quinta-feira, 17 de março de 2011

Politiquices de meninos… - HOJE no AO

Fazer política é ultimamente e em virtude da crise, mais que instalada, encrostada na nossa democracia, falar de economia. E falar dela com o jargão próprio de profissionais do ramo. Desde a educação, à saúde, passando pela cultura, parece que nos últimos tempos, fazer política neste país, não é mais do que verbalizar léxico económico com nomenclaturas próprias e pseudo-científicas da “não ciência”, que a economia é!
Até aqui, tudo dentro do compreensível, (embora passível de ser censurado) tendo em conta que, e como dizia o outro, “sem bufufa não há ufa”, que é como quem diz, sem dinheiro não há descanso!
Aquilo que eu não consigo compreender assim muito bem, é a forma de se fazer política ou “falar” de economia entre os nossos políticos. Não porque utilizem um léxico complicado acima do normal para discutir e abordar o assunto, mas pela forma como o discutem e abordam… e depois de intelectuais da cueca virem acusar o povo de demagogia, eis que os próprios representantes democráticos, eleitos pelo povo, se transformam nos maiores mestres da prática.
Para quem não sabe o que é demagogia vide o “bate papo” dos políticos nos dias que correm acerca das novas medidas de austeridade propostas/impostas/aconselhadas (sei lá eu bem) pelo nosso governo! Em redor de um embrionário/bem desenvolvido/ já crescido PEC4 têm surgido as mais ilustres verborreias demagógicas… e se se pensava que fazer política e exercer um direito democrático era chegar a acordos e consensos em prol do bem geral, eis que se prova que isso mais não passa de um fait diver para os meninos da política poderem jogar aos braços de ferro, do agora mando eu, agora mandas tu!
Em virtude dos últimos acontecimentos, a minha veia de mãe salta-me para fora e dá-me ganas de os pôr cada um a um canto, advertindo-os para pensarem um pouco no que estão a fazer, obrigando-os a contar até 30, bom talvez não chegue… até 100, e depois dizer-lhes para fazerem as pazes, darem um beijinho e para irem outra vez brincar: “Sem Brigas”!
É por isso que a política continua a ser maioritariamente mister de meninos, poucas mulheres têm este nível de gosto pela picardia. O nosso apurado sentido de socialização, impõe-nos regras de bom senso na convivência que mantemos e o discernimento de saber quando e como devemos fazer cedências!
Encaro com alguma ironia um assunto mais do que sério, porque a verdade é que aquilo que me ocorre mesmo não é tirá-los da política, porque não, não acho que toda a classe política seja constituída por “meninos maus”, mas apenas considero, que na mesma medida em que a sociedade corrompe o Homem, a partidarice política corrompe o Político. Assim, gostava de ver um dia a teimosia individual de cada político ser substituída pela humildade da consciência de que aquilo que fazem não é ser protagonistas da política, nem adeptos de um partido, mas servir o povo! O vedetismo político tem que acabar de vez!
Irónico que os letrados do jardim à beira mar plantado estejam mais preocupados com o efeito que uma canção possa ter na imagem pública de Portugal aos olhos da Mamã Alemanha, do que com os efeitos perversos que este mau exercer de política no nosso país, possa trazer como consequências na governação de um povo e no próprio seio da EU e política internacional! E isso sim é ter espírito de tuga: “antes parecer do que ser”! Aplausos para eles, que o “último lugar” já lhes pertence.

terça-feira, 15 de março de 2011

De regresso à terra...


... tenho o almoço para fazer...


HumpF!

E já agora...

... este também ia bem!

'Zarilidades' para arejar as ideias...










... aaah... muito melhor!

sábado, 12 de março de 2011

E agora?!

... ainda alguém duvida que anda muito boa gente à rasquinha para deixar de estar à rasca?!

Porque é que será que demolidor, avassalador, terrorífico e catastrófico parecem ser palavras que pura e simplesmente não chegam?!


Por aqui estamos solidários.

Aishiteru (愛してる) JAPAN!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sugestões de leitura para o fim-de-semana...


Para "parvos" como eu!

: Está a pensar suicidar-se?! Anuncie-o no Facebook! - no AO

Depois do caso de uma britânica de 42 anos, que anunciou no Facebook, aos seus 1048 amigos, que se ia matar, sem ninguém ter dado grande importância, ou melhor, apenas tendo recebido de feedback alguns comentários em tom de troça, o Facebook decidiu criar (actualmente ainda apenas no Reino Unido) um sistema de alerta de suicídios, aliando-se a uma ONG, a The Samaritans, que processará a recepção de uns formulários a preencher por quem quer que queira denunciar possíveis situações de “demonstração de intenção de suicídio” por parte de outro utilizador… e a mim, nada disto me espanta, a não ser aquela velha máxima que já apregoei aos peixinhos, em croniquice anterior, que o Facebook é das maiores falácias comunicacionais jamais criadas. Senão porquê, respondam-me lá… se um amigo vosso, vos desse a entender, ainda que por travessas meias, que se ia suicidar, vocês: hipótese a) tinham uma conversa frontal com ele e tentavam estar por perto pondo também todos os vossos amigos comuns e familiares próximos em alerta máximo, ou hipótese b) preenchiam um formulário identificando-o e alertando para os indícios deixados por ele, enviando depois o ‘papelito’ para uma ONG que lhe pudesse valer… Pois, realmente coisas destas só se podem passar mesmo no mundo dos livros com caras e sem coração. Ainda assim, é bom saber que a organização do Facebook reconhece que há, efectivamente, a necessidade de implantar nesta rede social um sistema “anti-suicídio”… mas é só a mim que isto me assusta?! É só a mim que me faz imensa confusão que uma pessoa com 1048 “amigos”, numa rede social, acabe por decidir fazer da sua última comunicação ao mundo uma “publicação” em forma de apelo/aviso no Facebook?!
Bom, depois de sabermos que já não é a primeira vez, que crianças morrem, porque os pais estavam em joguinhos de quintas e afins no Facebook e se esquecem de os alimentar, deixando-os entregues a um sopro esfomeado por vida e mais algum alimento e amor, já nada me devia espantar, mas realmente há algo nestas notícias que choca… e choca muito mais do que qualquer crise económica ou demagogia política, o que choca aqui é que estamos a entrar a passos largos num mundo dominado por uma vida virtual que nos coloca a todos “presos” à rede e desligados da vida real. É um escape perigosamente alucinogénico, mais dopante que muitas drogas.
Mas o Facebook e as suas políticas dariam pano para mangas, senão porquê, experimentem lá pôr uma foto a amamentar o vosso filho e outra com um grande decote insinuante e um abrir de pernas à moda da Sharon Stone, querem apostar comigo qual das duas fotos vai ser “bloqueada” e “denunciada”!? Pois claro, está-se mesmo a ver que peito de fora a dar de mamar é muito mais passível de censura do que uma foto à la Sharon Stone… não acreditam!? Perguntem lá à Sarah Lavigne.
Enfim, não me interpretem mal, que eu também tenho Facebook, só não faço dele o meu modus vivendi… e assusta-me ter a certeza de que o que há mais é quem faça! Chegando mesmo a viver, só para o puder publicar na rede! E depois eu é que sou a “parva”! Haja pachorra!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Apresento-vos o João...


O Carnaval costuma ser altura do enterro do João (pelo menos assim dita a tradição lá para os meus lados)... mas este ano, o Carnaval deu vida ao João, à Maria e à Maria Leonor!!! Irão conhecê-los em breve!!! Preparem-se! O sonho está a ganhar forma de coisa... e até Junho é um salto! Artzinha... está na hora de "conquistarmos o mundo"!!!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Já vos falaram de dinheiro hoje?! - no AO

O dinheiro não compra a felicidade, mas as pequenas felicidades às vezes também se compram com dinheiro. Um bilhete para um concerto, um bom livro, um jantar especial, uma boa garrafa de vinho, um vestido justo de seda… enfim, não vale a pena ser hipócrita ao ponto de achar que não!
Não digo que a felicidade no quadro geral seja “comprável”, mas que todos estes pormenores pintam um quadro potencialmente mais belo e por isso mais propício à felicidade, lá isso compram!
Aquele momento especial na praia, que acaba com um entardecer de dois gelados enrolados não teria com certeza o mesmo sabor se não tivéssemos três euros para pagar os gelados, mais uns trocos para chegar à praia e depois mais uns trocos para voltar! Já agora, um bom protector solar, que não irrite a pele e nos deixe confortáveis depois de quatro horas ao sol também não se compra com tuta e meia… e por isso, é inevitável que a falta de dinheiro não traga também umas dores de cabeça sintomáticas a ela associadas!
O excesso de dinheiro, às vezes, também estraga, e se é certo que antes sobrar, que faltar, às vezes era bem melhor se não sobrasse tanto a uns e faltasse tanto a outros.
O dinheiro faz o mundo girar. O amor também, mas o dinheiro despoleta amores onde anteriormente havia um deserto e mais desejos do que qualquer paixão! Para além disso, o dinheiro não obriga a nenhuma monogamia institucional, e por isso ele é euro, ele é dólar, ele é yen… ele é a divisa que estiver com a melhor taxa de câmbio.
O dinheiro não compra a felicidade. Também dizem que não compra a saúde. E é verdade, mas que nos compra clínicas mais confortáveis e médicos mais “disponíveis”, lá isso compra. Que nos compra menos horas de espera na sala da urgência do hospital, menos exposição a vírus e bactérias, menos “empurrões para lá e para cá”, isso também é verdade… e que nos compra camas de clínicas de luxo, que não diminuindo a sintomatologia, nos ajudam a aumentar a sensação de bem-estar, isso também é inegável.
O dinheiro é uma divisa cruel, que pousa nos ombros de coronéis sem princípios, mas que de vez em quando lá cai na pala do tenente certo! O dinheiro serve para o mal e para o bem, estamos com ele, como quem está com um companheiro para a vida, porque quer se goste, quer não, o que custa é ter a noção de que sem dinheiro… não dá!
E por isso, é que uma geração de parvos se fartou de aturar a falta da entrada do dito… não porque seja infeliz pela falta da entrada directa do tipo, mas porque se fartou de altos títulos e nomes de estágio pomposos, com zero de remuneração. A mesma geração que se cansou de carregar cinco (ou mais) anos de propinas no lombo, com mais uns tantos de saberes de fotocópias, (sim, que de livros com o preço a que estão… não se pode aprender nada) e de malhar como tolos nas épocas de exames, para depois emoldurar os resultados na parede de casa dos pais, porque nem para a sua própria casa têm dinheiro… e pior do que isso, nem perspectivas de vê-lo… quiçá, sequer de lhe sentir o cheiro!
Bem sei, bem sei, que resumir o grito de revolta de uma geração em meras questões monetárias é do mais rasca que há… mas lá no fundo, no fundo, não seríamos todos tão parvos, se não andássemos assim tão à rasca!
O dinheiro não é tudo na vida… pois não… mas (infelizmente) quando o tudo resto não chega… é só com ele que a vida se compõe!
Acho que o que incomoda muita gente neste país, não é o barulho da música, que se começa a ouvir, mas mais admitir que a escravidão do século XXI seja uma escravidão polida, instruída e com muitos anos de esperança de vida pela frente!
Realmente, uma banda sonora destas, não fica nada bem, no filme das eternas aparências lusas!

terça-feira, 1 de março de 2011

Em bom micaelense...

... quase peguei de cabeça, mas tou chegando à ilha, mundo d' atoleimados!

sábado, 26 de fevereiro de 2011


A casa chega-se de uma só vez...

a todos os outros sítios, mais parece que chegamos aos bocadinhos!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

É dia de...

... fazer as malas e arrastar as pernas, com ou sem buraco, até ao Porto! Alé, Alé!

Short Briefing...


Os tratamentos diários são a torura na terra! E os quatro dias anunciados pelo médico, viraram duas semanas. Ter um buraco na canela da perna logo por baixo do joelho não é nada nice! Nada, nada, nada! Tenho dito!

De porquê em porquê não sei bem com quê - ontem no AO

Correndo o risco de isto descambar à partida, porque começar um texto seja ele oral ou escrito por “eu acho” é tão subjectivo como a sorte que nos cai no colo…aqui vai…
Eu acho que a minha filha é precoce. E acho isso, por várias razões, a primeira, e desde logo muito válida, é que nunca conheci tão intensamente nenhuma outra criança de dois anos, e assim sendo, nunca convivi com nenhuma criança desta idade tempo suficiente para estabelecer comparações mais científicas; outra razão é que em toda a bibliografia “pediátrica” que leio, em nenhum lado se fala na idade dos porquês antes dos três anos, três anos e pico…
Assim, foi com algum espanto que comecei a explicar os primeiros “porquês” à minha filha de um ano e meio. É que podem não acreditar, mas tardando ela em falar, quando começou, não tardou a bombardear-nos de “porquês”. Alguns mais perceptíveis que outros, uns mais inteligíveis e outros menos, alguns válidos e outros impróprios, mas nunca de somenos importância! Sim, porque eu sempre ouvi dizer que parvo não é quem pergunta, mas quem não sabe responder! Assim, e já com dois anos e meio de currículo conto algumas arrobas de porquês!
Tentei sempre responder. Algumas vezes de forma mais maternal “pôqué ténhu qui páxcola?!”, outras de forma mais cómica “pôqué meu pé xeia xulé?!”, outras com promessas vãs, porque também tem que ser, “pôqué num póxu cume xuculate aiora?!”. Mas confesso, que por vezes, a resposta custou mais a sair, fosse por embargo da mente “pôqué tenhu pêlux nax penas?!”, por total surpresa “pôqué eu num tenhu uma piuinha?!”, ou mesmo por não saber assim de rajada bem como “pôqué o tempo tá xinxento?!”.
Enfim, bem sei que isto são só os primeiros de muitos e variados “porquês” e admito, saber de antemão, que nem o Grande Livro dos Porquês me ajudará a escapar de alguns, quando ela já souber ler!
Os porquês denotam inteligência, no sentido em que a criança é capaz de verbalizar a sua curiosidade, na maior parte das vezes não esperando vê-la satisfeita pela resposta! Por isso, os porquês não me incomodam tanto pelas respostas que tenho que dar, mas mais porque me ocorre, que aquele cérebro tão tenro, já tem preocupações complexas. Para ser sincera, (e eu avisei que isto hoje já tinha descambado ao início), talvez ela não seja tão precoce assim, e eu seja ingénua ou inexperiente, mas a verdade é que ela por estes dias, se saiu com um porquê, a que eu (embora ciente de que qualquer resposta que lhe possa dar, lhe seja igual) confesso, não soube responder. A pergunta não foi complexa, nem a nível de léxico, nem gramatical, muito menos fonético ou pragmático, mas o porquê que me deixou sem palavras, foi um simples: “pôqué há mininus maus?!”. Pois… esse “poquê” malvado… de meninos, meninas, senhores, senhoras e toda uma complexidade de outros seres concretos ou abstractos, que nos infligem dor, deixou-me na ponta da língua uma conclusão tão trágica e redutora, que pura e simplesmente me inibi de a verbalizar, respondendo-lhe apenas “não sei”!
E agora, em jeito de apontamento mental, acho que vou gravar esta resposta para dar a mais alguns porquês, com que ela me venha a brindar… e se ela mesmo assim insistir, pode ser que leve com a velha máxima socrática (que é como um bom e velho vestido preto) com que nunca me comprometo… “porque eu só sei, que nada sei”!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Texto escrito a peganhar de mel...

A minha filha acredita que o seu cobertor cor-de-rosa (o bai-bai) tem propriedades mágicas, por isso, sempre que me vê agonizar de dores oferece-me esse conforto! Depois, atira beijinhos ao longe para o meu "dói-dói" e diz-me "já páxa", simulando uma carícia no topo da minha cabeça, e pergunta-me se já tomei os meus "remédicos" e se já tou "milhó". E isto, senhores, é puro mel para a boca! Assim, não custa tanto penar... vá, custa na mesma um bocadinho... mas menos, muito menos!
Estou ansiosa que ela chegue a casa! Apesar de saber, que quando ela chegar se acabou o descanso para a "perninha"... mas vá, para que quererei eu perninhas se não for para a acompanhar!? Ai esta bipolaridade da maternidade dá cabo dos nervos a qualquer uma! Ai dá, dá!

Tinha consulta às 18, fui atendida às 20... saí de lá às 22 com a perna dormente, um nó no estômago e um buraco na perna. O diagnóstico foi simples, mas indefinido, provável picada de bicho, que inoculou bactéria, que despoletou a infecção. A drenagem foi feita com anestesia local, e o resultado foi uma tez branca de cal e um frio que me ficou até às 24 horas!

Hoje, já com duas doses de antibiótico e quatro de anti-inflamatórios no bucho, estou deitada no sofá, com recomendações de repouso para a "perninha"!

Digam lá que não foi um serão inesperado para do dia de S. Valentim, para quem, como eu, adora surpresas, esta foi uma, indubitavelmente, inesperada ( e dolorosa também... e ainda dizem que "o amor é ferida que dói e não se sente"... Ó Camões, quem não se sente, não é filho de boa gente, pá!!!)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Le jour d'amour...


Um dia ainda vou perceber porque é que este dia me deixa sempre um tanto ao quanto desconfortável... até lá... continuarei na inocência de pensar que é a pressão de trabalhar o romantismo todo, num dia em que as manifestações de amor abundam, umas mais forçadas, outras mais forçosas e nem todas elas inteiramente desinteressadas!

Ainda assim, feliz dia de S.Valentim! Porque para se ser feliz, não é preciso desculpa! E para se amar e ser amado, não tem que haver dia marcado!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A propósito dos amigos… a falácia das redes virtuais! - no AO

(hoje nos Açores é Dia de Amigos!!!)
As redes sociais foram criadas sob o propósito de nos “aproximar das pessoas de quem gostamos”, de nos permitir com maior facilidade e sem sair de casa “ajudar a partilhar e comunicar com as pessoas que fazem parte da nossa vida”. As redes servem para nos sentirmos próximos dos nossos amigos, coleccionando-os por foto no “livro das caras”, anexados a gostos literários, de filmes, de locais, de acontecimentos e de mais uma mala cheia de coisas, mas a verdade, é que quanto mais próximos estamos das “redes”, mais presos à falta de contacto real estamos. Eu sei do que falo, porque cedo me deixei encantar por aquele que foi o primeiro mecanismo de troca de “contactos” virtual, o ditoso IRC, ou mIRC, que nos fazia ficar horas, numa fila à porta da sala de multimédia da faculdade e depois mais uns tempos à frente do PC a “teclar” sob pseudónimos e personalidades virtuais, na esperança de “fazer amigos”. E “fazer amigos” no IRC foi coisa que, de facto, nunca fiz. Teclei muito, começando sempre pelo famoso “ dd tc?” e deixando-me alargar em “lol’s” sem fim e os famosos e tão actuais sorrisos “J”. A verdade é que, passado aquele primeiro amor de paixão pelo mIRC, logo me fartei e cedo percebi que os contactos “cara-a-cara” são muito mais reais e valiosos, ainda que nem sempre genuínos, os mais falaciosos são quase sempre mais fáceis de identificar em presença! A verdade é que a velha máxima do “não podemos viver com elas, não podemos viver sem elas” se adapta na perfeição à relação que nós, indivíduos do século XXI, estabelecemos com as redes sociais, uns mais para “fazer amigos”, outros mais para “procurar relacionamentos”, outros por puro prazer, lazer ou por “handicap profissional”. Bom, nem tudo é mau nas redes sociais, aliás a única coisa má, acho eu, é mesmo a falácia do princípio da sua criação, que nos induz a todos em erros fatais, como os de pensar que se consegue manter uma amizade só através da partilha na rede, ou que uma mensagem de aniversário no nosso mural, compensa a falta que faz um abraço ou cinco minutos na companhia de quem está no “catálogo” dos nossos amigos! Eu, que pertenci à, provavelmente, última geração que ainda brincou na rua até à noite, que andava de bicla pelo bairro sem supervisão dos pais, ou capacete na cabeça, sei o quanto me valeram essas aventuras de exposição social e interacção cara-a-cara, sem ecrãs pelo meio, nem tratamentos de imagem… e tudo a acontecer em tempo real, ao improviso. E agora, enquanto mãe, o meu medo é que estejamos a criar uma geração de futuros adultos, que nos digam que vão chegar atrasados a casa através de sms, com a mesma facilidade com que nos comunicam que vão casar ou ser pai através do facebook, e se esqueçam que os valores reais estão e estarão sempre acima dos virtuais, que a convivência de amigos não pode, nem deve nunca ser trocada pelo “chat” virtual, com risco de se perder a verdadeira essência do contacto humano e de cairmos na utopia de se pensar que a vida real é a paralela da virtual! E que a vida real é, à semelhança da virtual, tratada e pensada, comercial e “sempre como a gente quer”!
Amigo, que é amigo, não nos deixa mensagens no Facebook… passa antes lá por casa, faz o esforço, apanha frio e passa connosco uns momentos em amena cavaqueira, perguntando-nos como estamos e tendo tempo para ouvir a resposta! É que, enquanto estamos sentados à frente do PC, perdemos coisas reais, que podem ser bem menos polidas, ou menos tratadas esteticamente, mas também são mais genuínas, únicas, personalizadas e com fins bem mais lucrativos e menos comerciais!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

E já agora...

imagem daqui

... com quantas adversidades se realiza um sonho?!

Com quantos pormenores se faz uma vida?!


... depende das vidas! A minha está cheia deles. Todos eles importantes, imprescindíveis e indispensáveis. Os pormenores são um pouco como aquele candelabro de cristal, que vislumbrei através de uma janela de um dos muitos casarões que vi em Veneza... e se me perguntarem a mim, aquele pormenor é um dos muitos, que faz TODA a diferença!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E agora, para três notícias absolutamente espectaculares...


Alerta de "piolhos" na residência oficial do primeiro-ministro britânico
Internacional 2011-02-04 17:52
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, alertou hoje os visitantes do número 10 de Downing Street, em Londres, residência oficial do chefe do Governo britânico, para a possibilidade de apanharem piolhos.


"Novos hábitos sexuais" aumentam número de jovens com tumores orais
Nacional 2011-02-04 07:27
Há cada vez mais jovens a dar entrada nos serviços do Instituto Português de Oncologia (IPO) com cancros orais. São doentes oncológicos vítimas de “novos hábitos sexuais”: sexo oral com vários parceiros.


e AGORA, o prémio Notícia do Mês, vai para:


"O parlamento do Malaui tem agendada para debate a partir de segunda-feira a criminalização de manifestações públicas de flatulência.
O ministro da Justiça e Assuntos Constitucionais, George Chaponda, deu um claro sinal de que leva a questão muito a sério ao afirmar, citado pela agência sul-africana SAPA, que “o governo tem a obrigação de garantir a decência pública e de introduzir ordem no país”.
Chaponda considerou que o mau hábito de libertar gases intestinais em público é uma consequência direta da democracia, sendo, em sua opinião, necessário que as pessoas aprendam a “controlar a natureza”.
“Este hábito não existia nos tempos da ditadura porque os cidadãos temiam as consequências, mas desde que o país abraçou a democracia multipartidária há 16 anos as pessoas começaram a sentir que podem libertar gases em qualquer lado”, referiu o ministro da Justiça, que propôs a criminalização.
O Partido Democrático Progressista, ao qual pertence o ministro, parece levar o assunto tão a sério como o próprio Chaponda e está disposto a usar a sua maioria parlamentar para aprovar uma nova lei que torne ilegal a flatulência.
Uma lei dos tempos da ditadura já ilegaliza aquele ato mas as autoridades não a fazem cumprir.
A legislação, ainda em vigor, estabelece que “qualquer pessoa que vicie a atmosfera em qualquer lugar e com isso torne nocivo o ar para as pessoas em geral que transitam ou trabalhem na vizinhança ou na via pública será considerada culpada de delito de menor gravidade”.
Apesar da sua firmeza, o ministro da Justiça já assegurou que a nova lei, a ser passada, manterá o estatuto de “menor gravidade” para o crime de flatulência pública.
O Malaui é uma sociedade conservadora, que ao longo dos anos proibiu uma série de comportamentos considerados aceitáveis na maior parte dos países africanos, como o uso de calças e mini-saias pelas mulheres e homens de cabelos longos. " @ LUSA


Por isso, já sabem... controlem os impulsos e pensem duas vezes antes de dar um pulo a Downing Street, onde algo vos pode pular para a cabeça, ou a Malaui, acho que essa infracção ficava um bocadinho mal no vosso registo criminal! LOL


BOM FIM-DE-SEMANA


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lusos em vias de extinção - HOJE no AO

Quando neste país se perceber que não vale a pena falar de crise e falência do estado social, se não se prestar atenção à própria sociedade em si; que não adianta de nada pensar novas políticas da Educação se não se pensar nas crianças, e que não lhes vale de nada pensar nas crianças, se não pensarem nas famílias também… mais, que não há famílias se não existirem incentivos, facilidades, compreensão, então talvez os cortes façam mais sentido e as “políticas” ganhem razão de ser! Porque até lá, aquilo que se faz neste país é promover a extinção de um povo, que de um filho e meio passará a uma média de meio filho por casal, e como meio filho não existe, passa a ser nenhum.
Os lusos darão em breve uma de dinossauros e o cometa da evolução global leva-nos todos pelo ralo e não há FMI que nos valha. Ou seja, se não se pensar com urgência nestas questões, nas pessoas, nas famílias, de uma geração de mulheres que faz ginástica de cintura para manobrar empregos e filhos e maridos e coisas, passamos a uma geração de coisas, pura e simplesmente!
Não existe sociedade sem família, por mais “disfuncional” que seja, porque se há coisa em que eu não acredito é que existam famílias “funcionais” (nomenclatura engraçada para nos fazer caber todos na dita “normalidade”, que tanto conforto traz a quem nos vê como pontinhos num gráfico). Não acredito que muitas mulheres se sintam inspiradas nos dias que correm, para viver o sonho de um amor e uma cabana, sete filhos no chão e meias e batatas para coser e cozer e comer e comer! Enfim, nem homens, por sinal, que desta utopia partilhem, que não há pachorra para Neandertais que só pensem na descendência sem olhar a comos nem porquês!
Penso que estamos a caminhar a passos largos para o fundo do pico demográfico da nação… o que não deixa de ser curioso, porque o que seria de esperar é que com tanta desgraça e asneira, que passa na televisão, se vissem menos telenovelas e se fizessem mais filhos! Mas graças à Dona Contracepção, o povo lá se vai libertando sem libertar infantes indesejados!
Desculpem a acidez que destilo, mas molhem-na num pouco de ironia e destilem-na com sarcasmo que desce num instante. Nem Camões, de pala no olho, podia fazer de conta que não via o estado em que isto está… neste jardim à beira mar plantado, outrora face da Europa, que toda ela ruborizada se esconderia se tivesse mãos para tal.
Quando se ergue a bandeira em prol dos direitos do Homem, da igualdade de direitos e se vai por esse mundo fora propagar a ilusão, como quem espalha a fé cristã, deixa-se o caos instalado em casa!
O quê, vocês não me digam que não conhecem nenhuma mulher que não tenha sido prejudicada na sua carreira profissional pelo simples facto de ser possível portadora de um rebento, e mesmo não fazendo tenções disso, seja preterida em detrimento de outro espécime de género inverso, só porque vem apetrechada com equipamento para tal. Faça-se luz na cabeça dos menos iluminados, que nem todas as mulheres querem ser mães e que nem todas as mães querem deixar de ser mulheres (de carreira)! Dito isto, em tempo de crise, o preconceito é rei e quem paga é quem não devia, a família. Pagam mães, mulheres, pagam filhos, pagam homens, pagam pais e pagamos todos nós, que se não somos todas estas coisas, somos pelo menos delas um quarto!
E é isto que acontece quando se corta na Educação e educação de um país… corta-se em tudo aquilo que de mais basilar e essencial uma sociedade tem… a sua força vital… corta-se no investimento nas pessoas. E quando se corta nas pessoas… deixa de haver onde se cortar mais! E depois!? Depois sempre quero ver quem cá fica para fazer “política”!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Contra a neura...



... um dia com tudo de bom.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As minhas escolhas para os Livros de 2010...

... baseadas nas leituras pessoais e intransmissíveis, mais prazeirosas
que consegui fazer e fiz em 2010!

No 1º lugar do pódio as historinhas mais hilariantes e do humor negro mais refinado que eu já conheci... o meu prozac, o meu xanax, o meu chá de Camomila de muitas noites a fio...


No 2º lugar, uma escolha do coração, um guia de palavras amigas sobre romances e escrita e escritores e génio literário e "as ténias da escrita" que crescem dentro de nós...


No 3º lugar, mas não último, nunca último, um livro de autoria nacional, visão feminina, cozinhado a seis mãos com uma pitada de chocolate!!! A NÃO PERDER!
Tudo está bem, quando acaba bem. Para ver aqui ao minuto 26:49!!!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A crescer...

... um ligeiro nervoso miudinho!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Não, não vamos ginasticar! - Amanhã no AO

Eu e os ginásios temos uma espécie de relação de amor platónico, daqueles muito lindos, mas que só funcionam nas nossas fantasias!
Sempre que frequentei um ginásio acabei por sair de lá, com a sensação de quem abandona um amor, só porque “é melhor assim”!
Eu e o desporto, e isto não abonará muito a meu respeito, também não nos entendemos por aí além! Aliás, num país como Portugal em que quem não fala futebolês ou é cego, ou não tem um olho, eu fico reduzida a uma anormalidade estatística que conhece o Mourinho, porque ele ganha prémios em todo o mundo, e o Cristiano Ronaldo, porque faz furor e acumula milhões como os meus móveis acumulam pó!
Bom, eu de desporto, confesso, fui praticante convicta de uma única modalidade ao longo da minha vida de três décadas, a patinagem! E isto, porque envolvia toda uma mística associada às meninas da patinagem e porque engracei com um ambiente desportivo em que não era eu a única a acabar inevitavelmente com o costado no chão! Ainda assim, foi coisa para durar uns anitos, até eu perder o meu último par de patins e ganhar amor aos ossos!
Mas falávamos de ginásios… e eu, que tenho tendência a ser “roliça”, tenho por eles o maior respeito e admiração! Sempre que oiço falar de um novo, com novas modalidades, facilidades de horários e conceitos inovadores fico toda empolgada… o que me levou há um ano atrás a ficar a pagar um ano inteiro de mensalidades, quando apenas lá fui durante dois meses! Pois… não sei bem o que me leva a desistir, mas há sempre um dia, em que me canso de me ver ruborizada nas faces e descabelada ao espelho, com a perfeita noção de que para me tonificar como deve ser, devia ter que me “descabelar” o dobro daquilo e… enfim, desisto! Assim, sem dó nem piedade, sem o mínimo de remorsos… até porque fico sempre com a sensação de ser um peixe fora de água nos ginásios que frequento!
O pessoal nos ginásios está dividido em dois grupos essencialmente, os que gostam daquilo e os que querem gostar! Os que gostam são bem visíveis, têm rotinas de cardio e toalhinhas sempre por perto, apertam os botões das máquinas de cycling com vigor e fazem ginástica como quem corre a meia maratona de Atenas! Os outros, levam-se até aos aparelhos, perdem-se em conversas com o vizinho do lado, levam iPods e ficam a ver a MTV na televisão, enquanto suam moderadamente em modelitos do último grito da Nike, compensando assim em estilo, aquilo que não fazem em esforço!
Eu gostava de gostar de ginásios, de ter um estilo de vida saudável, atlético, vitaminado e tonificado… mas nada, nem ninguém me põe um sorriso nos lábios como a porcaria de um bolinho de iogurte feito em casa ou um croissant a acompanhar um bom livro e um capuccino numa esplanada soalheira!
Ao fim de trinta anos de esforço, com as piores notas da minha vida sempre a Educação Física, resolvi assumir de uma vez por todas, o meu asco por práticas desportivas enclausuradas… é que até me podem convidar para dar uns mergulhos no mar, ou uns chutos numa bola na praia, ou uma partida de volley ao improviso… mas nunca me verão a fazer jogging na marginal, porque me dá vómitos, nem a fazer BTT nas bicicletas mais radicais, porque me dão náuseas, nem muito menos a cumprir programas de abdominais completos combinados com exercícios de cardiofitness ou pilates com entusiasmo, porque me dão sono e fome e ainda por cima custam os olhos da cara nos ginásios da moda! Assim, apercebo-me agora que não podemos nem devemos querer ser tudo na vida… há coisas que é melhor deixar os outros fazer, enquanto nós ficamos só, sentados, a ver, ou a ler um livro! É que ele há mesmo amores assim, que só funcionam bem se não funcionarem de todo!

Cavaco Silva vai...


... abdicar de um salário de 6500 euros e fica com duas míseras pensões de cerca de 10.000 euros por mês! Coitadinho. É um herói o senhor!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E depois lembro-me dela...


... e chego à conclusão que o amor pode tudo, pois não havia outra maneira deste meu coração de mulher fraca aguentar! Não há ninguém insubstituível?! Só podem estar a gozar comigo!

Sei que gosto de ti mais do que aquilo que devia...


... quando penso nas coisas que faria por ti... e nem às paredes teria coragem de as confessar!
Quem diz que não há pessoas insubstituíveis, é porque nunca te conheceu a ti, meu amor.

... tenho que ir fazer o jantar... mas um frango redondinho e de gordurinhas sinuosas, que está ali deitado na banca da cozinha à minha espera, para ser todo cortadinho à faca, dá-me ânsias! Sim, porque aprendi hoje com o Rei da Casa que salsichas e hamburguers de frango não são "comida"... grrr... ele "há cá dias"!!!

Sobre a Educação...

... quando se corta na Educação de um país, corta-se naquilo que de mais essencial e basilar um povo tem! Depois, não se queixem! Tenho dito!

Eu tenho uma janela...

... com vista para o mar...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Este é para quem quiser vir aos Açores...

... isso e que me queira ouvir falar dos três melhores livros que li em 2010!
Que tal?!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A maravilhosa delícia do meu quotidiano esquizofrénico!


Ontem de tarde a chuva assustava aqui na ilha perdida no meio do Atlântico. Fui comprar uma dúzia de ovos e vim para casa com a Repolhita fazer bolinhos. Fizemos um bolo mármore, um bolo de iogurte, seis queques de morango e chocolate e um mini bolo para a prima Calili!

Quando o Rei chegou a casa andávamos as duas de avental e de gatas a fazer de cãezinhos, a espalhar mijadelas e gargalhadas pelos quatro cantos da casa!

Hoje de manhã, o sol acordou bem cedo... mas nós não, deixamo-nos ficar na cama até às nove! Depois levamos o bolo à tia Xónja para entregar à Calili e deixei-a na escola! O sol convidou-nos então a um café com amizade e a uma passagem de "exploração" pelo maravilhoso mundo das lojas dos chineses, de onde saímos cada uma com uma máquina tira borboto de cinco euros na mão e uma barriga cheia de amena cavaqueira!

Corri para casa porque o maridão não vem almoçar e eu, qual criança inquieta, queria começar logo a tirar borbotos de tudo o que é meias e casacos e camisolas de lã da mais pequena... mas sabem o que me faltou?! As pilhas! E não digo no sentido metafórico, mas mesmo literal... as pilhas tipo "d" para pôr a porra da máquina a funcionar!

É por isso que eu não acredito que a perfeição exista... mas que estive lá perto... disso não tenho dúvidas!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Da fluência verbal...


... e escrita, já agora!


Tenho alturas em que me sinto com a fluência verbal de uma banana, em dia não!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Matei o mundo com um donut de buraco no meio! - no AO

Um dia acordei e o mundo franziu-me o sobrolho, encarou-me de frente e espetou-me o dedo do meio no ar! Fiquei escandalizada! Andei meia trôpega o dia inteiro, caí de costas, esmaguei o músculo da perna, contorci-me toda e fiz uma distensão muscular. Resolvi pegar no carro e risquei-o todo de vermelho. Antes de chegar ao trabalho perdi cinco euros, um casaco da minha filha, tiraram-me o meu lugar no café e deram-me uma nata torrada! O meu dia levou-me às lágrimas… e no dia seguinte, o sacana do mundo ainda não tinha mudado… então, em vez de me escandalizar, desta vez olhei-o de frente e deitei-lhe a língua de fora. Vesti a minha melhor fatiota, untei-me de Trombocid e Momengel, estava pronta para as quedas, perdi o amor à pintura do carro, guardei bem as notas e a minha filha levou o seu próprio casaco. Resolvi nunca mais me sentar no mesmo sítio no café e em vez de uma nata, variei entre o pãozinho com manteiga e um ou outro docinho ocasional. O mundo ficou parvo… e quando o dia acabou espetou-me o dedo do meio no ar outra vez e encomendou para mim uma gripe daquelas bem ranhosas… e eu?! Eu espetei-lhe um donut no dedo e deixei-me ficar a observá-lo contorcer-se de hipertensão, veias entupidas, colesterol e diabetes sem fim! E ainda comi o buraquinho do meio do donut com cobertura extra, lambendo os dedos no final!
Tudo isto para vos dizer que por mais voltas que a vida dê, por mais vezes que nos mostre o seu lado lunar, por mais vezes que nos tire o tapete debaixo dos pés, a resposta que lhe damos só depende de nós. Eu já mudei de carreira, de cidade, de país, de amores, de desamores, de corte de cabelo, de cor, de roupas, de estilo, de carros, a vida já me surpreendeu e já se riu na minha cara, muitas e muitas vezes.
Ninguém está à espera daquele dia D em que tudo se vira ao contrário e o mundo nos mostra que não é um lugar perfeito, que a vida é difícil e que viver traz muitas amarguras… doenças, despedimentos, acidentes, imprevistos, azares… Mas uma coisa vos digo, se tiverem que cair, ao menos façam-no com estilo e dêem a volta por cima! Que tal experimentarmos todos juntos dançar um sambinha enquanto nos puxam o tapete por debaixo dos pés?! Ou um tango, ou o vira, ou raio que os valha… porque o último a rir, é quem ri melhor e mesmo neste mundo que às vezes nos mostra o rabo, vale a pena dar a volta para lhe ver a cara, de preferência a sorrir!
Há momentos para chorar, para sofrer, para fazer o luto e para nos deixarmos cair… mas a vida é um continua!
Por isso, Mundo, bem que te podes lixar a mil à hora, a ver se me ralo, que da minha parte morro a sorrir, se for na batalha do bem, do belo, do amor, da paz, do empenho, da dedicação e da justiça… e acima de tudo, de tudo de bom que a vida contém! E agora em conjunto vamos lá imitar o gesto do Zé Povinho, e dar uma gargalhada na face do medo, que o mundo pula e avança, mas não pára, não pára, não pára…

terça-feira, 18 de janeiro de 2011


Ontem tive um dos dias, possivelmente mais emocionalmente desgastantes da minha vida! Tudo à custa disto... Acho que só quem nunca passou por esta situação é capaz de ficar indiferente ao toque de um telefone, que cada vez que se faz ouvir traz a notícia de mais um funcionário que foi chamado para ser um dos felizes contemplados com o subsídio de desemprego! Só vos digo uma coisa... foi duro!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Um dia mostro o depois...


... hoje ainda não foi o dia!

Amanhã como a sopa toda - No AO

Ontem dei por mim a fazer uma coisa muito parva! Aliás, agora que penso melhor, tenho feito coisas destas, muito parvas, há vários dias a fio! A verdade é que as faço quase mecanicamente, sem pensar muito nisso… passo a explicar, ontem, depois de jantar, ofereci pêssego em calda à minha filha, porque toda a porcaria da fruta que tinha comprado na semana anterior estava podre por dentro, à custa de ser congelada, e explico isto, porque também isto faz parte das coisas parvas que faço sem me dar muito conta disso… continuando, ofereci-lhe o pêssego em calda, porque não tinha fruta “ao natural” à disposição, e ela aceitou. Então, preparei os pratinhos e talheres, para ela e para nós, retirei uma metade do pêssego e… (agora vem a coisa parva) passei a dela por água e depois servi-nos a nós… sem passar por água as nossas! E foi aí que me apercebi da parvoíce que tinha acabado de fazer… não que passar a dela por água seja parvo, uma vez que a poupo intencionalmente do excesso de açúcar, mas e nós!? Porque não tive eu esses cuidados com as nossas metades?! Aliás, porque lhe dou eu sempre fruta natural e da melhor qualidade e acabo por comer eu a fruta tocada ou os restos da fruta dela, ou o que estiver mais à mão… afinal de contas, porque me preocupo eu tanto com a saúde e alimentação dela, e me desleixo tanto com a minha própria saúde?! Sim, porque ela tem as vacinas todas em dia, e eu confesso falta-me a do tétano, porque a levo religiosamente às consultas das idades e corro com ela em braços para o pediatra à primeira dor de barriga… e eu… ando dias a fio com enxaquecas indescritíveis e me recuso a ir ao dentista fazer aqueles últimos reparos no dente que ficou apenas “provisoriamente” arranjado! Afinal de contas, não será uma parvoíce enorme pensar que se ela estiver de boa saúde e eu estiver de rastos ela ficará bem!?
Se está frio visto-lhe um casaco à pressa, quando me apercebo que saí de casa de t-shirt. Quando está vento usa sempre um chapéu, lindo, todo da moda e quentinho, enquanto eu aproveito para deixar o cabelo húmido secar ao ar! Em casa tem pantufas, chinelos e botinhas para todas as alturas do ano… eu, confesso, faço do pé descalço o meu calçado de eleição! Na hora da refeição, quando trago os bifes para a mesa, o maior vai para ele, o mais tenro para ela e o que sobra para mim…
E foi assim, que me apercebi, ao preparar a sobremesa de ontem, do paradoxo da paternidade do verdadeiro “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço” e a parvoíce que isso é! Assim, fiz desta a minha resolução para o novo ano, tratar tão bem de mim, como trato da minha filha… o que me deixa uma dúvida, será que vou ter espaço e tempo para tanta preocupação junta?! Se comemos a sopa toda, se já comemos fruta hoje, se estamos bem agasalhadas, se temos as consultas em dia, se nos sentimos “frescas e fofas”?!… Ai cruzes!
Ter filhos é como ter um carro de alta manutenção, mas cuidar deles, na certeza de que para aquelas máquinas não há linhas de continuidade, nem modelos de topo de gama, assim, vivemos aterrorizados com todos os risquinhos que lhes possam ser feitos na chapa ou amolgadelas, no pior dos cenários… ou mesmo que lhes “gripe” o motor. É por isso, que tão frequentemente nos esquecemos de nós… é por isso, que quando eles comem a sopa toda, nós nos sentimos fartos e satisfeitos como se a tivéssemos comido nós, e quando eles comem a fruta fresquinha, nos sentimos vitaminados e sãos. É uma espécie de simbiose de “mi casa es tu casa” em versão “tu felicidad es mi contentamento” (ou algo do género)!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

E agora?!

... agora vou trabalhar, que a minha vida não é andar a ver mamas na TV!
FUI

Eu vi as mamas da Maya...


... sim, e chamem-me labrega, simplória, narrow minded ou "quadrada", mas a visão daquele par de marmelos, ou raio que o valha, em pleno programa da manhã, na SIC, enquanto estava a tomar o pequeno-almoço no café com uma amiga, deixou-me entre o vómito e a vergonha! Mas será que lhe pagaram bem para ela se sujeitar a mostrar as mamocas assim às dez e tal da manhã, com o Graciano e a Vanessa Oliveira à frente... enquanto nós (telespectadores) assistiamos à sua primeira consulta de aumento dos seios! Sim... ela vai aumentar os seios! (e se bem me lembro... já não é a primeira vez, pois não?!) Enfim... é isto... entre a queda, as dores e isto... o meu mundo nunca mais será o mesmo!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ontem...


Ontem foi um dia do caneco! Queimei-me a fazer o almoço, caí no meio da rua e estatelei-me por completo. Fiquei deitada de barriga para o ar, o mundo parou à minha volta, e eu, que me rio normalmente nestas ocasiões fiquei aterrorizada com o ar de pânico dos que me rodeavam. Ainda não percebi muito bem como é que tudo aconteceu, mas acho que escorreguei num vidro, num passeio de calçada a descer e cortei a mão e tudo! Maravilhoso mundo do espectáculo este das quedas! Mas o melhor... o melhor, foi que hoje me dói ( e não leiam os mais púdicos) o rabo de uma forma espectacular! Isso e o braço e uma perna! Fosga-se que nunca mais me rio se vir alguém a cair! Juradinho!

Bom, o resto do dia foi normal... dentro do possível do dia do regresso às rotinas, trabalho, creche e o meu coração de mãe apertadinho a rezar a todos os anjinhos para que as viroses nos deixem de vez... isso e as doenças de um modo geral!
Já agora, digam lá se os meus xanatos de eleição não são lindos... se são à prova de queda, não sei... mas como vou sair daqui a nada de casa... cheira-me que não tardo a descobrir!

WISH ME LUCK!

domingo, 9 de janeiro de 2011

O "chiliquinho" da meia-noite...


... leva-me às ganas de vender o recheio do meu guarda-roupa inteirinho...

... só para poder comprar outro novinho em folha!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Actualizações...

Estar em casa tem destas coisas... passo o dia a ver Rucas e Noddys e a vê-la brincar! Mais recentemente, a Repolhita descobriu a magia das Barbies e das Barriguitas, mas desengane-se quem acha que as Barriguitas continuam iguais aquelas com que brincávamos aos bebés… não… mesmo nada! As Barriguitas do século XXI estão mais para Barbies tarrecas do que para outra coisa qualquer… há dúvidas?! Vejamos…



Ainda assim, fico sempre com a impressão que sou a única a ter saudades das Barriguitas dos anos 80... e até elas (e eles) ficam derretidos com este update à lá século XXI de um brinquedo de sucesso!!! (Reparem lá no ar de luxúria do barriguita de fralda dos nossos tempos... já tinha idade para ter juízo, não?!)


Babado! LOL

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Teoria nr. 1.1.11 - HOJE no AO

Eu tenho uma teoria… aliás, tenho muitas… mas tenho uma em especial sobre a felicidade! (E que melhor forma de começar o ano, senão versando sobre felicidade!) Assim, e matando dois coelhos de uma só cajadada, começo o ano com a teoria número um, do mês um, do ano dos dois uns, numa saga infinda e talvez ingrata de cronicar sobre coisas positivas neste ano, que se nos é apresentado na conjuntura geral de modo de todo auspicioso e continuo mantendo a tónica das croniquices pessoais sem ser íntimas ou pessoalizantes sobre tudo um pouco, importante ou não, muitas vezes razando a futilidade e sempre, mas sempre sem pretensões sérias… como vos tenho de resto habituado.
Ora, a minha teoria sobre a felicidade é que a dita é (ponto um ponto um) um estado de alma pontual. Sim, não acredito muito que a felicidade, entendida como estado de plenitude, paz, harmonia, bem-estar e alegria seja algo contínuo, portanto, irrita-me um bocado aquelas pessoas que estão sempre felizes com tudo e com todos, sempre, para sempre e sem interrupções. Depois, (ponto um ponto dois) acho que a felicidade é algo que se constata mais frequentemente retrospectivamente… assim, exclamações como “estou tão feliz” mais me soam a desejo do que a pura constatação… isto porque, no momento em que efectivamente se está feliz isso sente-se, e não se diz! Assim, “fiquei muito feliz” ou “sou muito feliz assim” parecem-me interpelações mais fiéis. Por fim, (ponto um ponto três) e talvez o mais importante, acho que a felicidade está sobrevalorizada… e isto é uma alínea da minha teoria sobre a felicidade, que muito se pode ler nas costumeiras entrelinhas das minhas croniquices. Eu acho que toda a gente tem a capacidade de se fazer sentir feliz, logo que não exija dessa felicidade que ela seja completa e perpétua e baseada em odisseias hollywoodescas.
A felicidade começa num sorriso, aliás, a felicidade começa antes do esboço desse sorriso ser pensado… a felicidade começa em cada um de nós… e na forma como a tentamos atingir e realizar. Sim, sim… está bem, tudo isto soa a mantra budista, qual “om mani padme hum”, que cada um de nós pode entoar a plenos pulmões, mas a verdade nua e crua por detrás desta minha teoria é que desconfio sempre das pessoas muito felizes, que mostram fotos das suas “felicidades” no facebook e em tudo o que é rede social ou revista cor-de-rosa, porque acredito mesmo que os momentos mais felizes da nossa vida são incapazes de ser capturados por uma câmara fotográfica ou de filmar… porque eles são como a própria vida tão inesperados como especiais e voláteis. Também acredito que os momentos em que nos sentimos mais felizes e mais completos, gostamos de os guardar para nós, qual tesourinho pessoal e intransmissível.
Para concluir, acho muito engraçada esta contradição de que sendo a felicidade uma coisa positiva, tanta gente, eu inclusive, desconfie dela quando não vem em doses homeopáticas… confesso que respeito a felicidade tanto quanto respeito as forças da natureza, preferindo-a moderada e nunca em doses de exagero!
E agora outra teoria, minha muito minha, acho mesmo que a nossa felicidade incomoda muito a infelicidade dos outros… mas sabem que mais, aguentem-se à bronca que eu, com esse vosso mal, passo bem! E finalmente, feliz dois mil com dois uns no fim!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Volto a Veneza...

... enquanto ela pula de cuecas em cima da minha cama espalhando borras de Betadine no azul petróleo da colcha.