terça-feira, 1 de março de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Short Briefing...
De porquê em porquê não sei bem com quê - ontem no AO
Eu acho que a minha filha é precoce. E acho isso, por várias razões, a primeira, e desde logo muito válida, é que nunca conheci tão intensamente nenhuma outra criança de dois anos, e assim sendo, nunca convivi com nenhuma criança desta idade tempo suficiente para estabelecer comparações mais científicas; outra razão é que em toda a bibliografia “pediátrica” que leio, em nenhum lado se fala na idade dos porquês antes dos três anos, três anos e pico…
Assim, foi com algum espanto que comecei a explicar os primeiros “porquês” à minha filha de um ano e meio. É que podem não acreditar, mas tardando ela em falar, quando começou, não tardou a bombardear-nos de “porquês”. Alguns mais perceptíveis que outros, uns mais inteligíveis e outros menos, alguns válidos e outros impróprios, mas nunca de somenos importância! Sim, porque eu sempre ouvi dizer que parvo não é quem pergunta, mas quem não sabe responder! Assim, e já com dois anos e meio de currículo conto algumas arrobas de porquês!
Tentei sempre responder. Algumas vezes de forma mais maternal “pôqué ténhu qui páxcola?!”, outras de forma mais cómica “pôqué meu pé xeia xulé?!”, outras com promessas vãs, porque também tem que ser, “pôqué num póxu cume xuculate aiora?!”. Mas confesso, que por vezes, a resposta custou mais a sair, fosse por embargo da mente “pôqué tenhu pêlux nax penas?!”, por total surpresa “pôqué eu num tenhu uma piuinha?!”, ou mesmo por não saber assim de rajada bem como “pôqué o tempo tá xinxento?!”.
Enfim, bem sei que isto são só os primeiros de muitos e variados “porquês” e admito, saber de antemão, que nem o Grande Livro dos Porquês me ajudará a escapar de alguns, quando ela já souber ler!
Os porquês denotam inteligência, no sentido em que a criança é capaz de verbalizar a sua curiosidade, na maior parte das vezes não esperando vê-la satisfeita pela resposta! Por isso, os porquês não me incomodam tanto pelas respostas que tenho que dar, mas mais porque me ocorre, que aquele cérebro tão tenro, já tem preocupações complexas. Para ser sincera, (e eu avisei que isto hoje já tinha descambado ao início), talvez ela não seja tão precoce assim, e eu seja ingénua ou inexperiente, mas a verdade é que ela por estes dias, se saiu com um porquê, a que eu (embora ciente de que qualquer resposta que lhe possa dar, lhe seja igual) confesso, não soube responder. A pergunta não foi complexa, nem a nível de léxico, nem gramatical, muito menos fonético ou pragmático, mas o porquê que me deixou sem palavras, foi um simples: “pôqué há mininus maus?!”. Pois… esse “poquê” malvado… de meninos, meninas, senhores, senhoras e toda uma complexidade de outros seres concretos ou abstractos, que nos infligem dor, deixou-me na ponta da língua uma conclusão tão trágica e redutora, que pura e simplesmente me inibi de a verbalizar, respondendo-lhe apenas “não sei”!
E agora, em jeito de apontamento mental, acho que vou gravar esta resposta para dar a mais alguns porquês, com que ela me venha a brindar… e se ela mesmo assim insistir, pode ser que leve com a velha máxima socrática (que é como um bom e velho vestido preto) com que nunca me comprometo… “porque eu só sei, que nada sei”!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Texto escrito a peganhar de mel...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Le jour d'amour...

Um dia ainda vou perceber porque é que este dia me deixa sempre um tanto ao quanto desconfortável... até lá... continuarei na inocência de pensar que é a pressão de trabalhar o romantismo todo, num dia em que as manifestações de amor abundam, umas mais forçadas, outras mais forçosas e nem todas elas inteiramente desinteressadas!
Ainda assim, feliz dia de S.Valentim! Porque para se ser feliz, não é preciso desculpa! E para se amar e ser amado, não tem que haver dia marcado!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A propósito dos amigos… a falácia das redes virtuais! - no AO
Amigo, que é amigo, não nos deixa mensagens no Facebook… passa antes lá por casa, faz o esforço, apanha frio e passa connosco uns momentos em amena cavaqueira, perguntando-nos como estamos e tendo tempo para ouvir a resposta! É que, enquanto estamos sentados à frente do PC, perdemos coisas reais, que podem ser bem menos polidas, ou menos tratadas esteticamente, mas também são mais genuínas, únicas, personalizadas e com fins bem mais lucrativos e menos comerciais!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Com quantos pormenores se faz uma vida?!
... depende das vidas! A minha está cheia deles. Todos eles importantes, imprescindíveis e indispensáveis. Os pormenores são um pouco como aquele candelabro de cristal, que vislumbrei através de uma janela de um dos muitos casarões que vi em Veneza... e se me perguntarem a mim, aquele pormenor é um dos muitos, que faz TODA a diferença!
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
E agora, para três notícias absolutamente espectaculares...

Internacional 2011-02-04 17:52
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, alertou hoje os visitantes do número 10 de Downing Street, em Londres, residência oficial do chefe do Governo britânico, para a possibilidade de apanharem piolhos.
Nacional 2011-02-04 07:27
Há cada vez mais jovens a dar entrada nos serviços do Instituto Português de Oncologia (IPO) com cancros orais. São doentes oncológicos vítimas de “novos hábitos sexuais”: sexo oral com vários parceiros.
O ministro da Justiça e Assuntos Constitucionais, George Chaponda, deu um claro sinal de que leva a questão muito a sério ao afirmar, citado pela agência sul-africana SAPA, que “o governo tem a obrigação de garantir a decência pública e de introduzir ordem no país”.
Chaponda considerou que o mau hábito de libertar gases intestinais em público é uma consequência direta da democracia, sendo, em sua opinião, necessário que as pessoas aprendam a “controlar a natureza”.
“Este hábito não existia nos tempos da ditadura porque os cidadãos temiam as consequências, mas desde que o país abraçou a democracia multipartidária há 16 anos as pessoas começaram a sentir que podem libertar gases em qualquer lado”, referiu o ministro da Justiça, que propôs a criminalização.
O Partido Democrático Progressista, ao qual pertence o ministro, parece levar o assunto tão a sério como o próprio Chaponda e está disposto a usar a sua maioria parlamentar para aprovar uma nova lei que torne ilegal a flatulência.
Uma lei dos tempos da ditadura já ilegaliza aquele ato mas as autoridades não a fazem cumprir.
A legislação, ainda em vigor, estabelece que “qualquer pessoa que vicie a atmosfera em qualquer lugar e com isso torne nocivo o ar para as pessoas em geral que transitam ou trabalhem na vizinhança ou na via pública será considerada culpada de delito de menor gravidade”.
Apesar da sua firmeza, o ministro da Justiça já assegurou que a nova lei, a ser passada, manterá o estatuto de “menor gravidade” para o crime de flatulência pública.
O Malaui é uma sociedade conservadora, que ao longo dos anos proibiu uma série de comportamentos considerados aceitáveis na maior parte dos países africanos, como o uso de calças e mini-saias pelas mulheres e homens de cabelos longos. " @ LUSA
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Lusos em vias de extinção - HOJE no AO
Os lusos darão em breve uma de dinossauros e o cometa da evolução global leva-nos todos pelo ralo e não há FMI que nos valha. Ou seja, se não se pensar com urgência nestas questões, nas pessoas, nas famílias, de uma geração de mulheres que faz ginástica de cintura para manobrar empregos e filhos e maridos e coisas, passamos a uma geração de coisas, pura e simplesmente!
Não existe sociedade sem família, por mais “disfuncional” que seja, porque se há coisa em que eu não acredito é que existam famílias “funcionais” (nomenclatura engraçada para nos fazer caber todos na dita “normalidade”, que tanto conforto traz a quem nos vê como pontinhos num gráfico). Não acredito que muitas mulheres se sintam inspiradas nos dias que correm, para viver o sonho de um amor e uma cabana, sete filhos no chão e meias e batatas para coser e cozer e comer e comer! Enfim, nem homens, por sinal, que desta utopia partilhem, que não há pachorra para Neandertais que só pensem na descendência sem olhar a comos nem porquês!
Penso que estamos a caminhar a passos largos para o fundo do pico demográfico da nação… o que não deixa de ser curioso, porque o que seria de esperar é que com tanta desgraça e asneira, que passa na televisão, se vissem menos telenovelas e se fizessem mais filhos! Mas graças à Dona Contracepção, o povo lá se vai libertando sem libertar infantes indesejados!
Desculpem a acidez que destilo, mas molhem-na num pouco de ironia e destilem-na com sarcasmo que desce num instante. Nem Camões, de pala no olho, podia fazer de conta que não via o estado em que isto está… neste jardim à beira mar plantado, outrora face da Europa, que toda ela ruborizada se esconderia se tivesse mãos para tal.
Quando se ergue a bandeira em prol dos direitos do Homem, da igualdade de direitos e se vai por esse mundo fora propagar a ilusão, como quem espalha a fé cristã, deixa-se o caos instalado em casa!
O quê, vocês não me digam que não conhecem nenhuma mulher que não tenha sido prejudicada na sua carreira profissional pelo simples facto de ser possível portadora de um rebento, e mesmo não fazendo tenções disso, seja preterida em detrimento de outro espécime de género inverso, só porque vem apetrechada com equipamento para tal. Faça-se luz na cabeça dos menos iluminados, que nem todas as mulheres querem ser mães e que nem todas as mães querem deixar de ser mulheres (de carreira)! Dito isto, em tempo de crise, o preconceito é rei e quem paga é quem não devia, a família. Pagam mães, mulheres, pagam filhos, pagam homens, pagam pais e pagamos todos nós, que se não somos todas estas coisas, somos pelo menos delas um quarto!
E é isto que acontece quando se corta na Educação e educação de um país… corta-se em tudo aquilo que de mais basilar e essencial uma sociedade tem… a sua força vital… corta-se no investimento nas pessoas. E quando se corta nas pessoas… deixa de haver onde se cortar mais! E depois!? Depois sempre quero ver quem cá fica para fazer “política”!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
As minhas escolhas para os Livros de 2010...



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Não, não vamos ginasticar! - Amanhã no AO
Sempre que frequentei um ginásio acabei por sair de lá, com a sensação de quem abandona um amor, só porque “é melhor assim”!
Eu e o desporto, e isto não abonará muito a meu respeito, também não nos entendemos por aí além! Aliás, num país como Portugal em que quem não fala futebolês ou é cego, ou não tem um olho, eu fico reduzida a uma anormalidade estatística que conhece o Mourinho, porque ele ganha prémios em todo o mundo, e o Cristiano Ronaldo, porque faz furor e acumula milhões como os meus móveis acumulam pó!
Bom, eu de desporto, confesso, fui praticante convicta de uma única modalidade ao longo da minha vida de três décadas, a patinagem! E isto, porque envolvia toda uma mística associada às meninas da patinagem e porque engracei com um ambiente desportivo em que não era eu a única a acabar inevitavelmente com o costado no chão! Ainda assim, foi coisa para durar uns anitos, até eu perder o meu último par de patins e ganhar amor aos ossos!
Mas falávamos de ginásios… e eu, que tenho tendência a ser “roliça”, tenho por eles o maior respeito e admiração! Sempre que oiço falar de um novo, com novas modalidades, facilidades de horários e conceitos inovadores fico toda empolgada… o que me levou há um ano atrás a ficar a pagar um ano inteiro de mensalidades, quando apenas lá fui durante dois meses! Pois… não sei bem o que me leva a desistir, mas há sempre um dia, em que me canso de me ver ruborizada nas faces e descabelada ao espelho, com a perfeita noção de que para me tonificar como deve ser, devia ter que me “descabelar” o dobro daquilo e… enfim, desisto! Assim, sem dó nem piedade, sem o mínimo de remorsos… até porque fico sempre com a sensação de ser um peixe fora de água nos ginásios que frequento!
O pessoal nos ginásios está dividido em dois grupos essencialmente, os que gostam daquilo e os que querem gostar! Os que gostam são bem visíveis, têm rotinas de cardio e toalhinhas sempre por perto, apertam os botões das máquinas de cycling com vigor e fazem ginástica como quem corre a meia maratona de Atenas! Os outros, levam-se até aos aparelhos, perdem-se em conversas com o vizinho do lado, levam iPods e ficam a ver a MTV na televisão, enquanto suam moderadamente em modelitos do último grito da Nike, compensando assim em estilo, aquilo que não fazem em esforço!
Eu gostava de gostar de ginásios, de ter um estilo de vida saudável, atlético, vitaminado e tonificado… mas nada, nem ninguém me põe um sorriso nos lábios como a porcaria de um bolinho de iogurte feito em casa ou um croissant a acompanhar um bom livro e um capuccino numa esplanada soalheira!
Ao fim de trinta anos de esforço, com as piores notas da minha vida sempre a Educação Física, resolvi assumir de uma vez por todas, o meu asco por práticas desportivas enclausuradas… é que até me podem convidar para dar uns mergulhos no mar, ou uns chutos numa bola na praia, ou uma partida de volley ao improviso… mas nunca me verão a fazer jogging na marginal, porque me dá vómitos, nem a fazer BTT nas bicicletas mais radicais, porque me dão náuseas, nem muito menos a cumprir programas de abdominais completos combinados com exercícios de cardiofitness ou pilates com entusiasmo, porque me dão sono e fome e ainda por cima custam os olhos da cara nos ginásios da moda! Assim, apercebo-me agora que não podemos nem devemos querer ser tudo na vida… há coisas que é melhor deixar os outros fazer, enquanto nós ficamos só, sentados, a ver, ou a ler um livro! É que ele há mesmo amores assim, que só funcionam bem se não funcionarem de todo!
Cavaco Silva vai...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
E depois lembro-me dela...
Sei que gosto de ti mais do que aquilo que devia...

Sobre a Educação...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
A maravilhosa delícia do meu quotidiano esquizofrénico!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Da fluência verbal...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Matei o mundo com um donut de buraco no meio! - no AO
Tudo isto para vos dizer que por mais voltas que a vida dê, por mais vezes que nos mostre o seu lado lunar, por mais vezes que nos tire o tapete debaixo dos pés, a resposta que lhe damos só depende de nós. Eu já mudei de carreira, de cidade, de país, de amores, de desamores, de corte de cabelo, de cor, de roupas, de estilo, de carros, a vida já me surpreendeu e já se riu na minha cara, muitas e muitas vezes.
Ninguém está à espera daquele dia D em que tudo se vira ao contrário e o mundo nos mostra que não é um lugar perfeito, que a vida é difícil e que viver traz muitas amarguras… doenças, despedimentos, acidentes, imprevistos, azares… Mas uma coisa vos digo, se tiverem que cair, ao menos façam-no com estilo e dêem a volta por cima! Que tal experimentarmos todos juntos dançar um sambinha enquanto nos puxam o tapete por debaixo dos pés?! Ou um tango, ou o vira, ou raio que os valha… porque o último a rir, é quem ri melhor e mesmo neste mundo que às vezes nos mostra o rabo, vale a pena dar a volta para lhe ver a cara, de preferência a sorrir!
Há momentos para chorar, para sofrer, para fazer o luto e para nos deixarmos cair… mas a vida é um continua!
Por isso, Mundo, bem que te podes lixar a mil à hora, a ver se me ralo, que da minha parte morro a sorrir, se for na batalha do bem, do belo, do amor, da paz, do empenho, da dedicação e da justiça… e acima de tudo, de tudo de bom que a vida contém! E agora em conjunto vamos lá imitar o gesto do Zé Povinho, e dar uma gargalhada na face do medo, que o mundo pula e avança, mas não pára, não pára, não pára…
terça-feira, 18 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Amanhã como a sopa toda - No AO
Se está frio visto-lhe um casaco à pressa, quando me apercebo que saí de casa de t-shirt. Quando está vento usa sempre um chapéu, lindo, todo da moda e quentinho, enquanto eu aproveito para deixar o cabelo húmido secar ao ar! Em casa tem pantufas, chinelos e botinhas para todas as alturas do ano… eu, confesso, faço do pé descalço o meu calçado de eleição! Na hora da refeição, quando trago os bifes para a mesa, o maior vai para ele, o mais tenro para ela e o que sobra para mim…
E foi assim, que me apercebi, ao preparar a sobremesa de ontem, do paradoxo da paternidade do verdadeiro “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço” e a parvoíce que isso é! Assim, fiz desta a minha resolução para o novo ano, tratar tão bem de mim, como trato da minha filha… o que me deixa uma dúvida, será que vou ter espaço e tempo para tanta preocupação junta?! Se comemos a sopa toda, se já comemos fruta hoje, se estamos bem agasalhadas, se temos as consultas em dia, se nos sentimos “frescas e fofas”?!… Ai cruzes!
Ter filhos é como ter um carro de alta manutenção, mas cuidar deles, na certeza de que para aquelas máquinas não há linhas de continuidade, nem modelos de topo de gama, assim, vivemos aterrorizados com todos os risquinhos que lhes possam ser feitos na chapa ou amolgadelas, no pior dos cenários… ou mesmo que lhes “gripe” o motor. É por isso, que tão frequentemente nos esquecemos de nós… é por isso, que quando eles comem a sopa toda, nós nos sentimos fartos e satisfeitos como se a tivéssemos comido nós, e quando eles comem a fruta fresquinha, nos sentimos vitaminados e sãos. É uma espécie de simbiose de “mi casa es tu casa” em versão “tu felicidad es mi contentamento” (ou algo do género)!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Eu vi as mamas da Maya...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ontem...
WISH ME LUCK!
domingo, 9 de janeiro de 2011
O "chiliquinho" da meia-noite...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Actualizações...
Babado! LOL
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Teoria nr. 1.1.11 - HOJE no AO
Ora, a minha teoria sobre a felicidade é que a dita é (ponto um ponto um) um estado de alma pontual. Sim, não acredito muito que a felicidade, entendida como estado de plenitude, paz, harmonia, bem-estar e alegria seja algo contínuo, portanto, irrita-me um bocado aquelas pessoas que estão sempre felizes com tudo e com todos, sempre, para sempre e sem interrupções. Depois, (ponto um ponto dois) acho que a felicidade é algo que se constata mais frequentemente retrospectivamente… assim, exclamações como “estou tão feliz” mais me soam a desejo do que a pura constatação… isto porque, no momento em que efectivamente se está feliz isso sente-se, e não se diz! Assim, “fiquei muito feliz” ou “sou muito feliz assim” parecem-me interpelações mais fiéis. Por fim, (ponto um ponto três) e talvez o mais importante, acho que a felicidade está sobrevalorizada… e isto é uma alínea da minha teoria sobre a felicidade, que muito se pode ler nas costumeiras entrelinhas das minhas croniquices. Eu acho que toda a gente tem a capacidade de se fazer sentir feliz, logo que não exija dessa felicidade que ela seja completa e perpétua e baseada em odisseias hollywoodescas.
A felicidade começa num sorriso, aliás, a felicidade começa antes do esboço desse sorriso ser pensado… a felicidade começa em cada um de nós… e na forma como a tentamos atingir e realizar. Sim, sim… está bem, tudo isto soa a mantra budista, qual “om mani padme hum”, que cada um de nós pode entoar a plenos pulmões, mas a verdade nua e crua por detrás desta minha teoria é que desconfio sempre das pessoas muito felizes, que mostram fotos das suas “felicidades” no facebook e em tudo o que é rede social ou revista cor-de-rosa, porque acredito mesmo que os momentos mais felizes da nossa vida são incapazes de ser capturados por uma câmara fotográfica ou de filmar… porque eles são como a própria vida tão inesperados como especiais e voláteis. Também acredito que os momentos em que nos sentimos mais felizes e mais completos, gostamos de os guardar para nós, qual tesourinho pessoal e intransmissível.
Para concluir, acho muito engraçada esta contradição de que sendo a felicidade uma coisa positiva, tanta gente, eu inclusive, desconfie dela quando não vem em doses homeopáticas… confesso que respeito a felicidade tanto quanto respeito as forças da natureza, preferindo-a moderada e nunca em doses de exagero!
E agora outra teoria, minha muito minha, acho mesmo que a nossa felicidade incomoda muito a infelicidade dos outros… mas sabem que mais, aguentem-se à bronca que eu, com esse vosso mal, passo bem! E finalmente, feliz dois mil com dois uns no fim!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Entrai, entrai...

grrr...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Estou de volta...

Ver a passagem do ano às pintinhas... - no AO
sábado, 1 de janeiro de 2011
A passagem de ano foi assim...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
É OFICIAL...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Prendinhas de Natal...
O CONTO DO NATAL, por Sílvia Martins
Não foi só por uma vez, mas foi por mais de duas e muitas mais vezes do que três, que o Natal se portou muito mal. O Natal era um menino, com outro menino qualquer, que bem podia ter sido chamado de João, José, Bernardo ou Vishal, era igual, mas que por ter nascido no dia 25 de Dezembro recebeu o nome da época, tal e qual: Natal.
O Natal tinha cabelinhos loiros, encaracolados, bochechas rosadas e um aspecto muito angelical. Talvez por isso fosse tão difícil acreditar, que onde quer que ele fosse, agisse como um vendaval. Falava muito alto, berrava de modo descomunal, cantarolava nas aulas e assobiava como se estivesse num musical. Fazia birras na rua, não gostava de banhos, nem do carnaval, não comia a sopa e só queria chocolate, numa quantidade abismal! Não gostava disto, daquilo, daquele, do outro… que coisa! O Natal era mesmo pouco cordial.
O Natal não tinha muitos amigos, mas tinha muitos brinquedos… o que visto assim, para qualquer menino normal, seria uma coisa muito triste... afinal, para que servem os brinquedos, quando não se tem ninguém com quem brincar?! Mas para o Natal, isso parecia não ter nenhum mal. Não lhe fazia diferença e era-lhe tudo igual. “Mal, mal, mal… está muito mal, menino Natal!”. A sua mãe, de olhar maternal, esperava que um dia o seu filho mudasse, antes que fosse tarde, antes que todos se recusassem a brincar com ele… antes que a solidão fosse enfim, o seu final.
“Quero um carro do Noddy, e uma pista do Cars, e a plasticina do Ruca e o dinossauro também, quero um jogo dos Gormitis e um Ferrari vermelho, quero uma bicicleta do homem aranha e um carro a motor… eu quero, eu quero, eu quero!”… “Ah… e um barco e um avião também.” – dizia ele à sua mãe! Mas a mãe estava farta, de tanto pedido e de ele não ser nada querido. “Tens que mudar, parar de berrar, não te quero a chorar, a saltar, nem a ralhar… tens que aprender a brincar… com menos brinquedos… ah, e já agora, uma vez que o Pai Natal está a chegar… bem que lhe podias prometer, que ias aprender a dar!”. Dar. Dar, dar, dar… mas dar o quê?! A mãe estava choné… só podia… e não… não ia tomar banho, nem lavar a cara, nem a mão, nem o pé! “Olha, sabes que mais, eu gosto muito do cheiro a chulé!”. Mal, mal, mal… isso está muito mal, menino Natal!
O Natal não mudou… assim continuou até ao dia 24 de Dezembro, dia em que o Pai Natal ia lá a casa. Mas o Natal não lhe deixou bolachinhas, nem leite, nem nada… e colocou pregos na lareira, e esqueceu-se de lhe deixar a meia… então, nessa noite, depois de o deitar, a mãe foi para a sala a chorar… quando o Pai Natal lá chegou, e com ela se deparou, perguntou-lhe o que se passou e ela lhe contou!
O Pai Natal decidiu então… não lhe deixar prendas… NÃO… nessa noite… o Pai Natal deu-lhe um sonho! Sim, um sonho. Enquanto o Natal dormia, na sua cama revolta, o Pai Natal tocou-lhe na testa e levou-o a dar uma “volta”.
O Natal começou então a sonhar, que tinha acabado de acordar. Berrou pela mãe e ninguém respondeu. Berrou pelo pai e ninguém lhe valeu. Levantou-se aos pontapés e não viu ninguém a lés! Talvez estivessem na sala… correu à velocidade de uma bala. Mas não viu ninguém. Não estavam em casa. Por onde andariam?! De repente sentiu fome… e correu para o armário, mas não havia chocolates, nem sequer as tostas do seu avô Mário. Talvez no frigorífico houvesse algum leite… mas a única coisa que lá estava era uma sopinha de grelos com uma pinga de azeite. “Yack”, pensou, “nem por sombras”… “se calhar os meus pais foram mas é às compras”! Decidiu sentar-se no sofá, em frente à televisão… mas não dava nada a não ser uma imagem negra com um grande barulhão.
O Natal começou a ficar com medo… é que já não era nada cedo! Talvez os seus pais se tivessem fartado… quem sabe se teriam ido embora, para nunca mais voltar?! Não podia ser… ele não queria acreditar! Se ele pudesse, teria feito tudo diferente, só para poder voltar a ter ali gente. A fome era tão grande, que se levantou e comeu a sopa toda, pingo a pingo… até lambeu a colher… e foi nesse instante, que o Natal acordou!
Afinal tinha sido tudo um sonho. Um sonho mau. Um pesadelo… ou talvez não… talvez aquele sonho tivesse sido para ele, a sua grande lição! Chamou pela mãe, sem berrar, deu-lhe um beijo. Agarrou-se a ela e pediu-lhe desculpas, por tudo o que tinha feito de mal até aí. Procurou o pai e disse-lhe que não queria prendas… naquele Natal, o que ele queria mesmo… era um dia especial! A partir desse dia, o Natal mudou, aprendeu a dar, partilhar e a ajudar! Nunca mais fez birras (só em situações excepcionais) e viveu com os pais, muitos e felizes Natais!
Pozinhos de perlimpimpim… esta história só chega ao fim… quando também tu fizeres assim!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Natalices - amanhã no AO
No Natal as pessoas dão… sempre… qualquer coisinha, umas meias (ou peúgos), umas cuecas, uns pijamas, uns perfumes ou qualquer coisa que o valha. Há os tios que dão sempre o mesmo, os tios que dão as coisas fixes e os pais, que dependendo das notas, nos iam dando o que lhe pedíamos! A partir do momento em que temos filhos, os pijamas e os peúgos passam a ser entregues directamente aos nossos rebentos (as coisas fixes também) e nós recebemos, com alguma sorte uns ferrero roché e com menos uns bombons de licor que nos desarranjam o ventre por completo!
Natal é dia de rabanadas e de crianças com dedos a colar… na melhor das hipóteses trazem também uns fios de aletria colados na cara e uns pós de canela espalhados na roupa! O bacalhau na mesa aquece a alma dos convivas e os que não gostam… levam com peru, que faz bem melhor à carteira! O primo ralha com a tia, a tia ralha com a avó… depois há sempre aquele que se entusiasma e rega demais o fígado, aquele que adormece no sofá e as que ficam na cozinha! Se tudo correr bem, só uma criança é que vai para a cama com o “corpo quente”, se tudo correr como previsto, vão todas! Depois, os pais aconchegam-lhes a roupa na cama e os ralhetes e lágrimas são “atirados” para debaixo do travesseiro. No Natal, há muito quem tire férias, mas mesmo que não as tirem, os dias passados em casa sabem bem a elas!
Um Natal sem discussões, sem quezílias típicas do seio familiar, não é Natal. Um Natal sem rabanadas também não. O Natal cheira a canela e a frio e a grelos e a primo desleixado que se esqueceu de trocar de meias!
Eu tive a sorte de ter sempre Natais assim, com família e comida… e mesmo com todos os arreveses, discórdia, barulho, calorias em excesso e crianças movidas a açúcar e prendas e mimos a mais, acho que todos deviam ter direito a um Natal assim! Que a magia dos Natal vos entre porta adentro a mil à hora e a paz fique para o resto do ano! Que todos os vossos sonhos se tornem realidade… mesmo aqueles que não vos couberem no sapatinho! Oh, oh, oh… Natal, eu aqui vou!!!

















