobres dos coelhinhos de chocolate! Ehe!
Com esta me vou, que amanhã estou em casa, de assistência à família!
Bem Hajam e Boa Páscoa!!!

P.S.- Talvez vos deixe aqui uma prendinha mais logo... a ver vamos... se forem bons meninos!!!

Verdades no dia antes do dia das Mentiras...


Amanhã é dia 01 de Abril, também conhecido como dia das mentiras... e não sei se por engano ou não, mas nasceram nesse dia duas das pessoas que mais me marcaram até hoje e que celebram amanhã mais uma Primavera!

Uma dessas pessoas, vamos por prioridade de idades, é a minha sogra, que querida que só ela entrou desde o dia em que a conheci directamente para o topo do ranking das pessoas mais humildes, sinceras, dedicadas, corajosas e boas de coração que eu já alguma vez tive conhecimento de existirem! Tem uma história de vida que dava um best-seller e nunca pára de nos surpreender! Do pouco fez sempre muito, para muitos e o tamanho do coração dela suplanta de longe qualquer empreendimento do dubai em valor, dimensão e altura! É nobre a minha sogrinha! Por isso, felizmente, não sei o que é isso de não gostar da sogra... assim sendo só lhe desejo tudo de bom, amanhã como todos os dias do resto da vida dela!

Amanhã irá também fazer anos mais uma pessoa. Talvez “A” pessoa, pois distraída e alheia a datas como só eu, da data do aniversário dela acho que nunca me esqueci! Amanhã faz anos a Teresa! E perguntam vocês... mas quem é “A Teresa”, pois... a Teresa é a minha tia, irmã mais nova da minha mãe, que sonhou anos a fio em chamar-se Carlota, que a minha mãe cuidou como se fosse filha dela, que usou as orelhas presas com fita cola, para esconder esse seu traço dominante, que adora livros e moda e roupas com bonecada, que é fascinada por anjos e fadas, mas diz que não acredita neles, que detesta antúrios e falsas modéstias, que me ensinou que não se diz que não ao que nos querem oferecer, que me mostrou que sozinha na vida, só está quem por vontade quer! Pura e simplesmente, a Teresa é a minha tia mais amiga! Tão amiga, tão amiga, que só distraída lhe chamo tia! A Teresa acompanhou sempre todas as minha maluqueiras, deu-me sempre guarida quando a procurei, deu-me conselhos, foi minha ouvinte e confidente, de coisas que nunca contei a mais ninguém. A Teresa dormiu comigo na ausência do meu marido nos 2 primeiros meses de vida da minha filha. Veio comigo para os Açores, ajudou-me a instalar, fez-me ver que depende de nós, fazer de uma casa um lar. A Teresa superou-se a si própria para ceder aos meus caprichos, fez coisas do “diabo” só para me ver sorrir! A Teresa é e sempre foi um modelo a seguir para mim... por isso e por muito que o afastamento, a distância e o tempo possam deixar mossa de saudade e alguma mágoa, porque no meio dos tropelões da vida às vezes me esqueço da importância real que as pessoas têm, eu sei, que posso contar com a Teresa para tudo e ela pode contar comigo para muito mais! Daqui até ao lar, tenho na agenda sempre uns espaços livres para ti! JURO! E como este lado da minha família não é pródigo na manifestação de afectos, aqui fica veladamente o manifesto do meu afecto por ti! Sabes bem que te adoro, respeito e admiro como se fosses minha irmã/mãe! E a única coisa que te desejo... neste como em todos os outros dias do resto da tua vida... é que consigas sempre o que queres e que nunca te esqueças de pôr a tua felicidade em primeiro lugar... E agora pega lá uma musiquinha que eu sei que gostas! ;)