PORQUÊ, MEU DEUS, PORQUE É QUE NOS DÁS TUDO ISTO... só para depois nos atirares com mais uma segunda-feira para o lombo?! PORQUÊÊÊÊÊEÊ?!
segunda-feira, 15 de março de 2010
Nostalgia de Fim-de-Semana ou onde pára o FDS?!
PORQUÊ, MEU DEUS, PORQUE É QUE NOS DÁS TUDO ISTO... só para depois nos atirares com mais uma segunda-feira para o lombo?! PORQUÊÊÊÊÊEÊ?!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Reflexão para o fim-de-semana...
quinta-feira, 11 de março de 2010
"Ser Mulher e ser melhor..." no AO - 11.03.10

Ao que consta e segundo investigações recentes, saber cozinhar ajudou a desenvolver a inteligência humana, no sentido em que favoreceu a digestão dos alimentos e permitiu uma diminuição do intestino, que fez com que se libertasse "energia que pôde ser usada para desenvolver a inteligência. Um cérebro maior significa um intestino mais pequeno", revelou Peter Wheeler, professor da Universidade de John Moores, em Liverpool. Seguindo esta lógica de ideias, não admira que aliada à versatilidade e imaginação necessária à elaboração de ementas diárias para a família, a mulher fosse a mais beneficiada com toda esta celeuma. Assim, resta-me dizer uma coisa, aos homens machistas e opressores, que povoaram e mandaram no mundo durante séculos a fio: Amigos, a culpa é toda Vossa! Ou seja, por aqui se comprova a velha máxima de que “a necessidade aguça o engenho”. Os ditos senhores a pensar que as mulheres ficariam qual passarinho na gaiola e elas, engaioladas em lindas cozinhas, de avental ao peito, a fazer crescer cérebros desde o tempo da invenção do fogo. Não admira por isso, que se verifique a situação actual do aumento do número de mulheres nas Universidades portuguesas, problema, de resto, abordado por Miguel Sousa Tavares no seu segundo “Sinais de Fogo”, como se de um verdadeiro atentado aos Senhores Doutores e Engenheiros se tratasse, chegando mesmo a falar em “quotas para homens”, num futuro próximo, no acesso às Universidades. E a mim, tudo isto me faz rir... melhor, tudo isto me faz gargalhar a bom pulmão! Sinto orgulho de viver numa época em que finalmente, o homem começa a ver a mulher como ser capaz de se lhe opor em inteligência e em mérito! Se bem me lembro, dizia MST, que passaríamos de um país de “Doutores e Engenheiros”, para um de “Doutoras e Engenheiras”! Mau! Afinal, a mulher portuguesa já não é bem o que era: jeitosinha e parolinha como a tola da sardinha! Ironias aparte, não acho que subverter a “Lei do Universo”, tornando a mulher absolutamente mais poderosa e influente do que o homem seja a solução dos nossos problemas, porque dizendo as coisas abertamente, nem os homens gostam de mulheres arrogantes, nem as mulheres gostam de homens bananas, tirando os fetichistas, mas aí o tango é outro! De qualquer das formas e a par da “preocupação” de alguns homens, verbalizada em público pela voz do Dr. MST, parece-me que as mulheres estão a pagar bem caro esses famigerados títulos de “Doutoras e Engenheiras”, por acumulação dos cargos modernos e dos tradicionais (mãe, esposa)... sim, porque desengane-se quem acredita que no mundo profissional a coisa é “trigo limpo, farinha Amparo” para a mais comum das mulheres! Podemos ser em maior número nas Universidades, mas, e no mundo profissional?! No mundo dos altos cargos?! E a nível da remuneração?! Será que somos tão bem pagas como os homens, desempenhando uma mesma função?! Será que não paga uma mulher bem caro o preço de uma vida enquanto “carreirista”?! É que já nem me refiro só à supressão de valores familiares ou censura social pelas opções que toma, mas será que é fácil estar constantemente a ignorar um relógio que é biológico e que mesmo medicado não pára de fazer “tic-tac”?! Pois é, meus Senhores, com as Vossas dores posso eu bem, não me lixem com as quotas para homens no acesso ao ensino superior, façam-se homens e trabalhem, lutem como nós mulheres lutámos anos a fio, séculos e séculos e como ainda continuamos a fazer, todos os dias, a toda a hora. Porque não há nada mais difícil do que estar constantemente a ter que fazer valer, aquilo que é mesmo nosso, de valor! Virar as costas a quem maldiz escolhas, que por nada lhe dizem respeito e levá-las avante! Querem um conselho, aqui da amiga Mulher a 1000, ponham o avental e vão para a cozinha! Diz-se por aí que “faz milagres”!
quarta-feira, 10 de março de 2010
Este Post é daqueles posts muito chatos de mãe!!!

Acho que aquilo que também me assusta nesta fase é o saber que ela está cada vez menos bebé e cada vez mais menina. E isso é o pior terror de qualquer Pai, o crescimento dos filhos! Perder aqueles bebés simpáticos, gorduchos e dependentes e ganhar adolescentes rebeldes de borbulhas no rosto, a emitir frases do tipo “Não sejas cortes, ó cota!”. Grrrr...
Ainda assim, o pote dela já está lá em casa desde a altura em que ela começou a dizer “Cocó”, sempre que fazia alguma das suas necessidades. Coisa que deixou de fazer assim que a começamos a levar a correr para o pote! Acho que ela também ainda não estava pronta para deixar as fraldas! Depois das minhas leituras de “tretas” educacionais, cheguei à conclusão, que teria que começar por fazer do momento do pote um momento “divertido”, assim como algo que ela ficasse entusiasmada de fazer, como ir comer um gelado ou passear de triciclo. Chamei o “Pimp my WC” lá a casa e personalizei a casa de banho mais pequena toda bem ao jeito do gosto da "pequenada"! Arranjei um mini banco verde alface para ela chegar ao lavatório, enchi tudo de patinhos de borracha, piaçá com um patinho de borracha, base para chuveiro com patinhos de borracha, stickers de animais divertidos para os azulejos, toalhas coloridas e um mini assento de sanita com porquinhos cor-de-rosa choque! Resultado: ela adora ficar lá sentada, mas não faz nada! Da primeira vez quis lá ficar sozinha de porta fechada e tudo! Ficou 15 minutos, quando lá cheguei não tinha feito nada, limpei-a e quando lhe estava a lavar as mãos, fez xixi pelas pernas abaixo! Ora, desculpem-me a descrição dos pormenores e a falta de discrição, mas para quem é pai, isto são coisas do dia-a-dia, mais que naturais! Assim, mudei de técnica e desde o início desta semana que implementámos a rotina do pote antes de vestir o pijama, lavar os dentes e ir para a cama... e não é que resultou?! Por três dias seguidos ela senta-se no pote, espreme-se toda e faz um micro xixi, mas visível a olho nú no pote! Cinco estrelas para ela pelo esforço e (coisinha que nunca pensei dizer na vida) orgulho estampado nos nossos olhos, de pote na mão, enquanto nos esforçamos por fazer correr aquelas pinguinhas para a sanita!
Afinal, vê-la crescer, não dói assim tanto!
terça-feira, 9 de março de 2010
"Amuansung"


Quem quer um pálido Diva com estas belezas cor-de-rosa à diposição?!
P.S. - Mas agora a sério... podem mesmo oferecer! Vá, não se acanhem!
P.S.2 - Eu juro que o uso muito... muito, muito! Tá bem?!
P.S.3 - Obrigadinha!
P.S.4 - Que é que querem... todas as bloggers pedem coisas e têm Whislists e afins...
P.S.5 - I'm just a girl!
P.S.6 - Desculpem lá, isto são inundações no cerebrelo provocadas pela chuva que não parou hoje desde manhã bem cedo...
P.S.7 - Ou isso, ou queimei um fusível, das 2, 3!
Another one bites the Dust...
segunda-feira, 8 de março de 2010
Um, Dois, Três - PRESS START
E esta semana, que hoje começou, os assuntos da moda são: os Óscares, as fatiotas dos Óscares, o primeiro Óscar de realizador atribuído a uma mulher, os direitos das mulheres, ora, a falta deles, o dia das Mulheres e blahhhh... o tempo! Juro-vos que esta semana promete! E enquanto chove no molhado e o Verão não vem, eu vou pôr uma velinha à Primavera e namorar biquínis! sexta-feira, 5 de março de 2010
Fotos Pessoais e Intransmissíveis!
(Fotografia tirada em Sintra, antes do noivado, antes da gravidez, antes do casamento, antes de tudo...)E já agora, porquê a mania de fotografarmos os nossos pés onde quer que fôssemos juntos?!
O completo disparate de Sexta-Feira!

Ora, de manhã, entre remelas e resmunganços e atrasos, como de costume, lá venho eu, com a cria no banco de trás, quando um “anormal” se engana no caminho e faz uma jigajoga à maneira e se atravessa todo na minha frente... da minha cabeça poderiam ter saltado logo trinta e coiso impropérios originalíssimos, variações férteis entre o “filho deste e daquele” e os compostos de cabrão e tal e coisa, podiam... não fosse um pequeno pormenor, uma coisa que capturou toda a minha atenção, fazendo-me soltar uma gargalhada sonora e varrendo todos os possíveis cognomes do dito senhor da minha massa cinzenta, deixando-me com uma única formulação na moleirinha: “Mas que raio é aquilo!?”...
“Que raio era afinal aquilo”, perguntam vocês... ora, aquilo era, nem mais, nem menos do que um penduricalho no retrovisor, a modos que uma almofada em forma de coração, com um terço de missangas a envolvê-lo e uma pombinha do espírito santo no centro... e foi aí, que comecei a olhar para os automóveis à minha volta e cheguei à (brilhante) conclusão que em cada três carros nesta ilha, um deles tem, de facto, penduricalho no retrovisor... ele é tercinhos de madeira, tercinhos de plástico, almofadas de corações, flores, peluches fofinhos, pinheiros com cheirinho, bonequinhos que abanam a cabeça, patas de coelho, figas e cornos... mas é que é um fenómeno tão óbvio que tenho pena de não ter tido a destreza para fotografar tudo e todos... (talvez noutro dia!)
E agora pergunto-me: para que servirão?! Será que têm o mesmo propósito que as almofadas no banco de trás, ou as bonecas com saia de renda para guardar o rolo de papel higiénico, ou os peluches com corações, ou os stops foleiros no vidro de trás!? Ou serão talismãs... e agora que penso nisso... lembro-me de ter colocado um olho turco no retrovisor do meu carro antigo... porquê?! PORQUÊ, meu Deus, porquê?! Olhem... não sei!
quinta-feira, 4 de março de 2010
"Lar, Doce Lar..." - no AO a 04.02.10

Quem, como eu, tem duas “casas” ora tem o coração partido, ou o traz sempre consigo só por via das dúvidas. Não aconteça de me dar uma de Dorothy, e logo eu que nem sapatinhos vermelhos tenho, desatar a bater os calcanhares e gritar aos sete ventos, para quem quiser ouvir: “Eu quero ir para casa. Eu quero ir para casa. Eu quero ir para casa!”. É que a Sata não é propriamente mágica a acelerar voos e eu não sou propriamente exímia na arte de nadar Atlântico fora a caminho do meu porto, perdão Porto!
Foi há “coisa” de dois anos atrás, que de malas e bagagens nos mudámos do Porto para S. Miguel, naquilo que seria uma temporada de cerca de dois anos. Nos olhos, para além de um rio (Douro) preso em bagadas que me corriam face abaixo, levava uma ideia de “casa”, que me acompanha até hoje. Mas quem migra, sabe bem, que não é preciso mais do que algum conforto, bem-estar e carinho, no lugar que nos acolhe, para que o ninho se monte e de uma, logo passemos num ápice a ter duas “casas”.
Quem disse que com o tempo as despedidas se tornariam mais fáceis mentiu-me! Mais ainda, foi aldrabão o suficiente para me fazer acreditar, que se algum dia, eventualmente, por apenas uma das “casas” eu tiver que optar, que vai ser fácil, “deixa estar”! E neste momento, em que acabei de deitar a minha filha, no seu quarto, na sua cama, não sei se número um, se número dois, não me apetece nada fazer as malas! Porque S. Miguel é “casa”, mas Porto é berço! E não há berço que me embale como este! Por isso, e desde que pus pé fora do avião, fora da ilha, na passada sexta-feira, que repito de mim para comigo: “Casa é onde está o coração”… e eu, levo sempre o meu comigo, só assim, pelo sim, pelo não!
Quem nunca “migrou” talvez não me entenda, talvez não perceba a razão porque não “desfiz” completamente as malas desde que cheguei, mas também ainda não fui capaz de as “fazer”, deixando-as prontas para o voo que me espera amanhã, que me levará, de novo, de volta a “casa”! Quem nunca deixou para trás, numa porta de embarque de um aeroporto qualquer, pai e mãe, irmãos e tios, avós e sobrinhos, de emoção presa nos olhos e mão a acenar quando nos quer abraçar, talvez não perceba o porquê de eu agora, me despedir de todos em cinco minutos e não olhar para trás no embarque. Quem nunca chegou a “casa”, vindo de outra “casa”, talvez não entenda o prazer de redescobrir “ticos e tecos” seus, já esquecidos, deixados propositadamente para trás, só para nos fazer acreditar que vamos voltar, que havemos de voltar! Porque não é fácil, deixar uma “casa” para trás, ainda que seja para entrar noutra, logo a seguir.
Sempre que o avião aterra na ilha eu dou graças a Deus, primeiro por termos chegado bem e depois por saber, que também nós ficaremos bem! Demoro cerca de três dias a recuperar do “jet lag” emocional! É dose, digo-vos! Mas o incrível é que passa… e assim se leva uma vida, entre duas casas, entre dois lares, com a consciência de que, ao educar uma filha, desde os dois meses de idade, num lugar alheio ao lugar que a viu nascer, lhe estamos a dar, também a ela, duas “casas”… e mais ainda, dois berços, dos quais não sei bem, qual é que ela vai querer, para um dia, a embalar! Seja como for, um conselho lhe vou dar: levar sempre o coração atrás! E pelo sim pelo não, vou-lhe meter um par de sapatinhos vermelhos na mala… amanhã, porque hoje, ainda não me sinto capaz de a fechar. Hoje, deixo-me embalar…
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
"O Pensamento Mágico" no AO - 25.02.10

O texto é uma brilhante análise do estado de dor efectiva que se verifica quando perdemos alguém próximo e muito amado e de lição deixa-nos apenas uma: um dia, vai acontecer-nos a nós!
Ninguém gosta de pensar em “coisas tristes”. Ninguém pensa gratuitamente no sofrimento que o amanhã trará, mas se o não pensar o evitasse a alguém, então eu escolheria o amorfismo cerebral. A verdade é que, como a própria Joan Didion tão bem escreveu: “ A vida modifica-se rapidamente... A vida muda num instante... Sentamo-nos para jantar e a vida, como a conhecemos, acaba!”. Que melhor exemplo desta tão verdade querem do que aquilo que se passou na Madeira?! O Homem é pequenino, e a sua existência neste mundo é efémera, esta é a única certeza de vida, que poderemos de facto guardar! Assim, a única coisa que podemos deveras desejar é que no pouco tempo que nos resta, muito de bom nos sobeje! E esta é a minha lição desta semana: A Vida é curta! Melhor é vivê-la bem!
Parte II
Epá, sinceramente eu de musa não tenho lá muito e de rebelde ainda menos. Sou só uma miúda a tentar crescer... e agora deixa-me chegar a casa, para pousar a mala e descalçar estas malditas botas, que só trago calçadas porque eram pesadas demais para trazer na bagagem! Assim falou Helena.
Não tinha ninguém no aeroporto à sua espera. Aguardava-a agora uma viagem de metro até casa. Passou o “Andante” no leitor, entrou no metro e sentou-se. Ligou o i-Pod, e hoje era definitivamente dia de ouvir a “Betterman”... ai os Pearl Jam. E ela?! Poderia ela encontrar homem melhor?!
O Francesco não era um italiano daqueles típicos, mas ela sabia que depois do João, só mesmo um som italiano sussurrado ao ouvido a faria sair do transe daquele amor tão louco e sucumbir de novo ao prazer de uma nova paixão.
O João, ah, o João... ainda não vos falei dele!? Depois daquela paixão parva dos seus 16 até aos 19 anos pelo rapaz da Império... o totó da Império, o que a trocou pela parva da Belga... a nossa Helena caiu num novo estado de descompensação e descrédito, que durou 4 anos. Isso aliado a uma vida universitária fértil, pelo menos em gazetas e em festas, fê-la cair nos braços do João. Bastou um dia e uma caminhada juntos para se deixarem envolver. Até hoje ela não sabe como tudo aconteceu. Já se conheciam de vista, tinham amigos em comum, ele sempre lhe tinha achado uma piada de morte, ela nem sequer tinha nunca olhado para ele com olhos de “ver”! E numa noite, saidíssimos do Bazar, alcolizadíssimos pelo gin tónico, quis a sorte que ficassem apenas os dois em amena cavaqueira em frente ao rio. E foi precisamente quando o sol começou a nascer, que ele lhe prendeu a cara entre as mãos e ganhou coragem para lhe dar o derradeiro beijo, aquele que ela nunca teria esperado receber. Depois ainda com a cara dela entre as mãos disse-lhe: “Tu és Linda! Espantosamente Linda!”. Caminharam de mãos dadas até à paragem do autocarro, despediram-se, mas a despedida foi breve. O que se seguiu foi um amor de Verão, louco, voraz, que se extingui tão rapidamente quanto apareceu. Isto porque ele recebeu uma proposta para estagiar num projecto na Polónia e ela, inscreveu-se no programa Erasmus e partiu para Roterdão. Em Roterdão, Helena não fazia planos de se apaixonar, mas a voz do João seguia-a onde quer que ela fosse: “Tu és Linda! Espantosamente Linda!”, “Tu és Linda! Espantosamente Linda!”... Ai... perdia-se horas nesta lembrança nostálgica, fechava os olhos e deixava-se estar muito quietinha para ver se ainda não se tinha esquecido do tom, ritmo, sotaque, calor, com que João lhe dizia aquilo enquanto se recordava da sua cara entre aquelas mãos! Tola Helena, tola! Palavras vãs leva-as o vento! E todas nós sabemos do impacto que têm palavras ocas num coração vazio... ainda o alarga mais! Ela estava a dar em louca! LOUCA! Um dia, mesmo com a neve, obcecada com aquelas palavras que teimavam em não a deixar, resolveu sair. Pegou na bicicleta, nas luvas de pele e “ala que se faz tarde”. Pedalou, pedalou, com tanta força que não sentiu o gelo! Queria fugir daquela voz, daquele som, daquelas palavras malucas. AAAAAAH! Berrou! AAAAAAH! SAI!
- Élena! Cosa fai?! Fermate! Stai benne?!
E a voz parou! Ui... quem falou. Parou! E ele apareceu. Ele com o seu sotaque italiano, o seu cantarolar e enrolar de “erres” e vogais muito abertas! Era este o som que ela precisava de ouvir. O Francesco era um italiano simpático de ar amistoso, não excessivamente bonito, nem extraordinariamente interessante, mas ela também não gostava muito de rapazes bonitos! Vivia no seu piso, na sua residência e começaram a partir desse dia a falar mais, a partilhar mais... parecia que nos “homens de Helena”, a partilha era a chave do amor. Mas era sempre uma partilha aparente, camuflada, porque na verdade, nenhum deles conhecia a verdadeira Helena, apenas conheciam a imagem que ela queria dar-lhes a conhecer. Mas bom, ela sabia que teria que voltar a Portugal, eventualmente e que a história que começava em Roterdão, teria que ficar em Roterdão. Helena racionalizava tudo! Tudo mesmo! Para ela era impensável gerir a ginástica de ir para Itália ou trazer Francesco para Portugal, ou ficarem os dois em Roterdão... na cabeça dela estava tudo definido: “What happens in Roterdam, Satys in Roterdam!”. E assim foi, dias antes da data do seu regresso a Portugal deitou-se com Francesco uma última vez, de manhã beijou-lhe a testa e disse-lhe: “Obrigada por teres sido a música maluca da minha sanidade!”.
-Élena! Élena! Dove vade?! Cosa dice amore mio?!
Ela não lhe respondeu. Não lhe voltou a falar! Com Helena era assim, tomava a decisão e era a hora! Não havia volta a dar! E ela tinha um voo para apanhar!
Chegou a casa, finalmente. Tirou as botas, viu o seu quarto, como já não se lembrava dele, deitou-se na sua cama e pensou: Amanhã troco de cartão de telemóvel!
E trocou.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Profissão: Construtor de Realidades!

... e eu vou responder: “O Pai constrói realidades!”.
Sim, porque o que é que o pai “faz”, não corresponde exactamente a “qual é a profissão do pai”. E de facto, aquilo que ele faz é muito mais forte do que aquilo que ele tem como profissão, apesar de muitas vezes a profissão acabar por nos “fazer” também um pouco a nós!
E o que ele faz é mesmo isso “construir realidades”, em mais sentidos do que um. Para começar ele é Engenheiro Civil e eu, que nunca pensei vir a apaixonar-me por um “trolha com canudo”, como costumava chamá-los, dou por mim agora a apreciar tudo o que é obra e projecto em que ele está envolvido e a valorizar o trabalho de projectistas e arquitectos e engenheiros, que sob a “mão” “daquilo que fazem”, acabam por transformar tudo aquilo que nós fazemos também. Afinal de contas, aquilo que eles “fazem” é construir “novas realidades”, “novos aspectos”, “novas paisagens”, sob as quais nós faremos depois tudo o resto: viver, passear, correr...
O Pai da minha filha constrói assim realidades, as paisagísticas, que já enumerei, e as nossas realidades, melhor: a nossa realidade! Pois é ele, que com tudo aquilo que nos dá e faz por nós diariamente nos permite ver a vida como a vemos e vivê-la da forma que vivemos.
Eu também, sou construtora de algumas realidades, e não só, porque eu alio ao lado paisagístico saído da mão do meu marido o lado ideal, o dos sonhos, da formação, da cultura. E com tanta construção que temos a decorrer lá por casa, não admira nada, que a nossa filha venha mesmo a ser a nossa maior obra!
Mini-ensaio sobre a Cópia!

O problema de muita gente é que não pode com a felicidade dos outros. Como dizia alguém, “com o mal dos outros posso eu bem!”.
Mas um copião é quase como um simulador, que no fundo sabe que simula e muito bem, muitas vezes bem próximo do real, mas “falta-lhe um bocadinho assim”! É, é isso mesmo... “falta-lhes um bocadinho assim” e o assim vai desde o centímetro ao infinito. É grave?! Pois é! Mas deixem lá, infelizmente não é fatal!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
StAmP TimE! - Happy Hour dos Selinhos!

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Que me enviou estes dois selinhos e desafios! E eu, aceitei!
Este Blog é Super Fofo! AHA! Pois é...
As regras deste selinho são:
-Dizer o que achou do selo:
Muito Fofo! Mas gostei mais da atitude de quem o ofereceu!
- Indicar sete blogs e avisá-los:
No can Do! Este é para quem o apanhar!
Este Blog é fashion e a Blogueira Inspirada! Oh Yes! Hell yeah!
Este selo traz um desafio que consiste em responder a 10 questões, que são:
1. Dois truques de beleza: Deitar cedo e tarde erguer;
2. Duas prendas que gostas de receber: Flores e Cartas e Chocolates e Prendas (eram só duas?! Ups!);
3. Local preferido para fazer compras: Zara;
4. Dois defeitos: Teimosa e Aérea;
5. Duas qualidades: Dedicada e Sociável;
6. Dois produtos de beleza recomendáveis: creme hidratante Serum 7 e qualquer verniz da OPI;
7. Três manias: não deixar facas fora das gavetas, não deixar gavetas abertas e não ir dormir sem trancar a porta da rua ;
8. Três características que não suportas nas pessoas: Egoísmo, Traição e Mentira;
9. Três características que adoras nas pessoas: Sinceridade a todo o custo, Abertura de Espírito e Capacidade de Entrega;
10. Pessoa especial para ti: Há muitas, mas o meu marido estará sempre no topo de qualquer lista!
Passar o selo a 5 blogues, 5 blogues femininos:
Art
Carrie
Poetic
Paulinha
Rita
Pronto e é isto! De resto, apenas quero deixar um OBRIGADA imenso a todos os que me lêem e me seguem e preenchem o meu dia com os Vossos comentários e blogues e pronto! Basta de lamechices, que eu ando meia "sentimentaleira" e isso não está com nada... Grrrr!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
A Invisibilidade do Essencial e os Olhos do Coração...

Agarrei a mais pequena, controlei as lágrimas que teimavam em querer saltar cá para fora e deixei-me ficar ali, naqueles segundos presa àquelas imagens. Acho que ainda lá estou... ou então trago-as presas na retina! Naquele segundo senti, no meio daquelas pessoas todas aquilo que só um verdadeiro ilhéu sabe sentir: a noção da vulnerabilidade de se ser ilhéu, de viver num Paraíso, que só é nosso emprestado e não dado e que a Mãe Natureza vem reclamar quando e como quer, da forma que muito bem entender!
Dormi mal, dormi muito mal! Não consigo parar de pensar no vento que faz hoje por aqui e não consigo tirar da lembrança a voz de quem perdeu tudo numa noite em que nada o faria prever, numa noite como todas as outras, em que sossegados em casa foram invadidos pela força da água e pela violência de uma mãe, madrasta, chamada Natureza!
Nem de propósito no Sábado à noite fomos ver a peça do “Ano do Pensamento Mágico”, texto magnífico da Joan Didion, um relato na primeira pessoa de quão vulnerável é o laço que nos une a esta vida e a tudo o que tomámos por certo, pela voz e presença em palco da GRANDE e LINDA Eunice Muñoz! E mais uma vez a noção da nossa pequenez foi extrema!
"A Vida modifica-se rapidamente… A Vida muda num instante… Sentam-se para jantar e a vida como a conhecem acaba!”
É por isso, que hoje estou assim, pequenina do tamanho de uma ervilha. Vou até ali aconchegar-me no meu casulo e volto amanhã... talvez!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Hoje é dia de...

Vai correr tudo bem! Para mim continuas igual! Feliz 60 e olha... ou vai, ou rebenta!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Historinha, para ler... com tempo!
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Ninguém olharia para ela duas vezes, não fossem aquelas duas esmeraldas que trazia como olhos na cara e aquele cabelo longo, longo de mais, na opinião de seu pai e sua mãe, que lhe davam um ar de ninfa, mas de moça sem cuidado, de alguém, que aparentemente não se interessava por nada nem ninguém. Gostava de moda, gostava de arte, ouvia de tudo na música, mas do que ela gostava mesmo, aquilo de que ela era verdadeiramente fã, era da vida! Já em pequena sempre se demarcou dos demais por ser aventureira, destemida, irrequieta, que valeu uma série de sustos aos seus pais e uma série de histórias para contar para ela! Estava hoje no “rebound”, como ela própria lhe chamava, no recuperar de mais um final de mais uma história de amor da sua vida. Sentada no comboio, entre Roterdão e Schiphol, o cheiro a canela de um bolo do seu companheiro de viagem fê-la recordar do seu primeiro amor, do seu primeiro caso, do seu primeiro beijo... sim, porque não há “amor como o primeiro”, pensava ela...
Tinha 16 anos, não sabia nada da vida, não sabia nada de namorados e não gostava muito de si, nem do seu corpo, como qualquer rapariga de 16 anos, que se preze! Encontrou-o uma vez no campo do Vasco, perto da Batalha numa das poucas vezes que lá foi jogar basquete com os amigos. Ele não reparou nela, não tinha porquê reparar. A sua T-shirt branca larga, os seus City jeans apertados e All-Star rotas eram só mais um dos bilhetes “AFASTEM-SE DE MIM”, que ela trazia cravados na testa. Ainda assim, logo que o viu ela soube-o: estava de rastos, de quatro por ele, total e completamente apalermada. Iludida pela facilidade com que ele se ria e socializava deixou-se cair a um canto, batendo a bola vermelha baixinho e pensando nos dois, noutro tempo, noutra época. Fantasiar dava-lhe alento. Imaginou-se Princesa e ele Príncipe de mais um conto de fadas. Olhou-o com meiguice e ele atirou-lhe com uma bola à cara. Não foi de propósito. Foi acidental, mas foi o bastante para que os dois se vissem, com olhos de ver, com olhos de quem finalmente vê a pedra que estava ali no caminho e na qual iria ter que tropeçar, quer quisesse, quer não.
-Desculpa, não foi de propósito, estás bem.
- Sim. Sim. Tá ok. Tá tudo ok!
Saiu dali a correr, o mais rápido que pôde, antes que o vermelho todo que lhe carregou as bochechas quisesse sair delas e explodisse ali mesmo, pintando tudo e todos à sua volta naquele tom, de pudor.
Como ela se perdeu em sonhos, fantasias, Ele foi-lhe alimento de muitas noites. A lembrança daquele Príncipe que ela idealizou. Na primeira oportunidade que teve voltou ao Vasco e tentou que os seus amigos, aqueles que a conheciam bem, lhe dessem o máximo de informações sobre aquele Príncipe, mas sempre sem levantar suspeitas! Mas tudo falhou. É inevitável não levantar suspeitas numa idade em que tudo o que seja hormonal é de suspeitar e ao que queria parecer ninguém o conhecia. Mais lhe valia ir comer um rissol à Império e livrar-se daquelas perguntas parvas, que todos teimavam agora em lhe fazer.
-Opá, calem-se, já chega! Mariana, vou à Império, vens?!
- Sim.
Claro que sim, Mariana a sua “fiel escudeira” não a ia deixar ficar mal, não a ia deixar sozinha, num momento daqueles, principalmente agora, na iminência do interesse de Helena no seu primeiro rapaz!
- Acho-o interessante. Quer dizer achei, na altura, porque nunca mais o vi.
- Pois, tá bem, mas interessante tipo “fazia-me a ele”?! Ou interessante tipo “é giro e tal, mas não é para mim”?!
Riram-se as duas... com uma Coca-Cola na mão e depois de se esquivarem dos voos razios das pombas de Santa Catarina ambas saberiam a resposta. À saída da Zara, onde nunca compravam nada, por acharem muito “senhoril”, mas onde não perderam a oportunidade de experimentar tudo o que foi vestido comprido, decote escabroso e o primeiro blazer com o seu primeiro par de sapatos de tacão, deparam-se com Ele.
- Mariana, olha, olha... é ele...
Olharam as duas sem pudor, para um rapaz sentado na esplanada da Império, com uma grande pasta de desenho a seus pés. É artista! Só pode, eu sabia! Como é lindo! Meus Deus, como era lindo. Estupidificadas e sem jeito começam a falar alto demais, depressa demais, pensando assim chamar a atenção sem dar muito nas vistas. Ele olhou para ela, de leve, e como que identificando-a logo, comenta qualquer coisa com o amigo e desatam-se os dois a rir! Ó lástima da minha vida, ó merda de puto rebelde com a mania que é bom.
- Detesto-o! – disse mais uma vez ruborizada ao seu Sancho Pança, que a seguia na lateral.
- Eu também! Anda, esquece lá isso. Vamos até ao largo da Igreja e ficamos por lá sentadas a comer gomas.
Este era um pacto das duas, sempre que as coisas corriam mal, as gomas eram o seu “porto seguro”. Sentavam-se no largo da Igreja da Batalha, por detrás do quiosque e riam-se de quem passava enquanto comiam gomas sofregamente parando apenas para as reabatecer no quiosque do Sr. João, que já as conhecia e volta e meia se alargava nos bónus das gomas. Como era boa a vida naquela altura, nem quando a mãe de Mariana foi operada ao coração as gomas não lhes lavaram a alma. Nem quando o pai de Mariana fugiu e deixou a mãe sozinha como os dois irmãos, mais ela, a vida lhes pareceu acabar!
- Tudo tem uma solução. – lembrava a sábia Helena, e a solução era essa mesmo, a revolta escondida por detrás daquele quiosque, apagada por aquela amizade das duas, abafada pelas trincas que dava em cada goma comprada.
Que seria feito de Mariana?! Que lhe teria acontecido afinal!? Engraçado como a amizade daquelas duas se dissipou no dia em que Mariana entrou para Psicologia, o curso que queria, na Faculdade que queria e Helena não o consegui, tendo que esperar por uma segunda fase para ingressar no curso que pensou que quis e que depois se apercebeu nunca ter de verdade desejado.
Mas a vida era mesmo assim, uma série de voltas e reviravoltas e uma sucessão de coisas boas, encaradas mais tarde como parvas ou desnecessárias. Não havia explicação racional, que fizesse entender o fim daquela amizade das duas. Ou teria havido!? A única mágoa pequenina, que Helena se lembrava de guardar era a de um dia, Mariana lhe ter dito que ia para casa e em vez disso ter ido à festa da Ruca e ter curtido com o Ricardo Samuel, aquele parvo idiota por quem Helena se deixou apaixonar. Muitos anos depois iria agradecer a Deus não ter ela essa lembrança para guardar. Ele ficou-se pelo metro e sessenta que tinha na altura e só lhe acrescentou centímetros em tacões, que começou a usar pela altura das Raves e Festas Trance. Credo, não era mesmo isso que ela queria para ela. Enfim, no seu primeiro mês na Faculdade do Porto, onde entrou na 2ª fase, deu de caras com Ele, outra vez! O rapaz da Império, o tal, o anormal da bola. Partilharam salas de aula juntos, intervalos e à medida que a confiança surgiu, surgiu também uma sensação de conforto e à vontade que levaram Helena a pensar que se tratava de amor. Unidos por um sentido de humor implacável e por umas gargalhadas sonoras, um dia, no meio de uma delas, surgiu um beijo. Durou, durou e nenhum dos dois quis assumir, mas a verdade é que o tempo e o seu arredor tratou de o fazer. Estava assim definido, quatro dias depois daquele beijo, eram namorados. Não se perdiam em longas conversas, as gargalhadas foram dando lugar a uma excitação contida, que fazia as hormonas fervilhar dentro dos dois... e foi assim, que um dia de ponte, em que na falta de aulas e nada de jeito na MTV, ele conseguiu pôr a mão debaixo da camisola dela, desapertar-lhe o soutien, sentir o seu peitinho redondinho e quente e fizeram amor. De uma maneira trenga, atabalhoada, não se beijaram no fim, ele correu para a casa de banho para tirar o preservativo e ela vestiu-se e saiu. No dia seguinte, nos dias seguintes, a coisa melhorou e com a intimidade a aumentar e a curiosidade também deixaram-se perder os dois numa ilusão de amor, que durou três anos. Até Helena deixar de ser novidade e ele ganhar confiança de machão e começar a ter um “side-affair” com uma miúda belga da sua aula de pintura. Helena morreu, chorou dia e noite, pensou que ninguém mais a iria querer, que não seria de mais ninguém e só ao chegar a Schiphol se lembrou que: Quem consegue perder o seu primeiro amor e sobreviver, consegue perder todos os outros da sua vida e gostar cada vez mais de si. Aquela foi a última vez em que um homem lhe dava com uma “bola na cara”. Ela iria sobreviver. Entrou no avião de regresso a Portugal sem um pingo de pena, nem dor na consciência, afinal de contas, sempre era mais fácil esquecer um amor, quando uma viagem de avião nos separa.
E era assim, esta Helena, a nossa protagonista, a nossa “musa” rebelde, prestes a viver a vida, com umas botas de neve nos pés e uma mala de viagem na mão.
33ª Croniquice no AO -18.02.10 - Feliz Cupido e Carnaval "Bacano"!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Ashes to ashes, Dust to Dust!
Acordei de manhã possuída por um desânimo de que já não me lembrava, mas também não era causado pela vontade de ficar na cama, porque dormi bem, era assim como uma picaretazinha chata que a gente vai ouvindo ao longo do dia, o dia todo e que de tanto ouvir nos começa a ensoneirar e a deixar num estado meio anestesiados, dopados por uma apatia, que vem sabe-se lá bem de onde...
Aliada de uma vontade, como só eu possuo, em contrariar tudo e todos, vai de me contrariar a mim mesma e ir aproveitar o fim de saldos para o shopping à hora de almoço. Entro na Tiffosi, experimento umas calças com o maridão e qual não é o meu espanto quando não me vejo com um rabo de “chorar por mais” estilo “finalmente e pela primeira vez na minha vida até parece que tenho um rabo de jeito”, logo assombrado pelo gesto de levantar camisola e vislumbrar as misérias de que tenho sido alvo: um ventre inchado, redondinho, caído, fofinho, quase tão fofinho, que se não fosse deprimente até podia ser giro ao estilo “anjinho renascentista com ar de queridinho e de quem é amante da boa mesa e bom garfo”! AI! Que vergonha...
Enfim, decidida a não me deixar vencer pela imposição de um corpo espelho das minhas novas mestrias culinárias (mousse de chocolate negro, bolo fofo de chocolate com 60% de cacau, açorda de marisco, cabidela, cheesecake de frutos do bosque, bacalhau no forno e ensopado de cabrito de fazer inveja aos Deuses), fui até à Zara, comprei um mini-vestido largo, uma mini-saia descaída e dois mini-blazers... Objectivo traçado: ficar tão bem naquela porra daquelas calças como fico neles!
Infelizmente nunca fui muito dada às artes mágicas de fazer desaparecer pneus e gordurinhas indesejadas... assim, aguardo pela minha próxima gastro ou maleita intestinal crónica e até lá vou vivendo sob uma ilusão: a de que tenho peito para decotes e cú para as calças! Vantagens de se ser “anafadinha”!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
O Passado, a Juventude e 5 anos no meio!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Das Belas Cartas de Amor...

Dispenso bem os ursinhos pirosos, as caixas de chocolate em forma de coração (bastam-me os chocolates) e as flores, gosto delas, sempre! Mas do que eu gosto mesmo é da exibição explícita da crença no amor que se vê por estes dias... talvez porque durante muito tempo deixei de acreditar que ele existisse de facto! Por tudo isto e muito mais... este fim-de-semana temos uma desculpa calendarizada a aproveitar, que serve para nos lembrar da sorte que temos em amar e ainda mais, da sorte que temos por alguém nos amar de volta!
Por estes dias vê-se muito o Cupido, Deus do Amor, Anjinho barroco travesso, pena que poucos conheçam a sua bela história de amor e a forma como a sua própria seta o terá alegadamente tramado a ele também! Toma lá que é para veres o que é bom! Quem te manda andar a acertar com setas nos corações alheios!?
Quanto a mim, o Amor faz-me sorrir, faz-me viver e é o combustível dos meus dias... que não seriam os mesmos se não te tivesse conhecido a ti...
Meu Rei, Meu Príncipe, Meu Cavaleiro Alado, Meu Guerreiro de Corações, Meu Lutador convicto, Meu Companheiro Apaixonado, Meu Amante Voraz, Pai Querido, Meu Marido MUITO Amado, Construtor de Realidades, Artífice dos meus Sonhos, Abrilhantador de Quimeras Minhas, Alquimista do Meu Quotidiano! E sim, estas palavras são para ti, Meu Valentim, porque assim como ele recuperou a visão pela força do seu amor a uma mulher, também eu obrigada pelo amor que sinto por ti vejo agora muito melhor, com muito mais clareza, aquilo que, de facto, o amor é!
E que o meu último suspiro seja teu e que o meu último beijo também! Que os teus últimos pensamentos sejam meus e os teus últimos toques em mim! Porque não tenho mais ar, mais alma, mais coração se não o meu, que é teu e o teu que tanto estimo, como se de meu se tratasse. AMO-TE, será que dá para perceber?!
BOM FIM-DE-SEMANA e muita coragem, afinal de contas:
"Um covarde é incapaz de exibir amor; amor é a prerrogativa do bravo." Mahatma Gandhi
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Croniquice da Velhice no AO - 11.02.10

Esta semana escrevi um texto sobre a velhice, com o título “Pés de Galinha e Trapos”, mas revolta-me falar da Velhice, não que me incomode o processo de envelhecer, das rugas ou dos cabelos brancos, mas pela deterioração que isso implica! Como concluí nesse texto, não me incomoda nada envelhecer, o que me incomoda é pensar, que um dia, a “Velha” serei eu.
Da minha Bisavó Materna, Ana Rua de cabelos brancos e bengala na mão, chegam-me os laços que me unirão para sempre a um Transmontano Verão trovejante, quente e abafado, mas também aqueles que foram para mim, os primeiros contornos das minhas associações à Velhice. A minha bisavó morreu quando eu já tinha 16 anos. Não a acompanhei na hora da morte nem no avançar da doença, no entanto a lembrança que a velhice dela me traz é uma lembrança agridoce, porque da última vez que a vi, já pouco se lembrou de mim... chamou-me “menina”, perguntou-me quem era... e eu, apoiada pelo ombro compreensivo da minha tia, que me leu na perfeição, sorri! Não fui capaz de proferir palavra!
A Velhice mexe comigo. Acho que mexe com todos. Mas irrita-me que se olhe para o lado, em vez de se falar, ouvir e dar a mão. Afinal de contas, poucos de nós quererão dar um “cadáver bonito”! O que significa, que amanhã, provavelmente os retratos da Velhice para os nossos bisnetos seremos nós! Se tivermos sorte!
MEET THE FiSH!
(Chegaram a casa assim pela mão da Repolhita!)
(Foram provisoriamente acolhidos nesta taça, e passo às apresentações: o laranja é o Peixe; o branco das 2 manchas laranjas é o Peixinho; o branco da mancha laranja e barbatana preta é o Peixito e o preto é o Peixoto!)
(Esta é a humilde Poisson Maison, com bolhinhas!)
(Esta é a mais pequena a comer bolachas e a ler-lhes histórias no seu actual posto preferido da casa!)
E para quê mais palavras... acho que estas imagens valem por si! Não?!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Curtas...


Ontem foi dia de alargar a família...

Lá chegámos à Loja de animais e eu, acho que mais emocionada que ela, deixei os meus olhos e mãos percorrer tudo o que foi gaiolas, gaiolinhas, distribuindo festas a cachorrinhos, gatinhos, enquanto gritávamos as duas em êxtase: “Olha! Olha! Ai, que lindo! Olha... Ai!”. Lá chegámos à taça dos peixes e eu deixei-a escolher o que ela quisesse, enquanto isso ocorreu-me que talvez um globo de vidro não fosse a escolha mais acertada para acolher o nosso novo amigo, porque com a tentação redondinha de vidro ao seu alcance a mais pequena poderia num abraço mais chegadinho parti-lo e depois era desastre total. Assim, a escolha ficou reduzida a um aquário em acrílico com bomba de ar e tudo! “Isso pode levar até 5 peixes senhora!”, diz-me o rapaz da loja, de espírito empreendedor e olhar atento ao nosso entusiasmo quase histérico! Ok... Ora, este, “ete”, aquele e mais “mamãe ete”! Saímos de lá com um aquário, um frasco de comida para 5 anos, um saco de areia e 4 novos amiguinhos. Enquanto o preço dos novos inquilinos, moradia e subsídio de almoço me era debitado no "pêlo", lá andámos nós por uma última ronda a bater ao vidro dos coelhinhos, com ar de “ai tão fôfinho” e depois fomo-nos dirigindo para a porta... e aí começou a aventura e o meu pânico, ao vislumbrar a nossa chegada a casa, com um saco de água e quatro peixes mortos!
Chegadas a casa, ainda sem fazer xixi nem nada foi só tirar casacos e tratar dos amiguinhos da Repolhita! Assim, virei-os para uma grande taça, e ela cobriu-os de beixinhos e “olás” e apresentações e “an cá, an cá”! Enquanto isso, eu lavei cuidadosamente a areia, o aquário, li as instruções da bomba e coloquei a areia e água à temperatura ambiente, quando ouço do outro lado! “Mamãe, pixinho papa!”... O quê?! Ó filha! Desenrascada que só ela, abriu a protecção de alumínio do frasco de comida dos peixes e divertia-se a vê-los comer imitando os seus gestos de boquinha gulosa! Que doce! Quando me preparava para virar os peixes para o aquário reparei que não tinha colocado o suporte da base no fundo!” God Damm it”, troca de virar a água, virar a areia, colocar suporte e splash... Glu, Glu, Glu... do outro lado, ela tinha acabado de virara a taça. Resultado: 3 peixinhos em cima do balcão de granito, um na pinga de água que restava na taça e a Repolhita de ar assustado e lágrima de Maria Madalena prestes a rebentar em pânico! AHAHAAHAHH! Apanhei os peixes, um deles, quase a cair do balcão, enchi de novo a taça, limpei-lhe as lágrimas, acalmei-a, terminei de preparar o aquário, verti os peixes, liguei a bomba e... aaaai! Uma baita de uma inundação tinha acabado de se apoderar da minha cozinha! Ora trata de limpar tudo, enquanto ela continuava siderada nos seus amiguinhos, com olás e papinhas e eu só pensava... se estes peixes estiverem vivos amanhã será um milagre!
E estavam! Hoje de manhã, quando os fomos alimentar, lá estavam os quatro de boa saúde e barbatanas a dar a dar!
Agora vou só até ali respirar de alívio por serem 4 peixes e não um cão, um gato, um coelho ou um rato... acho que se o fossem estávamos todos hoje nas urgências do Hospital mais próximo! AHA!

Que a Infidelidade é como um assalto... em que a ocasião faz o ladrão!
Hoje, posso dizer do alto da minha , talvez, “estupidez”, que por muito que me pudesse doer jamais perdoaria uma infidelidade, fosse do meu marido, fosse de uma amiga... mas isso é hoje, porque sei, que em tempos já perdoei, ambas e o resultado nunca foi o melhor!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

1. Que já mordeu um amiguinho;
2. Que já se magoou no lábio;
3. Que já roubou as canetas a uma amiga e lhe estragou o postal que essa estava a fazer para o aniversário da mãe!
E um grande bem-haja à motricidade e polivalência das crianças travessas!
Claro que depois disto eu tenho que imprimir um tom sério, franzir o sobrolho e dizer...
Mas depois...
"Ainda Bem!"
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Pés de Galinha e Trapos

Quando penso na forma como encaramos a velhice e lidamos com ela neste País, juro que tenho vergonha! Ganho tremores pudicos de culpada acabadinha de lavar as mãos... como se já não bastasse a morte das células que não podemos evitar, ainda nos enterram em vida, virando a cara, tapando o nariz, fazendo de conta que não estamos de facto ali!
O processo de envelhecer não me incomoda... o que me mata é saber que um dia, a “Velha” vou ser eu!
Fevereiro, ó Fevereiro!

Conclusões do primeiro mês do ano:
1. Os homens nunca irão perceber porque é que as mulheres nunca têm carteiras e sapatos suficientes e as mulheres nunca irão entender, porque é que eles não percebem isso;
5. Não gosto de chuva;
6. Gosto de saldos;
E por hoje fico-me por aqui, que ainda não me restabeleci do susto de há pouco, quando liguei para a Creche e me disseram que a minha filha tinha parado de respirar por momentos, o que a levou a ficar roxa e a um grande reboliço! Enfim... escusado será dizer que por uma nesga de segundo não petrifiquei e que só agora comecei a balbuciar umas merdinhas quaisquer sem sentido para me trazer de volta à realidade e me
libertar do pânico!
*Um, Dois, Três... Experiência!*
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Para Rir! Só!

Para trocar uma lâmpada, quantas pessoas são necessárias? Depende do tipo de pessoa:







