
segunda-feira, 23 de maio de 2011
E quando tudo o resto falha...

sábado, 14 de maio de 2011
Hora da GRANDE REVELAÇÃO...

quarta-feira, 11 de maio de 2011
Afinal nem todas as princesas...

domingo, 8 de maio de 2011
A prova de que cá em casa...
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Vai-se aiando... - HOJE no AO
E com tantos “ais” com que já pontuei este texto, veio-me à lembrança a não declaração do Sócrates, que ao contrário dos operadores dos call-centers, que estão interditos de dizer “não”, fez questão de não dizer mais nada que “não”… será que isso quer dizer alguma coisa, ou não?! Estaremos cá para acompanhar os próximos capítulos desta “novela”, à custa da qual a Globo tem perdido audiências, pois consegue juntar o melhor do drama à comédia, passando pelo suspense ao crime, cujos protagonistas ou vilões dificilmente seriam identificados pelo melhor dos CSI’s… acho que nem o Horatio Cane ou o Gil Grissom nos valiam na resposta à questão deste episódio de mais um: “Quem tramou os portugueses?!”.
Cépticos, cínicos, crentes, utópicos, cansados e fartos, andam todos os espectadores desta novela sem fim à vista… e enquanto a chuva no molhado continua, nós, os tristes, lá nos vamos arrastando neste zapping dos programas políticos e alguns mais politicamente correctos… voltei ao pesos pesados agora, os da Júlia, vá… o dos gordinhos!
Cá por casa (e para quem já tinha saudades de croniquices mais caseirinhas) a mais pequena já aprendeu, com tanto drama, as palavras “horrível”, “imediatamente”, “urgente” e “necessário”, usando-as a contra gosto, umas de forma mais correcta do que outras, mas sempre de forma muito imaginativa… como por exemplo: “o tecto hoje está horrível” para se referir ao céu cinzento que teima em não deixar de cobrir a ilha de S. Miguel. Também já tem conceitos claros de economia do lar, escusando-se de levar do supermercado alguma fruta ou legume que não aprecia com um ligeiro e maduro: “Mãe… isso é muito caro!”. E assim, vão crescendo os infantes da crise, embalados num berço de austeridade, restrições, paleio financeiro e lições de moral económicas de previsões trágicas e devastadoras de pé de chinelo… Não me admirava nada que qualquer dia a visse a inquirir as barbies e os nenucos se já pagaram impostos ou se têm os descontos com a segurança social em dia, ou até mesmo se estão de acordo com a subida de impostos em todos os bens de consumo em lugar dos cortes nos salários, subsídios e…?! Ai… ponto final!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A Genética dos Lusos - Hoje no AO
De facto, os portugueses nunca foram um povo muito animador, muito alegre nem muito folclórico, ao contrário daquilo que frequentemente se quer fazer crer! Mais somos todos como os velhos do Restelo, senão porquê, pensem na resposta que dão com maior frequência à pergunta: “Então, como estás!?”. Parece que é quase obrigatório acrescentar sempre alguma lamúria, ou algo de mau… por vezes mais parece que se não o fizermos, e se respondermos à questão com um puro e simples: “tá tudo óptimo” o mundo nos rebenta na cara com a desgraça mais desgraçada de todas e nos faz pagar pelo descaramento de pensar que alguém neste país pode estar óptimo! As coisas até podem estar todas a rolar tranquilamente na nossa vida, até podemos estar a sentir-nos excepcionalmente inspirados e felizes naquele momento, naquele dia, naquela fase da nossa vida, mas se o admitirmos, então o karma cai-nos todo em cima. Somos um povo queixinhas, que se não se queixa não é normal, que se é feliz, é porque é louco, ou gente em quem não se pode confiar! Ser feliz neste país é na maior parte das vezes motivo de vergonha, de pudor… se vivemos um amor feliz, logo alguém se ocupa de vasculhar e especular sem fim até encontrar uma imperfeição que o console; se temos uma vida estável, logo todos se sentam à espera que a estabilidade desmorone, para poder bater palmas à vontade e depois nos dar uma palmadinha nas costas de consolo… mas ninguém o admite, não… quem nos ouvir mais não julga que queremos todos muito o bem uns dos outros! Se eu estou mal, porque estará alguém bem… e se eu estou bem, então o melhor é não andar aí a espalhá-lo aos quatro ventos, não venha algo ou alguém prontinho para me tramar! E assim se vive, no jardim à beira mar plantado, pregando desejos de felicidade sem fim e aterrorizados de medo que ela possa mesmo chegar!
Bem sei, que hiperbolizo ao surreal este sentimento que pode não ser comum a todo e qualquer português, mas até aposto que não há vivalma que não tenha sentido na pele uma vezinha que fosse este frio na espinha ao anunciar uma felicidade ao mundo!
É tarefa ingrata lutar contra esta genética lusa do “vai-se andando” e muitas das vezes só o conseguimos fazer e ainda assim com muito pudor, por comparação com a medida das desgraças alheias… “realmente, comparando com a vida de X e de Y, a minha vida é bem feliz!”. Somos um povo de engraçadinhos, mas desgraçadinhos, onde que tem piada é rei, onde só tem direito a ser feliz quem aparece na tv! Somos tão acolhedores e bem-dispostos, que nunca ninguém iria desconfiar, que por detrás de tanta gargalhada de conveniência de escondem os rostos mais amarelos de inveja e desdém! Pois bem, para hoje, eu propunha, uma nova revolução… a dos (maus) costumes, a dos (maus) modos, a do (mau) humor, a do pessimismo! Abaixo os derrotistas, que não foi com baixar de braços, invejas e carantonhas que se fez Portugal!
Mini-Paraíso...
(Tomámos muitos pequenos-almoços destes... lá se foi a linha... os muffins foram cortesia da Repolhita)
(E fomos ao Mercado comprar coisas deliciosas, todas regionais!)segunda-feira, 25 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
... com miúdas e amigas lá por casa, entre bolinhos e cházinhos, com os novos inquilinos da casa... dois Tom's e dois Jerry's... uns que só nos visitam o pátio e outros que nos enchem a sala, e concertos e risota e francesinhas e muito amor e pequeno-almoço caseiro e tudo e tudo e tudo! Tudo de bom! quinta-feira, 14 de abril de 2011
Nada exprimiria melhor o meu estado actual...
... e como quem canta, seus males espanta...
I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no
When I'm drivin' in my car
And that man comes on the radio
He's tellin' me more and more
About some useless information
Supposed to fire my imagination
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say
I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no
When I'm watchin' my TV
And that man comes on to tell me
How white my shirts can be
But he can't be a man 'cause he doesn't smoke
The same cigarrettes as me
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say
I can't get no satisfaction
I can't get no girl reaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no
When I'm ridin' round the world
And I'm doin' this and I'm signing that
And I'm tryin' to make some girl
Who tells me baby better come back later next week
'Cause you see I'm on losing streak
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say
I can't get no, I can't get no
I can't get no satisfaction
No satisfaction, no satisfaction, no satisfaction
Os senhores do FMI - HOJE no AO
Fiquei desiludida, confesso! Aparte disso, penso, que tudo o resto correu conforme o previsto. Fez-se um grande alarido com a chegada física dos senhores, provavelmente os ditos vão deliciar-se com a gastronomia maravilhosa do nosso querido país e com a hospitalidade calorosa das nossas pobres gentes, deverão ficar estupefactos com o dimensão da “lata” da nossa classe governativa e com a “profundidade” do buraco das nossas contas públicas e depois toca de aplicar uns cortes aqui, uns apertos ali, uns ajustamentos acolá, isto depois do bucho cheio de um belo bacalhau com broa e de uma pinga do nosso melhor aperitivo do Douro e digestivo do Alentejo, (ou no horário de almoço, uma aguinha do Luso, Pisões ou do Caramulo). Os jornalistas deram-se ao trabalho de “noticiar”, que ontem de manhã, alguns técnicos da Troika (vulgo “Senhores do FMI”) se deslocaram a pé desde o seu hotel, na Avenida da Liberdade, até ao Ministério da Finanças, o que pode ser visto de diversas formas, ponto um, confirma-se que são “sumíticos” e por isso não pagam táxis, ponto dois, não confiam nos nossos transportes públicos e estão-se nas tintas para a falência das empresas que os gerem, ponto três, o hotel até nem fica longe e a minha teoria da “comezaina” na noite anterior confirma-se! (Conselho de amiga: se assim for, prescrevo-lhes um remédio nacional, Água da Pedras. Depois disto, eles hão-de ficar baralhados, com certeza, com a ideia pré-concebida, que somos um país de parcos recursos, não senhor, temos boas águas e bom vinho e pagasse o “achismo” imposto, éramos todos mais ricos que o Bill Gates.) Assim, resta-nos a nós, plebe, aguardar pela verdade e toda a verdade… mas será que nós conseguimos lidar com a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade?!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A liberdade de escolher...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Do it like it's weekend...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Caluda, que se vai cantar o “fado”! - no AO
terça-feira, 29 de março de 2011
Tem dias...
Ouvi dizer...
O FMI vem aí…
quinta-feira, 24 de março de 2011
Segredo...


quarta-feira, 23 de março de 2011
Briefing consumista - no AO
“Aproveite já 20% de desconto em sapatos de sola ergonómica para criança”… e a criança, que nem sequer precisa de sapatos, vê-se agora a ser levada de arrasto para a loja, experimentando o desconto para aproveitar a sola! Ou será o contrário?!
A verdade é que estas mensagens me incomodam mais do que me “seduzem”, estas tentativas de “flirt” comercial a mim deixam-me a léguas, mas acredito que não seja assim com toda a gente, caso contrário… deixaria de existir este marketing agressivo!
E se antigamente as nossas mães nos advertiam para os “perigos da carne”, agora devem também ter um curso de marketing e economia, para sensibilizar os infantes para as questões do “branding”, do apelo ao consumo comercial. Acho que se a história da Capuchinho Vermelho tivesse sido escrita no século XXI, o vilão seria uma qualquer mega superfície comercial, e não o coitado do lobo. Assim, a Capuchinho saía de casa para levar a “merenda” à avozinha, mas pelo caminho trocava-a toda por bens comerciais para ela própria. Chegando a casa da avó hiper-mega-ri-fixe bem quitada, com uns xanatos da moda e umas saruel bem trendy, mas sem merenda, nem flores para a cota… sim, porque esta coisa do consumismo também tende para o egocentrismo e para o individualismo. Incutem-nos desejos nunca antes desejados, só nossos, que nos trarão felicidade (efémera e ilusória)… mas porque são uma pechincha, toca a aproveitar e deixamos lá uma fortuna em troca de cem coisas baratuxas!
Na maior parte das vezes, o consumismo sem limites aproveita-se das nossas fraquezas mais íntimas, o que torna a “máquina” das vendas ainda mais fria e cruel… porque, conhecendo-nos como ninguém, pelo registo das compras que fazemos, sabe se somos mais adeptos de cremes ou vernizes, de comida ou de roupa, de sapatos ou de carteiras! E nós, inocentes, ainda lhes vamos dando dicas directas, coleccionado “gostos” no facebook, ou wishlists nos blogues ou twitters, ou raio que nos valha!
O papão transfigurou-se e, em tempos de crise, anda cada vez mais ávido de lorpas para papar! Nada contra uma bela sessão de compras, mas em tempos de crise… neste tipo de transacções, só é parvo, quem quer ser! Por isso, senhores do marketing deste nosso Portugal… mensagens para me seduzir… só quando o desconto for de 100%, e mesmo assim, vou “considerar”! Tenho dito!
domingo, 20 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Politiquices de meninos… - HOJE no AO
Até aqui, tudo dentro do compreensível, (embora passível de ser censurado) tendo em conta que, e como dizia o outro, “sem bufufa não há ufa”, que é como quem diz, sem dinheiro não há descanso!
Aquilo que eu não consigo compreender assim muito bem, é a forma de se fazer política ou “falar” de economia entre os nossos políticos. Não porque utilizem um léxico complicado acima do normal para discutir e abordar o assunto, mas pela forma como o discutem e abordam… e depois de intelectuais da cueca virem acusar o povo de demagogia, eis que os próprios representantes democráticos, eleitos pelo povo, se transformam nos maiores mestres da prática.
Para quem não sabe o que é demagogia vide o “bate papo” dos políticos nos dias que correm acerca das novas medidas de austeridade propostas/impostas/aconselhadas (sei lá eu bem) pelo nosso governo! Em redor de um embrionário/bem desenvolvido/ já crescido PEC4 têm surgido as mais ilustres verborreias demagógicas… e se se pensava que fazer política e exercer um direito democrático era chegar a acordos e consensos em prol do bem geral, eis que se prova que isso mais não passa de um fait diver para os meninos da política poderem jogar aos braços de ferro, do agora mando eu, agora mandas tu!
Em virtude dos últimos acontecimentos, a minha veia de mãe salta-me para fora e dá-me ganas de os pôr cada um a um canto, advertindo-os para pensarem um pouco no que estão a fazer, obrigando-os a contar até 30, bom talvez não chegue… até 100, e depois dizer-lhes para fazerem as pazes, darem um beijinho e para irem outra vez brincar: “Sem Brigas”!
É por isso que a política continua a ser maioritariamente mister de meninos, poucas mulheres têm este nível de gosto pela picardia. O nosso apurado sentido de socialização, impõe-nos regras de bom senso na convivência que mantemos e o discernimento de saber quando e como devemos fazer cedências!
Encaro com alguma ironia um assunto mais do que sério, porque a verdade é que aquilo que me ocorre mesmo não é tirá-los da política, porque não, não acho que toda a classe política seja constituída por “meninos maus”, mas apenas considero, que na mesma medida em que a sociedade corrompe o Homem, a partidarice política corrompe o Político. Assim, gostava de ver um dia a teimosia individual de cada político ser substituída pela humildade da consciência de que aquilo que fazem não é ser protagonistas da política, nem adeptos de um partido, mas servir o povo! O vedetismo político tem que acabar de vez!
Irónico que os letrados do jardim à beira mar plantado estejam mais preocupados com o efeito que uma canção possa ter na imagem pública de Portugal aos olhos da Mamã Alemanha, do que com os efeitos perversos que este mau exercer de política no nosso país, possa trazer como consequências na governação de um povo e no próprio seio da EU e política internacional! E isso sim é ter espírito de tuga: “antes parecer do que ser”! Aplausos para eles, que o “último lugar” já lhes pertence.
terça-feira, 15 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
E agora?!
sexta-feira, 11 de março de 2011
: Está a pensar suicidar-se?! Anuncie-o no Facebook! - no AO
Bom, depois de sabermos que já não é a primeira vez, que crianças morrem, porque os pais estavam em joguinhos de quintas e afins no Facebook e se esquecem de os alimentar, deixando-os entregues a um sopro esfomeado por vida e mais algum alimento e amor, já nada me devia espantar, mas realmente há algo nestas notícias que choca… e choca muito mais do que qualquer crise económica ou demagogia política, o que choca aqui é que estamos a entrar a passos largos num mundo dominado por uma vida virtual que nos coloca a todos “presos” à rede e desligados da vida real. É um escape perigosamente alucinogénico, mais dopante que muitas drogas.
Mas o Facebook e as suas políticas dariam pano para mangas, senão porquê, experimentem lá pôr uma foto a amamentar o vosso filho e outra com um grande decote insinuante e um abrir de pernas à moda da Sharon Stone, querem apostar comigo qual das duas fotos vai ser “bloqueada” e “denunciada”!? Pois claro, está-se mesmo a ver que peito de fora a dar de mamar é muito mais passível de censura do que uma foto à la Sharon Stone… não acreditam!? Perguntem lá à Sarah Lavigne.
Enfim, não me interpretem mal, que eu também tenho Facebook, só não faço dele o meu modus vivendi… e assusta-me ter a certeza de que o que há mais é quem faça! Chegando mesmo a viver, só para o puder publicar na rede! E depois eu é que sou a “parva”! Haja pachorra!
quarta-feira, 9 de março de 2011
Apresento-vos o João...

quarta-feira, 2 de março de 2011
Já vos falaram de dinheiro hoje?! - no AO
Não digo que a felicidade no quadro geral seja “comprável”, mas que todos estes pormenores pintam um quadro potencialmente mais belo e por isso mais propício à felicidade, lá isso compram!
Aquele momento especial na praia, que acaba com um entardecer de dois gelados enrolados não teria com certeza o mesmo sabor se não tivéssemos três euros para pagar os gelados, mais uns trocos para chegar à praia e depois mais uns trocos para voltar! Já agora, um bom protector solar, que não irrite a pele e nos deixe confortáveis depois de quatro horas ao sol também não se compra com tuta e meia… e por isso, é inevitável que a falta de dinheiro não traga também umas dores de cabeça sintomáticas a ela associadas!
O excesso de dinheiro, às vezes, também estraga, e se é certo que antes sobrar, que faltar, às vezes era bem melhor se não sobrasse tanto a uns e faltasse tanto a outros.
O dinheiro faz o mundo girar. O amor também, mas o dinheiro despoleta amores onde anteriormente havia um deserto e mais desejos do que qualquer paixão! Para além disso, o dinheiro não obriga a nenhuma monogamia institucional, e por isso ele é euro, ele é dólar, ele é yen… ele é a divisa que estiver com a melhor taxa de câmbio.
O dinheiro não compra a felicidade. Também dizem que não compra a saúde. E é verdade, mas que nos compra clínicas mais confortáveis e médicos mais “disponíveis”, lá isso compra. Que nos compra menos horas de espera na sala da urgência do hospital, menos exposição a vírus e bactérias, menos “empurrões para lá e para cá”, isso também é verdade… e que nos compra camas de clínicas de luxo, que não diminuindo a sintomatologia, nos ajudam a aumentar a sensação de bem-estar, isso também é inegável.
O dinheiro é uma divisa cruel, que pousa nos ombros de coronéis sem princípios, mas que de vez em quando lá cai na pala do tenente certo! O dinheiro serve para o mal e para o bem, estamos com ele, como quem está com um companheiro para a vida, porque quer se goste, quer não, o que custa é ter a noção de que sem dinheiro… não dá!
E por isso, é que uma geração de parvos se fartou de aturar a falta da entrada do dito… não porque seja infeliz pela falta da entrada directa do tipo, mas porque se fartou de altos títulos e nomes de estágio pomposos, com zero de remuneração. A mesma geração que se cansou de carregar cinco (ou mais) anos de propinas no lombo, com mais uns tantos de saberes de fotocópias, (sim, que de livros com o preço a que estão… não se pode aprender nada) e de malhar como tolos nas épocas de exames, para depois emoldurar os resultados na parede de casa dos pais, porque nem para a sua própria casa têm dinheiro… e pior do que isso, nem perspectivas de vê-lo… quiçá, sequer de lhe sentir o cheiro!
Bem sei, bem sei, que resumir o grito de revolta de uma geração em meras questões monetárias é do mais rasca que há… mas lá no fundo, no fundo, não seríamos todos tão parvos, se não andássemos assim tão à rasca!
O dinheiro não é tudo na vida… pois não… mas (infelizmente) quando o tudo resto não chega… é só com ele que a vida se compõe!
Acho que o que incomoda muita gente neste país, não é o barulho da música, que se começa a ouvir, mas mais admitir que a escravidão do século XXI seja uma escravidão polida, instruída e com muitos anos de esperança de vida pela frente!
terça-feira, 1 de março de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Short Briefing...
De porquê em porquê não sei bem com quê - ontem no AO
Eu acho que a minha filha é precoce. E acho isso, por várias razões, a primeira, e desde logo muito válida, é que nunca conheci tão intensamente nenhuma outra criança de dois anos, e assim sendo, nunca convivi com nenhuma criança desta idade tempo suficiente para estabelecer comparações mais científicas; outra razão é que em toda a bibliografia “pediátrica” que leio, em nenhum lado se fala na idade dos porquês antes dos três anos, três anos e pico…
Assim, foi com algum espanto que comecei a explicar os primeiros “porquês” à minha filha de um ano e meio. É que podem não acreditar, mas tardando ela em falar, quando começou, não tardou a bombardear-nos de “porquês”. Alguns mais perceptíveis que outros, uns mais inteligíveis e outros menos, alguns válidos e outros impróprios, mas nunca de somenos importância! Sim, porque eu sempre ouvi dizer que parvo não é quem pergunta, mas quem não sabe responder! Assim, e já com dois anos e meio de currículo conto algumas arrobas de porquês!
Tentei sempre responder. Algumas vezes de forma mais maternal “pôqué ténhu qui páxcola?!”, outras de forma mais cómica “pôqué meu pé xeia xulé?!”, outras com promessas vãs, porque também tem que ser, “pôqué num póxu cume xuculate aiora?!”. Mas confesso, que por vezes, a resposta custou mais a sair, fosse por embargo da mente “pôqué tenhu pêlux nax penas?!”, por total surpresa “pôqué eu num tenhu uma piuinha?!”, ou mesmo por não saber assim de rajada bem como “pôqué o tempo tá xinxento?!”.
Enfim, bem sei que isto são só os primeiros de muitos e variados “porquês” e admito, saber de antemão, que nem o Grande Livro dos Porquês me ajudará a escapar de alguns, quando ela já souber ler!
Os porquês denotam inteligência, no sentido em que a criança é capaz de verbalizar a sua curiosidade, na maior parte das vezes não esperando vê-la satisfeita pela resposta! Por isso, os porquês não me incomodam tanto pelas respostas que tenho que dar, mas mais porque me ocorre, que aquele cérebro tão tenro, já tem preocupações complexas. Para ser sincera, (e eu avisei que isto hoje já tinha descambado ao início), talvez ela não seja tão precoce assim, e eu seja ingénua ou inexperiente, mas a verdade é que ela por estes dias, se saiu com um porquê, a que eu (embora ciente de que qualquer resposta que lhe possa dar, lhe seja igual) confesso, não soube responder. A pergunta não foi complexa, nem a nível de léxico, nem gramatical, muito menos fonético ou pragmático, mas o porquê que me deixou sem palavras, foi um simples: “pôqué há mininus maus?!”. Pois… esse “poquê” malvado… de meninos, meninas, senhores, senhoras e toda uma complexidade de outros seres concretos ou abstractos, que nos infligem dor, deixou-me na ponta da língua uma conclusão tão trágica e redutora, que pura e simplesmente me inibi de a verbalizar, respondendo-lhe apenas “não sei”!
E agora, em jeito de apontamento mental, acho que vou gravar esta resposta para dar a mais alguns porquês, com que ela me venha a brindar… e se ela mesmo assim insistir, pode ser que leve com a velha máxima socrática (que é como um bom e velho vestido preto) com que nunca me comprometo… “porque eu só sei, que nada sei”!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Texto escrito a peganhar de mel...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Le jour d'amour...

Um dia ainda vou perceber porque é que este dia me deixa sempre um tanto ao quanto desconfortável... até lá... continuarei na inocência de pensar que é a pressão de trabalhar o romantismo todo, num dia em que as manifestações de amor abundam, umas mais forçadas, outras mais forçosas e nem todas elas inteiramente desinteressadas!
Ainda assim, feliz dia de S.Valentim! Porque para se ser feliz, não é preciso desculpa! E para se amar e ser amado, não tem que haver dia marcado!

























