quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Nasci careca. Com um ano tinha dois caracóis apenas no topo da caraminhola. Com dois anos já tinha um vasto ninho de pequenas caracoletas loiríssimas a cobrir-me o tecido capilar. Aos sete, mais parecia que me tinha caído um balde de tinta aloirado no topo da cabeça e depois de cinco anos a levar escovadelas de morte e puxões de cabelo para fazer tranças e totós, as caracoletas viraram ondas! Com 15 anos apanhei com o apelido de Simba, a quem tive direito pela farta trunfa e não pelo ronronar. Aos vinte, lembro-me de ter tido uma paixoneta por um surfista que no meio de uma conversa em que me fartei de lhe ver revirar os olhos, me respondeu: “Desculpa, mas estou a fazer surf, nas ondas do teu cabelo!”. Escusado será dizer, que para mim, essa foi a gota de água, no mar de ondas do meu cabelo e no desenrolar daquela paixão de Verão. Com cerca de 22 arrisquei e pintei de ruivo. Sempre sonhei ser ruiva, misto de admiração, queda infantil, pela princesa Ariel e pela rebeldia da Ana dos Cabelos Ruivos.
Já fui loira, já fui ruiva, de momento estou “castanha”! Sim, porque morena, já sabem, não estou de certezinha nenhuma. A pior mudança capilar que já fiz na minha vida terá sido possivelmente a do pré Natal do ano passado, em que cheguei a casa de cabelo vermelho e passei a época a ouvir comentários do género: “Gosto dessa cor, está natalícia!” ou “Ao menos poupas no gorro”! Enfim… as mudanças são mesmo assim, às vezes correm bem, outras vezes menos bem, mas ao menos agitamos as águas!!! Fizemos correr “tinta” e estamos a fazer história, construir recordações. A duas semanas de fazer 30 anos abri uma janela no tempo para espreitar para o passado! Gostei do que vi, mas fechei a janela. Não quero correntes de ar na sala, nem que me despenteiem os caracóis! Também não guardo especial vontade de voltar à pala de 10 centímetros, nem às repas… próximo objectivo é… a rampa de lançamento para o platinado Lili Caneças! Venham mais trinta!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Olha a bela da declaração de amor...








... palavras. Uma declaração de amor tem sempre palavras! Ora ditas, ora escritas, ora pensadas, ora sonhadas!

Flores. Uma declaração de amor cheira sempre a flores e as flores caem sempre bem no colo do declarado. As palavras e as flores traduzem o sentimento do amador sobre o objecto amado.
Aos meus pais, que hoje fazem 31 anos de casados, desejo muitos e muitos, muitos mais anos de amor, declarações, flores e felicidade!
Porque afinal de contas, a maior declaração de amor de todas, é ter-se a par de muitos anos a somar, uma história feliz para contar!

Esta foi...


... a primeira árvore de Natal lá de casa! Isto, antes dos Açores, antes da nossa filha, antes de antes de antes de antes!

Este ano, será a primeira vez da árvore de Natal cá em casa, nos Açores, depois da nossa filha, depois dos Açores, depois de depois de depois e antes de muitos outros antes! Esperamos! :D

Sei que sou cada vez mais mãe...


... quando a nossa filha nos pede uma "pilinha" para fazer xixi e a nossa resposta, depois da explicação lógica das diferenças entre meninos e meninas, e depois do choro e insistência dela, nós lhe arremessamos com um: "Sim filha, tudo bem, a mãe amanhã manda vir uma, tá?!", "TÁ!".

Acaba o choro, acaba a birra, acabam as respostas inteligentes e lógicas e fica tudo resolvido com uma mentirinha consoladora!

E viva o dia das bruxas, que parece que ainda foi ontem que a vesti pela primeira vez para esta "festinha", de diabinho, com corninhos e rabinho e tudo e tudo e tudo... e hoje a vi entrar pela Creche dentro, de vassoura entre as pernicas, chapéu de bruxa e gato preto e abóbora ao colo. E também nisto sei que sou cada vez mais mãe... porque a deixei entrar e fiquei a vê-la depois à socapa, por detrás da porta, com ar de baba na cara e lágrima no canto do olho. Está tão grande a repolhita... e eu cada vez maior, no amor que sinto por ela! Como será isso possível?!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Shiuu... é segredo! - Amanhã no AO

Jurei! Jurei a pés juntos que não ia ver o novo programa do canal 4 da televisão nacional. Jurei e disse que era ridículo, e que ia ser uma pouca-vergonha, como foi o outro, também disse que aquilo era só gente sem nível, “artistas de nails falhadas e guardas playboys de discotecas decadentes”, lembro-me eu de ter comentado lá por casa. Mas um dia… num zapping muito nocturno, cansado e com os olhos quase a fechar parei no dito programa. Parei e estavam um rapaz e uma rapariga, em amena cavaqueira, falando dos problemas que estavam a ter para lidar um com o outro dentro da casa… e… e fiquei curiosa, pois claro, queria saber mais! Depois, pela conversa, percebei que eles eram um casal e que o segredo dos dois lá dentro era a própria relação… uma relação! Foi assim que tudo começou! Eu, fã de histórias de amor e desamor e um pouco “alcoviteira” de essência, confesso, lá me deixei envolver por aquele enredo: o rapaz, nitidamente mais emocional, ela, mais fria, mais calculista e uma promessa de quebra de relação, perda de interesse e, quiçá, um possível novo envolvimento lá dentro! Bah! Desliguei a televisão e fui dormir! Confesso, até um pouco envergonhada por me ter deixado ficar a ver aquele programa, aquela coisa desinteressante, sem cultura, sem nível. Que vergonha, que vergonha!
No dia seguinte, estava a ver o telejornal, quando saturada de ouvir a palavra “crise” repetida cinco vezes, numa mesma frase, deixei deslizar os dedos pelos botões do telecomando parando num canal novo da programação, o canal que dá o maldito programa da 4, vinte e quatro horas por dia, em directo, com opções de diferentes perspectivas das câmaras e de seguir uma pessoa na casa, e de acompanhar a sua história, a sua evolução no programa… e, descobrir o seu “segredo”! Cedi novamente, desta vez, havia uma discussão sobre a falta de tabaco na casa, e os efeitos disso, e um debate entre fumadores e não-fumadores… enfim… uma devassa da vida alheia. Curiosa, pois bem, talvez até um pouco “cusca”, deixei-me ficar “colada”… aha, eis senão que, o meu marido entra porta adentro e me pergunta: “Ui, então estás a ver isso!?” – Corei. “Hummmm… curiosidade filantrópica!” – respondi sem embargo, continuando: “Pura curiosidade filantrópica! Sabes, acho isto um estudo sociológico do melhor… é como ver humanos num aquário, uma amostra da sociedade real, com condicionantes e agravantes, e ao nosso dispôr…”. “Pois, tá bem… vamos lá almoçar mas é!”. Certo! Fomos almoçar, mas fiquei perplexa comigo mesma. Como que me estranhando. Como era possível, que por vergonha de ver algo tão descomplicado, voyerista e desestruturado, eu arranjasse uma desculpa tão pretensiosa, pseudo-intelectual e descarada!?
A verdade é que ninguém gosta deste tipo de programas, pelo menos, não gosta no sentido de amar, e seguir fielmente, porque isso seria doentio, mas a curiosidade em acompanhar aquela “novela da vida real” e a habituação que criámos nós, enquanto sociedade, em ver a realidade através daquela janela, sem se pensar muito naquilo que se está a ver ou a “consumir”, faz de nós telespectadores cansados da rotina do dia-a-dia e do “ram-ram” da política nacional e da economia mundial propensos a este tipo de “laxantes” televisivos! Eu confesso, que quando me ataca a neura intelectual, mudo de canal e sintonizo nos “segredos”, nesses e noutros, com a única diferença de que me “envergonho” mais de uns do que de outros! Sou humana, e depois, perfeitamente imperfeita me assumo, encaixando-me algures na mediocridade avassaladora, que protege de outras “crises” e deslizes!

SOS OE...


... a grande questão na cabeça de todos os economistas hoje, não é tanto onde poupar, mas como fazer a economia portuguesa crescer?!

Ora... eu tenho uma pergunta, se nós, populaça, nos pouparmos nas compras, se pouparmos nas saídas, se nos contivermos nas férias, se não nos endividarmos, se não produzirmos porque não temos empregos, se recebermos ordenados de miséria, se continuarmos com ambições de primos pobres da europa e do mundo... será que é assim que a economia portuguesa cresce!

Digam-me da vossa sentença "engrúmes" desta vida, é assim que se faz crescer Portugal?! É a lei dos opostos "all over again", ou a lei do contrasenso, no seu auge, no País à beira-mar plantado?!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ai a crise...


... porque é que nós mulheres temos estas ânsias, estas febres, estes ímpetos consumistas... mesmo em alturas pouco próprias?! Tenho que me aguentar... tenho que me aguentar!!! ;P

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vai uma colher de xarope vitamínico...


Tenho andado em baixo de forma... depois de uma semana de gripe e três dias de enxaqueca e mais umas viroses da repolhita... esta semana estou sem baterias! Totalmente derrotada! Dói-me o corpo, estou sem ânimo, sem alma... e a contribuir para tudo isso junto... faço 30 anos daqui a pouco menos de um mês! Acho que estou numa espécie de "rebound", num repensar de várias situações, numa análise em flashback dolorosa e algo turva de momentos e fases e perspectivas de futuro. Estou preocupada, ainda para mais as perspectivas com a crise económica nacional e mundial, não me dão larga margem de manobra!

Não sei bem o que se passa... devo estar a precisar de vitaminas...


... volto já!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A minha opinião sobre a crise...


… e sobre o Orçamento de Estado e sobre as medidas de austeridade e os tempos difíceis que se adivinham, and so on, and so on… sim, porque não vivo na LaLaLand e também sofro com as consequências da crise que se instalou e das incertezas dos mercados e da sociedade de consumo, que me fez de ninho e berço!
Sem qualquer base de sustentação política ou estudo de mercado feito, e ainda com parcos conhecimentos da economia mundial.
A minha opinião é que: desta vez ninguém escapa e como sempre, quem mais paga é o mexilhão! Mas em crise já eu vivo desde que entrei no mercado de trabalho, na crise de uma sociedade de consumo, capitalista, em que todos vivemos a ilusão de que quem mais pode é quem mais tem e que a felicidade está à distância de quatro dígitos no cartão de crédito!
Pagamos agora todos juntos a factura gorda, que foi mais de alguns, mas pagamos todos juntos, pois a permissividade no endividamento das contas públicas foi de todos nós, sociedade apática e desinteressada do bem e do investimento público, que não quer saber, só para não ter que se chatear e fecha os olhos, e desvia e crítica, falando de alto, sem agir, para não agitar águas, para não se molhar também… ou então, aguardando a sua própria vez… para molhar o bico, também!
Somos todos culpados, uns por acção, outros por falta dela e tantos ainda por cumplicidade ignorante!
Se é poupar que me assusta?! Não! Se é não gastar tanto?! Tampouco! Muito mais me assusta não ganhar, não ter, não ser capaz de mudar nada! E mais ainda: não confiar completamente nesta classe de governantes, que traz as soluções sempre depois da “casa roubada” e sempre sem certezas de que irão ou não funcionar!
Não há messias, nem grandes salvadores da economia da pátria, é certo, mas seria bom, por uma vez que fosse, que estes senhores não fossem sempre os portadores das más notícias, que nos afectam sempre muito mais a nós, do que a eles!
Cá em casa, já estamos em crise há muito… mas a austeridade instala-se a partir de agora. Se nos valerá de alguma coisa?! O pior, é que acho mesmo que não!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"We'll always have Paris" - Será?!


Estou com uma dúvida existencial... será que uma verdadeira história de amor, só o é, se acabar bem!? E como é que nós sabemos, quando uma história de amor acaba de verdade!? Será a morte o único ponto final deste tipo de histórias!? E quantas vírgulas e reticências podemos acrescentar numa?! Assim de repente lembro-me de Casablanca, Moulin Rouge, Dr. Jivago e África Minha... quatro dos meus filmes favoritos... and I can't help but wonder!!!

Eu sempre acreditei que uma história de amor só o é se o final for "e foram felizes para sempre", mas será que isso é mesmo final de uma verdadeira história de amor!? Ou só um arrematar apressado de uma história com falta de pontuação, recursos estilísticos e imaginação que nos valha?!


Parto gripada e pensativa para um fim-de-semana que se espera de paz e amor!

(Pelo menos, assim o desejo!)

Então... bora lá desejar-vos a todos um FIM-DE-SEMANA EM GRANDE!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Um toque de humanidade e dois pingos de esperança

Dos momentos televisivos mais importantes e marcantes a que assisti na minha vida, constam os ataques às Torres Gémeas e o resgate dos mineiros chilenos. Sem sombra de dúvida, dos momentos mais genuínos, arrepiantes, asfixiantes e absorventes a que já assisti na caixa mágica, que é a televisão. Nestes dois momentos distintos e em tudo tão diferentes guardo uma sensação comum: a de que o Homem é um pequeno enorme ser. Pequeno à escala de um Universo infinito e enorme na força que guarda em si, na esperança, na emoção… no sentir a vida! Numa das cartas que um dos mineiros enviou à sua família, aquilo que mais emociona é ler algo como isto: “ Não imaginam a dor que é, estar debaixo da terra e não poder dizer que se está aqui, vivo!”.
De resto, este resgate dos mineiros chilenos, traz à luz do dia a história de 33 homens a 620 metros abaixo da superfície, com dramas e enredos, que vão desde nascimento de uma filha, a um pedido de casamento 10 anos depois, a descobertas de amantes e relações ilícitas, que os esperavam à superfície, lado a lado com esposas e mães e filhos e amigos e família.
Numa das imagens que se pôde ver na tv, a que até o jornalista prestou homenagem, inibindo-se de a comentar, via-se o interior do túnel e um troço da subida que os mineiros tiveram que fazer… arrepiante foi a palavra, o isolamento, a escuridão, toda a esperança daquele e de todos os outros Homens, que assistiam, que o esperavam, que aguardavam a sua vez… e o silêncio. Um enorme silêncio.
Um acontecimento histórico, uma história de heróis, não só os mineiros, mas todos os que ajudaram e acreditaram no salvamento deles… um verdadeira lenda viva, que só prova que a vida não pára de nos surpreender e que o ser humano é realmente fantástico.
Mas esta história é também uma ode aos verdadeiros valores da vida… pois só na ausência de coisas como a luz, o conforto, o amor, o contacto humano e a liberdade é que nós as sabemos de facto valorizar! Tudo isso e mais uma coisa, um pormenor, em tudo tão pouco, em tudo tão tudo: a saúde! E só quem pena pela falta dela saberá o valor que ela tem!
No dia em que fiquei a conhecer o drama destes mineiros chorei, não consegui evitar, tenho lágrima fácil e a compaixão faz parte do meu carácter! Hoje chorei outra vez… não um choro convulsivo ou descontrolado, mas o choro da sensação de empatia, um choro emotivo e sem explicação certa, talvez apenas um choro por saber que com tantas diferenças que nos separam a todos, nestes momentos nós somos humanos, todos iguais!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Souvenir...


... de um fim-de-semana bem passado... já parece que foi há "canos"! Mas apeteceu-me!

Kit Azorian Proud para menina!


... o da minha, já cá canta! LOL

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Medos, princesas e sorrisos - Amanhã no AO

(Para ela e por ela, como não podia deixar de ser)


Já me tinham avisado, que os três são a idade das birras, dos medos, dos pesadelos, mas ainda assim custa tanto ouvir sair daquela boquinha um “tenh'medu”, assim, do nada, inesperado, imprevisível, amedrontado. Dá vontade de voltar a colocá-la dentro da minha barriga para que não sinta medo de mais nada, nem de mais ninguém. O mundo pode ser mesmo assustador… e daí que me sinta ainda pior quando ela expressa o seu medo, porque eu própria também tenho medo, por mim, por ela… enfim! Se o medo é do escuro, como ontem, a única coisa que me resta fazer é acalmá-la… levá-la para longe deste mundo real que assusta e contar-lhe uma história, vestir a realidade de uns pozinhos de perlimpimpim e partir com ela para um mundo, em que quem manda é uma simpática e amigável princesa, com o nome dela, com três companheiros que a seguem para todo o lado, os seus três animais preferidos: um cavalo, um cão e um gato… a quem dei os nomes de Botinhas, Pantufas e Peúgos, pouco originais, inspirados apenas naquilo que tinha acabado de ver no quarto. A história que lhe contei ontem envolvia um bolo com capacidades, supostamente mágicas, inspiradas numa especiaria que adoro, a canela, e que segundo a princesa com o nome da minha filha, ajudava toda a gente a sentir-se mais feliz! Os quatro amigos comeram o bolo e partiram felizes para um passeio no prado, onde encontraram a vaca Cornélia, que lhes contou acerca da tristeza da ovelha Clotilde, cuja camisola favorita tinha sido estragada pela chuva.
(Esperem… não desistam ainda de continuar a ler, como em todas as boas histórias, também esta tem uma moral para miúdos e graúdos…)
Os três amigos lembraram-se então que o bolo da princesa poderia ajudar a ovelha Clotilde, mas a princesa já não tinha mais canela! Nada de grave, porque revelou-lhes a princesa, o ingrediente “mágico” podia ser substituído por outros não menos especiais… perguntou a cada um deles qual era a sua iguaria preferida e foi juntando à base do bolo caramelos, chocolates e açúcar. Levaram o bolo à ovelha, que saiu da tristeza em que estava inundada, não pela doçura do bolo ou especial ingrediente que ele contivesse, mas pelo acto em si. A princesa tricotou uma nova camisola para a ovelha e todos se rejubilaram ao ouvi-la balir de feliz! Moral da história: neste mundo (real) como no outro (da fantasia), os pequenos gestos fazem uma grande diferença e às vezes o véu da tristeza, pesado fardo para aquele que o carrega, é facilmente levantado por quem com genuína amizade se aproxima de nós.
No fundo, a melhor forma de acalmar o medo que vive em nós, que é normal, natural, saudável e até de algum modo benéfico, é mesmo lembrarmo-nos que no meio de tanto mal, ainda há algum bem… e que o sorriso continua a ser mesmo o maior quebra neuras paquidérmicas e depressões glaciares conhecido até ao momento, capaz de subtrair ao maior medo algum desconforto. Quantas vezes não ficou com enxaquecas por falta de uma boa gargalhada de descontracção muscular?! Não subestime o sorriso, nem o bem que ele faz, a si e a quem o rodeia. O que me leva a pensar… se como eu, você já sorriu hoje?! Se ainda não o fez, deixe-me dizer-lhe que é tão indispensável à sua saúde como comer, beber ou medir as tensões. Vá lá, não custa nada… na verdade é bem mais fácil do que franzir o sobrolho ou grunhir. 1, 2, 3… agora é a sua vez!

OUTONO...


... cai a folha, mas o estilo: NUNCA! Adoro... echarpes, pashminas, cachecóis, lenços e quase tudo o que se possa usar ao pescoço!



Esta é a minha colecção... e a vossa!? uAHAHAH!

oUTONO, aqui vou eu!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tuning Out!


O projecto Rádio acabou!
Depois de três direcções de produção diferentes, de alguns rumos e muitas navegações sem rota, eis que mais esta página se virou!

Da experiência ficam muitas aprendizagens, algumas recordações felizes e uma confirmação:
Eu até posso não saber sempre aquilo que quero, mas sei bem demais aquilo que não quero!

E é isto, estou uma adulta feita... a caminho dos trinta, com aspecto de 18 e mentalidade de 40, se faz mó a muita gente?! Aposto que sim!
Se podia ser diferente?! Poder até podia... mas é como diz o outro: Não era a mesma coisa!

A quem me ouviu, acompanhou e apoiou em mais uma aventura: OBRIGADA!

Elogio da diferença - no AO

Lá em casa somos três, em tudo tão diferentes! O mais comum é que antes da hora do jantar, à custa da maldita da televisão, já esteja o caos instalado… ora porque um quer ver o jogo, ora porque outro não quer ver as notícias, ou porque a pulga, que já pensa que manda, acha que o Barney e o Noddy são os reis da programação em horário nobre da TV. Isto é só um exemplo, de muitas das diferenças que pululam num mar de divergências diárias lá em casa. Ele só gosta de um par de sapatos, eu gosto de ter sempre mais um do que mil, ela só gosta de andar descalça. Mais de metade do guarda-roupa é meu e o que resta, é das trilhentas camisas dele, todas nos mesmos tons. Já perceberam que lá em casa as coisas não seriam propriamente fáceis se não convivêssemos todos pacificamente ao som de um “I say tomatos, you say tomátos”…
Existem muitas vantagens em aprender a conviver bem com as diferenças, nomeadamente ficamos mais ricos, mais conhecedores de várias coisas, que por nossa livre e espontânea vontade ou iniciativa, provavelmente, nunca teríamos vindo a conhecer. Outra coisa boa de conviver com pessoas diferentes de nós, é que essa convivência e o processo de aceitação são garante de quebra de monotonia.
Eu gosto de doces, ele de salgados, ela de tudo. O que se passa lá por casa é um mini retrato do que representa a nossa sociedade um “melting pot” de diferenças de gosto, de atitude, umas vezes mais culturais, outras mais individuais.
A vantagem de se lidar com a diferença é que a própria aceitação da mesma faz de nós pessoas mais adaptáveis, mais flexíveis… um pouco como a água, que se vai adaptando ao caminho, mas ainda assim conseguindo sempre deixar a marca da sua passagem.
“O que seria do mundo se todos gostassem de amarelo?”, ouvimos nós com frequência. E a questão é mesmo essa, o segredo para a resolução de conflitos, tensões e celeumas, que surgem da existência de diferenças ou divergências é esse mesmo: é que ninguém precisa de gostar da nossa diferença. Basta que a aceite. E assim, num gesto de modernidade e inteligência tão simples como este, a tolerância, se teriam evitado guerras e mortes e mágoas… tanta mágoa, dor, vergonha e trauma advém desnecessariamente da não-aceitação da diferença! Toda ela, perfeitamente evitável, com uma boa dose de aceitação, tolerância e respeito.
Mas a questão da dificuldade na aceitação da diferença ou no exercício da tolerância é mesmo a parte do respeito, pois numa sociedade em que vigora uma nítida ditadura do “Chico-esperto” é difícil fazer as pessoas perceber o verdadeiro valor do respeito… na rua, no trabalho, em casa! Lembro-me a propósito disso de um conselho, recomendação, que a minha mãe me segredou no dia em que me casei… é que o segredo de um casamento feliz, não assenta só no amor e na paixão, que são passíveis de erosão do quotidiano, mas sim, no respeito. No aceitar e tolerar de diferenças naturais, que surgem inevitavelmente ao longo do tempo e que sem respeito não serão nunca ultrapassáveis, toleráveis ou passíveis de resolução. Porque respeitar não quer dizer que tenha que se gostar, ou concordar, mas prova que somos capazes de ter “jogo de cintura” suficiente para driblar a bola da vida, sem termos que nos vergar. Se é difícil respeitar sempre tudo e todos?! “Nim”! Umas vezes mais do que outras, mas na maior parte das vezes, esse será mesmo o melhor caminho a seguir. A diferença enriquece-nos enquanto seres humanos, unidos todos por qualidades de ser. E agora digam-me lá, se o maior elogio que se pode dar alguém é ou não é um simples: “ Tu és única/o”?! Eu não me cansarei nunca de o ouvir, e no dia, em que me deixarem de o dizer… então aí sim, preocupo-me, porque para além de aceitar a diferença, a verdade é que… eu gosto mesmo muito dela!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mulher a 1000...


... com menos 28 aninhos!

domingo, 26 de setembro de 2010

À primeira qualquer cai...

Sentada no chão, a minha filha canta a música “ O meu chapéu tem três bicos” e eu em pura contemplação, penso no bico-de-obra em que me meti. Sim, porque há sempre aquele momento, aquele instante do meu dia, em que eu acho que talvez não soubesse bem no que me estava a meter quando decidi ser mãe! Ele é um sem-fim de noites sem dormir, uma preocupação chata que só não me faz cacarejar de mãe, porque me controlo com todas as minhas forças, e depois, depois… umas ganas inexplicáveis de ter mais um, seguidas de uma falta de coragem paquidérmica, que me leva a suores nocturnos só de imaginar que um dia isso pode mesmo acontecer.
E assim vive uma mãe, num estado de “esquizofrenia maternal”, como alguém o definiu um dia. E depois vêm as contas, e depois os atrasos nos salários, e depois as ementas da semana, as prendas de aniversário, as festinhas e reuniões, os compromissos e o conciliar de agendas, a mudança do óleo do carro, abastecer de combustível, pedir favores, pagar favores, fazer provas chatas e burocráticas para a segurança social (para receber 11 euros de abono de família), as chamadas chatas, os fretes sociais, os compromissos na esteticista, a actualização de saber… e depois de tudo isso, às vezes, lá venho eu algures no meio de tudo isto. Utópica, sonhadora, descomprometida, desapegada de uma realidade “castradora” para quem sonhou um dia, como eu, ter uma família à moda antiga, com filhos à mesa, como pulgas no pêlo de um cão. Não é fácil ser consciente. Nada fácil, digo-vos desde já. É muito mais fácil pensar que tudo se resolverá por si e que se a coisa correr mal, “olha logo se vê”. Mas as coisas não são bem assim, riscos desses correm-se com ligeireza na política, mas não na vida real.
Acho tão aborrecida esta coisa de se ser adulto, de se ter constantemente que passar uma imagem, nem sempre nossa, mas aquela que temos que ter, no trabalho, na sociedade, na família. Tenho saudades da rebeldia infantil, que nos permite dar uns belos gritos e uns pinotes e dançar à chuva sem julgamentos. Saudades do tempo em que podia andar descalça pela casa, sem ter que me preocupar se a miniatura de mim, que tenho lá em casa, me vai imitar e arranjar uma bruta amigdalite à custa disso, que me levará depois a mais um sem fim de noites sem dormir e preocupações galináceas, e mais uns dias de atestado e mais umas contas de farmácia e de pediatras, sim… porque nestas coisas, a bela da “virose” nunca se resolve à primeira! Pois, não sei… é que ter filhos é assim, mais coisa, menos coisa, como jogar à “cabra-cega”… vai-se tacteando, tacteando e quem sabe, um dia lá se acerta!
Lembro-me tantas vezes de ficar aborrecidíssima com a minha mãe quando ela me dizia, que se não fosse pelo meu pai, ela nunca tinha tido filhos. Eu não percebia, amuava, fazia pirraça, sabia que ela gostava de mim, claro… mas não percebia o fundamento de não se querer ter filhos. Principalmente porque a filha em questão, era eu. Mas o ciclo da vida é mesmo este, é ser filha da mãe e depois, mãe da filha, ou de filhas. Percebo quem não queira ter filhos, principalmente as mulheres, porque perdoem-me os homens o egoísmo, mas apesar de todos os avanços do século a parte física, biológica e hormonal da maternidade continua a ser toda da nossa inteira responsabilidade. Já para não falar nas desvantagens que uma mulher com filhos tem em relação a outras no mundo profissional… mas não vamos sequer por aí… a mim, o que me espanta mesmo, é que alguém como eu, mesmo sabendo de tudo isto, tenha por vezes laivos, essas ganas de “ir ao segundo”… é que a estas coisas se costuma aplicar uma máxima mais do que conhecida: “À primeira qualquer cai, à segunda, cai quem quer”. E, de modos, que esta semana é isto que ocupa o meu pensamento… o eterno dilema de nunca se saber a resposta para certas e determinadas questões da vida!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Houston, we have a... weekend!

... e sim, adorava ir à praia, apanhar o sol que não apanhei neste Verão, sentir o calor na pele, que era uma consolação... mas, não! Não... comecei o final de semana com um telefonema da creche, a mais pequena está com febre! Oh sim, oh yes... yet again! E aqui estou eu, com mais três toneladas de preocupação maternal no pêlo... e porque é que não consola nada ouvir pela enésima vez: "Mas Sílvia, isso é normal, os miúdos pequenos apanham montes de viroses!"... Pois é, mas porque raio é que a minha apanha com montanhas delas por ela e pelos outros miúdos todos?! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Pronto. Já passou.
Vou dar mais um colinho e passar mais um fim-de-semana de molho!
Nos entretantos ponham lá uma velinha por mim aos vossos santos padroeiros, que os meus já se queixaram do odor a vela queimada!
Beijufas e pantufas para todos...
FUI

Um dia assim... (Esta semana de volta ao AO)

São sete da manhã, o relógio toca… bom, não é bem o relógio, é mais o despertador do telemóvel, porque o relógio é digital e o seu despertar irritante. Não gosto de acordar cedo, nunca gostei, talvez por isso sempre tenha tido empregos que só me obrigavam a acordar depois das nove. Também tive a sorte de os ter sempre perto de casa, ou relativamente perto… mas hoje, vou para o outro lado da ilha, que não é longe, mas que com o despertar às sete já não me permite tomar o duche que se impõe para acordar. Adio mais cinco minutos, ora se não tomo banho e não, mais vale dormir mais cinco minutos, e depois mais cinco e com cinco mais, já dormi um quarto de hora, não integral, mas interrompido, que tenho sempre que acordar de cinco em cinco minutos para o adiar mais um pouco. Acordo, levanto-me, ao passar pelo corredor sinto o respirar sereno da minha filha que ainda dorme tranquila. Cruzo-me com o meu marido na casa de banho, faço a higiene matinal necessária, visto qualquer coisa ao acaso, despeço-me com um beijo breve e saio de casa a correr, com sacos e tralhas e chaves e sem moedas para tomar café. A manhã passa assim, entre umas horas de trabalho, um duche antes de almoçar, um almoço a correr e a tarde instala-se no meu dia, acompanhada por uma enxaqueca daquelas, que me faz doer as temperas, até ao ponto de me deixar a lacrimejar e bocejar num sem fim de agarra a cabeça e pena, pena, pena… é um dia normal, tirando a enxaqueca, que não aparece todos os dias! No cair da tarde, o dia começa para mim, vou buscar a minha filha, recebo um abraço saudoso, juntamente com os recados do dia… uns dias com queixas de mordidas, uns dias com quedas, uns dias com neuras… mas sempre, sempre com ela nos braços, porque por pior que o meu dia tenha sido, o melhor de todos eles é ela! Por vezes, a seguir a isto, temos compras a fazer, outras vezes, vamos directas a casa, e pouco tempo mais temos para um banho, algumas brincadeiras e jantar! E depois… depois ele chega. E quando ele chega a casa, o mundo todo cai-me nas costas e eu deixo-me cair nos braços dele. E quando me pergunta, como foi o teu dia… os momentos que se seguem valem mais do que horas de psicanálise e terapias sem fim.
Quando me perguntam, por vezes, porque é que uma “miúda” tão pouco convencional como eu, sucumbiu assim à tradição mais “retrógrada” da história, o casamento, eu nunca me lembro destes momentos assim, mas respondo sempre que se não fosse com ele, não teria casado com mais ninguém… e acho que a verdadeira razão que leva alguém a casar com outra pessoa é mesmo essa, sem mais histórias, nem argumentos, nem tretas… só isto: a certeza de que se não fosse com esta pessoa, não seria com mais ninguém!
Não me peçam para explicar porque decidi casar e não apenas juntar-me, acho que isso, até hoje não sei bem explicar… o que me pareceu no momento em que ele me pediu em casamento, é que não havia, naquele momento, nada que eu quisesse mais do que isso, o que, para mim, neste momento, continua a fazer todo o sentido!
Se é difícil estar casada?! Não acho. Não acho mesmo, pelo menos não mais, nem menos difícil do que é manter uma relação com alguém, com a certeza diária, de que, aconteça o que acontecer, o meu final de dia acabará sempre da melhor forma, com ele a entrar porta adentro e eu a sucumbir a mais um dia de luta, de vida, amparando-nos os dois, um no outro, aconteça o que acontecer!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NO AR!!!


... e então?! Há discos pedidos?!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Planeta Blogger chama Mulher a 1000!!!


Fui a casa! Matei saudades e enchi o saco de mais umas toneladas delas, que trouxe comigo de volta para a ilha! É sempre assim, e não adianta dizer que com o tempo a coisa melhora, que não melhora mesmo nada!

Na semana passada não escrevi croniquices no AO, pedi dispensa! Tentei, tentei, mas não consegui... é um risco que se corre, quando se escreve do coração para a mão, e ele nos amua nela não querendo comunicação...


Trago uma enchaqueca comigo desde domingo, que me tem andado a atrofiar o juízo, juntamente com este tempo da ilha de S.Miguel, que não ... nem sai de cima! Que karma!


Continuo na rádio, todas as manhãs, agora sozinha na locução de um programa, que já teve três directores de programação diferentes, um generalista, um comercial e um "nostálgico para o povão"... sim, assim se faz rádio no meu país! Eu, ao sabor da corrente lá vou fazendo como melhor sei, mas confesso que se de natureza já sou adversa à mudança, com mudanças destas em tão pouco tempo dão-me ganas de me pirar de lá! Ainda assim, porque já fui picada pelo "bichinho da rádio" vou-me aguentando, na esperança de melhores dias e projectos que me façam arribar a crista!


Na crista da onda continua por cá a mais pequena, que está linda que dói, fala como um papagaio, mas com pronúncia da ilha e nos derrete a cada instante! Este fim-de-semana, fizemos o seu primeiro lanche pic-nic... enquanto ela se deliciava de iogurte na mão a ver os bambis, perguntei-lhe: "Estás a gostar do pic-nic?", ao que ela responde com ar de baralhação: "Mas mãe, eu não vi o cuco no pico!!!"... Pois, já me tinha esquecido como custa esta assimilação de conceitos novos na massa cinzenta dos nossos jovens infantes! No final do dia, ainda assim, consegui extrair dela um: "o nico pico é fixe!".


Estou bem, tirando as enxaquecas, mas com saudades da vida de blogger! Sempre que me tento actualizar nos "mundos" que conheci por aqui, fico sempre assim, com saudades!


A todos vocês um grande "Hello, i'll be back", não sei bem quando, mas Hasta la vista!!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

E depois de uma semana de 31 dias...


... e um mês de 365 anos... aqui estou eu, com o cansaço de três séculos e uns dias nas costas, com um looooongo dia de amanhã pela frente, com direito a dentista, esteticista e tudo... e com a miúda a chocar mais uma virose! Há lá fim-de-semana que me valha?!


( Vou começar a rezar agora... será que ajuda?!)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ditadura de salto alto - HOJE NO AO


Mulher não ressona, ronrona. Às vezes o ronronar é mais rouco, mas nunca ressona! Nunca. Mulher não arrota, sorri para dentro. De preferência, se o sorriso se ouvir, a mulher diz “Santinho”! Mulher não assobia. É Feio! Se assobiar, fá-lo quando estiver sozinha, a alto e bom som, de forma tão violenta, que da próxima vez que se lembrar de o querer fazer, ainda lhe doam os lábios. Quando for para a mesa, os cabelos estarão alinhados, de preferência apanhados, as costas e ombros tapados e as mãos bem lavadas. Tão importante como lavar os dentes depois das refeições é não os mostrar a torto e a direito quando se ri. E assim eu fui formatada a pensar, pelas minhas avós, que querendo o melhor de mim, me ditaram regras e estatutos do comportamento da mulher “de bem”. Portanto, ditando-me o manual da ditadura de salto alto.
Mulher que é mãe sobe automaticamente para o nível 2 da ditadura do salto alto, ganha extras que lhe permitem dizer coisas como: “de sopa não se gosta, come-se” ou “ não é já, é agora!”. A maternidade a isso obriga! A educação é coisa complicada, e cedo se prova que a democracia, pode ser eficaz, mas a ditadura surte efeito mais rapidamente.
No mundo dos homens, muitas são as vítimas desta ditadura de rabo de saia. Vitimizados por violências verbais como: “põe a mesa” ou “será que podias ajudar aqui?”. Enfim… um sem fim de actos ditatoriais, que mais não servem do que o ideal de perfeição da mulher. O cosmos aos nossos pés! Antes fosse!
Mas esta ditadura não obriga, as líderes são maternais, amantes, sensíveis e deixam-se ferir por sensibilidades de “sola de sapato” sexistas, que não vêem a igualdade de direitos como bem adquirido, mas como bem… a ver se vamos ter!
A verdade é que, por muito cruéis que possam parecer estas regras e ditos em tom agudo, não há crueldade maior do que aquela que foi infligida às mulheres, séculos a fio. Não é o tom de voz da mulher que incomoda muitos homens, com “h” pequeno, nem tão pouco o conteúdo daquilo que ela diz…
… mais os incomoda, o facto de ela dizer! Era tão mais fácil quando elas tinham que estar caladas! “Mulher só fala quando interpelada, e se tem dois ouvidos, mas só uma boca, é para ouvir mais do que aquilo que fala.”. “Mulher é ardilosa”, claro está, que melhor defesa terão os homens do que esse ataque secular?!
Pois, Eva, bem nos tramaste! A fundadora da ditadura de salto alto foi ela, que mesmo sem salto obrigou Adão a trincar a maçã do pecado… e depois… depois o resto é história! Agora, a mulher, grande culpada pelo mal da humanidade carregará para sempre o castigo de um preconceito enraizado, que leva os homens a singrar por título e as mulheres pela força do punho… mas amigos, isto muda! E não é já… “é agora”!

EXTÂSE!

Estou em extâse... um novo livro do Mario Vargas Llosa sai em Novembro... para nós só para o ano... mas não caibo em mim de contente!
Quem já leu "Travessuras da menina má" saberá porquê!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Querido Pai Natal,

antes que digas que já fui tarde demais... aqui fica uma sugestão para me deixares no sapatinho...
(Não cabendo dentro, podes deixar ao lado... ah, e já agora, não sou esquisita com datas, afinal de contas, o Natal é ou não é quando um homem quer?!)


Your's truly,
Mulher a 1000!

Chamadinha rápida...


Limpei a cara ao blogue... está mais legível e apetecível neste look mais "clean"! Não sei bem porquê, mas sofro desta patologia, de me fartar rapidamente do mesmo "embrulho". Portanto, o conteúdo mantém-se, mudaram-se só os "exteriúdos"!
No mundo da Mulher a 1000 a vida rola, "xuxu beleza", aproveitei a pausa, durante a qual espero que a sopa da mais pequena fique pronta ( sopinha de batata, cenoura, frango e alho... o básico vitamínico, portanto). Mas a pausa é breve... porque agora tenho que descansar dez minutinhos antes dos habituais: "não ké xupinha" ou "exa papinha num péta"... e o incansável "num góooooto dixuuuuu.... uaahahahahahahhaaaaaaaaaaaah!". Agora dá-lhe para isto... a minha resposta?! Sempre a mesma: De sopa não se gosta, come-se! (Toma, embrulha e leva para casa!) - Quem diria que ao fim destes anos todos me tornaria numa "dessas" mães! Estou irreconhecível!
Enfim, 1,2,3 colheres, inspira, expira e voltamos à carga!
Bom, e depois desta brevíssima saio daqui a xispar, com esperanças de voltar amanhã, talvez quiçá!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Verão, verão... Haverá maior contradição? - no AO

Acho piada ao Verão... especialmente a este Verão esquisito que se faz sentir por bandas de S. Miguel. Acho piada por vários motivos, não é que goste sempre, mas acho-lhe piada!
Vejamos, todos os anos por esta altura, mais coisa, menos coisa, quando o calor começa a apertar e as roupas a diminuir, eu desenvolvo um complexo recorrente típico de preguiça na árvore, que me recorda as dietas que eu não fiz, as idas ao ginásio a que me baldei e uma coisa lixada, o facto de que o passar dos anos puxa para cima na idade e para baixo em tudo o resto! No Verão, e à falta de maior trapo que nos tape, não há ponta que não se veja de gordurinha localizada, prega nr. 4, 5, 6 e por aí em diante, ou então asneira alimentar do acumular de calorias de inverno, que à falta de hibernação, não se gastando, deixamos acumular. Há muito quem prime pela auto-estima excessiva, e achando-se no direito, de usar tudo o que vê usar nos outros, e gostando, peque pela falta de dois tamanhos acima, ou um par de olhos na retaguarda! Enfim... escusado será dizer, que as “tangas” só são para quem as quer! Mas até nisso eu acho piada ao Verão, porque gente que se cobre de mantos no Inverno, chega ao Verão e não tem pudor que lhe valha!
Ainda assim, e logo que o frio do Inverno se começa a evaporar no ar, a vontade de expor a pele ao fresco impera e a mim, aquilo que mais não são os ataques “fashionísticos”, nem a falta de “linha”, que como diz uma amiga minha: “não podemos ser perfeitas, mas podemos comer perfeitamente”! No Verão, aquilo que mais me aborrece são os comentários ao meu tom de lula... portanto: pálido, branco! Ora, de acordo com os genes que herdei, melanina não é rainha na minha pele, isso, aliado ao facto de o inverno não ser propriamente pródigo em “escaldões”, faz com que frequentemente, gente que não conheço de lado nenhum me brinde com comentários do género: “Ai que estás tão branquinha... e rónhónho!”, “Branco mais branco não há... fon fon fon!” ou uma das pérolas da coroa: “Olha lá ó nina, o sol não brilha no teu hemisfério?”.
Bom, escusado será dizer que este tipo de “bocas” já me incomodou mais em tempos do que actualmente, pois se há coisa que eu aprendi neste meu pouco tempo de vida é que, mais ridículo do que ser, é querer parecer! Portanto, se sou branco pérola de tom de pele natural, escusam de me lembrar do dito... nasci assim, vejo-me todos os dias ao espelho, uns dias mais do que outros e portanto, estou convencida... nada há a fazer! E eu até gosto de ser assim! Puxa, afinal de contas, é isto que eu sou! Mas há sempre uns marmelos armados ao pingarelho que acham imensa piada em lembrar-me do meu tom de pele, alto e bom som, como se a vida deles dependesse disso. A essas pessoas, normalmente, mostro a “carapaça” da minha indiferença ou então, respondo... depende dos dias! Não posso transcrever aqui algumas das respostas que já dei, lamento, pois se nessas alturas a indignação me turva o palavreado, aqui não me convêm transcrições de puro vernáculo popular. Ainda assim, escuso-me de aceitar que só a bela de solário tenha direito a arejar a pele... mas esta é outra das razões porque acho piada ao Verão... é que se vocês sonhassem o que algumas passam para parecer mais do que o ser, ficavam de cabelos em pé! Ainda está para vir o dia, em que arrisque a troca de um melanoma por melanina! Como diria o outro: “Jamais Salomé!”
Assim, o meu recado para hoje é breve: sejam quem são, no Inverno como no Verão! Acreditem em mim, não haverá melhor resolução! Tenho dito.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

"Puro Açores"

Lá ao fundo tocavam os The Gift, enquanto a Sónia Tavares cantava, com aquele vozeirão que só ela, as "Maravilhas dos Açores", com uma remake da "Pure" a celebrar as 5 Maravilhas destas ilhas... mas no nosso espaço de diversão a preocupação foi outra:
as pipocas estavam quase a acabar... aaaaaahhhh...
Isto sim, é "puro" e a cores!!! ;)


P.S. - Reparem na mãozinha marota no lado direito da foto... LOL

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Mães de férias, mas sem folgas... - no AO

Li algures as conclusões de um estudo que indicava que 80% das mães que tinham acabado de regressar das suas férias, com as respectivas famílias, admitiam precisar de mais férias depois disso. Algumas delas, chegavam mesmo a admitir que preferiam a rotina do dia-a-dia do que o cansaço de ter que lidar com as mudanças de humor, resultantes das alterações de rotinas dos filhos, excesso de actividades e energias e a responsabilidade acrescida de ter que controlar tudo desde o novo espaço, às refeições, etc, etc, etc. E se não compreendi de imediato os resultados e conclusões do estudo, assumo desde já a minha total concordância com o espírito da maioria abordada. Sim, ser mãe cansa. Sim, todos precisamos de férias… mas, sim, tirar férias com os filhos, pode cansar ainda mais do que o já habitual cansaço!
Ainda assim, eu que sempre gostei de viajar, de quebrar a rotina e de não me acomodar, tenho sérias resistências em relação à ideia de não fazer nada fora da rotina só pelo que isso possa acarretar! Ou seja, mesmo cansada, admito que não abdico de uns dias de “férias”, ainda que isso, com uma criança de 2 anos atrelada a nós, nem sempre seja sinónimo de “descanso”. No entanto, e por aquilo que posso constatar das minhas breves experiências de “férias” como mãe de uma criança pequena, nem sempre os espaços que escolhemos nos facilitam a tarefa! Mesmo hotéis e espaços turísticos, que se assumem como familiares, acolhedores, “amigos das crianças”. Senão, como se pode explicar que um hotel de quatro estrelas, com um dos restaurantes mais afamados e tradicionais cá da ilha, tenha na sua ementa uma e apenas uma sopa, de roraz, com pimenta da terra, e não ofereça nem mais uma opção de menu para crianças, nem que fosse o tão típico “hambúrguer com batata frita”, que ainda não percebi porquê, mas é o menu infantil típico, apesar de todas as recomendações de nutricionistas para que se evitem os fritos na alimentação dos mais novos. Ainda assim não é só por aí que certos espaços pecam e não contribuem em nada para o descanso dos pais… é que a culpa não é inteiramente das crianças, pois não se pode esperar que uma criança tenha atitudes e comportamentos sociais típicos de adultos, já devidamente amestrados, e assim é com pesar que constato que, ainda há muitos restaurantes que não têm cadeirinhas de refeição de bebés, ou que nos relegam para a mesa do canto, ignorando a proximidade de escadas, ou que nos recusam uma mesa, por estarem num dia com “muita confusão”, ou nos olham de lado por levar connosco num jantar romântico uma criança, acreditem, eu, acima de todos sei que elas não dão os melhores candelabros, mas pagar por uma tarifa “romântica” num hotel e não cumprirem os requisitos, como as velas ao jantar, só porque levamos connosco a nossa filha, não me parece o mais correcto, nem cordial, nem amistoso… mas talvez isto seja só a minha implicância “refinada”, que me obriga a recusar deixar de gostar das coisas que já gostava antes de ser mãe e que acho que a culpa do cansaço das mães, não é só dos filhos ou dos pais, mas de uma sociedade muitas vezes “castradora” do espírito próprio dos nossos infantes, que só se querem mesmo é divertir-se. Porque a mim não me incomodam tanto as pequenas rebeldias típicas da idade da minha filha, quanto o olhar de soslaio e dissimulado de gentinhas que acham que foram crianças diferentes… desenganem-se pois meus caros, fomos todos iguais, apenas com a diferença de um espaço temporal para alguns mais longínquo do que para outros, que leva a que o esquecimento selectivo se instale.
E já agora, aqui vai o meu recadinho… numa ilha que se quer fazer valer pelo turismo valia a pena pensar nas crianças, antes de seduzirem os pais, com falsas promessas de espaços “familiares e acolhedores”, proporcionadores de um ambiente “romântico”…

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pernas a banhos no fim-de-semana, início da semana de "molho"...

O fim-de-semana passado foi isto!
Esta semana estamos de molho!
Mais uma virose!
Desta vez temos febre, tosse e rouquidão...
... será complô contra os fins-de-semana divertidos?!

Leituras negras de tão cor-de-rosa - no AO

Fui ao cabeleireiro esta semana, estou a ficar com aquelas horríveis “entradas” de pensador na testa, que herdei do código genético da minha mãe, que nos marca desde a nascença com grandes testas e a partir dos 30 com umas entradas capilares laterais que quase poderiam servir para pista de aterragem de pequenos voos charter! Enfim, mas não é de problemas capilares que trata a croniquice desta semana, podia ser, mas não é! Estava eu sentada no cadeirão de massagem quando reparo em coisa muito frequente neste ambiente: a oferta de mais uma revista “cor-de-rosa” para “leitura” de mais uma distinta senhora, que se encontrava a fazer a pedicure! E eu, a respeito das revistas “cor-de-rosa”, tenho uma opinião um pouco particular, mas bem cimentada… é que, e apesar de por vezes, mais que muitas, não resitir a “vê-las”, nunca lê-las, considero-as um veículo, socialmente aceite, de “coscuvelhice” velada da vida do alheio. É que nestas revistas, e mais numas do que noutras, a tónica é sempre a mesma, a vida deste e daquele, a casa deste e daqueloutro, os filhos desta e daquela, as relações, os casarões, os escaldões… enfim… um sem fim de baboseiras, que ora nos deixa boquiabertos de tanta palermice, ora de tanta aparente falta de decoro e privacidade na exposição de vidas íntimas a público.
Eu, pecadora me confesso, que noutras alturas, mais do que hoje em dia, já cheguei mesmo a comprar quilos das ditas, para ver como tinha sido o casamento desta ou daquele, apontando o dedo e sibilando críticas viperíssimas aos modelitos que as figuras envergavam, ou babando em cima de itens que nunca sequer considerei poder ter… relógios milionários, vestidos estonteantes, sapatos de chorar pelo preço, que bem podia ser o meu rendimento anual. Mas como confesso que comprei e já li, também admito que talvez fosse a minha faceta mais “curiosa” a vir ao de cima, com o pretexto de que me estava a “manter a par das tendências da moda”! E mantive, decorei desde penteados a tendências para carteiras e padrões, mas também me ri muito à custa do “este anda com aquela que andou com o outro, que já foi casado com uma que agora é gay”! Verdadeiras novelas imagéticas, imortalizadas para sempre numa folha de papel, à nossa disposição, para dele nos bem servirmos, como entendermos.
Hoje em dia, talvez por causa da falta de tempo, outras prioridades e outro amadurecimento, acho que vejo com mais clareza, aquilo que essas revistas são, que salvo raríssimas excepções trazem artigos ou entrevistas de verdadeiro interesse, com que possamos aprender alguma coisa. E quando quero ver moda, agora, compro uma revista com esse único ponto de vista!
O que me interessa a mim quem tem mais celulite neste Verão ou quem é o novo namorado da Elsa Raposo, coisa que de resto é mais variável do que as cotações da bolsa de Lisboa. Isto é a minha opinião e por isso, cada vez que vejo alguém de aspecto pseudo-intelectual a desfolhar essas revistas como se do “The New York Times” se tratasse, só me apetece agarrar na barriga e desatar a rir. Porque “queque” que é “queque”, compra a revista Caras como quem compra uma entrada para um museu, lendo as legendas das imagens das “tias” como quem lê o roteiro e sugestões da “visita”. Se querem comprar essas revistas, ao menos façam-no com o ar da vizinha “cusca” que surpreendemos a remexer no nosso lixo ou a entrar na nossa lavandaria, que com o maior ar de boa “companheira” nos arremata com um: “Ai vizinha, a sua roupa já está sequinha, sequinha!”.
E sequinha estou eu, de pachorra para com quem acha que ler é desfolhar páginas “cor-de-rosa”, deliciando-se com o bebé do mês e lendo as respostas do “Consultório Ele e Ela”, como quem lê um artigo científico! E depois admiram-se que seja este o século da “morte” dos grandes autores!

sábado, 7 de agosto de 2010

Risca o teu disco...


A perfeição não existe… bem sei, mas há músicas, momentos, gestos, palavras e demonstrações, que estão muito perto disso!

Agora é só torcer para que estes pedaços de quase perfeição se perpetuem e repitam vezes e vezes sem conta… exactamente como um disco riscado!

Quem não gostaria de aguentar uma sensação de arrepio boa na pele durante mais do que dois segundos?!

Quem não gostaria de manter na boca o sorriso colado depois da satisfação de mais um beijo apaixonado?!

As borboletas a voar na barriga deixando-nos num suspenso de adrenalina impulsionadora?!

Por hoje é isto...

... amanhã, é o que tiver que ser!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Atendimento prioritário - Mito ou fatalidade?! - HOJE NO AO

Mais um fim-de-semana, mais uma ida corriqueira ao hipermercado para umas compras de primeira, segunda e “terceiras” necessidades. Até aqui, nada de novo. Olhamos para a frente, a primeira caixa para pagamento que nos aparece em riste é aquela, para a qual nos dirigimos. Normalmente somos atentos, os dois, eu e o meu marido, mas neste domingo, não sei se motivados pelo impulso da urgência em ir para casa, influência da hora que adivinha mais uma refeição, encaminhámo-nos para uma caixa prioritária, sem que nos déssemos conta das implicações que isso tem!
Não me entendam mal, que eu não tenho nada contra os atendimentos prioritários, muito pelo contrário, sou completamente a favor, que as grandes e as pequenas superfícies, tendo em conta as condicionantes dos clientes, que a estes espaços se dirigem, e melhor os querendo servir, dêem prioridade a casos de “urgência” ou de “cortesia social”. Enfim, estávamos então a colocar as nossas compras na passadeira, alinhando-nos no nosso lugar no ranking deste atendimento, e eis senão que somos advertidos para uma situação prioritária, a quem teríamos, que dar cedência de lugar e prioridade. Uma grávida, nada contra, já fui uma, conto, quiçá, vir a ser de novo! Respeito muito semelhante condição de graça, que acima de tudo acho muito engraçada! E então, quase como que numa reacção de instinto, afastámo-nos para deixar passar as prioridades, quando sinto a mãozinha da minha filha agarrar no ferro do corrimão da barreira separadora de caixas e me ocorre, se também eu não serei prioritária, com uma criança de dois anos e treze quilos de pura beleza nos braços. Colocámos a questão, sem nunca recusar ceder a prioridade, e a resposta foi um sorridente, mas seco e psedou-irónico: “Mas essa criança já anda!”. Quase como um disparo, rasgando caminho pelo meu aparelho fonatório fora, movido por indignação retorqui: “o problema é esse, anda e demais!”. Não me entendam mal, que nestas minhas palavras nunca estarão em causa os atendimentos “prioritários”, senão que apenas e só, os critérios deste mesmo atendimento, o que me levou a ponderar semelhantes simulacros por pura curiosidade… numa fila de supermercado estão, com o mesmo número de compras e o mesmo grau de pressa: uma grávida de 4 meses, uma de oito, um cego, um surdo, uma mãe com um bebé recém-nascido num carrinho, outra com um bebé recém-nascido ao colo e outra com uma criança que já anda e não pára de “esbracejar”, comportamento típico daquelas idades, que em tudo querem mexer, tocar, provar! Enfim… qual seria o caso mais prioritário de entre todos?! Ou respeitar-se-ia aqui a ordem de chegada, sendo o surdo sistematicamente empurrado para o fim da fila, por falta de visibilidade da deficiência que transporta?! Pois… não sei! Mas acho curiosos estes critérios pudicos de um falso realismo de prioridade nos atendimentos, em espaços comerciais que apelam para que se “façam as compras em família”, e que não primam pela simpatia, “prioridade”, nem compreensão para com as necessidades das mesmas. Imagino, que se fossem dois ou três filhos pequenos, que andassem, em lugar de um, o filho que ainda não nasceu, continuasse a ser “o prioritário”.
Pois, para que conste, a mim, se me perguntarem, e tendo eu vivido uma longuíssima gravidez de 42 semanas completas, continuava a preferir que não me dessem prioridade nenhuma nessa altura e que me a dêem toda agora… pois sete quilos de gravidez quieta, sempre pesam menos do que treze de criança ao rubro! Ainda assim, este domingo não parou de nos surpreender… e não só tivemos que ceder prioridade a uma, mas a duas grávidas! O insólito kafkiano instalou-se o nesse domingo decidi, que se puder escolher… crianças, nas compras, comigo: só se me couberem no ventre!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ontem no AO

Título: Pare, leia e intervenha…

Hoje, neste espaço, também eu faço política. Ora bolas, também tenho esse direito! Mas se me permitem a minha política não é a partidária, nem muito menos a demagógica, a falsa socialista, a de “épocas de patetice”, a capitalista dissimulada, ou a extremista sem “ponta por onde se lhe pegue”! Não. A minha política é outra. Hoje, a minha política é a de intervenção, a de apelar às vossas consciências, aos vossos princípios e morais e a um direito/dever que nos assiste a todos… o de opinar, de reflectir, de intervir!
Em curso, num espaço comercial bem pertinho de nós aqui em Ponta Delgada, de onde vos escrevo, está uma iniciativa a decorrer, que me fez crescer esta vontade imperiosa de fazer política, por momentos, de várias formas, como hoje… Num shopping bem perto de si, decorre uma recolha de assinaturas para uma petição. Os mais atentos saberão ao que me refiro, para os mais distraídos aqui fica: que tal fazer valer a sua voz pela sua assinatura numa petição contra o tráfico sexual?!
Eu já dei o meu grito de Ipiranga, assinei, datei e até desenhei a minha mão por lá… e você?! O quê?! Acha que não tem razões para isso?! Então continue a ler e depois pense em passar por lá…
Por todo o mundo, decorre um dos mais antigos e lucrativos negócios, 24 horas, non-stop, sem tempo para férias, pausas ou “silly seasons”. Neste negócio o “crash” é humano e a crise é uma e apenas essa: a social. Falo do negócio da prostituição, da exploração e levado ao extremo… do tráfico sexual. E não se pense que neste negócio o pendor é feminino… não, não é! A este negócio interessam homens, mulheres, crianças, adolescentes, idosos e não há discriminação de raça, cor ou credo! E não… não se pense também que isto é um problema exclusivo de outros países ou de classes sociais mais desfavorecidas… não… este problema é transversal, abrangente, dramático e pode afectar-me tanto a mim, quanto a si!
O problema do tráfico sexual é que é velado, manobrado, inteligentemente arquitectado… e a parte que mais me assusta é essa mesmo: saber que há quem estude e perca tempo a elaborar minuciosamente estes esquemas de montagem, rapto, angariação, “colecta” de material humano para exploração! Serão os traficantes e abusadores mais inteligentes do que nós?! Não penso que o sejam… e por isso, é que é importante apelar às vossas consciências, inteligências e vontade de intervenção para que todos juntos possamos unir as nossas melhores ideias, as nossas melhores sugestões… e em caso de “falta de tempo”, com grande pena minha, mal que afecta uma maioria da população, façam então uma assinatura, que se o nome não for muito grande, aposto consigo, não levará mais do que dez segundos…
“Ah… isto traz água no bico… ah e tal… sendo organizado por uma marca… a Mulher a 1000 quer é um patrocínio…”, pois… lamento, não é o caso! E que tal verem o filme “Human Trafficking”, ( será que por esta sugestão também tenho patrocínio dos padrinhos de Hollywood?!). E então, o que é que eu ganho com isso?! O mesmo que você… o poder de exercer a minha voz, de ajudar e de ser parte de uma vontade em transformar o mundo num lugar melhor, num sítio mais seguro e num espaço onde valha a pena viver. Um sítio onde a exploração de seres humanos não impere e onde não seja possível “debaixo dos nossos narizes” instaurar, em pleno século XXI, mais uma forma de “escravidão” e abuso!Não está em Ponta Delgada?! Tem dúvidas?! Não quer comprar nada?! Não há problema… vá a www.thebodyshop.com/stop. Com o apoio da APAV, da ECPAT, (e da Mulher a 1000/h) esta é sem dúvida, uma política que vale a pena “fazer”!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

REPORT que tem que ser!


Meu Deus... nem acredito que passo dias sem cá vir postar nada de novo! Que marotice minha...

Confesso que não tenho tido grande tempo, mas a vontade também não tem imperado por aí além... Mas... sinto que este espaço está a precisar daquele toque de mim, dos meus dias, das minhas "historinhas", para além das Croniquices!!!

Pois é... a minha vida deu uma reviravolta daquelas boas e ando num reboliço com tanta coisa nova e urgente e que não pode esperar...

... o programa da rádio das oito às dez, a programação e alinhamento das dez em diante... depois os costumeiros afazeres de fada do lar, grande "fada"... e o almoço. Enquanto isso decorre, os blocos noticiosos a soar em pano de fundo, depois o jornal, depois a repolhita... e por fim... eu e o
maridão!

Não sei se têm sentido a minha falta... eu garanto que tenho sentido mais falta de visitar os vossos espaços do que de publicar coisas por aqui! Honest TRUE! E confesso que tenho passado a voar, mas com regularidade pelos meus favoritos!

Talvez vocês tenham saudades é das aventuras da Repolhita Mini Me, que continua linda, tagarela, mas "tata", muito esperta e em pleno nas aventuras do seu desfralde!!! :D Confesso, não tem sido fácil! No entanto, garanto-vos a pés juntos, que se os miúdos nascessem já com dois anos de idade, e tirando a parte da "logística" do parto, mandava vir outro filho já hoje! :D
Ela está linda... indescritível estas novas emoções desta fase da maternidade, que me levam a pensar que já me esqueci de "outras fases" menos positivamente pictóricas!

Já fui aos saldos, lentamente estou a voltar a ser loira, aderi aos baggy jeans, às saruel e tudo o que é calça larga e fresca ( ao género, que o meu pai carinhosamente apela de "pito calçudo cagão"... e a mim apenas me lembra as do (once very popular) MCHammer).

Por isso, meus amigos, estas são algumas das novidades, do mundo a 1000, da Mulher, a não menos do que isso! :D

Ah... é verdade... e que tal opiniões sinceras sobre aquelas novas pulseirinhas da moda... as "body balance" ( ou raio que as valha)... aquilo vale mesmo a pena?! Resulta?! Ou é só moda?! HUM?! Aguardo feedback... assim como sugestões para passar na rádio! Prometo que dedico músicas!!! ;P

LOvE Ya All...

Eu volto! :D

quarta-feira, 21 de julho de 2010

No meio de tantos eus também eu estou...

Quando era pequenina o meu nome era eu! Quando me perguntavam quem eu era, era fácil responder… era a Sílvia, pois claro, e isso bastava! Ao longo dos anos, com o passar do tempo e o acumular de aventuras, fui acumulando epítetos, que ia juntando ao meu “eu”… era a Sílvia, filha da Fernanda e do Zé, era a Sílvia, neta dos “palhinhas” e dos “penteeiros”, era a prima do Tó, a sobrinha da Teresa, a amiga da Xana, da Su e da Marlene, era a Sílvia do Alexandre, a Sílvia das aulas de viola, da patinagem, da FLUP. Enfim… um impensável número de Sílvias, que continuam a crescer e a acumular a “olhos vistos”. Algumas dessas Sílvias, há muito que ficaram já para trás, lamentavelmente, por exemplo, da Sílvia das aulas de viola, só me ficaram os acordes do “Dunas”. Curioso como aquilo que define uma criança é para ela tão claramente e só o seu nome, alheia a tantos outros seres, que desse mesmo nome possam partilhar! Aos adultos, para lá dos epítetos, servem-nos também para identificação, mais do que muitas vezes os títulos… e passamos de Sílvia a Dra. Sílvia, ou Menina Sílvia, ou Senhora Sílvia, consoante o nosso interlocutor, o contexto em causa e o conhecimento mais ou menos formal ou informal das nossas capacidades, habilitações literárias e papéis.
Uma das coisas que mais me revoltou quando casei, foi que deixei de ser Sílvia para passar a ser “a esposa do Engenheiro de tal”… e paralelamente, quando passei a ser mãe, passei também a ser “a mãe da menina X”! Bem sei, bem sei, que por uma questão de poupança de esforços mentais e de memória e maior rapidez e eficácia na comunicação, os substitutos do nosso próprio nome, por nomes comuns, que nos definem são muito mais práticos e eficazes, mas numa altura de mudanças radicais na minha vida… isso marcou-me como se se tratasse de uma perda de identidade, da minha identidade, do meu “eu”, mais simples, mais puro, mais fiel, mais fidedigno… o “eu” Sílvia.
No jornal, semanalmente, o “eu”, que se vos apresenta é um “eu” Mulher a 1000/h, já tendo mesmo sido apelidada de “a mil”… sim… eu também sou “a mil”, pelo menos um fragmento de mim é esse, mas acho cada vez mais difícil encontrar-me a mim no meio de tantos pedaços de “eu”. No fundo, acho que sou o conjunto de todos eles, identificando-me mais com uns, do que com outros, reagindo melhor à resposta a uns e pior a outros! Acho que funciona da mesma forma com todos os “adultos” que conheço.
A propósito de tudo isto vem um acontecimento desta semana, que me fez reflectir sobre a forma como nós nos apresentamos e damos a conhecer enquanto “adultos”, precisamente, pois se para uma criança, o seu próprio nome basta e é só… para um adulto o nome não chega, nem que seja primeiro e último. Frequentemente seguindo-se ao nome e antes de tudo o resto vem a profissão! Ora, numa sociedade que apela ao plurifuncionalismo, à versatilidade, à dinâmica laboral, profissional e individual, numa sociedade em que o mundo profissional se caracteriza cada vez mais pela precariedade e o “fazer muito para ganhar pouco”, também o nosso “eu” profissão aparece cada vez mais fragmentado.
Assim, de cada vez que, em contextos vários, tenho de me apresentar pela minha profissão, para mim é um dilema. Dilema ainda mais agravado, se tiver que me definir profissionalmente por escrito, num espaço de caracteres limitados. Como foi o caso que se passou comigo esta semana, quando de visita a uma loja, e para aproveitar as promoções, me convidam a aderir a um “cartão”, daqueles muitos, que diz que dão descontos. Aceitei. Um desconto nunca é demais. Entre nome, morada, data de nascimento e contacto telefónico, lá chegou a vez de me perguntarem a profissão… nestas situações, que não é a primeira, sorrio (sorriso sempre incompreendido) ao que se segue depois, e mediante a disposição, uma “meia verdade” ou uma “verdade muito incompleta”!
Passo a explicar: a minha profissão de (de)formação é “professora”, palavra curta sintética e de fácil compreensão, que me dá frequentemente direito ao título de Dra., mas já fui “administrativa”, o que me dava direito a um simpático “menina”, também faço locução, às vezes ganho um "senhora" à custa disso,mas se me identifico como mãe, aí passo logo a "Dona"… e se digo que sou revisora, instala-se o trinta e um e segue-se um expressivo e ignorante: “AH?!”. Valha-nos o meu sentido de humor e personalidade forte, que quando mais bem disposta me leva ao atrevimento de rematar com um: “Profissão?! Sou Mulher do século XXI, isso diz-lhe alguma coisa?”.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Croniquices no AO - ontem foi assim...

"Filhos de Produções Independentes"
Acho que posso dizer que já conheci pessoas de todos os géneros, cores e feitios, com todas as implicações que isso possa, obviamente ter. Talvez por isso já pouca coisa me choque ou escandalize neste mundo, onde com algum dinheiro e, frequentemente, pouco juízo tudo é possível. Conheço muito quem seja pai e mãe solteiros, mas poucos que o sejam por opção, ou se o são, será uma opção segunda, vá... um plano B. Por isso, esta história de pais com dinheiro e instintos biológicos paternos me deixe ainda um pouco desnorteada. Já perceberam que estou a falar da história da “paternidade”, divulgada recentemente, do nosso “campeão” e herói internacional Ronal “dooh”! É verdade, ao que consta, quis o senhor ser pai e à falta de paciência para aturar a mãe, quis para mãe presente do seu filho a sua própria mãe, para mãe ausente a biológica e para si um mini Ronaldinho bem ao jeito que a família gosta, de preferência se jogar tão bem à bola como ele, vai fazer milhões e marcar pouco ou nada pela selecção. Mas, esta realidade, já considerada por alguns, especialistas na matéria, segundo se sabe, um capricho, a mim soa-me a puro egoísmo. Não vos sei explicar ao certo como nem porquê, mas tendo tido um pai e uma mãe tão presentes, tão importantes, cada um representando o seu próprio papel na minha vida e código genético, acho que, e repito, por pura opção, escolher que uma criança viva só com a sua mãe ou só com o seu pai, me parece injusto, pois existirá, penso eu e corrija-me quem souber melhor que eu, uma tendência natural na criança para querer conhecer a “outra metade da laranja”, a outra parte que não se parece com a figura parental que conhece. Vejamos, eu passo a explicar, quanto mais não seja perceber porque é que tem os olhos do pai e um nariz, que não reconhece de mais ninguém a quem chame de “família”.Mas tenho que me adaptar, se calhar o erro está em mim e qualquer dia estou online a escolher os traços genéticos que quero manter no meu próximo filho e os que dele quero apagar. Ou então não... e continuarei como hoje a deixar-me maravilhar pelas surpresas que as combinações genéticas nos fazem e pela magia do funcionamento da natureza. Mas isto sou eu, que não me consigo imaginar quem sou se tivesse sido só criada e educada pelo meu pai... primeiro acho que me tinha habituado a sobreviver só de batata cozida e filetes de pescada dourados (que foi a única coisa que ele alguma vez cozinhou para mim) e segundo, acho que nunca tinha conseguido sair de casa para nenhum encontro amoroso sem que antes ele tivesse afugentado da porta de casa todo e qualquer eventual pretendente, nem que fosse à dentada! Se tivesse sido produto da educação só da minha mãe, talvez ainda hoje usasse sapatinho de verniz, totós e lacinho no cabelo, quiçá! Bom... tiradas hipotéticas e humorísticas aparte, não consigo mesmo conceber que alguém escolha por plano A, primeiríssimo na linha de opções ser Pai em produção independente. Mas como comecei por dizer, esta vida é rica em novidades de um mundo com mais dinheiro do que juízo, onde o “quero, posso e mando” impera e onde ninguém nos chama à razão, sob pena de ficar sem “mesada”. Assim, Dona Dolores deve estar consoladíssima, com esta sua “maternidade” tardia e não duvido que faça das tripas coração para agradar ao filho-filho e ao filho-neto. Quanto ao rebento eu só desejo tudo de bom e que não prime por herdar o sentido de moda da família Ronal”dooh”, que ao que consta, dizem as “más línguas” já escolheu os diamantes de 3 quilates para pendurar nas orelhas ao querubim e já mandou fazer todos os “babygrows” de chita tigresse, com emporio “armado” estampado em tudo o que é etiqueta e um carrinho de bebé em vermelho ferrari com jantes bling, bling a fazer “catchim” em tudo o que é pedra da calçada.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

E das sete e meia às dez da manhã, de segunda a sexta...

... também trabalho aqui...

... assim vestida...



NICE!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Croniquice de ONTEM no AO...

Puxa, que com tanta coisa na cabeça me ia esquecendo de a deixar aqui, pra vocês!!!
"Não me digas que me amas..."
Não sei bem porquê, mas tenho ideia que o número de vezes em que se diz “eu amo-te” não corresponde exactamente à intensidade ou sinceridade do dito! Confesso aqui e desde já, que desconfio muito, mesmo muito das pessoas que dizem “amo-te” como quem diz “até já”, ou da validade do dito em relação à banalidade de vezes em que o dizem! Dizem “amo-te” como quem diz “adoro-te” ou “gosto muito de ti”, ou “quero-te muito”, o que para mim não é exactamente o mesmo! Actualmente tenho curiosamente cada vez mais dificuldade em dizê-lo. Acho que o digo, numa ou noutra ocasião, em que realmente o sinto e ele me salta dos lábios pelo ar fora, mas a maior parte das vezes… ainda que tendo vontade de o dizer, não o faço!
Talvez tenha um certo pudor em dizer esta expressão. Confesso que o digo só quando todas as outras não bastam! Só quando o silêncio não traduz o sentimento e a verbalização de algo se impõe.
Não gosto de ver nas revistas grandes testemunhos de profissão de amor a algo ou alguém, fico meia desnorteada quando vejo semana após semana alguém a professar o seu amor por esta semana o João, na próxima o Pedro e na anterior o Manuel… fico podre quando sinto que atrás daquele “amo-te” vem um pedido ou pior, um “mas”!
Um “amo-te” não tem “mas”, um “amo-te” não é um “I love you”! Um “amo-te” é calar a boca do outro com ele e fechá-la com um beijo a seguir! Um “I love you” sai assim, como quem nos cala com um sorriso… mais ao menos como um “adoro-te”!
Não. Não acredito mesmo que a frequência de vezes que se diz “amo-te” represente uma maior intensidade do sentimento! Acho, e posso estar errada, mas é esta a impressão que guardo, que quanto mais o digo menos o sinto, porque o digo a torto e a direito e não o guardo para o momento certo. Sim, porque um “amo-te” tem um momento certo! Não pode ser dito antes ou depois de mastigar, por exemplo. Imaginem o cómico da situação de um “amo-te” antes de uma grande trinca num bife, ou então depois… ainda com um resto de carne preso nos dentes e as papilas gustativas todas ao rubro, a salivar de excesso gustativo… não! Não me parece bem!
É claro, cada caso é um caso… cada cabeça, sua sentença, mas da minha experiência vos posso dizer, que das vezes em que mais o senti, não o disse! Umas vezes porque a emoção me embargou a voz, outras porque a voz não foi necessária e o disse com tudo o resto e outras, porque com tanta força me quis negar a dizê-lo que me lembrei sempre de um poema lindíssimo de Almeida Garrett, meu conterrâneo e admirado poeta: “Não te amo, quero-te: o amor vem d'alma./ E eu n'alma – tenho a calma,/ A calma – do jazigo./ Ai! não te amo, não.// Não te amo, quero-te: o amor é vida./ E a vida – nem sentida/ A trago eu já comigo./ Ai, não te amo, não!/ Ai! não te amo, não; e só te quero/ De um querer bruto e fero/ Que o sangue me devora,/ Não chega ao coração (…)”.
Neste poema, do reforço da negação do sentimento vem a confirmação do mesmo, porque o amor “escreve direito por linhas tortas”.
Em relação à minha desconfiança na intensidade de um “amo-te” em relação às vezes em que o mesmo é dito, encaro-a um bocadinho na linha do “cão que ladra não morde”. E acho que quem não teme o amor não o compreende.
Para mim, o amor é dos sentimentos mais nobres, necessários e admirados, mas também o único que temo! E assim como tenho medo de cobras, tenho medo do amor, porque o veneno deste segundo é bem mais passível de torpe e de dor! Há antídotos para o veneno das cobras… e para o amor?! Alguém conhece antídoto para as “mordidas” de amor?!

MICROFONANDO


Eu e o micro hoje não nos entendemos!

Tive momentos de pânico ontem quando me pediram para dirigir o programa na mesa de mistura e tal... mas sobrevivi! Mais uma vez! Ainda assim... comecei em género de surdina e acabei a bombardear "eh pás" a todo o speed! Não se pode ser perfeito, mas confesso, que tirando a parte de acordar com as galinhas e não poder levar a mais pequena à Creche, a Rádio deu-me um gozo fenomenal! Tenho dito!


E agora... venha o fim-de-semana, que a "moura" agradece!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

SINTONIZANDO...


Ora pois é… foi assim que hoje, depois de acordar às SETE DA MANHÃ (crime hediondo) me desloquei até à Rádio Nova Cidade, na Ribeira Grande, do outro lado da ilha, portanto, para fazer “conversa” durante duas horitas e experimentar, pela primeira vez a minha habilidade enquanto locutora de rádio!
Confesso, estava em pânico, se por um lado adorei fazer o alinhamento das músicas e tal, por outro, estava completamente em branco em relação ao que iria dizer, aos tempos, à publicidade e isso aliado ao projecto que começou recentemente na Rádio deixou-me um pouco em “strek”, mas… no final… saí de lá com a sensação de “tarefa cumprida”! Amanhã, penso lá estar novamente, sendo que me deram 2 dias para ver como me sentia e que ainda não me falaram das “condições” de trabalho! Ao que sei, a proposta consta em fazer o programa da manhã da rádio, com a Andreia, que é quem trata do lado técnico da coisa e tentar “dinamizar” o dito! E, como é de conhecimento público, para dinamizar estou cá eu!

Já sabem… se estiverem pra isso… para me ouvir é AQUI, entre as nove e as onze do continente português!!!

Agora vou-me, que tenho tarefas acumuladas e notícias para ver e ler, que o meu trabalho no jornal não pára… PRAISE THE LORD!

Bem Hajam todos e aos que me “escutaram” obrigada pelo feedback!
FUI

quarta-feira, 7 de julho de 2010


Sexta-feira acabou com uma viagem de barco até Santa Maria.


Uma estreia em viagens de barco para a mais pequena e uma estreia na ilha para os mais velhos!


Tudo correu bem, a ilha é fantástica, o tempo podia estar melhor (muito ventoso), mas de resto a grande aventura foi mesmo no "dead line" para chegar ao barco e embarcar o jeep, em que eu, no meio das pressas e depois de uma caminhada de quase um quilómetro ter trancado as portas do carro com ele ainda a funcionar! Por sorte a mais pequena não estava lá dentro!


Enfim… depois, valeu-nos a hospitalidade das gentes quando um tubo do motor do jeep se furou e começamos a entrar em "sobre-aquecimento" com o jeep a destilar água por todos os poros e a mais pequena eléctrica a gritar: “o popó tá fazê xixi! Popó, ai ai!”.


De resto, trouxemos de Santa Maria um tom de caramelo pálido e uma conjuntivite! Sim, isso mesmo… eu apenas num olho, a mais pequena nos dois!
Como podem ver, apesar de ausente do blog tenho estado sempre a mil… como se quer!



Depois disto e para quem se quiser rir um pouco, amanhã de manhã, entre as oito e as dez da manhã (hora dos Açores) aconselho a passarem por aqui e ouvir a emissão “online”! Resta-me acrescentar que se trata de uma experiência, uma estreia e “cheira-me” coisa a não querer repetir… mas, quiçá?!