sábado, 11 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
Nos Açores...
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
E há três semanas no AO (ai ai!)
Acho piada que nos últimos tempos toda a gente reclame pela verdade como pão para a boca! Aliás… sempre achei piada a esta ambiguidade que se vive em relação à forma como encaramos a verdade, a necessidade que temos dela e o modo como lidamos com ela! As verdades são na maior parte das vezes inconvenientes e pouca gente tem “estofo” para lidar com elas! Especialmente numa cultura, como aquela em que estamos imersos em que mais facilmente aceitamos uma mentirinha de conveniência (ainda sabendo que não deixa de ser mentira), do que uma verdade dita assim, a nu, sem recato nem pudor! Vejamos, se um amigo nos convida para um jantar num dia em que não vinha mesmo nada a calhar, porque estávamos com vontade de nos arrastar pura e simplesmente do sofá para a cama e da cama para o sofá, entre telenovelas e séries parvas com roupa de casa e o cabelo por lavar, quantos de nós terá a destreza de se desembaraçar do convite sem recorrer a uma “mentirinha simpática”?! Pois… talvez, tantos quantos de nós acreditam que isso não é mesmo uma mentira e que somos as pessoas mais frontais ao cimo da terra! Ou tantos quanto aqueles que resistem à tentação da mentira e aceitam malogrado o convite, comparecendo e mentindo-se a si próprios, tentando iludir-se com esperanças de que talvez até tenha sido bom irem… ao menos não mentiram a ninguém!
Poucos são os que entre nós dizem sempre a verdade e toda a verdade! E são também esses os que são encarados como mal-encarados, loucos, egoístas, parvos, idiotas, “inconvenientes”… Desde que a moda do “politicamente correcto” pegou entre nós, poucos são os que entre nós conseguem resistir a estas mentirinhas de pantufas em prol da boa convivência! O problema é que nos enganamos mais a nós, do que enganamos os outros… e acabamos por nunca nos mostrar genuinamente como somos, mesmo quando nos assumimos como os mais genuínos, os mais frontais, os mais directos!
Português, que é bom português, gosta de dizer a alto e bom som que gosta é de pessoas frontais, directas e sem grandes “salamaleques”, mas depois, quando apanha um espécimen destes pela frente, não sabe o que lhe fazer… e as ganas que lhe dão são de o fazer calar! As verdades são incontestavelmente inconvenientes! Claro que toda a gente prefere acreditar que somos todos extraordinariamente civilizados e simpáticos e altruístas e genuínos… mas poucos de nós o são de facto em todas as áreas da sua vida! Senão vejamos que, a própria “máscara” profissional que todos os dias vestimos a umas “mentirinhas” nos obriga! Eu não atiraria a primeira pedra! Mas se em alguns campos, a mentira acaba por ser a única forma de sobrevivência e convivência salutar, outros campos de relacionamento ou sociabilidade existem em que a mentira funciona mais como a ferrugem… vai corroendo, corroendo, até quebrar e arruinar por completo o metal, por mais resistente que seja!
Cá por casa, a mais pequena aprendeu a semana passada o significado de mentira… e agora, acusa-nos frequentemente de estarmos a “mentirar”. E a verdade é que o fazemos por vezes, alegando que é para a poupar, ou para que ela cumpra aquilo que é esperado, ou para abrilhantar com pozinhos de perlimpimpim um mundinho assim! A mentira é tentadora, principalmente quando se veste toda ela de bons princípios ou de boas intenções… mas não deixa de ser mentira! É um combate inglório este da luta contra a “mentirinha” ou a “não mentira”, principalmente porque há quem faça dele modus vivendi e norma de convivência! E agora pergunto-me eu, como se ensina a um adulto, que uma meia verdade não deixa de ser mentira?!
Semana passada no AO... (mil perdões!)
Quando realmente consigo cumprir com a minha pontualidade, sinto-me orgulhosa, mas um pouco menos eu, assim, acabo por me ‘atrasar’ na mesma, inventando uma ida ao WC antes do momento “h”, ou uma qualquer actividade para “encher de chouriços” até aos cinco minutos de falta de pontualidade da praxe!
Se estão a pensar que isto não abona muito a meu favor enganam-se, porque pelo menos eu tenho consciência desta minha falta de potencial para ser pontual, admitindo-a e comunicando-a com a devida antecedência… assim, na prática eu até consigo ser pontual, dentro da minha tolerância de relativo atraso, que sendo comunicado e cumprido, não engana ninguém!
Talvez por isso eu seja tão intolerante em relação à falta de pontualidade dos outros, e deteste quando me dizem “estou mesmo a chegar”, quando de facto ainda estão a sair da cama, ou “demoro uns cinco minutos”, quando acabaram de se sentar para almoçar!
Pior do que quem erra e tem defeitos, é quem é cego para com os seus e tenta fazer dos outros tolinhos, por verem neles uma tremenda falta de carácter!
Sou particularmente crítica em relação a atrasos não justificados, pois demonstram um total desinteresse pela pessoa que paga a nossa falta de pontualidade com a sua perda de tempo, mas tendo consciência desta característica lusa, comum a quase todos os habitantes da península e ilhas, tenho uma tremenda capacidade de aproveitar o tempo durante os atrasos de quem espero… arrumo a carteira, faço uns telefonemas oportunos, consulto a caixa de email leio um livro, penteio o cabelo, tomo um café, leio um livro, revista, panfleto ou o que tiver à mão… enfim, não gosto de atraso, não os tolero, mas tenho que os aturar frequentemente, por isso, lido com eles!
Infelizmente, pior do que os atrasos são as faltas de comparência, ora, aí está algo de que não peco, porque em caso de impossibilidade de comparência faço questão de o comunicar prontamente. Assim como, não costumo esquecer-me dos meus compromissos, daí que me custem horrores tolerar quem se esquece dos seus. Com esse tipo de pessoas sou mesmo implacável e pago-lhes com luva branca, engolindo em seco e mostrando carácter suficiente comparecendo atempadamente a todos os outros futuros compromissos, fazendo questão de lembrar a pessoa disso mesmo. Mas acho que não me serve de nada… sabem porquê?! É que ele há atrasados que são mesmo incorrigíves…
Hoje no AO
Criar um filho na sociedade actual, para lá de um desafio intelectual de grande exigência, um exercício de cálculo financeiro diário, um abdicar do egoísmo e da individualidade constantes pode ser acima de tudo um verdadeiro teste às nossas convicções éticas e morais. Senão porquê analisemos à lupa, mas na diagonal, a sociedade onde nos inserimos e para a qual criámos, formámos, educámos, mas nunca preparamos os nossos filhos… isto porque, ela nos surpreende diariamente!
Vou tocar num assunto mediático, que levanta opiniões ferozes, mas controversas nos dias que correm… esse mesmo, o caso da jovem de 13 anos, filmada por outros jovens, enquanto era agredida por duas outras jovens, um pouco mais velhas. Vou tentar não ser muito parcial, mas já o sendo, considero enquanto indivíduo social, aquela violentíssima agressão um atentado contra tudo aquilo que defendo; e enquanto mãe, uma atitude selvática, amoral, desnorteada e descontrolada, por parte de todos os jovens envolvidos. Pois bem, deixei a minha parcialidade perdida algures na terceira linha deste parágrafo, mas serve a contradição o propósito de demonstrar a minha indignação e choque quando penso que podia ter sido a minha filha a agredida, ou a agressora… e isso choca-me igualmente em qualquer uma das hipóteses… porque os agressores também são filhos de alguém… e assim, enquanto mãe, apresento-me perante o dilema moral de cair na tentação de educar a minha filha como uma pequena “sacaninha” preparada para estas violências e agressões, para que não a choquem, nem afectem, como me chocam e afectam a mim, com a consciência de que nem que quisesse conseguia dar uma educação espartana a uma criança. Assim, encontro-me perante o dilema ético de, por vezes, só por vezes, questionar as razões porque educamos os nossos filhos com tanto peso e medida, quando sabemos que o que menos há por esse mundo fora é isso mesmo!
A juntar-se a este caso mediático temos agora o de uma outra jovem, cortada várias vezes com um x-acto. Acto que para além de ainda mais violento, me parece mais doentio… e agora eu pergunto-me… para quê?! Para quê tanto investimento, tanta preocupação, quando há coisas que pura e simplesmente nunca poderemos prever, antecipar, compreender… e assim, vamos transmitindo aquilo que nos transmitiram a nós, na esperança de que isso chegue, de que isso baste, como nos bastou a nós. Como nos bastará ainda. Mas com tanto caso, mais ou menos mediático, de violência, de falta de senso, de razoabilidade, de educação, começo a ficar cada vez mais preocupada, com a sociedade que estamos a criar, com a noção clara que a violência sempre existiu e irá existir, mas também com a certeza que a maldade do século XXI é de um refinar tal, que na maior parte das vezes pensa que pode sair impune, imaculada de todos os seus maus actos. E não falo agora só da violência entre os jovens, mas da forma como nós vemos diariamente uma série de actos incorrectos, amorais, criminosos, passar impunes, intocáveis, inimputáveis.
Onde há crime, deveria haver castigo. Caso contrário, toda a lógica do bem e do mal deixará de fazer sentido. Assim, se já é difícil um dito “crescido” entender, porque é que “os maus” às vezes também saem impunes, imaginem lá traduzir isso em linguagem infantil. Directa, objectiva, literal. Onde tudo tem que ser preto ou branco e o cinzento é difícil de se fazer ver. Criar “pérolas para porcos”, perdoem-me a dureza da expressão, mas às vezes é o que parece que estamos a fazer com os nossos filhos! Ou será que a porcaria, eles também a aprendem de nós!?
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Os nossos bebés chegaram...
... e como todos os bebés, são tão surpreendentes, que nem nos nossos sonhos mais loucos os conseguiríamos imaginar assim!
Agora, depois de (des)embalá-los... é deixá-los voar!
No dia 04 são apresentados ao mundo! E eu vibro só de pensar, que pode haver uma criança algures, que deles possa gostar!
Já viste artzinha, o privilégio que vai ser fazer outras crianças sonhar!?
Ser Criança...
sexta-feira, 27 de maio de 2011
O agora

quinta-feira, 26 de maio de 2011
Sexta-feira...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
E quando tudo o resto falha...

sábado, 14 de maio de 2011
Hora da GRANDE REVELAÇÃO...

quarta-feira, 11 de maio de 2011
Afinal nem todas as princesas...

domingo, 8 de maio de 2011
A prova de que cá em casa...
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Vai-se aiando... - HOJE no AO
E com tantos “ais” com que já pontuei este texto, veio-me à lembrança a não declaração do Sócrates, que ao contrário dos operadores dos call-centers, que estão interditos de dizer “não”, fez questão de não dizer mais nada que “não”… será que isso quer dizer alguma coisa, ou não?! Estaremos cá para acompanhar os próximos capítulos desta “novela”, à custa da qual a Globo tem perdido audiências, pois consegue juntar o melhor do drama à comédia, passando pelo suspense ao crime, cujos protagonistas ou vilões dificilmente seriam identificados pelo melhor dos CSI’s… acho que nem o Horatio Cane ou o Gil Grissom nos valiam na resposta à questão deste episódio de mais um: “Quem tramou os portugueses?!”.
Cépticos, cínicos, crentes, utópicos, cansados e fartos, andam todos os espectadores desta novela sem fim à vista… e enquanto a chuva no molhado continua, nós, os tristes, lá nos vamos arrastando neste zapping dos programas políticos e alguns mais politicamente correctos… voltei ao pesos pesados agora, os da Júlia, vá… o dos gordinhos!
Cá por casa (e para quem já tinha saudades de croniquices mais caseirinhas) a mais pequena já aprendeu, com tanto drama, as palavras “horrível”, “imediatamente”, “urgente” e “necessário”, usando-as a contra gosto, umas de forma mais correcta do que outras, mas sempre de forma muito imaginativa… como por exemplo: “o tecto hoje está horrível” para se referir ao céu cinzento que teima em não deixar de cobrir a ilha de S. Miguel. Também já tem conceitos claros de economia do lar, escusando-se de levar do supermercado alguma fruta ou legume que não aprecia com um ligeiro e maduro: “Mãe… isso é muito caro!”. E assim, vão crescendo os infantes da crise, embalados num berço de austeridade, restrições, paleio financeiro e lições de moral económicas de previsões trágicas e devastadoras de pé de chinelo… Não me admirava nada que qualquer dia a visse a inquirir as barbies e os nenucos se já pagaram impostos ou se têm os descontos com a segurança social em dia, ou até mesmo se estão de acordo com a subida de impostos em todos os bens de consumo em lugar dos cortes nos salários, subsídios e…?! Ai… ponto final!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A Genética dos Lusos - Hoje no AO
De facto, os portugueses nunca foram um povo muito animador, muito alegre nem muito folclórico, ao contrário daquilo que frequentemente se quer fazer crer! Mais somos todos como os velhos do Restelo, senão porquê, pensem na resposta que dão com maior frequência à pergunta: “Então, como estás!?”. Parece que é quase obrigatório acrescentar sempre alguma lamúria, ou algo de mau… por vezes mais parece que se não o fizermos, e se respondermos à questão com um puro e simples: “tá tudo óptimo” o mundo nos rebenta na cara com a desgraça mais desgraçada de todas e nos faz pagar pelo descaramento de pensar que alguém neste país pode estar óptimo! As coisas até podem estar todas a rolar tranquilamente na nossa vida, até podemos estar a sentir-nos excepcionalmente inspirados e felizes naquele momento, naquele dia, naquela fase da nossa vida, mas se o admitirmos, então o karma cai-nos todo em cima. Somos um povo queixinhas, que se não se queixa não é normal, que se é feliz, é porque é louco, ou gente em quem não se pode confiar! Ser feliz neste país é na maior parte das vezes motivo de vergonha, de pudor… se vivemos um amor feliz, logo alguém se ocupa de vasculhar e especular sem fim até encontrar uma imperfeição que o console; se temos uma vida estável, logo todos se sentam à espera que a estabilidade desmorone, para poder bater palmas à vontade e depois nos dar uma palmadinha nas costas de consolo… mas ninguém o admite, não… quem nos ouvir mais não julga que queremos todos muito o bem uns dos outros! Se eu estou mal, porque estará alguém bem… e se eu estou bem, então o melhor é não andar aí a espalhá-lo aos quatro ventos, não venha algo ou alguém prontinho para me tramar! E assim se vive, no jardim à beira mar plantado, pregando desejos de felicidade sem fim e aterrorizados de medo que ela possa mesmo chegar!
Bem sei, que hiperbolizo ao surreal este sentimento que pode não ser comum a todo e qualquer português, mas até aposto que não há vivalma que não tenha sentido na pele uma vezinha que fosse este frio na espinha ao anunciar uma felicidade ao mundo!
É tarefa ingrata lutar contra esta genética lusa do “vai-se andando” e muitas das vezes só o conseguimos fazer e ainda assim com muito pudor, por comparação com a medida das desgraças alheias… “realmente, comparando com a vida de X e de Y, a minha vida é bem feliz!”. Somos um povo de engraçadinhos, mas desgraçadinhos, onde que tem piada é rei, onde só tem direito a ser feliz quem aparece na tv! Somos tão acolhedores e bem-dispostos, que nunca ninguém iria desconfiar, que por detrás de tanta gargalhada de conveniência de escondem os rostos mais amarelos de inveja e desdém! Pois bem, para hoje, eu propunha, uma nova revolução… a dos (maus) costumes, a dos (maus) modos, a do (mau) humor, a do pessimismo! Abaixo os derrotistas, que não foi com baixar de braços, invejas e carantonhas que se fez Portugal!
Mini-Paraíso...
(Tomámos muitos pequenos-almoços destes... lá se foi a linha... os muffins foram cortesia da Repolhita)
(E fomos ao Mercado comprar coisas deliciosas, todas regionais!)segunda-feira, 25 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
... com miúdas e amigas lá por casa, entre bolinhos e cházinhos, com os novos inquilinos da casa... dois Tom's e dois Jerry's... uns que só nos visitam o pátio e outros que nos enchem a sala, e concertos e risota e francesinhas e muito amor e pequeno-almoço caseiro e tudo e tudo e tudo! Tudo de bom! quinta-feira, 14 de abril de 2011
Nada exprimiria melhor o meu estado actual...
... e como quem canta, seus males espanta...
I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no
When I'm drivin' in my car
And that man comes on the radio
He's tellin' me more and more
About some useless information
Supposed to fire my imagination
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say
I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no
When I'm watchin' my TV
And that man comes on to tell me
How white my shirts can be
But he can't be a man 'cause he doesn't smoke
The same cigarrettes as me
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say
I can't get no satisfaction
I can't get no girl reaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no
When I'm ridin' round the world
And I'm doin' this and I'm signing that
And I'm tryin' to make some girl
Who tells me baby better come back later next week
'Cause you see I'm on losing streak
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say
I can't get no, I can't get no
I can't get no satisfaction
No satisfaction, no satisfaction, no satisfaction
Os senhores do FMI - HOJE no AO
Fiquei desiludida, confesso! Aparte disso, penso, que tudo o resto correu conforme o previsto. Fez-se um grande alarido com a chegada física dos senhores, provavelmente os ditos vão deliciar-se com a gastronomia maravilhosa do nosso querido país e com a hospitalidade calorosa das nossas pobres gentes, deverão ficar estupefactos com o dimensão da “lata” da nossa classe governativa e com a “profundidade” do buraco das nossas contas públicas e depois toca de aplicar uns cortes aqui, uns apertos ali, uns ajustamentos acolá, isto depois do bucho cheio de um belo bacalhau com broa e de uma pinga do nosso melhor aperitivo do Douro e digestivo do Alentejo, (ou no horário de almoço, uma aguinha do Luso, Pisões ou do Caramulo). Os jornalistas deram-se ao trabalho de “noticiar”, que ontem de manhã, alguns técnicos da Troika (vulgo “Senhores do FMI”) se deslocaram a pé desde o seu hotel, na Avenida da Liberdade, até ao Ministério da Finanças, o que pode ser visto de diversas formas, ponto um, confirma-se que são “sumíticos” e por isso não pagam táxis, ponto dois, não confiam nos nossos transportes públicos e estão-se nas tintas para a falência das empresas que os gerem, ponto três, o hotel até nem fica longe e a minha teoria da “comezaina” na noite anterior confirma-se! (Conselho de amiga: se assim for, prescrevo-lhes um remédio nacional, Água da Pedras. Depois disto, eles hão-de ficar baralhados, com certeza, com a ideia pré-concebida, que somos um país de parcos recursos, não senhor, temos boas águas e bom vinho e pagasse o “achismo” imposto, éramos todos mais ricos que o Bill Gates.) Assim, resta-nos a nós, plebe, aguardar pela verdade e toda a verdade… mas será que nós conseguimos lidar com a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade?!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A liberdade de escolher...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Do it like it's weekend...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Caluda, que se vai cantar o “fado”! - no AO
terça-feira, 29 de março de 2011
Tem dias...
Ouvi dizer...
O FMI vem aí…
quinta-feira, 24 de março de 2011
Segredo...


quarta-feira, 23 de março de 2011
Briefing consumista - no AO
“Aproveite já 20% de desconto em sapatos de sola ergonómica para criança”… e a criança, que nem sequer precisa de sapatos, vê-se agora a ser levada de arrasto para a loja, experimentando o desconto para aproveitar a sola! Ou será o contrário?!
A verdade é que estas mensagens me incomodam mais do que me “seduzem”, estas tentativas de “flirt” comercial a mim deixam-me a léguas, mas acredito que não seja assim com toda a gente, caso contrário… deixaria de existir este marketing agressivo!
E se antigamente as nossas mães nos advertiam para os “perigos da carne”, agora devem também ter um curso de marketing e economia, para sensibilizar os infantes para as questões do “branding”, do apelo ao consumo comercial. Acho que se a história da Capuchinho Vermelho tivesse sido escrita no século XXI, o vilão seria uma qualquer mega superfície comercial, e não o coitado do lobo. Assim, a Capuchinho saía de casa para levar a “merenda” à avozinha, mas pelo caminho trocava-a toda por bens comerciais para ela própria. Chegando a casa da avó hiper-mega-ri-fixe bem quitada, com uns xanatos da moda e umas saruel bem trendy, mas sem merenda, nem flores para a cota… sim, porque esta coisa do consumismo também tende para o egocentrismo e para o individualismo. Incutem-nos desejos nunca antes desejados, só nossos, que nos trarão felicidade (efémera e ilusória)… mas porque são uma pechincha, toca a aproveitar e deixamos lá uma fortuna em troca de cem coisas baratuxas!
Na maior parte das vezes, o consumismo sem limites aproveita-se das nossas fraquezas mais íntimas, o que torna a “máquina” das vendas ainda mais fria e cruel… porque, conhecendo-nos como ninguém, pelo registo das compras que fazemos, sabe se somos mais adeptos de cremes ou vernizes, de comida ou de roupa, de sapatos ou de carteiras! E nós, inocentes, ainda lhes vamos dando dicas directas, coleccionado “gostos” no facebook, ou wishlists nos blogues ou twitters, ou raio que nos valha!
O papão transfigurou-se e, em tempos de crise, anda cada vez mais ávido de lorpas para papar! Nada contra uma bela sessão de compras, mas em tempos de crise… neste tipo de transacções, só é parvo, quem quer ser! Por isso, senhores do marketing deste nosso Portugal… mensagens para me seduzir… só quando o desconto for de 100%, e mesmo assim, vou “considerar”! Tenho dito!
domingo, 20 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Politiquices de meninos… - HOJE no AO
Até aqui, tudo dentro do compreensível, (embora passível de ser censurado) tendo em conta que, e como dizia o outro, “sem bufufa não há ufa”, que é como quem diz, sem dinheiro não há descanso!
Aquilo que eu não consigo compreender assim muito bem, é a forma de se fazer política ou “falar” de economia entre os nossos políticos. Não porque utilizem um léxico complicado acima do normal para discutir e abordar o assunto, mas pela forma como o discutem e abordam… e depois de intelectuais da cueca virem acusar o povo de demagogia, eis que os próprios representantes democráticos, eleitos pelo povo, se transformam nos maiores mestres da prática.
Para quem não sabe o que é demagogia vide o “bate papo” dos políticos nos dias que correm acerca das novas medidas de austeridade propostas/impostas/aconselhadas (sei lá eu bem) pelo nosso governo! Em redor de um embrionário/bem desenvolvido/ já crescido PEC4 têm surgido as mais ilustres verborreias demagógicas… e se se pensava que fazer política e exercer um direito democrático era chegar a acordos e consensos em prol do bem geral, eis que se prova que isso mais não passa de um fait diver para os meninos da política poderem jogar aos braços de ferro, do agora mando eu, agora mandas tu!
Em virtude dos últimos acontecimentos, a minha veia de mãe salta-me para fora e dá-me ganas de os pôr cada um a um canto, advertindo-os para pensarem um pouco no que estão a fazer, obrigando-os a contar até 30, bom talvez não chegue… até 100, e depois dizer-lhes para fazerem as pazes, darem um beijinho e para irem outra vez brincar: “Sem Brigas”!
É por isso que a política continua a ser maioritariamente mister de meninos, poucas mulheres têm este nível de gosto pela picardia. O nosso apurado sentido de socialização, impõe-nos regras de bom senso na convivência que mantemos e o discernimento de saber quando e como devemos fazer cedências!
Encaro com alguma ironia um assunto mais do que sério, porque a verdade é que aquilo que me ocorre mesmo não é tirá-los da política, porque não, não acho que toda a classe política seja constituída por “meninos maus”, mas apenas considero, que na mesma medida em que a sociedade corrompe o Homem, a partidarice política corrompe o Político. Assim, gostava de ver um dia a teimosia individual de cada político ser substituída pela humildade da consciência de que aquilo que fazem não é ser protagonistas da política, nem adeptos de um partido, mas servir o povo! O vedetismo político tem que acabar de vez!
Irónico que os letrados do jardim à beira mar plantado estejam mais preocupados com o efeito que uma canção possa ter na imagem pública de Portugal aos olhos da Mamã Alemanha, do que com os efeitos perversos que este mau exercer de política no nosso país, possa trazer como consequências na governação de um povo e no próprio seio da EU e política internacional! E isso sim é ter espírito de tuga: “antes parecer do que ser”! Aplausos para eles, que o “último lugar” já lhes pertence.





















