terça-feira, 20 de outubro de 2009

Laivos de mãe que vira fera!


Cada vez mais me convenço de que ser mãe é um destruir de mitos atrás de outros. Eu, que pensava, até ontem, ser uma mãe toda modernaça, “prá frentex”, assim sem grandes paninhos quentes e “esquisitices”. Eu, mentalizadíssima, de que é normal os miúdos serem violentos uns com os outros de vez em quando, empurrar, darem umas mordidas... ontem, deixei-me de coisas, e ai de quem tocar na minha repolhita! Então não é que no meio do banho reparo numa mordidela de tubarão que ela trazia no braço... enchi-me de umas ânsias nervosas e tive vontade de chamar o CSI S. Miguel, para apurar responsabilidades através de testes de compatibilidade de dentuça e restos de ADN salivar... Ai, que neura que me deu... Foi aí que PIDE se apoderou de mim, e dei por mim a interrogar a minha pobre filha de 16 meses, que não sabendo falar ainda se limitou a acenar com a cabeça a cada nome dos coleguinhas que ouvia! Fiquei pois com a ideia, que ela tinha sido mordida por todos eles... e depois, tentei acalmar-me! Afinal de contas ela também já mordeu os “amiguinhos”! Ainda assim, deixei-lhe recomendações explícitas de que tinha a minha autorização para dar “tau-tau” na próxima alminha, que se lembrasse de lhe repetir a proeza no bracinho!

E foi assim, que descobri que sou só mais uma “mãe-galinha”, com nota 20 na teoria e um 10 à rasquinha na prática!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


A Blogosfera é um fenómeno curioso! Ele há blogs de tudo e ainda mais alguma coisa... mas aqueles que parecem mexer mais com as emoções, pela positiva ou pela negativa, são os blogs de tendência mais pessoal e intimista, muitos quase como se tornando diários da vida das pessoas, dos seus estados de alma, onde o blogger, que escreve, põe à disposição de quem lê, aquilo que muito bem entende!
Há no ser humano, uma tendência para o confessionalismo, por excelência, seja no revelar de gostos, factos, feitos ou feitios. É impossível, quem escreve diariamente não escrever do seu dia-a-dia, não ter, ainda que esporadicamente uma súbita vontade de partilhar algo de si, ou de seu... o problema na blogosfera é que entre a pessoa que escreve e a pessoa que lê, há para além de uma notória ausência de cara-a-cara, uma capa, que cai maravilhosamente aos invejosos, tristes, infelizes, odiosos, ou pura e simplesmente desocupados, que é a capa do Anonimato. Anonimato esse que muitas vezes até nome tem, mas não tem a pessoa, nem a cara dela, nem o frente-a-frente, que desencorajaria os “valentes” maledicentes de tecer e espezinhar assim o trabalho, confissões e paixões expressas das pessoas!
Conhecer o mundo de um outro deveria ser visto como uma bênção! Saber ler o que os outros pensam, o que dizem, o que fazem e como o fazem deveria ser uma verdadeira lição para muitos! E não me refiro aos textos narcisistas, nem aos blogs do “look at me”, que desses também por aí há muito... refiro-me àqueles, que com qualidade são leitura gratuita diária ao nosso dispor... alguns, verdadeiros argumentos de qualidade “Oscar” à nossa disposição... e a custo zero!
Mas há por aí muita mente perdida, que não sabendo o que seria bom para si, tira da boca dos outros o pedaço de céu, que lhes caberia! Desta forma, venho aqui exprimir a minha tristeza pelo aparente encerramento de mais um blog, que eu considerava de leitura obrigatória, pela qualidade dos textos, lições de vida, disponibilidade da autora de escrita fácil e leve, que divertia e emocionava, como qualquer dos melhores best-sellers à nossa disposição! Esperemos que ela reconsidere, embora seja compreensível se ela não quiser voltar... Cocó na fralda, temos pena!
P.S. - A imagem foi retirada do Blog citado, de um dos meus post favoritos! http://coconafralda.blogspot.com/2009/07/vaquinha-obediente.html

Geração Pinguim!



Bem sei que isto que vou dizer a seguir vai soar a futilidade e coisa de gente pobre de espírito e desocupada... mas, parto-me a rir a ver os Ídolos... é que a sério... só lá vai quem quer... e sujeita-se! Aliás, acredito mesmo, que muita gente ainda acreditando em fadas, sininhos e D. Sebastião lá vá com fé de que realmente até tem “jeito para a coisa”... mas será que o nosso País tem assim TANTA gente com jeito para a música?! Enfim... Este Domingo... e a minha vida não é vazia por ver os Ídolos ao Domingo, mas coincide com o momento em que me sento no sofá depois de deitar a minha filha... estava eu a escrever, que este Domingo me perdi com a seguinte “pérola” saída da boca de um dos membros do Júri:

“Fazes tanta falta ao Ídolos como um Pinguim numa sala de Ioga!”

Ora digam lá se isto não é a verdadeira literatura em Acção?! Não será esta uma BeLa forma de mostrar o Non-Sense que são as prestações de muitos dos Candidatos a Ídolos?! – “Ó Gente da minha Terra”... eu também gosto de cantar... agora daí a acreditar que canto bem e que serei o próximo Ídolo da Nação vai um passo de Gulliver!
Mas este programa é só mais um dos que caracteriza, e bem, a sede desta nova geração em ser “FAMOSO”... não interessa a fazer o quê, o que interessa é a Fama e aparecer na Tv, Revistas e bla, bla, blás... E quanto mais rápido melhor... o que muitos se esquecem, é aquilo que já dizia a minha mãe: “quanto maior é o voo, maior é a queda!”...

Boas “Aterragens” Blogosfera!

ESTREIA Perfeitinha! :)

Então não é que me estreei hoje com o primeiro selinho da Blogosfera, que recebi desde que criei o Blog da Mulher a 1000/h! Prendinha da querida , proprietária e criadora do Cantinho tantas vezes por mim visitado! Obrigada Bê pela estreia... Sinto-me o Barack a receber o Nobel da Paz... ainda que não o merecendo, agora não posso baixar a fasquia! ;)

As regras do Selo, que é giro que se farta por sinal, são:

1. Postar o link de quem indicou; - FEITO!


2. Postar o selo; - AQUI VAI!

3. Passar o selo a 5 blogs perfeitinhos;

Se tem mesmo que ser... o PERFEITINHO vai para:

1. Cantinho da BÊ (What goes around, comes around!);
2. Just a Woman (And a lot more than that!)
3. Art.Soul (artistica, conterrânea, gira!)
4. Made in Love (pela coragem criativa e por me embonecar!)
5. Saltos Altos Vermelhos (força, determinação e vizinha!)
6. E para todos os perfeitinhos que sigo e leio e que me fazem companhia por aqui!

4. Responder às seguintes perguntas:

Mania: taras e muitas! Mas não confesso nenhuma!

Pecado capital: ora... gula e um nadinha de luxúria, mas nada de extremos!

Melhor cheiro do mundo: o cheiro da minha filha.

Se o dinheiro não fosse problema: não trabalhava mais, dedicava-me exclusivamente à escrita, à minha filha, marido e viagens... muitas, muitas, muitas!

História de infância: um trauma para a minha mãe e uma questão de identidade para mim! Ora, aqui vai... eu, que na minha infância tinha fascínio pelo TopoGigio, (escusem-se de comentários...) avante, pedi à minha mãe um enorme que tinha na montra de uma das lojas mais caras de brinquedos no Porto. Obviamente, a minha mãe, cheia de boa vontade, mas sem grandes folgas monetárias levou-me à loja, cheia de boas intenções para me dar um TopoGigio igual àquele, só que do tamanho do dinheiro dela! E eu?! Eu... não quis... disse-lhe que era o grande ou nada! A Senhora da loja temendo um acto de fúria infantil póstumo recomendou à minha mãe que o levasse mesmo assim, não me fosse eu arrepender mais tarde. A minha mãe não o trouxe, antes confirmou comigo se realmente não o queria e saímos as duas da loja de mãos dadas. Eu, não falei mais nele, mas sonhei com ele longas noites. A minha mãe carrega até hoje consigo o peso de me ter negado aquele desejo por falta de “tempo” e percebeu aí a matéria de que a filha era feita! Esta história é contada por ela sempre que se fala do meu carácter e das dificuldades da maternidade na época! Não fiquei por isto a amar menos a minha mãe... muito pelo contrário, amo-a ainda mais por saber que me respeita como sou, com meus desejos e vontades e por saber que a vontade dela sempre foi bem mais poderosa do que qualquer acto.

Habilidade como dona de casa: poucas... muito poucas... Vá, sou modestamente boa cozinheira e organizada.

O que não gosto de fazer em casa:
trabalhar!

Frase preferida: “Sílvia, vamos a casa!” – There’s no place like HoMe!

Passeio para o corpo: ir fazer as compras da semana, com a carteira cheia num ombro e o peso de colo cheio de filha no outro!

Passeio para a alma: nos jardins do Terra Nostra nas Furnas com a minha filha e marido felizes, saudáveis e com tempo!

O que me irrita: prepotência! Leva-me aos píncaros da fúria e revolta!

Frases ou palavras que uso muito: “Credo!”, “Filha!”, “Querida!”, “Amor”, “sinceramente, não sei!”... LOL

Palavrão mais usado: sou do Norte, por isso... give me a break, mas talvez aquele que começa com “mer” e acaba em “da”, seja o mais frequente!

Talento oculto: talvez um inconfessável... mas ainda outros tão ocultos, que nem sequer os conheço.

Não importa que seja moda, eu não usaria nunca: top cai-cai justíssimo com alças do soutien à mostra, mini saia a marcar a prega nr.4, 5 e 6 e botim de tacão tigresse! JURO!

Queria ter nascido a saber: que o amor é simples! As relações é que são complicadas e que a vida não é para ser sofrida, mas vivida! Aprendi isso tarde... mas a tempo!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Hoje não "Croniquei" nada!



Estou a ler...


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

15ª Croniquice - 15.10.09 - Casamento a 1000/h - AO


"Estou a pouco mais de um mês de mais um aniversário de casamento! No dia em que nos casámos, o padre, aborrecido pelo meu atraso, de resto, como dita o protocolo, encurtou a minha cerimónia religiosa nesse mesmo espaço de tempo, poupando os presentes esfomeados do frio da igreja gelada, mas privando-os também de meia hora de sermão e de cânticos religiosos de celebração, carinhosamente providenciados em forma de surpresa pela minha querida e estimada sogra como presente para mim, como se não bastasse já a oferta do maravilhoso filho, que acabava de me entregar! Ainda assim, foi uma cerimónia bonita. Não pela imensa personalização da dita, nem pelo carinho ou atenção dedicada aos nubentes pelo Exmo. Sr. Padre, mas porque estava rodeada de emoções... As minhas e as do meu marido, obviamente, que nos levaram naquele dia, perante aquele altar para ver afirmadas as nossas intenções e convicções perante uma instância, por nós muito respeitada, e as de toda a família e amigos, que reunidos ali naquele dia, presenciaram a união simbólica do nosso amor, com desejos de felicidade e futuro! Escusado será dizer, portanto, que muita gente se incomodou com a petulância do Senhor Padre, que por ter compromissos prévios para o almoço, agenda paroquial preenchida, abençoado seja, saiu de lá a correr no seu carrinho topo de gama vermelho verniz. Nós, nubentes, coro e convidados ainda permanecemos na igreja durante um belo espaço de tempo, agradecendo a todos e recebendo bênçãos, não religiosas, mas igualmente poderosas! De resto, devo acrescentar, que casei grávida! Coisa que o Sr. Padre não chegou a saber, porque a minha tímida barriguinha de três meses, não se denunciando, não ficou confessa perante Sua Excelência. Sim, também não me confessei, porque a minha filha sendo um acto de amor não foi pecado! Foi desejada e muito! E fez todo o mais sentido para nós, quando consentimos perante as palavras de promessa de conversão dos nossos filhos, de baptismo e de profissão da fé religiosa na nossa vida em família! Não foi o Sexo antes do casamento, pecadíssimo, que nos fez amarmo-nos menos, nem respeitarmo-nos menos. Recentemente assisti, já aqui na ilha, a um casamento magnífico de dois bons amigos, que foi também simultaneamente baptizado da filha deles. Cerimónia tranquila, celebrada com alegria e sem preconceitos por parte das entidades religiosas. O que me fez perceber que nem toda a igreja anda a pregar de igual modo aos peixinhos! De facto, e se uma grande cisão tem havido entre a fé das pessoas e a sua profissão da mesma em muito se deve aos modos e métodos dos “gerentes” das igrejas e Paróquias, onde ainda há muito quem se recuse a ver que o Século XXI está aí! E neste Século, as gentes são “diferentes”, o que não faz delas menos necessitadas de orientação ou Fé!"

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sonhar com Brahmin Leather!

Ainda não é a Birkin, nem sequer está perto dos preços Hérmes... mas fez-me sonhar só assim um bocadinho... porque mulher também é gaja... só assim de vez em quando!

É por isso que:
Venho por este meio e por escrito reivindicar mais um dos muitos direitos não reconhecidos de uma mulher, que é, precisamente o direito que uma mulher tem de ser gaja! Isso mesmo, eu volto a repetir: Toda a mulher tem direito de ser gaja, quando quiser e se muito bem lhe apetecer! Mas e afinal, o que é isso de ser gaja?! Perguntam vocês... Pensavam que era a mesma coisa, mas num tom mais brejeiro, não é?! Mas não! Eu passo a explicar... Então é assim, vejam lá o meu exemplo: eu sou mulher, porque sou trabalhadora, dedicada, aplicada, sou esposa, amorosa, fiel e incondicional, sou mãe, enfermeira, cozinheira, lavadeira, passo a ferro, conduzo um carro, vou às compras, escolho o melhor leite, a melhor dieta para a família inteira, sei sempre os horários de todos, e para mais sou pontual, discreta, faço bricolage, colagem de massas, pinturas em casa, prego quadros, limpo o carro, faço a melhor cabidela de S. Miguel e tenho mezinhas para mil e um males de corpo e alma. Ainda assim, tenho tempo para ser interessada pelas notícias, por livros, exposições, concertos de bebés, música alternativa, livros de pedagogia. Um dia por semana escrevo algo para vocês lerem, falo de assuntos sérios, se bem que sempre meio a brincar, mas... sem perder o tom! No entanto, sei que não conseguiria ser tudo isso, se de vez em quando não fosse também eu, muito e ferozmente gaja! E ser gaja é, ir aos saldos, gostar de cor-de-rosa, comprar sapatos, fazer brushings, depilação, ver telenovela, falar mal dos outros, sonhar acordada, comer gelados, beber coca-cola, calçar Louboutin, inundar o estômago de chocolate, saber a diferença entre uma écharpe, uma pashmina, um lenço e um cachecol, não confundir o beringela com o fuscia e saber sempre que o cor de vinho cai bem melhor do que o bordeaux! Ser gaja é guardar rancores secretos e inconfessáveis pelos corpos perfeitos de modelos famosas e silhuetas de manequins de montra de loja! É conhecer as calorias dos alimentos de cor, comer bagas godji e sementes de sésamo e depois roer Smarties a tarde inteira no escritório! No fundo, ser gaja é ser feliz com a mais pequena das futilidades, sem deixar de ser mulher em todas as suas responsabilidades!
P.S. - Se alguém me quiser deixar esta "futilidade" (Jacqueline Tote in Marigold, www.brahmin.com, pela fútil quantia de 295 Euros... perdão que até me engasguei!) no sapatinho... que se atreva... vocês nem imaginam o tamanho de sapatos que eu tenho! ;)

Traço de iluminação criativa!


Chegaram hoje dois belíssimos colares, que encomendei à Eduarda da Made in LOve, que me abrilhantaram o look... sim, porque hoje já estou com melhor cara (posso tirar o saco) e porque o próprio tempo nos Açores melhorou! Parou de chover e apesar de depois da chuvada de ontem me ter feito levantar o soalho todo no quarto, nada de mais grave há a denunciar! De resto, amanhã a pequenita tem dose de cavalo de vacinas, olhem para mim já a tremer de medo, e não vou poder ir às aulas, sendo que aquele trabalhinho da Literatura vai ter que ser apresentado por escrito! Encontrei algures ontem, um texto que me lembrei de ter “conhecido” num exame algures ao longo da minha Licenciatura. O texto é de Almada Negreiros e lembrei-me dele por causa dos riscos de “criatividade” na camisola da minha filha...

“Pede-se a uma criança: Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!”
in Antologia de Poesia Portuguesa, Volume II, pg 1616 – Almada Negreiros

E é isto que sinto em relação à literatura... nos “pedaços de papel pintados” de muitos escritores se encontram as linhas da essência da literatura!
Obrigada minha filha, constante fonte da minha inspiração!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aventuras da "Patinho Feio" na Ilha dos Amores com Chuva!


Vai desabafo?!

É que este tempo açoriano já não se aguenta... ele é um calor abafado e húmido, que não se pode, regado amiúde com uma chuvinha teimosa que tende a irritar até ao mais pequeno resto de amostra capilar do cima da minha cabeça aloirada! Grrr... E eu que esta semana queria dar uma refrescadela no look... já não vai dar! Tirando isso, ainda não tive sequer coragem de comprar uma peça, para exemplo das novas colecções, que só de as olhar me fazem um calor que mete medo!
Comprei dois chapéus para a minha amostra de gente, vulgo filha, que lhe ficam A MATAR! E esta coisa de ser mãe deixa-nos contentes até no dar... Ainda hoje, passando pela Pré-Natal não resisti a comprar-lhe umas canetas de tinta lavável sem sabão... o que me deixou inexplicavelmente feliz por mais do que um motivo: 1. Vou amar ver o sorriso maroto dela com as canetas a riscar tudo o que é superfície; 2. É lavável e sem sabão... o que vai facilitar o meu part-time de “apaga riscos” e a vida da roupa dela! É que eu adoro estimular o lado mais criativo dela... ela então fica felicíssima quando lhe damos os parabéns pelos “riscos”, que ela vai fazendo a custo com as tintas, lápis e canetas coloridas, entre trincadelas ao material e degustações curiosas aos produtos! Um must de diversão a quatro mãos, duas caras e que acaba, inevitavelmente em choro quando se ouve o meu “basta”, em resposta à sua liberdade criativa, que não cabe só num papel!
Daqui a coisa de um mês e três dias faço anos... e daqui a um mês e 4 dias nós fazemos anos! 29 e 2, respectivamente! Lindas datas a celebrar, de que me vou arrepender piamente se algum dia me divorciar! Mas como isso não está nos meus planos... este ano já sinto a felicidade com um mês de antecedência! Yupiii... e graças à querida Eduarda da Made in Love, já tenho a minha prenda de mim para mim deste ano “on the making”! Depois ponho aqui uma amostra do que me resolvi oferecer! Sim, porque por mais ridículo que pareça, eu também me dou prendas a mim própria... quando mereço, CLARO, que por minha vontade acaba por ser muitas vezes... sou uma "mãos largas" e coração mole... pena, que não seja também mais "larga" em Euros... Enfim faz-se o que se pode e felizmente, nem todas as BOAS prendas custam MUITOS euros!
Nos “entretantos” ainda ando meio perdida com a resposta àquelas “problemáticas” da literatura e ando meia desleixada, perdida de inspiração, para me vestir... hoje senti-me o verdadeiro “patinho feio” na minha ida ao shopping na hora de almoço... ainda para mais, dei de caras com cada mulher mais “intimidatoriamente” bem vestida, que fiquei com vergonha de mim própria... coisa que já não me acontecia há uns tempinhos... assim, a modos que desde a adolescência! Enfim... fica desde já e aqui prometido, que amanhã me levanto pelo menos 20 minutos mais cedo, para dar conta dos pormenores de acessórios, make-up e dress-up! (se os 20 minutos não chegarem amanhã, pelo sim, pelo não... não vou ao shopping! ) – Oh God, make me look Good!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bora Lollipopar...


Soooo Lost! Com a sensação de que quanto mais sei, menos certezas tenho! O Desafio que me anda a dar a volta ao miolo esta semana, é a resposta à questão fundamental de um dos meus seminários de Mestrado... “Afinal de contas, o que é a Literatura?” - HELP anyone... o que pensam vocês!?!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Trivialidades e Superstições


Mais uma manhã em que acordo “depois da tempestade”, e não, não esteve mau tempo nos Açores, mas como podem imaginar, ontem não consegui ir à minha aulinha... 5ª falta, e juro que paro de contar por aqui... e tudo porquê?! Porque me ligaram por volta das cinco da tarde a avisar que a minha filha estava com febre... outra vez... nova corrida para o pediatra, novas angústias e tormentos, para não se descobrir nada de conclusivo e tirar uma única conclusão: temos que aguardar! Bom, eu, que apesar de cansada, ainda tento ver as coisas pelo lado positivo, tenho de mim, para comigo, que isto são “febres de dentes”... pelo menos assim o espero... e confesso que não me aguento de ansiedade para a ver de “dentuça” completa!
Tirando este pequeno pormenor, não sei se, (e este agora é só para meninas), já viram o novo cartão do BANIF, com a Hello Kitty e uns Swarovskis?! Já viram... assim todo pink e muito lindinho?! Não... eu mostro...


... digam lá se não é a coisa mais fofa e mais certa de nos fazer gastar dinheiro até aos ossos! Eu, JURO, que não vou abrir conta no BANIF só para ter esse cartão... vontade não me falta, que o cartão é giro que se farta... mas com um cartão assim não havia “rendimento” que se aguentasse muito tempo na conta... ele era ver passar o cartão práqui, passar o cartão pralá... e a Kitty a perder os brilhos dos brilhantes! Não dá... cartões assim, não dá!
Por acaso, no Japão, terra da Kitty e das bonecadas afins há uma parafernália sem fim de cartões quitados e personalizados assim bem ao jeito de satisfazer os caprichos mais femininos!

E por falar em Japão... para os curiosos da “bonecada” que adicionei na barra lateral, aqui ficam as devidas explicações:

O primeiro... o olho azul é o chamado “olho turco” ou “olho grego”, para os turcos afasta o mau-olhado, para os gregos atrai a Boa Sorte... e para além de gostar das cores e ter ficado fascinada por eles quando recebi a minha primeira pulseira carregada de olhinhos, não faz mal a ninguém e não custa ter por aqui.

O segundo, o escaravelho no papiro é egípcio e dizem que traz Boa Sorte também, ou melhor, como o Escaravelho é para os Egípcios símbolo de vida e renovação, uma vez que se renova do dia para a noite, na procriação dos pequenos escaravelhitos, os egípcios viam este animal como símbolo de perfeição, “persistência no ser” para os vivos e “renascimento para a vida” para os mortos!

O terceiro “miki” que acrescentei ao blog é um gatinho, “neko” em japonês, mais conhecido por “Maneki Neko”, de que fiquei fã na minha experiência de contacto com os japoneses... este gatinho, moda no Japão, é normalmente utilizado na porta das lojas para atrair clientes e dinheiro, mas é símbolo de sorte também. O Gatinho tem a pata direita levantada, coleira vermelha, que era cor de fortuna, até porque os gatos eram considerados preciosos no Japão! Finalmente este Neko tem que ser branco! (Vêem algumas semelhanças com a Kitty?! Ou será pura teoria da conspiração?!)

Finalmente a última imagem que acrescentei é a koban, uma moeda japonesa, muito valiosa, em forma oval, que associada a este gatinho crê-se que traga ainda mais sorte...


“Eu cá não sou supersticiosa”, mas que as há, há... e ultimamente não tenho andado nos meus dias... Assim, para crentes e não crentes, até porque não se paga, não magoa e as imagens até são giras, aqui ficam os meus amuletos de boa sorte! Engraçada a forma como lidamos com o lado menos factual da nossa vida... eu sou muito simbólica e pictórica nas minhas crenças, não sou tremendamente ritualista, mas confesso que já limpei o “ar” da casa com incensos uma série de vezes e purifiquei cristais com água do mar para chamar a Boa Sorte... serei eu a única “anormal” a sentir algum bem nestas coisas?!

E por falar em bem... fez-me um bem fenomenal ouvir na rádio esta musiquinha logo pela manhã... para além da energia saltitante da melodia, lembrei-me do Concerto em Coimbra! E escusem-se de comentários que eu ainda sou da geração em que gostar de George Michael e Prince não fazia mal a ninguém... ai a minha juventude!!! Bons tempos! ;)

E por falar em Bons... BOM FIM-DE-SEMANA!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

FRESH...


Acometida de um nervoso miudinho e de umas borboletazinhas na barriga, vulgo cólicas, lá fui eu a caminho da minha primeira aulinha de mestrado! Sempre receosa, até ao último momento, só me convenci que tinha mesmo conseguido e que ia dar início a este novo projecto, quando sentei o real do apoio traseiro na cadeira da Sala 7, Universidade dos Açores.
A Professora, senhora simpática, instruída, mas despretensiosa, falou com meiguice e lá nos fomos apresentando! Uma a uma... quando chegou a minha vez, lá se deixou cair de novo o preconceito de “julgar um livro pela sua capa” e eu só conseguia ouvir no fundo da minha cabeça a vozinha do Lamy, que repetia.... “tenho cara de miúdo, mas já sou muito rodado”! Foi com algum espanto, que os presentes ouviram o meu currículo, não que seja célebre ou magnânime, mas ao que parece a minha cara fresquinha ainda cheira a Licenciatura que fede, mesmo depois das minhas 1 Pós-Graduação e meia e de já ter terminado a Licenciatura há 5 anos atrás!
Não me senti desconfortável e apercebi-me que ir às aulas é como “andar de bicicleta”, perde-se o treino, mas nunca se esquece!
Sinceramente, A-D-O-R-E-I, voltar a ter conversas académicas cultas, interessantes, com adultos, sem que os temas crianças, bebés, fraldas e cocós me saíssem da boca mais do que uma vez... sim, porque uma vez saiu, sendo que é essa a justificação para a minha “inconclusão” da segunda Pós-Graduação! Uma escolha, de que não me arrependo NADA, até porque sinto, que com mais maturidade vou encarar este Mestrado mais a sério! Agora resta saber se serei bem sucedida... Sim, porque com trabalho e filhos, aquelas horas obrigatórias de “ratinho de biblioteca” vão ter que ser adaptadas a um novo ritmo e estilo de vida!
Uma das discussões que nos prendeu, logo assim no primeiro instante foi o conceito de “literariedade”, ou seja aquilo que faz de uma obra escrita literatura, ou não literatura... Tive a oportunidade de me expressar acerca disso e com base naquilo que aprendi e naquilo que a vida me tem ensinado acho que consegui enriquecer e muito a minha resposta... mais do que o teria feito há tempos atrás.
Assim sendo, hoje tenho a segunda aula... se tudo correr bem... irei lá estar! Parece incrível que com tanta responsabilidade à perna ainda tenha arranjado mais esta... mas por incrível que pareça, está-me a dar um gozo terrível provar a mim mesma, que ainda sou capaz!

Croniquice 14ª - 08.10.09 - no AO


Para além da rima óbvia do som final o que terão estes três em comum?! Pois, para muitos nada. Para outros, absolutamente nada. Para mim, muito!
Futebol, Paracetamol e Danacol são para mim, uma linha de ideias no que diz respeito aos homens. Sim, é verdade... aos homens, enquanto espécimen do sexo masculino! Não sei se estarão os meus queridos leitores recordados de uma minha Croniquice passada, em que dissertei, em tom semi-piadético a pender para o sério, acerca das idades de uma mulher... aquelas, que costumam ser três, mas nas quais eu “vejo” cinco! Essa mesmo! E para não ser acusada de favoritismo... aqui ficam, hoje, as minhas considerações naquilo que diz respeito às “três idades de um homem”: Futebol, Paracetamol e Danacol!
Numa primeira idade, em que tudo é esforço físico, competição, ajuntamento em grupos, fanatismo, adoração aos ídolos, futebol e de vez em quando miúdas, os homens estão na fase do Futebol! Se não jogam, gostariam de jogar e vêem, se não vêem têm por norma um outro desporto ou actividade de competição por eleição e a vida é passada entre treinos e jogos e recuperações dos treinos ou preparação para os mesmos. É uma fase em que o culto do corpo é importante, em que o homem, ainda que não o sendo bem, se mede pelo seu valor no desporto, ou pelo reconhecimento do valor dos outros. Não se deixando medir aos palmos, esta fase de afirmação masculina, leva os homens a medirem-se em golos, ou pontos, ou campeonatos.
A fase do Paracetamol, chega, precisamente depois desta... e ao contrário das mulheres, estas fases da vida de um homem, raramente estão ligadas à idade, ou paternidade ou casamento, sendo que muitos homens estancam em determinadas fases e outros ainda vivem num constante vaivém entre elas! Na fase Paracetamol, este analgésico é mesmo o melhor amigo do homem, que com tantas responsabilidades e preocupações, seja com o trabalho ou a família, nem sequer tempo tem para ver o futebol na televisão! É uma fase em que o gosto competitivo do homem, faz dele “ponta de lança” nas jogadas negociais ou caseiras, políticas ou ideológicas, treinador das melhores jogadas ou investimentos em casa e no local de trabalho. É uma fase em que não há neuróniozinho que aguente sem se queixar, até porque se há coisa que todos sabemos que o homem não é capaz é de aguentar é a dor! Capaz de fazer do maior matulão o maior Calimero à chegada da primeira Gripe!
Por fim, vem a fase Danacol, em que o homem percebe, que assim como o Futebol não dura para sempre o Paracetamol também não... e aí vêm os dramas da Saúde, do Colesterol, da Hipertensão! Não há senhor que deixando de lado as preocupações de uma vida laboral intensa não descubra logo em si, só assim no primeiro check-up, mil e uma maleitas intratáveis de uma rajada só! Homem sofre...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


Será?! Será que é hoje que finalmente consigo ir à minha primeira aula de mestrado?!
Será que é possível?!

Amanhã vos direi...


Tell me “quando, quando, quando”?!

Campónia Virtual...


Bem, então vocês não querem lá ver, que aqui a Mulher a 1000/h, convertida às modernices das redes sociais de amigos, pela sua escudeira e mui fiel amiga S., ( de Sancho Pança e um nome menos “gordo” e mais exótico), se deixou perder nos meandros de uma “jogataina” de seu nome Farm Ville e Farm ToWn, uma espécie de SIM’s rudimentares em que se planta sementinhas e árvores e se cuida de uma quintinha que também pode ter “bichinhos”... Para quem não conhece o jogo é do género, que levaria uma menina de 13 anos ao rubro e à total dependência, tal e qual como me fez a mim, que não resisto a plantar uns moranguinhos, umas uvas e umas batatitas assim que me sento ao computador!
Mas o caso não é para rir... é sério mesmo... Já cheguei mesmo a ligar o meu mini PC, assim em género de “Magalhães” como apelidou o meu marido o meu novo brinquedo, à hora de jantar... ou melhor... aquando da preparação do mesmo... que levou a minha cara-metade a sair-se com um irónico: “ Então?! Estás a apanhar legumes frescos para o jantar?! É?!”, ao apanhar-me com a “boca na botija”, que é assim como a dizer, com a mão no teclado! Enfim... é grave mesmo esta minha dependência... o que me levou a tecer algumas considerações acerca destes joguinhos virtuais, meio socializantes à distância... sim, porque tenho vizinhos agricultores, familiares e amigos, convertidos por mim à força, com quem faço troca de prendas e favores agrários... Meu Deus! O que é feito de mim?! Nunca, e repito, nunca me “agarrei” assim tanto a um vício destes... A verdade é que tratar da minha “quinta” virtual funciona quase como o meu momento “all bran” em que tudo flui... não há quem tenha jardinzinhos zen?! Pois... eu tenho quintinhas virtuais! É o momento “telenovela” do meu dia, em que faço de conta que de mulher voltei a ser criança e me sabe tãããããão bem! Enfim... uma infantilidade que me relaxa o cérebro e só por isso já vale a pena! Fica aqui o compromisso, de que, um dia paro! Acho...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Escolhi usar o coração...


Podia dizer ou escrever tanta coisa acerca dos últimos dias... aqueles em que não escrevi, aqueles em que não trabalhei, em que estive em casa, em que a minha filha esteve doente, em que fui ao médico, pediatra, hospital, aqueles dias em que soube que na creche da minha filha já há 3 casos de Gripe A confirmados, aqueles em que fiquei sem lavar o cabelo, por pressa, pressão e falta de tempo ou pachorra! Havia muito para dizer acerca do meu cansaço, da minha exaustão, da minha preocupação e níveis de stress, levados aos píncaros nestes últimos dias. Podia escrever acerca das minhas 4 faltas ao mestrado na semana passada. Podia falar da minha desmotivação e sensação de vazio, da solidão por que passei e do medo que senti, por ter a saúde da minha filha nas mãos... 24, sobre 24 horas...
Mas, assim de repente, só me lembro das provas de amor e resistência, que me deram esta última semana... a minha recente e pequenina família. Também vos podia falar disso! Da paciência, da determinação, do amor, das novas palavras, que a minha filha aprendeu... colo, meia, sapato... podia escrever acerca das milhentas sensações que me passaram pelos nervos na semana que passou... podia... mas não vou fazer nada disso!
Podia dizer que continuo com medo, de uma recaída, de uma quarta virose, das futuras doenças. Podia confessar aqui mais um segredo... podia confessar que a minha vida pára cada vez que ela está doente! Podia confessar que só tenho forças para aguentar tudo isto por ela, por ele... podia dizer-vos que ela é um “doce” e ele um “salgadinho”. Que são os temperos da minha vida e que nada mais interessa.
Acho, que “estar de esperanças” não se devia só aplicar ao estado da mulher grávida, mas mais ainda ao estado de toda e qualquer mulher que é mãe... Porque ser mãe é isso mesmo, um permanente “estar de esperanças”: que eles cresçam, que engordem, que sejam saudáveis, que falem, que sejam felizes, que sorriam, que nos amem... e eu, enquanto mãe, espero esperançosa, por todos os novos testes e desafios, que esta minha maternidade me trouxer!


P.S. – Não que seja muito crente, mas já sendo... parece que este mês me rogaram um valente de um mau-olhado! Ora façam favor, suas alminhas “más olhadoras”, de olharem agora um bocadinho para outro lado qualquer, que aqui a “je”, já teve a sua dose!
A Gerência agradece!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Acabei de deitar a minha filha, que finalmente cedeu ao sono apesar dos seus 38 graus de febre. Lá fora ainda estão pessoas na praia, na esplanada. São 19 horas. O meu marido ainda está a trabalhar! Na esplanada à direita dois jovens apaixonados trocam bilhetinhos de amor em guardanapos rasgados com mensagens carinhosas, à qual respondem com beijinhos de passarinho, bem repenicados! Já vos disse que é Sábado?! Não... bom, talvez também não seja relevante! Está calor hoje. Esteve calor a tarde toda. Talvez por isso aquela febre teimosa teimasse em não baixar. É a terceira vez que ela está doente este mês... Não foi um mês fácil! Penso se aguentarei seguir os meus sonhos, com todos estes pesos às costas... fui admitida no mestrado, já vos tinha dito?! Humm... também talvez não seja relevante. Não sei se o vou conseguir fazer! Mas vou tentar! Há dias assim... em que não “há pai que aguente”! (...) Mas para isso é que está cá a mãe...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eu tenho um segredo...



Há já algum tempo que sou seguidora deste blog! Segundo eles, também eu sou membro desta sociedade secreta! Achei piada ao conceito, acho que todos nós temos um desejo secreto de saber os segredos dos outros, no fundo, porque sob a capa do anonimato se conseguem revelar muitas coisas, que por vezes dando a cara não se revelam! Eu, curiosa que sou acerca do material “humano” e do “social” no geral, gosto de ler aquilo que as pessoas são capazes, que pensam, que sentem, mas não dizem! Além do mais, o site prima pela originalidade das imagens e músicas, que na maior parte das vezes são brilhantes! E foi assim, que numa das minhas “espreitadelas” dei de caras com este segredo:



Fiquei chocada... ou nem tanto assim, porque a verdade é que por rancor e desejo de vingança de desgostos amorosos o ser humano é capaz dos maiores actos de crueldade!

Dos comentários a este segredo salientam-se os que enaltecem o acto de vingança e os moralizadores... que apupam o facto da atitude reprovável por parte das duas “supostas” amigas! A verdade é que já todos nós tivemos a nossa quota-parte de amigas “supostas” e “supostas” atitudes de amizade! Não há pessoas perfeitas e muitas vezes é mais fácil deixarmo-nos levar pelas nossas imperfeições do que tentarmos aperfeiçoá-las, que leva mais tempo e é mais doloroso!

Uma questão que me incomodou no meio disto tudo foi a de ler alguns comentários onde se lia que as mulheres são umas “cobras”, “cabras”, capazes das maiores atrocidades umas para com as outras... quê, nunca se ouviu falar de traições masculinas do género?! A traição não é desculpável, seja feminina ou masculina, porque se trata de uma falta de amor e respeito para com o companheiro e a falta de lealdade é sempre reprovável! Assim como as traições nas amizades, que indicam a não existência da mesma! Por isso, dizer que uma amiga nos traiu, é o mesmo que dizer que não temos amiga... se calhar nunca a tivemos! Uma triste constatação que custa e dói, mas que nos poupará muito sofrimento! A verdade custa sempre mais do que a mentira. Por norma, a verdade tem menos brilho e glamour do que a mentira e a ilusão, mas a verdade não tem preço... vale por si e é o que é! Antes morrer com uma verdade, do que viver uma vida cheia de mentiras e ilusões!

E porque eu não tenho medo, nem das verdades, nem de dar a cara pelos meus segredos, aqui fica o meu, em género de Shiuuu... Não contem a ninguém, mas:

“Às vezes canso-me das responsabilidades da vida de mãe, esposa, trabalhadora e mulher! – Era bom se de vez em quando pudesse desligar a corrente e deitar-me ao sol!”

Bom fim-de-semana a todos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tadinhos deles...


“Act like a Lady, Think like a Man” – NO WAY JOSE!


Que é isso pá?! Já não me bastavam os livros de auto-ajuda do Doctor Phill ainda me vem agora este bacano dizer para nos pormos todas a pensar feito homens! Havia de ser lindo... primeiro não havia troço de estrada que não tivesse pancadaria de parar o trânsito, depois havia ruptura de stock de Sagres e Super Bock nos Hipers mais próximos... e em dia de jogo da bola o País parava!

Enfim... segundo este senhor, que ainda deve acreditar na teoria dos géneros, todas as mulheres sonham com o Príncipe Encantado e todas acreditam nele, chorando como Madalenas arrependidas de cada vez que lhe partem o coração! A par disso, os homens coitadinhos são uns pobres diabos, vítimas da testosterona e ataques de infidelidade crónica! Diz ele, que todos são iguais e nós é que somos parvas em não sermos como eles!
Enfim, uma teoria de baboseiras, que tem como único fundo de verdade o facto de que muitas mulheres se deixam ser manietadas no amor, por falta de auto-estima! Isto sim, uma grande verdade, porque quem não se ama, não pode ser amado!

Que também é verdade que ao longo da nossa vida vamos conhecendo pessoas, que estão tremendamente erradas para nós e que devemos sempre relativizar o sofrimento... isso também parece que diz que sim... mas daí a dizer que as mulheres é que são parvinhas em não terem ainda percebido, que os homens são assim... e bla, bla, bla... Tadinhos... e tadinho dele, que como homem e autor desta pérola só deve conhecer meninas e não mulheres, ou então se as conhece são feitas de uma fibra, que não a da Mulher do Século XXI, que eu tanto me prezo de ser!
Amigo... open your eyes... não são os homens os únicos a trair neste século, nem as mulheres as únicas a sofrer por falta de amor! Engraçado como ele promete logo nas primeiras páginas do seu livro dizer tudo aquilo que as mulheres querem saber acerca dos homens, como se tudo isso coubesse num livro! Há coisas que nem as próprias sabem que querem saber acerca deles! E parece-me um pouco pretencioso, se não mesmo totalmente descabido achar-se dono de todas as respostas, como que a concordar com a velha máxima de que os homens são todos iguais! Será?! Eu, que não sendo muito rodada, mas tendo alguma experiência de causa, conheço homens que são um bom vinho e outros pura surrapa aguada, assim como há mulheres que são verdadeiros petit gateaux’s de chocolate preto e outras gelatinas sensaboronas de gordura animal sem açucar!

A única verdade que saiu da boca deste senhor em todo o programa, foi que para manter uma relação era preciso fazer aquilo que se fez para a conquistar! Ora nem mais, até aqui estamos de acordo... mas não sou adepta de grandes teorias generalizadoras... prefiro sempre acreditar que há uma variante X, Y e Z, que as fazem mais cedo ou mais tarde cair todas por terra! ;) Mr. Steve Harvey... if you allow me... I’d rather keep acting like a lady and thinking like one as well... cause there’s nothing better than acting and thinking exactly the way you are!

Para Vosso Bel-prazer um pequeno extracto de uma interview com o possuidor destas ideias, so to say... o "idiota":


You say men expect three things in return for their three Ps: support, loyalty and the “cookie.” “The way we men connect is by having sex. Period,” you write. You say that if a woman withholds sex for one month, she risks losing a partner.


Here’s the deal: If you’re pregnant with our child, we understand, we’re not barbaric – we got that there’s a waiting period. Now, if you’re just holding out, what are you saying to this guy? A guy has to have certain things and the woman knows it.

Ó Senhor… e uma amiga também não precisa de “cookie”... Olha que não me viam muito satisfeita se também não o tivesse durante 1 mês... e nem a desculpa da gravidez lhe valia pah!

At the same time, you suggest women should abstain from having sex with a new partner for 90 days. Do you think that’s realistic in this day and age?


I think it’s absolutely realistic. That’s the problem: Women have given up their standards and their requirements because of us. We have made you think that if you don’t put out in a certain amount of time, you’re going to drive us off. The real deal of it is, there’s nothing you can do to beat a guy off that really wants you. If your wall is a foot and a half high, you’re going to have a lot of guys playing in your yard, digging up your grass, messing up your flower bed. If you’ve got your bar set high, that’s what we’re going to rise to.

Ok. Está certo… e então vocês?! Onde têm as vossas “bars”?! Set low... tão low que teríamos de rastejar para lhes chegar ao perto?! Ò Amigo... My, oh my! Custa-me a crer que todos os homens saltem um murinho, só porque ele é baixinho! Certo?!

That brings me to the “keeper,” a woman who commands respect, and the “sport fish,” a girl with no rules who keeps things “day to day.” Popular culture seems to favour the second kind: the low-maintenance woman, the non-nag. You preach the opposite.


It’s you, the woman, who has the power to determine whether you’re a keeper or a throwback. It’s the way you act, it’s your standards, it’s what you’re willing to accept, what you will put up with. A woman has a right to know when she’s going to get married, if you’re going to marry her. A woman should not be at a guy’s beck and call. That’s ridiculous.

Até aqui estamos de acordo! Mas olhe que também lhe posso dar uns tantos números de guys, que são girl’s “beck and call”! Got it?! Não é do género... é geral!


I find it hard to believe that a woman who tells a man upfront she is looking for marriage and children is a keeper. Most men would run.


That will get the right guy for you.


Ou isso, ou um morcão qualquer, que só porque te ouve dizer que queres casar, aproveita logo para te deitar amarras e atirar ao chão!


You write: “Whatever the case, we men are no longer connecting with that special part of you that makes you a woman.” What do you mean by that?


When a man does not understand your value, we disconnect from you. That’s why I implore women, keep your standards and your requirements high. My wife never lets her standards down. When we’re heading to the car, she stands by her door because she knows, and she expects and she requires, that it’s my job to open her door for her.

“BANANA”… Ai Desculpem… eu “disse isto alto”?! Mas é que esta soou-me mesmo a conversa de pau mandado... quê?! Vocês não sabem fazer nada, sem que nós vos digamos aquilo que esperamos de vocês?! Ó, give me a break!


And you enjoy that.

I love it. Please. I love her showing that I am a man, that I am her man, that she made the right choice. The average man enjoys being a man if given the opportunity. But look, if you’re going to be a “chirp” girl, where I hit the button and the car door opens and you pop in, then that’s how I’m going to treat you. A man relishes and takes pleasure in doing those things because it makes him feel like a man. If a woman just grabs the door or pulls her own chair out, I’m telling you, you’re killing it.


Olhe lá senhor… e se a menina não gostar que lhe abram a porta?! Também há disso...


Vá... viperinas feministas... agora deliciem-se com o resto sem as minhas intervenções:

Croniquice 12ª - 24.09.09 - no AO


"Que crescer é duro, já toda a gente sabe! Que com o acumular dos anos, se acumulam também uma série de maleitas e responsabilidades, isso também já não é novidade, mas agora, que com a idade, vêm também toda uma série de cedências e mudanças em relação à nossa pessoa, personalidade, gostos e traços, “alto e pára o baile”, que isso aí ninguém me disse!
Ninguém me avisou, que em prol do meu bom nome profissional ou possível carreira eu iria ter que assumir todas as decisões do meu empregador como válidas e única palavra! Ninguém me disse, que a minha cara no meu horário profissional, não era a minha, mas a da minha empresa! Ninguém me alertou para o facto, de que ser mãe também é sofrer. Ninguém me contou acerca da paciência de símio, que cresce em nós como calos. Ninguém me disse que na idade adulta a sinceridade era uma arma e a amizade um pretexto. Ninguém me falou das angústias que se sofre, por se saber que a morte existe e que o Pai Natal não! Ninguém teve sequer a decência de me avisar, que tudo na vida tem um custo, que se não é pago em euros nos é cobrado em suor! Não perdoo por não me terem avisado que das muitas informações que debitamos, cada um credita a que quer e apenas a que serve o seu propósito. Ninguém me falou das injustiças, que ia ter que ver, calar e “comer”, em prol de uma dita “estabilidade” e um suposto “equilíbrio”!
Hoje sou uma criança revoltada e um adulto em fase de negação, porque me recuso a crer, que a vida é só isto e que a maioridade é também, ao que parece, a pior idade! Não é justo, não se faz, deixarem-nos desejar a idade adulta com tanta ânsia por causa de uma promessa de liberdade e depois acorrentarem-nos a vidas rotineiras e limitadas em que o sonho são as férias, realidade paralela e temporária do mais árduo trabalhador, sem direito a mais sonhos do que os 21! Não se faz e é ingratidão, alimentarem-se da nossa inocência pueril, muitas vezes menosprezando-a e fazendo-a parecer inútil, quando ela é de facto, aquilo que de melhor a vida tem! Não sou como o Peter Pan, não se pense, que a minha infância já há muito a deixei partir. Eu quero é crescer, só que ninguém me avisou, que crescer, por vezes, não era ser tão grande assim!"

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Para relaxar...

http://www.wimp.com/choirhands/

Reunião de Pais e a Fervedura do Chá!


Segunda-Feira e apesar de não ter carro, tive Reunião de Pais... e se por um lado acho estas modernices da participação activa dos Pais na Educação dos Filhos e na intervenção nas medidas pedagógicas da instituição, uma coisa muito progressiva, positiva e necessária, por outro fico sempre num misto de dúvida, insegurança e inquietação, pois por vezes realmente percebemos que as coisas mudam para se ajustar às nossas melhores intenções e vontades, mas o facto de ter aqueles pais todos ali juntos deixa-me sempre desconfortável e com ataques de timidez crónica!

Mas desta vez não me aguentei e tive que fazer um intervenção a alto e bom som no meio da dita (mal ou bem, ainda não sei) Reunião. Eu bem que tentei prender a voz e o indicador no assento da minha cadeira com o rabo, mas quando dei por mim, já a mão me saltava para o ar num ímpeto e a voz para o som, num tom meio “chá morno”, para não ferir susceptibilidades! A questão não foi tanto ter algo contra, nem a favor do que se dizia... a questão foi a forma como foi dito, aquilo que foi dito, demonstrando puro desconhecimento da realidade de muitos pais ou então puro desinteresse! Assim, num tom meio ríspido a tender para o Ralhete, a Directora do Colégio quase que “ordenava” aos Pais que não deixassem os seus filhos mais do que 10 horas na instituição, sendo que não era bom para eles! Bom, eu bem sei, que não há colinho como o de um pai e de uma mãe... mas também sei, que com horários de 8 horas de trabalho ou mais e duas horas para almoço, por uma questão simples de matemática, muitos pais não conseguirão de facto poupar os seus filhos de semelhante “tortura”! Na minha inocência, julguei eu, que na impossibilidade de se dar “colinho” aos nossos filhos, fosse nosso dever encontrar-lhes e pagar por e para eles o melhor “colinho” substituto possível! Assim, foi com desagrado, que escutei aquelas palavras ríspidas, repetidas três vezes e acompanhadas com ar de censura e “murrinhos” na mesa! Não gostei! Não que não concorde que o melhor para uma criança seja estar bem ao lado dos seus queridos pais, mas penso que não caberá à instituição repreender quem o faz, sem olhar a “comos” nem “porquês”! A minha filha fica uma média de oito a oito horas e meia na Creche, mas para não ficar mais do que isso, não por respeito à recomendação da Creche, mas porque ninguém quer mais do que eu passar tempo com ela, eu arrisco-me diariamente a levar um real chuto no traseiro do meu empregador, que não me penaliza por não cumprir à risca o meu horário de trabalho e porque eu sempre fiz questão de vincar que o meu trabalho é importante, mas a minha filha essencial! A minha intervenção não foi para pedir atenção ao meu caso, mas para moderar o tom da Moderadora, que se esqueceu que a generalização não é boa para o negócio! Não gosto de injustiças e generalizar, tirando conclusões sem ver caso a caso, no meu entender é a maior das injustiças... Só eu sei o que custa todos os dias deixar a minha filha no Colégio, mesmo sabendo que é considerado um dos melhores e que pago e BEM, para que ela seja bem “servida”! Não me venham agora com ralhetes moralizadores, que se o bem estar da minha cria interessa a alguém é a mim acima de tudo e não admito, que dêem a entender o contrário! Falei por muitos pais, que com certeza se calaram pois tal como eu, quando entram naquelas Reuniões se sentem de volta às salinhas e cadeirinhas da Primária! “Não se faz, Não se diz, Não, Não, não...”! Bufff...

Como se isso não bastasse o resto do tempo foi passado a falar do Plano de Contingência do Colégio para a Gripe A, que adoptou tudo o que foi medida de Prevenção, que se não safa os nossos filhos da Gripe os torna em maníacos da lavagem e desinfecção das mãos, tal é o exagero de número de vezes que as crianças têm agora que as lavar!
O Conhecimento tem um peso... já se sabe, mas a insustentável leveza do Ser não dá para mim... que embora pesada e carregada, prefiro continuar a ter conhecimento de Causa!
Ainda assim, na Próxima Reunião de Pais, lá estou eu... serei aquela na fila de trás, com fita-cola na boca e as mãos coladas aos bolsos!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bocadinhos de Casa, bocadinhos de nós, bocadinhos de mim...

Porque a vida e nós próprios somos feitos de aglomerados de bocadinhos, amarrados mais ou menos forte num todo... aqui ficam "bocadinhos de mim, de nós e de casa", capturados em imagens nesta minha "interrupação" de quatro dias, que conforme prometi, aquilo partilho convosco...

Bocadinho de mim...


Bocadinho dos Reis da Casa no Zoo...

Bocadinho da nossa sala...

Bocadinho do quarto da Princesa...

Bocadinho da zona de descanso...

Porque vocês merecem e porque todos os dias coloco neste blogue bocadinhos mais ao menos grandes de mim própria, para que vocês os consigam amarrar e assim me possam "ler" melhor!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009


Pois... ao que consta estou de volta, ao trabalho, à ilha e à blogosfera! Nem tudo é mau, mas podia ser melhor! Resumo destes meus quatro dias de “interrupção”: descansei, matei saudades de família e amigos e a minha minorquinha cortou o cabelinho pela primeira vez!
Isto de se ser emigra nas ilhas do próprio país tem muito que se lhe diga... e se por uma lado estamos a umas duas escassas horas de distância de avião, por outro parece que o isolamento e a distância de se estar a viver numa ilha, ainda marcam mais a partida, do que se partíssemos para outro sítio qualquer...
Bom, ficaram prometidas umas fotos, que coloco amanhã, porque apesar de a neura de segunda-feira ainda não se ter conseguido instalar em mim, que venho de ânimo retemperado pela ida a casa, não começou da melhor forma este dia para mim... esqueci-me do cabo da máquina fotográfica e enquanto fui a casa, para o ir buscar e pousar umas comprinhas feitas à pressa na hora de almoço, avariou-me o carro, que começou a “bufar” literalmente pelo “capot” e a deitar fumo como uma chaleira em ebulição! Para bem dos meus pecados, queira Deus, que não tenha queimado a junta da colaça... que eu não sou religiosa, já o disse aqui, mas se uma reza me poupar uns trocos... ai aí eu rezo... se rezo!
Nesta minha viagem e num ímpeto hipocondríaco de agonia pela Gripe A, espalhada em partículas por esses aeroportos fora, dirigi-me à farmácia para comprar um frasquinho de gel desinfectante para as mãos... quem tem crianças pequenas saberá o desespero que é tentar fazer com que eles não ponham a mão em tudo o que “tocam” com os olhos, nem a boca em tudo o que tocam com a mão... e assim o frasquinho de gel, que me acompanhou nesta viagem serve-me agora de puro vício, pois não consigo olhar para ele, sem me lembrar logo de me esfregar toda de cima a baixo! Por sua vez, a minha filha que até gostava que eu lhe esfregasse o gel nas mãos, ganhou-lhe um ódio mortal no segundo em que se lembrou de o provar! Oh God, make me good...
De resto, quem mais lucrou com estes 4 dias foi mesmo a minha repolhita, que ganhou uma tonelada de prendas e mimos e quilos de desobediência! Incrível como os avós e família mais próxima estragam em dois dias de mimos, semanas de disciplina! Não que seja a autoridade em pessoa no que diz respeito a filhos, mas que tento pelo menos fazer com que ela pareça uma criança bem comportada... lá isso tento, ninguém o pode negar! Mas os avós só “ deseducam”, como me disse e tornou bem claro um dia a minha mãe... “Para educar estás cá tu! Eu eduquei-te a ti e bastou-me!”. E parece que bastou mesmo, porque não conheço avós mais liberais do que estes... que enquanto escolhíamos um par de sapatos na Chicco para a minha filha a deixaram pegar em 30 e fugir com eles, espalhando-os pela loja fora e se riram como crianças ao vê-la experimentar tudo o que era brinquedo naquela loja! Never again, my friends... I say never again levar a menina às compras com os avós!
O IKEA estava cheio como um ovo e mais me pareceu estar na Galiza do que em Matosinhos, tirando isso à custa de “nuestros hermanos” e da impaciência bruta do meu mais que tudo lá deixamos ficar um carrinho cheio de coisas lindas para trazer para a ilha... nem a cadeira suspensa, que levei três meses a convencer o “homem da casa” a aceitar no pátio se safou... Lá ficou... abandonada num carrinho cheio... “No Natal levas!”, disse-me ele em tom de consolação. Como calculam, não consolou! Enfim... batalha perdida, mas não a Guerra! Wait and you shall see!
De resto, nada de grandes novidades, o Porto continua frenético, Ponta Delgada continua abafada e húmida e eu... eu... continuo a 1000/h, mas agora apeada, vamos ver até quando! Logo hoje que tinha reunião de Pais no Colégio... oh what a shame!!!

Croniquice 11ª - 17.09.09 no AO


"Ora bem, vamos lá ver… se eu me dirigir antes de si a uma caixa de multibanco com todas as contas do mês mais algumas para pagar na mão e um ataque de trenguice nata nos dedos, você amaldiçoa o minuto em que tropeçou naquele degrau e eu consegui chegar antes de si! Não faz de si uma má pessoa, repare, apenas uma pessoa ocupada, com mais do que fazer do que esperar em filas! Se eu estiver na caixa do supermercado, com tudo o quanto é saco, saquinho, compra, comprinha, cartão, cartãozinho e ainda pedir factura, você pensa que não devia ter ido para aquela caixa! Exactamente o mesmo que eu teria pensado na sua situação! Se eu parar o meu carro em frente à porta de uma casa, sem passeio, numa estrada com um sentido e uma via, você espera que eu descarregue tudo da mala, tire criança, cão e acessórios, enquanto me roga pragas em tom de surdina, a altos berros no seu interior! É compreensível, quem nunca o fez?! Se eu parar para abastecer o meu carro e ao pagar o combustível ainda pedir um café para tomar, enquanto você espera colado com o seu bólide na traseira do meu, você acha isso uma falta de respeito gigantesca e provavelmente atira-me fogo pelos olhos! Afinal de contas, se os olhares matassem, já muitos de nós não estaríamos aqui! E agora pense, se for você a fazer tudo isso… vai gostar de saber, que eu estarei a pensar a mesmíssima coisa que você pensaria?!
Numa sociedade de pressas e pressinhas, comidas rápidas e rapidinhas, rapidez e a contra-relógio, não há tempo para a compreensão com desconhecidos, mesmo quando os desconhecidos também são iguais a nós! Por vezes, penso que seria bom, que as pessoas vissem as outras como espelhos, tanto quanto se olham a si próprias nos mesmos!
Eu, sou exactamente como você, já estacionei em cima de passeios, segundas filas, passei sinais vermelhos e atrasei-me no pagamento das contas. Já tive dias bons, dias maus, dias mais ou menos e dias assim-assim… tal e qual como você! Será que sou assim tão estranha, má ou diferente?! Não me parece, que o seja tanto mais ou menos do que você o será para mim… Era bom ter tempo para saber perder tempo com os outros, conscientes, que por vezes também são os outros que o perdem connosco!"

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dancing with Myself...


E amanhã vou a casa e quase não me aguento de ansiosa e de contentinha!
Happy, happy, happy...
Vou comer comidinha da mamã, descansar na minha chaise longue, desfrutar de ver a pequenina a brincar no quarto que decorei e preparei para ela com todo o carinho e amor durante meses!
Vou a casa, minha gente, que as ilhas já me são familiares, mas ainda não são casa!
Vou ver o meu Porto, cidade, o meu Rio Douro. Ver as minhas amigas, matar saudades num jantar “cumbíbio” já reservado... ai... que nunca mais é amanhã! Sentir o ar mais leve, sem estes 96% de humidade regular diária e respirar o ar, que me viu nascer a mim, ao meu querido e á minha repolhinha! Desta vez vou tentar trazer umas fotografias aqui para o cantinho... Fica prometido!
Para já, só me apetece dançar... depois de ter passado a noite em claro, num estado mais para lá do que para cá... hoje de manhã acordei cheia de força... e vinguei-me do meu cólon com uma deliciosa sobremesa de bolo de chocolate negro com frutos silvestres... Louca, eu?! Nada disso, só não vou deixar de viver, só porque ele é irritável e facilmente cede ao stress! Enfim, nada como uns bons miminhos da mamã e do colinho da família e amigos, para voltar em força e a 1000/h! Até 2ª...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ooooh Silvia...


Hoje de manhã assisti a um verdadeiro milagre meteorológico... daqueles só mesmo possíveis de ver nos Açores! Antes de sair de casa e para confirmar que não seria necessário um casaco para a minha repolhita, fui espreitar à janela para ver o tempo... estava um sol lindo e já se via gente na praia, entre banhos de sol, mar e algum suor, apesar da hora ainda matutina! Assim, saímos de casa, ela e eu, sem casacos e com ar de sol! Ao chegar à rua, qual não é o meu espanto, quando me deparo com uma parede de chuva intensa, que chovia torrencialmente apenas na zona da estrada e passadeiras e poupava o parque de estacionamento, mesmo em frente e a praia, que continuava solarenga, com os seus adeptos secos, pelo menos os que estavam fora de água e um sol, que continuava a brilhar! Fiquei cerca de 2 minutos, naquela indecisão entre esperar que a chuva passasse ou voltar a entrar em casa para pegar num guarda-chuva! A minha filha, deliciada com as gordas pingas, que inundavam o chão sorria cumplicemente na minha direcção e então, assim como tinha começado a chuva parou! Cheguei seca ao carro, mas a passos largos, porque imaginei que o S. Pedro ainda me quisesse tramar!

Entretanto ouvi no rádio que morreu mais um mito da minha geração! Patrick Swayze. De resto fiquei danada porque tive um daqueles pressentimentos, quando esta semana o meu marido ao vê-lo na televisão disse: “Esse já morreu, não já?”. Grrrr... “Não, está a lutar!”, disse-lhe eu! Mas naquele momento soube, que não seria por muito tempo! E não, não sou bruxa... mas tenho uns feelings momentâneos, que não sei explicar! Tenho pena por esta morte... primeiro, porque sonhei muitas vezes, que um dia ele ainda me ia levar a dançar à chuva! Segundo porque odeio cada vitória que esta maldita doença trava na batalha contra os seres humanos! Não imagino pior doença que esta... que dá cabo de nós por dentro, que não se vê, que não se compreende, nem sequer se sabe porquê... que escolhe as suas vítimas aleatoriamente e que mata sem dó nem perdão... fazendo-nos sumir aos olhos dos que mais nos amam, que impotentes se limitam a ver-nos travar uma luta diária, constante, contra um inimigo invisível, que nos come por dentro! Por isso admiro muito quem luta numa batalha destas e venero quem as vence! Lamento por quem as perde e sinto que perco um pouco de mim junto de cada um deles...

Já em outras reflexões vi-me perder o controle do carro, por causa de uma zona de piso molhado e provavelmente algo “escorregadio” também. Nada de grave... Apenas umas pernitas a tremer que nem varas verdes... as minhas, porque felizmente já tinha deixado a minha filha na Creche! E agora estou aqui... pronta para mais um dia de trabalho, mais um em que o tempo não passa, porque esta semana acabo mais cedo! Vou a casa!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

...em Branco...


Branco.
Em Branco.
A Preto e Branco.
O Branco e o Preto.
A D. Branca.
Deu-lhe uma branca.
Ficou branca.
Branco leite.
Branco gelo.
Branco puro.
Imaculadamente branco.
No meio de tanto branco, pintou um borrão de tinta preta!
Branco mais branco, não há!
Tudo preto no branco.
Branquínho.
Branquelas.
Branquérrimo.
Branco pérola.
Branquear... roupa, os dentes, dinheiro.
As Brancas.
O fim.
O Começo.
O Medo.
A incerteza.
A insegurança.
A desfaçatez.
A timidez.
O Esquecimento.
O Erro.
O Recomeço.
O Espaço.
A Limpeza.
A Pureza.

Cabe tanta coisa numa folha de papel em branco... e hoje nesta, não caberia nada, porque às vezes, um bilhetinho em branco diz tão mais, do que muitas palavras!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sinuca da Vida!


O bilhar, snooker ou sinuca, como lhe chamam os nossos primos do outro lado do Atlântico, é uma bela de uma representação metafórica da vida!
Senão porquê, vejam só:
Cada um de nós vai jogando na sua vez, tentando sempre “meter a bola certa”, se falhar terá que aguardar a sua próxima tentativa e arriscar-se a ver passar a vitória do jogo para o seu adversário.
Mas, por vezes... só por vezes, aquele que está em vantagem mete a “bola negra”. E o 8 passa a 0!
Na vida, como no bilhar, convém sempre calcular a jogada antes de “meter a bola”!
Bom fim-de-semana a todos e boas “jogadas”!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

...o meu reino por um poeta!


Presos por laços semânticos os termos Prosa e Poesia andam de mãos dadas com os conceitos lirismo e prosaísmo. O lírico e o Prosaico opõem-se em semas e em temas. Como tudo na vida, a própria vida em si, pode ser vivida em prosa ou em poesia! Ou seja, temos momentos na vida em que oscilamos entre o prosaico e o lírico, mas na essência a nossa própria vida só poderá ser uma das duas!
Há pessoas que são prosaicas, dadas a longas prosas e a longos discursos articulados, sem actos, nem factos de grandes “versologias” e há pessoas que tornam a sua própria vida num autêntico acto de esforço poético, com grandes rimas, topos e estruturas sistémicas ora de verso livre, ora de verso “preso”.
Conheço histórias de vidas que dariam autênticas epopeias, enquanto outras não passariam de uma alegre quadra S.Joanina, simples em ideias e versos, mas ricas em conteúdo e emoção. Porque não se pense que a grande felicidade só está nas grandes obras poéticas. Assim, como nem tudo o que tem conteúdo se escreverá em grandes romances. Por vezes, a sintetização de um conto é o cúmulo do poder da representação!
Eu, sou uma pessoa lírica e ainda que por vezes me sujeite a uma prosa, que escrevo com ligeira facilidade, tenho em mim guardados a sete chaves os verdadeiros lirismos, que dão cor à minha vida!
No meu sangue, a poesia corre em gotas, torrentes de gotas, que me enchem as veias e que por ser tanta, se escreve, aparentemente em prosa! Mas no final dos meus dias, aquilo que quero é ler na minha vida, a minha melhor “proesia”!
Para uns “amor é prosa, sexo é poesia”, para outros “campanha é poesia, governação é em prosa”! A prosa, para mim não existia sem a poesia, nem a poesia sem a prosa. Assim como não existiria bem sem mal, nem branco sem preto. Mas se me perguntarem onde está “o sublime”, terei que dizer, que em nenhuma das duas, senão que está na junção das mesmas... porque o melhor poema continua a ser, aquele que foi escrito em prosa e a melhor prosa, aquela que foi escrita como pura poesia!
E agora, perguntam vocês, mas porquê tanto trocadilho?! Porquê este banho literário de dialéctica de estilos... e eu respondo... porque sinto a poesia na minha vida a falecer e por momentos pensei, que “trocava a minha vida por um dia de ilusão”, quando me apercebi, que a minha vida está já ela cheia e plena de dias de férteis ilusões.
Não quero só prosaísmo, por favor recita-me um verso, de vez em quando ao ouvido... basta de prosa, quero um dia de poesia!

Nível Pai!


Num dos títulos de revistas com bebés na capa de hoje, li em letras maximizadas: “9 vantagens de ser mãe”! Fiquei curiosa, (objectivo cumprido da parte da maximização das letras), ainda que na verdade apenas pelo facto de não saber quais as nove que seleccionaram... só porque eu, assim de repente me lembro de bem mais do que nove!
Mas a par dessas e porque nem tudo na maternidade são flores e ursinhos, também me consigo lembrar assim de umas quantas desvantagens de se ser mãe. Principalmente de o ser, como eu, e estou certa que muitas outras mães e pais o são, sozinha! Entenda-se sem o apoio da família e alguns amigos ou sequer conhecidos por perto! Que, se hoje em dia já vamos começando a ter um par ou outro deles, dos amigos e conhecidos, leia-se, de início não tínhamos nenhuns por perto... o que nos levou a sentir muitas vezes: verdadeiros pais ilha! Assim, desde que a minha repolhita nasceu, nós, pai e mãe, enquanto casal, não sabemos o que são sessões de cinema, nem grandes concertos ou festas de dance. Não sabemos o que é estar de papo para o ar na praia horas a fio, de olho cerrado a passar literalmente pelas brasas! Também já não sabemos o que é um jantar a dois ou uma saída romântica sem horas nem preocupações alheias aos dois! Engraçado como já não me consigo lembrar da última vez que entrei num bar ou numa discoteca para dançar a noite toda ou encher-me de produtos tóxico menos lícitos! Da minha parte, já não me lembro do que é beber mais do que um copo de vinho branco, acompanhado de um bom jantar... tudo porquê?! Porque não me posso dar ao luxo de ficar de ressaca, ou mal disposta, ou na ronha... porque a minha filha só nos tem a nós no dia seguinte e não tem culpa da mãe ou o pai estarem cansados da borga!
Por vezes, e porque não nos esquecemos nunca, apesar disto, que somos um casal, tentamos ir jantar e levá-la, o que acaba em uma das três hipóteses seguintes: 1. Somos interrompidos por uma birra monumental dela; 2. Ela fica aborrecida e perdida de sono e andamos a jantar a meias e a ficar cada um com ela à vez; 3. Ela adormece e raras vezes temos um jantar sossegado em tom de surdina!
Outra coisa que não é fácil é tentar levá-la a jantar connosco naqueles restaurantes mais “in”, de tendência mais intimista, que se não são assumidamente anti-bebés, também não fazem por não sê-lo, porque por vezes, nem uma cadeira de refeição para crianças têm...
Numa tentativa desesperada da nossa parte, para recuperar algum romantismo, por vezes metemo-nos os três no carro e vamos até ao drive-in do Mac’Donalds e, se a coisas correr bem, das duas uma, ou comemos a refeição no carro em frente à praia com ela a dormir na cadeirinha no banco de trás... ou a deixamos empanturrar-se de batatas fritas, para nos esquecermos por minutos de que ela está ali!
E agora perguntam vocês, casais sem filhos ou alminhas “amaternais”... mas se isto é assim, porque é que alguém no seu perfeito juízo quererá ter mais que um filho!? É que à primeira, cai quem quer! (...)
E eu digo-vos, que à segunda quem quer cai! A verdade é que as 9, ou mais vantagens de se ser mãe compensam em muito essas “desvantagens” e “once you go dad, you never go back”! É como a passagem para um outro nível, como comentava ontem o meu mais que tudo: “Eu já estou no nível Pai, agora não volto atrás!”...

Croniquice 10ª - 10.09.09 - A Equação do Amor


Homem ama mulher. Mulher ama homem. Casam, vivem juntos e são felizes para sempre! Neste problema simples, de resolução aparentemente banal, faltam todas as variáveis, que tornam esta, mais uma, das grandes equações problema da vida humana. É que homem ama mulher, e mulher ama homem, mas muitas vezes não são o mesmo homem ou a mesma mulher, que um ama, ou que é amado! Em semelhantes silogismos, de crescimento exponencial ou linear, muitas vezes é a matemática que nos trama, quando um mais um é igual a outro, ou mais dois ou três! Homem ama mulher, que é esquisitinha que se farta. Mulher ama homem, que é um zero à esquerda e não ajuda em nada! Ou, mulher ama homem, que gosta muito de amar, mas é outras mulheres! Ou homem ama mulher, que não sabe o que é amor! Como estas haveria muitas outras suposições e variáveis ao problema simples inicial! Diziam-me no outro dia, assim em género de confidência, que o amor era só início, quando eu sempre julguei que ele seria um fim! Linhas tortas e travessas meias, levaram o amor para o primeiro lugar e dos fins se fizeram princípios e os princípios desvirtuaram-se! O amor agora anda nas ruas, nas travessas da amargura e está em vias de extinção natural, segundo consta, pois agora é tudo mais do que artificial! Já não há um “Amo-te” e basta! Não... tem que haver sempre um mas... “Eu amo-te, mas... as coisas não são fáceis!”, ou pior, quando um amo-te não tem sufixo, mas prefixos ajustáveis... “Ah e tal... estou num momento complicado, não sei bem aquilo que quero, mas Amo-te!”. E assim andam os corações deste país com bolsos e cabeça em crise, coração apertado e perdidos do sentido da vida. Desculpem se não sei falar da forma como este sentimento é tratado e abordado nos dias de hoje sem ironia ou sarcasmo, mas quer-me parecer que daqui a uns anos, com tanta falta de experiência instintiva na matéria acabarão os nosso filhos a par da Educação Sexual, por ter aulas e disciplinas de Educação no Amar! Não se ensina a amar alguém, ama-se e já está. Não se explica nem quantifica este sentimento, que nasce naturalmente e sem se saber bem porquê e a única forma de conjugar o verbo e realizá-lo é mesmo fazendo-o no gerúndio... amando!