segunda-feira, 23 de maio de 2011

E quando tudo o resto falha...


... marca-se a depilação e muda-se de penteado! Não há mal que sempre dure...

Que orgulho!




... a partir de agora, também eu sou uma Diamante Oficial...


Podem visitar-nos aqui!



sábado, 14 de maio de 2011

...

E sabe tão bem poder anunciá-lo ao mundo!!! :)

Hora da GRANDE REVELAÇÃO...


... o motivo de tanta ausência, tanta ansiedade, tanta luta, tantos avanços e uns tantos retrocessos... mas por fim... está aqui! MUNDO, prepara-te... aqui vamos nós!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

P.S.

Estou tão orgulhosa de mim... tenho andado tão poupadinha!

Mas é por uma boa causa! Em breve contarei ao mundo!

MUNDO, prepara-te!

Afinal nem todas as princesas...



... vivem felizes para sempre! Pelo menos, nem todas vivem aqueles amores perfeitos e mágicos e tal e coisa...


E perguntam vocês, e isso agora a propósito de quê?!


Aha! Uma vez que a mais pequena anda numa onda de princesas da Disney, e que já devorámos a Bela e o Monstro, o Natal da Bela e do Monstro, a Princesa Sereia, 1, 2 e 3, umas trilhentas vezes... eis senão que, fartos da Princesa e do Sapo, e da Sininho e enjoados da Cinderela, 1, 2, 3 e 4... hoje vimos a Pocahontas... 1 e 2... e não é que, afinal, a sua história de amor acaba mal! Mas até ela tem uma segunda oportunidade... só que já não fica com o mesmo, fica com outro... e eu, que jurava a pés juntos que todas as histórias da Disney tinham um final previsível, levei uma chapada na cara da realidade da vida amorosa de cada uma de nós, princesas ou não... todas temos uma segunda oportunidade... é preciso é saber arriscar e escolher! Mais nada! Arriscar e escolher!


Dito isto... amanhã vemos a Mulan!

Disney rocks!!!

domingo, 8 de maio de 2011

A prova de que cá em casa...




... reina a paz e o amor!



Os três juntos para o momento Kodak, viverão felizes para sempre...


enquanto a gaiola os separar!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Com o devido atraso do post...

O meu dia da mãe foi assim...


(ANTES)


( e DEPOIS)



TODOS APROVARAM!



Obrigada!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vai-se aiando... - HOJE no AO

Finalmente fez-se fumo branco com a troika! Ai não… afinal foi só cinzento rato! A ver se agora ao menos a Finlândia nos aprova a ajuda…mas como eu sempre ouvi dizer que da Finlândia “nem bons ventos, nem bons casamentos”…Ai, não! Isso é da Espanha! Esperem lá… mas maus casamentos não é só na coroa britânica?! Olhem…valeu-nos ao menos nos últimos dias a televisão… que nos brindou com dois programas líderes de audiência: o casamento do Will (ai…) e da Kate e o programa da Júlia (não o da manhã, mas o de domingo), aquele dos gordinhos! À custa deles (dos gordinhos), tenho o iPod carregado de música há quatro dias, e o despertador tem tocado sempre às sete da matina religiosamente (AI!)! Mas não tenho ido correr…não… ainda tenho que ver mais uns programas para me sentir inspirada e mudar os meus maus hábitos de não fazer exercício, nem comer saudável… ai…
E com tantos “ais” com que já pontuei este texto, veio-me à lembrança a não declaração do Sócrates, que ao contrário dos operadores dos call-centers, que estão interditos de dizer “não”, fez questão de não dizer mais nada que “não”… será que isso quer dizer alguma coisa, ou não?! Estaremos cá para acompanhar os próximos capítulos desta “novela”, à custa da qual a Globo tem perdido audiências, pois consegue juntar o melhor do drama à comédia, passando pelo suspense ao crime, cujos protagonistas ou vilões dificilmente seriam identificados pelo melhor dos CSI’s… acho que nem o Horatio Cane ou o Gil Grissom nos valiam na resposta à questão deste episódio de mais um: “Quem tramou os portugueses?!”.

Houvesse uma Jessica Rabbit a bambolear-se ao lado do Sócrates, do Catroga, do Louça, do Passos Coelho, do Silva Pereira, do Jerónimo de Sousa ou do Portas (ordem completamente aleatória e que podia ser preenchida com tantos outros nomes) e ao menos a trama era musicada e mais ritmada! Estamos definitivamente tramados, ou em bom inglês “done to the steak”!
Cépticos, cínicos, crentes, utópicos, cansados e fartos, andam todos os espectadores desta novela sem fim à vista… e enquanto a chuva no molhado continua, nós, os tristes, lá nos vamos arrastando neste zapping dos programas políticos e alguns mais politicamente correctos… voltei ao pesos pesados agora, os da Júlia, vá… o dos gordinhos!
Cá por casa (e para quem já tinha saudades de croniquices mais caseirinhas) a mais pequena já aprendeu, com tanto drama, as palavras “horrível”, “imediatamente”, “urgente” e “necessário”, usando-as a contra gosto, umas de forma mais correcta do que outras, mas sempre de forma muito imaginativa… como por exemplo: “o tecto hoje está horrível” para se referir ao céu cinzento que teima em não deixar de cobrir a ilha de S. Miguel. Também já tem conceitos claros de economia do lar, escusando-se de levar do supermercado alguma fruta ou legume que não aprecia com um ligeiro e maduro: “Mãe… isso é muito caro!”. E assim, vão crescendo os infantes da crise, embalados num berço de austeridade, restrições, paleio financeiro e lições de moral económicas de previsões trágicas e devastadoras de pé de chinelo… Não me admirava nada que qualquer dia a visse a inquirir as barbies e os nenucos se já pagaram impostos ou se têm os descontos com a segurança social em dia, ou até mesmo se estão de acordo com a subida de impostos em todos os bens de consumo em lugar dos cortes nos salários, subsídios e…?! Ai… ponto final!

O sorriso...



... como sempre, é uma questão de pormenor!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Genética dos Lusos - Hoje no AO

Lutar contra a genética lusa parece ser tarefa ingrata nos dias que correm. Lutar contra o fado, o fatalismo, o desespero, o desânimo, a frustração e o desalento é hoje como remar contra a maré na crista de um tsunami.
De facto, os portugueses nunca foram um povo muito animador, muito alegre nem muito folclórico, ao contrário daquilo que frequentemente se quer fazer crer! Mais somos todos como os velhos do Restelo, senão porquê, pensem na resposta que dão com maior frequência à pergunta: “Então, como estás!?”. Parece que é quase obrigatório acrescentar sempre alguma lamúria, ou algo de mau… por vezes mais parece que se não o fizermos, e se respondermos à questão com um puro e simples: “tá tudo óptimo” o mundo nos rebenta na cara com a desgraça mais desgraçada de todas e nos faz pagar pelo descaramento de pensar que alguém neste país pode estar óptimo! As coisas até podem estar todas a rolar tranquilamente na nossa vida, até podemos estar a sentir-nos excepcionalmente inspirados e felizes naquele momento, naquele dia, naquela fase da nossa vida, mas se o admitirmos, então o karma cai-nos todo em cima. Somos um povo queixinhas, que se não se queixa não é normal, que se é feliz, é porque é louco, ou gente em quem não se pode confiar! Ser feliz neste país é na maior parte das vezes motivo de vergonha, de pudor… se vivemos um amor feliz, logo alguém se ocupa de vasculhar e especular sem fim até encontrar uma imperfeição que o console; se temos uma vida estável, logo todos se sentam à espera que a estabilidade desmorone, para poder bater palmas à vontade e depois nos dar uma palmadinha nas costas de consolo… mas ninguém o admite, não… quem nos ouvir mais não julga que queremos todos muito o bem uns dos outros! Se eu estou mal, porque estará alguém bem… e se eu estou bem, então o melhor é não andar aí a espalhá-lo aos quatro ventos, não venha algo ou alguém prontinho para me tramar! E assim se vive, no jardim à beira mar plantado, pregando desejos de felicidade sem fim e aterrorizados de medo que ela possa mesmo chegar!
Bem sei, que hiperbolizo ao surreal este sentimento que pode não ser comum a todo e qualquer português, mas até aposto que não há vivalma que não tenha sentido na pele uma vezinha que fosse este frio na espinha ao anunciar uma felicidade ao mundo!
É tarefa ingrata lutar contra esta genética lusa do “vai-se andando” e muitas das vezes só o conseguimos fazer e ainda assim com muito pudor, por comparação com a medida das desgraças alheias… “realmente, comparando com a vida de X e de Y, a minha vida é bem feliz!”. Somos um povo de engraçadinhos, mas desgraçadinhos, onde que tem piada é rei, onde só tem direito a ser feliz quem aparece na tv! Somos tão acolhedores e bem-dispostos, que nunca ninguém iria desconfiar, que por detrás de tanta gargalhada de conveniência de escondem os rostos mais amarelos de inveja e desdém! Pois bem, para hoje, eu propunha, uma nova revolução… a dos (maus) costumes, a dos (maus) modos, a do (mau) humor, a do pessimismo! Abaixo os derrotistas, que não foi com baixar de braços, invejas e carantonhas que se fez Portugal!

Mini-Paraíso...

(Estivemos na companhia dos novos membros da família...)




(Tomámos muitos pequenos-almoços destes... lá se foi a linha... os muffins foram cortesia da Repolhita)



(E fomos ao Mercado comprar coisas deliciosas, todas regionais!)



Nada melhor do que uns dias em casa para pormos as coisas em perspectiva! Aproveitar o que de bom a nossa vida tem... namorar muito, dormir muito, comer muito, brincar muito, aproveitar muito o tempo que o rei da casa passou em casa e divertirmo-nos a três com a repolhita em programinhas caseiros, mas muito gostosos!


Caso para dizer, que estes dias deixarão saudade...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pela Liberdade...





... pela igualdade, pelo progresso e pela democracia! SEMPRE

segunda-feira, 18 de abril de 2011

... com miúdas e amigas lá por casa, entre bolinhos e cházinhos, com os novos inquilinos da casa... dois Tom's e dois Jerry's... uns que só nos visitam o pátio e outros que nos enchem a sala, e concertos e risota e francesinhas e muito amor e pequeno-almoço caseiro e tudo e tudo e tudo! Tudo de bom!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Nada exprimiria melhor o meu estado actual...




... e como quem canta, seus males espanta...



I can't get no satisfaction


I can't get no satisfaction


'Cause I try and I try and I try and I try


I can't get no, I can't get no


When I'm drivin' in my car


And that man comes on the radio


He's tellin' me more and more


About some useless information


Supposed to fire my imagination


I can't get no, oh no no no


Hey hey hey, that's what I say


I can't get no satisfaction


I can't get no satisfaction


'Cause I try and I try and I try and I try


I can't get no, I can't get no


When I'm watchin' my TV


And that man comes on to tell me


How white my shirts can be


But he can't be a man 'cause he doesn't smoke


The same cigarrettes as me


I can't get no, oh no no no


Hey hey hey, that's what I say


I can't get no satisfaction


I can't get no girl reaction


'Cause I try and I try and I try and I try


I can't get no, I can't get no


When I'm ridin' round the world


And I'm doin' this and I'm signing that


And I'm tryin' to make some girl


Who tells me baby better come back later next week


'Cause you see I'm on losing streak


I can't get no, oh no no no


Hey hey hey, that's what I say



I can't get no, I can't get no


I can't get no satisfaction


No satisfaction, no satisfaction, no satisfaction

Os senhores do FMI - HOJE no AO

Perdi tanto tempo em divagações sobre o potencial aspecto que os senhores do FMI teriam, que no dia em que eles chegaram ao país, as minhas fantasias criativas me impediam de pensar no efeito real que a real chegada teria e estava mais interessada em perceber se eles tinham o aspecto dos “MIB” (Men in Black – para quem não se lembra do filme é um em que eles caçam extra-terrestres e se vestem de fato preto, óculos de sol incluídos e têm uma caneta que apaga a memória de todos os terrestres, para que possamos continuar com as nossas vidinhas mundanas e nos esqueçamos que semelhantes seres do além por ali tinham estado), se teriam o aspecto dos “Gosthbusters” (os tão velhinhos Caça Fantasmas, com máquinas às costas e raios de gel e lasers, que sugavam os fantasmas para dentro de umas caixinhas metálicas, mas que andavam miseravelmente vestidos, com macacões castanhos, e se abanavam ao som de uma música intemporal: “Who are you gonna call? – Ghostbusters!”), ainda considerei que também pudessem ter o aspecto daqueles homens das brigadas de minas e armadilhas, equipados com fatos dos pés à cabeça, “à prova de bala, à prova de tudo”! O meu lado mais quixotesco, ou sebastianista, dependendo da visão ibérica que queiram escolher, também os imaginou assim montados numa mula, de bigodinho e ar sumido, mas heroicamente empunhando uma espada ou uma lança medieval, carregando o peso de uma armadura metálica inglória… mas não. A chegada dos senhores do FMI, do FEEF e do BCE (aka. “A Troika”), foi para mim, uma verdadeira desilusão. Os senhores do FMI não tinham nada um ar de salvadores da pátria, de grandes heróis com canetas de “esquecimento” ou de máquinas milagrosas para sugar “fantasmas” das contas públicas… não… os senhores do FMI eram só uns senhores de fato, com penteados e gravatas de aspecto duvidoso, a lembrar uma certa essência de político, com um laivo de rigidez germânica e frieza nórdica e uma indubitável palidez, de quem não sabe que o que a vida tem de melhor não se encontra entre as quatro paredes de um escritório.
Fiquei desiludida, confesso! Aparte disso, penso, que tudo o resto correu conforme o previsto. Fez-se um grande alarido com a chegada física dos senhores, provavelmente os ditos vão deliciar-se com a gastronomia maravilhosa do nosso querido país e com a hospitalidade calorosa das nossas pobres gentes, deverão ficar estupefactos com o dimensão da “lata” da nossa classe governativa e com a “profundidade” do buraco das nossas contas públicas e depois toca de aplicar uns cortes aqui, uns apertos ali, uns ajustamentos acolá, isto depois do bucho cheio de um belo bacalhau com broa e de uma pinga do nosso melhor aperitivo do Douro e digestivo do Alentejo, (ou no horário de almoço, uma aguinha do Luso, Pisões ou do Caramulo). Os jornalistas deram-se ao trabalho de “noticiar”, que ontem de manhã, alguns técnicos da Troika (vulgo “Senhores do FMI”) se deslocaram a pé desde o seu hotel, na Avenida da Liberdade, até ao Ministério da Finanças, o que pode ser visto de diversas formas, ponto um, confirma-se que são “sumíticos” e por isso não pagam táxis, ponto dois, não confiam nos nossos transportes públicos e estão-se nas tintas para a falência das empresas que os gerem, ponto três, o hotel até nem fica longe e a minha teoria da “comezaina” na noite anterior confirma-se! (Conselho de amiga: se assim for, prescrevo-lhes um remédio nacional, Água da Pedras. Depois disto, eles hão-de ficar baralhados, com certeza, com a ideia pré-concebida, que somos um país de parcos recursos, não senhor, temos boas águas e bom vinho e pagasse o “achismo” imposto, éramos todos mais ricos que o Bill Gates.) Assim, resta-nos a nós, plebe, aguardar pela verdade e toda a verdade… mas será que nós conseguimos lidar com a verdade, toda a verdade e nada mais do que a verdade?!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A magia das coisas...



... está na forma como as encaramos!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Não consigo explicar e por mais que pense, não consigo mesmo entender… porque é que no meio desta minha constipação febril, crise nacional e potencial ‘falência’ mundial… eu só consigo pensar em férias e vestidinhos e sandálias e sol e muita praia de areia branca… Ai!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

É oficial...


... o pessimismo anda a fazer ninho nos caracóis da minha juba farta!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A liberdade de escolher...


Ontem ao telefone com a minha sogra, enquanto eu fazia “buscas” para as férias:

“Então, estás à procura de um sítio para ir de férias?”

“Nãããão. Os sítios são imensos! Agora de todos eles, só tenho que escolher aqueles que dentro dos que me agradam, posso de facto pagar!”


A escolha, ainda que dentro de horizontes limitados, não deixa de ser escolha!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

E para hoje...


... duas jarrinhas azuis para adornar o espaço! :D

sábado, 2 de abril de 2011

Do it like it's weekend...


... antes de se deitar a minha filha gritava euforicamente histérica na casa-de-banho: "Hoje não vou à ixcóla, hoje não vou à ixcóla..."!

E dentro de mim, um sorriso a crescer...


É fim-de-semana minha gente!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Caluda, que se vai cantar o “fado”! - no AO

Hoje, viro de página e mudo a tónica! Vou dar o grito do Ipiranga e contrariar a genética lusa do “vai-se andando”! Estou farta, fartinha, até à pontinha do meu cabelinho mais longo de ouvir falar de política, de crise, de austeridades, de rascas e à rascas e rasquinhas e estopinhas! Estou saturada de tentar fazer valer o meu ponto de vista e depois levar sempre nas vistas com os pontos dos outros! Por isso, o que não tem remédio, remediado está! É ir levando e puxar para cima o raio da moral, que até as agências de rating nos põem no “lixo”! Há vida para além da economia minha gente! E enquanto os políticos fazem mais campanha e menos política, a vida não se limita à espera da entrada do FMI no país. E nós, por estas alturas, pouco mais podemos do que continuar a puxar a carroça, enquanto “os outros” dançam um “sambinha” em cima do palanque que carregamos! E enquanto “o mundo pula e avança”, há muito quem ainda continue, sem saber nem sonhar, que “o sonho comanda a vida” (Pedra Filosofal)! Agora e sempre, continuamos a ser, a mais genuína e singular Amostra sem valor do universo! (Se não conhecem, percam lá por favor uns segundos a ler estes magníficos e intemporais poemas de António Gedeão – um poema por dia, dá saúde e alegria!) Hoje, estou exausta de tanta preocupação com a crise nuclear, com as guerras, o armamento, a hegemonia das nações endinheiradas e a crise dos mercados financeiros. Já não tenho força para preocupações ambientalistas ou a celeuma das energias não-renováveis! Já não consigo mais perder tempo a temer que um tsunami com 10 ondas de 13 metros me entre pela janela adentro, ou que a terra trema 700 vezes aqui na estufa de ananases no meio do oceano atlântico. Hoje, sou um “funcionário cansado de um dia exemplar” (António Ramos Rosa, para lerem amanhã)… com a consciência de que “Não sou nada./ Nunca serei nada./ Não posso querer ser nada.”, mas que aparte disso, como versou Pessoa, “tenho em mim todos os sonhos do mundo” (este para lerem no fim-de-semana: Tabacaria). E não, isto não é a Croniquice da “Poesia para Totós”, mas pura e simplesmente um desabafo lírico do lírico cansaço que carrego nos ombros, da sonolência e sensação de incapacidade que se encostou em mim nos últimos tempos… e que tento sacudir com toda a força, com gana, com genica, com estaleca! Co’a breca, temos mais vida do que as tristezas para chorar! Mas talvez seja este meu esforço, um esforço vão… porque não há como negar o código genético do Velho do Restelo… ai Camões, Camões… dizia a minha mãe, que perdeste um olho por “cinco tostões”! Deve ser por isso, que não estás a ver bem a coisa… “Amor é fogo que arde e não se sente”… mas eu sempre aprendi, que “quem não se sente, não é filho de boa gente”! Deve ser por isso Camões, que nós lusos continuamos assim… a lutar contra a força hereditária de um cepticismo, descrença e ilusões vãs, do Messias que a todos nos vai salvar! Quando no fundo, no fundo… é só connosco que podemos mesmo contar! Pena que seja tão bom acreditar! Mas hoje… hoje mudo de tónica e mando tudo à fava. Conto as horas para o fim do dia chegar e só quero “Ir esperar-te à tardinha/ Quando é doce a Natureza” (Florbela Espanca, uma beleza!). E assim, deixo-me levar pela doçura que ainda é gratuita, de me sentir feliz, com as coisas mais simples da vida! Um luxo, é o que é! Mas sou sincera… não aguento mais tristezas, por isso, não quero saber! Hoje, o mundo pode esperar, porque quando a noite chegar, eu prometo que te vou embalar… e não te deixo chorar! Que me dizem, acham que podemos sonhar!?

terça-feira, 29 de março de 2011

Tem dias...


... em que gostava de voltar a ser criança, para me recordar do fascínio de enfiar as mãos nos copos cheios de sumo, andar descalço num chão gelado, ou calçar sapatos dez tamanhos acima, ter as unhas cheias de plasticina, cortar papelinhos em pedaços minúsculos, espalhar creme da fralda nos bonecos da cabeça aos pés, lamber gelados até nos derreterem todos na mão ou borrar as bochechas de manga e gostar de se deixar ficar assim! Enfim... até lá, todas essas coisas me continuarão a "irritar" numa repolhita pródiga em fazê-las e feliz por ser assim!

Ouvi dizer...


... que vamos passar o ano a "apertar o cinto", vai daí, comprei um elástico! LOL


Comprei mesmo, não é lindo!? @ Zara

Espelho mágico, espelho meu...


.... mais alguém ficará deprimido a ler/ver as notícias, como eu!?

O FMI vem aí…

… que surpresa! E desengane-se quem pensa que o D.Sebastião está aqui!


… e agora, vamos viver, que há mais vida para lá da economia!


tOU cá c'uma neurinha! Xiça penico!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Segredo...


Assim de repente, e depois de me deliciar a ouvir umas gargalhadas de bebé, no final de um dia chato, com muitas dores de cabeça... e não só daquelas que se curam com brufen, cheguei à conclusão que o melhor do mundo continua mesmo a ser o amor. O amor sincero, desinteressado, puro e inocente... como o que se recebe de um filho! E eis senão que... me deu vontade de ter mais um filho. De duplicar o amor, sem pensar em tudo o resto. De pensar que ao acolher mais uma criança no meu colo o meu sentimento de felicidade iria crescer como nunca...


... e é por isso que vou até ali tomar mais um brufen e sentar-me muito sossegadinha à espera que esta vontade passe!


Parece constar que no século III a.c., um general romano em carta endereçada ao imperador, aquando da conquista da Península Ibérica pelos romanos, escreveu:

«Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho:

não se governa nem se deixa governar!»


E ainda dizem que os romanos são loucos!


"Ils sont fous ces Lusitaines!"

quarta-feira, 23 de março de 2011

Briefing consumista - no AO

Ontem de manhã, só das nove até às dez, recebi mais de quatro mensagens com campanhas promocionais de quatro marcas diferentes! Ainda os meus sentidos não estavam devidamente acordados e o meu espírito já me impelia para levar o corpo até ao centro comercial mais próximo e aproveitar os descontos… afinal de contas, sai barato e “olha só o que eu paguei”! E depois, é por estas e por outras, que o euro não rende no bolso! É que o marketing até já sabe que é pela fresca que se começa… “planta-se a semente” bem cedinho e depois é só esperar que dê árvore e fruto, ao longo do dia! O consumismo alimenta-se assim… de mensagens que vêm até nós, que nos entram pelos olhos, quando a remela ainda nem sequer os deixa ter devidamente abertos!
“Aproveite já 20% de desconto em sapatos de sola ergonómica para criança”… e a criança, que nem sequer precisa de sapatos, vê-se agora a ser levada de arrasto para a loja, experimentando o desconto para aproveitar a sola! Ou será o contrário?!
A verdade é que estas mensagens me incomodam mais do que me “seduzem”, estas tentativas de “flirt” comercial a mim deixam-me a léguas, mas acredito que não seja assim com toda a gente, caso contrário… deixaria de existir este marketing agressivo!
E se antigamente as nossas mães nos advertiam para os “perigos da carne”, agora devem também ter um curso de marketing e economia, para sensibilizar os infantes para as questões do “branding”, do apelo ao consumo comercial. Acho que se a história da Capuchinho Vermelho tivesse sido escrita no século XXI, o vilão seria uma qualquer mega superfície comercial, e não o coitado do lobo. Assim, a Capuchinho saía de casa para levar a “merenda” à avozinha, mas pelo caminho trocava-a toda por bens comerciais para ela própria. Chegando a casa da avó hiper-mega-ri-fixe bem quitada, com uns xanatos da moda e umas saruel bem trendy, mas sem merenda, nem flores para a cota… sim, porque esta coisa do consumismo também tende para o egocentrismo e para o individualismo. Incutem-nos desejos nunca antes desejados, só nossos, que nos trarão felicidade (efémera e ilusória)… mas porque são uma pechincha, toca a aproveitar e deixamos lá uma fortuna em troca de cem coisas baratuxas!
Na maior parte das vezes, o consumismo sem limites aproveita-se das nossas fraquezas mais íntimas, o que torna a “máquina” das vendas ainda mais fria e cruel… porque, conhecendo-nos como ninguém, pelo registo das compras que fazemos, sabe se somos mais adeptos de cremes ou vernizes, de comida ou de roupa, de sapatos ou de carteiras! E nós, inocentes, ainda lhes vamos dando dicas directas, coleccionado “gostos” no facebook, ou wishlists nos blogues ou twitters, ou raio que nos valha!
O papão transfigurou-se e, em tempos de crise, anda cada vez mais ávido de lorpas para papar! Nada contra uma bela sessão de compras, mas em tempos de crise… neste tipo de transacções, só é parvo, quem quer ser! Por isso, senhores do marketing deste nosso Portugal… mensagens para me seduzir… só quando o desconto for de 100%, e mesmo assim, vou “considerar”! Tenho dito!

E no meio de tanto que ficou por dizer...

... fica aqui o que foi dito no dia 17 de Março!

domingo, 20 de março de 2011

Em flor...


... sempre!

(Parabéns Pai!)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Politiquices de meninos… - HOJE no AO

Fazer política é ultimamente e em virtude da crise, mais que instalada, encrostada na nossa democracia, falar de economia. E falar dela com o jargão próprio de profissionais do ramo. Desde a educação, à saúde, passando pela cultura, parece que nos últimos tempos, fazer política neste país, não é mais do que verbalizar léxico económico com nomenclaturas próprias e pseudo-científicas da “não ciência”, que a economia é!
Até aqui, tudo dentro do compreensível, (embora passível de ser censurado) tendo em conta que, e como dizia o outro, “sem bufufa não há ufa”, que é como quem diz, sem dinheiro não há descanso!
Aquilo que eu não consigo compreender assim muito bem, é a forma de se fazer política ou “falar” de economia entre os nossos políticos. Não porque utilizem um léxico complicado acima do normal para discutir e abordar o assunto, mas pela forma como o discutem e abordam… e depois de intelectuais da cueca virem acusar o povo de demagogia, eis que os próprios representantes democráticos, eleitos pelo povo, se transformam nos maiores mestres da prática.
Para quem não sabe o que é demagogia vide o “bate papo” dos políticos nos dias que correm acerca das novas medidas de austeridade propostas/impostas/aconselhadas (sei lá eu bem) pelo nosso governo! Em redor de um embrionário/bem desenvolvido/ já crescido PEC4 têm surgido as mais ilustres verborreias demagógicas… e se se pensava que fazer política e exercer um direito democrático era chegar a acordos e consensos em prol do bem geral, eis que se prova que isso mais não passa de um fait diver para os meninos da política poderem jogar aos braços de ferro, do agora mando eu, agora mandas tu!
Em virtude dos últimos acontecimentos, a minha veia de mãe salta-me para fora e dá-me ganas de os pôr cada um a um canto, advertindo-os para pensarem um pouco no que estão a fazer, obrigando-os a contar até 30, bom talvez não chegue… até 100, e depois dizer-lhes para fazerem as pazes, darem um beijinho e para irem outra vez brincar: “Sem Brigas”!
É por isso que a política continua a ser maioritariamente mister de meninos, poucas mulheres têm este nível de gosto pela picardia. O nosso apurado sentido de socialização, impõe-nos regras de bom senso na convivência que mantemos e o discernimento de saber quando e como devemos fazer cedências!
Encaro com alguma ironia um assunto mais do que sério, porque a verdade é que aquilo que me ocorre mesmo não é tirá-los da política, porque não, não acho que toda a classe política seja constituída por “meninos maus”, mas apenas considero, que na mesma medida em que a sociedade corrompe o Homem, a partidarice política corrompe o Político. Assim, gostava de ver um dia a teimosia individual de cada político ser substituída pela humildade da consciência de que aquilo que fazem não é ser protagonistas da política, nem adeptos de um partido, mas servir o povo! O vedetismo político tem que acabar de vez!
Irónico que os letrados do jardim à beira mar plantado estejam mais preocupados com o efeito que uma canção possa ter na imagem pública de Portugal aos olhos da Mamã Alemanha, do que com os efeitos perversos que este mau exercer de política no nosso país, possa trazer como consequências na governação de um povo e no próprio seio da EU e política internacional! E isso sim é ter espírito de tuga: “antes parecer do que ser”! Aplausos para eles, que o “último lugar” já lhes pertence.

terça-feira, 15 de março de 2011

De regresso à terra...


... tenho o almoço para fazer...


HumpF!

E já agora...

... este também ia bem!

'Zarilidades' para arejar as ideias...










... aaah... muito melhor!

sábado, 12 de março de 2011

E agora?!

... ainda alguém duvida que anda muito boa gente à rasquinha para deixar de estar à rasca?!

Porque é que será que demolidor, avassalador, terrorífico e catastrófico parecem ser palavras que pura e simplesmente não chegam?!


Por aqui estamos solidários.

Aishiteru (愛してる) JAPAN!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sugestões de leitura para o fim-de-semana...


Para "parvos" como eu!

: Está a pensar suicidar-se?! Anuncie-o no Facebook! - no AO

Depois do caso de uma britânica de 42 anos, que anunciou no Facebook, aos seus 1048 amigos, que se ia matar, sem ninguém ter dado grande importância, ou melhor, apenas tendo recebido de feedback alguns comentários em tom de troça, o Facebook decidiu criar (actualmente ainda apenas no Reino Unido) um sistema de alerta de suicídios, aliando-se a uma ONG, a The Samaritans, que processará a recepção de uns formulários a preencher por quem quer que queira denunciar possíveis situações de “demonstração de intenção de suicídio” por parte de outro utilizador… e a mim, nada disto me espanta, a não ser aquela velha máxima que já apregoei aos peixinhos, em croniquice anterior, que o Facebook é das maiores falácias comunicacionais jamais criadas. Senão porquê, respondam-me lá… se um amigo vosso, vos desse a entender, ainda que por travessas meias, que se ia suicidar, vocês: hipótese a) tinham uma conversa frontal com ele e tentavam estar por perto pondo também todos os vossos amigos comuns e familiares próximos em alerta máximo, ou hipótese b) preenchiam um formulário identificando-o e alertando para os indícios deixados por ele, enviando depois o ‘papelito’ para uma ONG que lhe pudesse valer… Pois, realmente coisas destas só se podem passar mesmo no mundo dos livros com caras e sem coração. Ainda assim, é bom saber que a organização do Facebook reconhece que há, efectivamente, a necessidade de implantar nesta rede social um sistema “anti-suicídio”… mas é só a mim que isto me assusta?! É só a mim que me faz imensa confusão que uma pessoa com 1048 “amigos”, numa rede social, acabe por decidir fazer da sua última comunicação ao mundo uma “publicação” em forma de apelo/aviso no Facebook?!
Bom, depois de sabermos que já não é a primeira vez, que crianças morrem, porque os pais estavam em joguinhos de quintas e afins no Facebook e se esquecem de os alimentar, deixando-os entregues a um sopro esfomeado por vida e mais algum alimento e amor, já nada me devia espantar, mas realmente há algo nestas notícias que choca… e choca muito mais do que qualquer crise económica ou demagogia política, o que choca aqui é que estamos a entrar a passos largos num mundo dominado por uma vida virtual que nos coloca a todos “presos” à rede e desligados da vida real. É um escape perigosamente alucinogénico, mais dopante que muitas drogas.
Mas o Facebook e as suas políticas dariam pano para mangas, senão porquê, experimentem lá pôr uma foto a amamentar o vosso filho e outra com um grande decote insinuante e um abrir de pernas à moda da Sharon Stone, querem apostar comigo qual das duas fotos vai ser “bloqueada” e “denunciada”!? Pois claro, está-se mesmo a ver que peito de fora a dar de mamar é muito mais passível de censura do que uma foto à la Sharon Stone… não acreditam!? Perguntem lá à Sarah Lavigne.
Enfim, não me interpretem mal, que eu também tenho Facebook, só não faço dele o meu modus vivendi… e assusta-me ter a certeza de que o que há mais é quem faça! Chegando mesmo a viver, só para o puder publicar na rede! E depois eu é que sou a “parva”! Haja pachorra!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Apresento-vos o João...


O Carnaval costuma ser altura do enterro do João (pelo menos assim dita a tradição lá para os meus lados)... mas este ano, o Carnaval deu vida ao João, à Maria e à Maria Leonor!!! Irão conhecê-los em breve!!! Preparem-se! O sonho está a ganhar forma de coisa... e até Junho é um salto! Artzinha... está na hora de "conquistarmos o mundo"!!!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Já vos falaram de dinheiro hoje?! - no AO

O dinheiro não compra a felicidade, mas as pequenas felicidades às vezes também se compram com dinheiro. Um bilhete para um concerto, um bom livro, um jantar especial, uma boa garrafa de vinho, um vestido justo de seda… enfim, não vale a pena ser hipócrita ao ponto de achar que não!
Não digo que a felicidade no quadro geral seja “comprável”, mas que todos estes pormenores pintam um quadro potencialmente mais belo e por isso mais propício à felicidade, lá isso compram!
Aquele momento especial na praia, que acaba com um entardecer de dois gelados enrolados não teria com certeza o mesmo sabor se não tivéssemos três euros para pagar os gelados, mais uns trocos para chegar à praia e depois mais uns trocos para voltar! Já agora, um bom protector solar, que não irrite a pele e nos deixe confortáveis depois de quatro horas ao sol também não se compra com tuta e meia… e por isso, é inevitável que a falta de dinheiro não traga também umas dores de cabeça sintomáticas a ela associadas!
O excesso de dinheiro, às vezes, também estraga, e se é certo que antes sobrar, que faltar, às vezes era bem melhor se não sobrasse tanto a uns e faltasse tanto a outros.
O dinheiro faz o mundo girar. O amor também, mas o dinheiro despoleta amores onde anteriormente havia um deserto e mais desejos do que qualquer paixão! Para além disso, o dinheiro não obriga a nenhuma monogamia institucional, e por isso ele é euro, ele é dólar, ele é yen… ele é a divisa que estiver com a melhor taxa de câmbio.
O dinheiro não compra a felicidade. Também dizem que não compra a saúde. E é verdade, mas que nos compra clínicas mais confortáveis e médicos mais “disponíveis”, lá isso compra. Que nos compra menos horas de espera na sala da urgência do hospital, menos exposição a vírus e bactérias, menos “empurrões para lá e para cá”, isso também é verdade… e que nos compra camas de clínicas de luxo, que não diminuindo a sintomatologia, nos ajudam a aumentar a sensação de bem-estar, isso também é inegável.
O dinheiro é uma divisa cruel, que pousa nos ombros de coronéis sem princípios, mas que de vez em quando lá cai na pala do tenente certo! O dinheiro serve para o mal e para o bem, estamos com ele, como quem está com um companheiro para a vida, porque quer se goste, quer não, o que custa é ter a noção de que sem dinheiro… não dá!
E por isso, é que uma geração de parvos se fartou de aturar a falta da entrada do dito… não porque seja infeliz pela falta da entrada directa do tipo, mas porque se fartou de altos títulos e nomes de estágio pomposos, com zero de remuneração. A mesma geração que se cansou de carregar cinco (ou mais) anos de propinas no lombo, com mais uns tantos de saberes de fotocópias, (sim, que de livros com o preço a que estão… não se pode aprender nada) e de malhar como tolos nas épocas de exames, para depois emoldurar os resultados na parede de casa dos pais, porque nem para a sua própria casa têm dinheiro… e pior do que isso, nem perspectivas de vê-lo… quiçá, sequer de lhe sentir o cheiro!
Bem sei, bem sei, que resumir o grito de revolta de uma geração em meras questões monetárias é do mais rasca que há… mas lá no fundo, no fundo, não seríamos todos tão parvos, se não andássemos assim tão à rasca!
O dinheiro não é tudo na vida… pois não… mas (infelizmente) quando o tudo resto não chega… é só com ele que a vida se compõe!
Acho que o que incomoda muita gente neste país, não é o barulho da música, que se começa a ouvir, mas mais admitir que a escravidão do século XXI seja uma escravidão polida, instruída e com muitos anos de esperança de vida pela frente!
Realmente, uma banda sonora destas, não fica nada bem, no filme das eternas aparências lusas!

terça-feira, 1 de março de 2011

Em bom micaelense...

... quase peguei de cabeça, mas tou chegando à ilha, mundo d' atoleimados!

sábado, 26 de fevereiro de 2011


A casa chega-se de uma só vez...

a todos os outros sítios, mais parece que chegamos aos bocadinhos!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

É dia de...

... fazer as malas e arrastar as pernas, com ou sem buraco, até ao Porto! Alé, Alé!

Short Briefing...


Os tratamentos diários são a torura na terra! E os quatro dias anunciados pelo médico, viraram duas semanas. Ter um buraco na canela da perna logo por baixo do joelho não é nada nice! Nada, nada, nada! Tenho dito!

De porquê em porquê não sei bem com quê - ontem no AO

Correndo o risco de isto descambar à partida, porque começar um texto seja ele oral ou escrito por “eu acho” é tão subjectivo como a sorte que nos cai no colo…aqui vai…
Eu acho que a minha filha é precoce. E acho isso, por várias razões, a primeira, e desde logo muito válida, é que nunca conheci tão intensamente nenhuma outra criança de dois anos, e assim sendo, nunca convivi com nenhuma criança desta idade tempo suficiente para estabelecer comparações mais científicas; outra razão é que em toda a bibliografia “pediátrica” que leio, em nenhum lado se fala na idade dos porquês antes dos três anos, três anos e pico…
Assim, foi com algum espanto que comecei a explicar os primeiros “porquês” à minha filha de um ano e meio. É que podem não acreditar, mas tardando ela em falar, quando começou, não tardou a bombardear-nos de “porquês”. Alguns mais perceptíveis que outros, uns mais inteligíveis e outros menos, alguns válidos e outros impróprios, mas nunca de somenos importância! Sim, porque eu sempre ouvi dizer que parvo não é quem pergunta, mas quem não sabe responder! Assim, e já com dois anos e meio de currículo conto algumas arrobas de porquês!
Tentei sempre responder. Algumas vezes de forma mais maternal “pôqué ténhu qui páxcola?!”, outras de forma mais cómica “pôqué meu pé xeia xulé?!”, outras com promessas vãs, porque também tem que ser, “pôqué num póxu cume xuculate aiora?!”. Mas confesso, que por vezes, a resposta custou mais a sair, fosse por embargo da mente “pôqué tenhu pêlux nax penas?!”, por total surpresa “pôqué eu num tenhu uma piuinha?!”, ou mesmo por não saber assim de rajada bem como “pôqué o tempo tá xinxento?!”.
Enfim, bem sei que isto são só os primeiros de muitos e variados “porquês” e admito, saber de antemão, que nem o Grande Livro dos Porquês me ajudará a escapar de alguns, quando ela já souber ler!
Os porquês denotam inteligência, no sentido em que a criança é capaz de verbalizar a sua curiosidade, na maior parte das vezes não esperando vê-la satisfeita pela resposta! Por isso, os porquês não me incomodam tanto pelas respostas que tenho que dar, mas mais porque me ocorre, que aquele cérebro tão tenro, já tem preocupações complexas. Para ser sincera, (e eu avisei que isto hoje já tinha descambado ao início), talvez ela não seja tão precoce assim, e eu seja ingénua ou inexperiente, mas a verdade é que ela por estes dias, se saiu com um porquê, a que eu (embora ciente de que qualquer resposta que lhe possa dar, lhe seja igual) confesso, não soube responder. A pergunta não foi complexa, nem a nível de léxico, nem gramatical, muito menos fonético ou pragmático, mas o porquê que me deixou sem palavras, foi um simples: “pôqué há mininus maus?!”. Pois… esse “poquê” malvado… de meninos, meninas, senhores, senhoras e toda uma complexidade de outros seres concretos ou abstractos, que nos infligem dor, deixou-me na ponta da língua uma conclusão tão trágica e redutora, que pura e simplesmente me inibi de a verbalizar, respondendo-lhe apenas “não sei”!
E agora, em jeito de apontamento mental, acho que vou gravar esta resposta para dar a mais alguns porquês, com que ela me venha a brindar… e se ela mesmo assim insistir, pode ser que leve com a velha máxima socrática (que é como um bom e velho vestido preto) com que nunca me comprometo… “porque eu só sei, que nada sei”!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Texto escrito a peganhar de mel...

A minha filha acredita que o seu cobertor cor-de-rosa (o bai-bai) tem propriedades mágicas, por isso, sempre que me vê agonizar de dores oferece-me esse conforto! Depois, atira beijinhos ao longe para o meu "dói-dói" e diz-me "já páxa", simulando uma carícia no topo da minha cabeça, e pergunta-me se já tomei os meus "remédicos" e se já tou "milhó". E isto, senhores, é puro mel para a boca! Assim, não custa tanto penar... vá, custa na mesma um bocadinho... mas menos, muito menos!
Estou ansiosa que ela chegue a casa! Apesar de saber, que quando ela chegar se acabou o descanso para a "perninha"... mas vá, para que quererei eu perninhas se não for para a acompanhar!? Ai esta bipolaridade da maternidade dá cabo dos nervos a qualquer uma! Ai dá, dá!

Tinha consulta às 18, fui atendida às 20... saí de lá às 22 com a perna dormente, um nó no estômago e um buraco na perna. O diagnóstico foi simples, mas indefinido, provável picada de bicho, que inoculou bactéria, que despoletou a infecção. A drenagem foi feita com anestesia local, e o resultado foi uma tez branca de cal e um frio que me ficou até às 24 horas!

Hoje, já com duas doses de antibiótico e quatro de anti-inflamatórios no bucho, estou deitada no sofá, com recomendações de repouso para a "perninha"!

Digam lá que não foi um serão inesperado para do dia de S. Valentim, para quem, como eu, adora surpresas, esta foi uma, indubitavelmente, inesperada ( e dolorosa também... e ainda dizem que "o amor é ferida que dói e não se sente"... Ó Camões, quem não se sente, não é filho de boa gente, pá!!!)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Le jour d'amour...


Um dia ainda vou perceber porque é que este dia me deixa sempre um tanto ao quanto desconfortável... até lá... continuarei na inocência de pensar que é a pressão de trabalhar o romantismo todo, num dia em que as manifestações de amor abundam, umas mais forçadas, outras mais forçosas e nem todas elas inteiramente desinteressadas!

Ainda assim, feliz dia de S.Valentim! Porque para se ser feliz, não é preciso desculpa! E para se amar e ser amado, não tem que haver dia marcado!