
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Cavaco Silva vai...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011
E depois lembro-me dela...
Sei que gosto de ti mais do que aquilo que devia...

Sobre a Educação...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
A maravilhosa delícia do meu quotidiano esquizofrénico!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Da fluência verbal...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Matei o mundo com um donut de buraco no meio! - no AO
Tudo isto para vos dizer que por mais voltas que a vida dê, por mais vezes que nos mostre o seu lado lunar, por mais vezes que nos tire o tapete debaixo dos pés, a resposta que lhe damos só depende de nós. Eu já mudei de carreira, de cidade, de país, de amores, de desamores, de corte de cabelo, de cor, de roupas, de estilo, de carros, a vida já me surpreendeu e já se riu na minha cara, muitas e muitas vezes.
Ninguém está à espera daquele dia D em que tudo se vira ao contrário e o mundo nos mostra que não é um lugar perfeito, que a vida é difícil e que viver traz muitas amarguras… doenças, despedimentos, acidentes, imprevistos, azares… Mas uma coisa vos digo, se tiverem que cair, ao menos façam-no com estilo e dêem a volta por cima! Que tal experimentarmos todos juntos dançar um sambinha enquanto nos puxam o tapete por debaixo dos pés?! Ou um tango, ou o vira, ou raio que os valha… porque o último a rir, é quem ri melhor e mesmo neste mundo que às vezes nos mostra o rabo, vale a pena dar a volta para lhe ver a cara, de preferência a sorrir!
Há momentos para chorar, para sofrer, para fazer o luto e para nos deixarmos cair… mas a vida é um continua!
Por isso, Mundo, bem que te podes lixar a mil à hora, a ver se me ralo, que da minha parte morro a sorrir, se for na batalha do bem, do belo, do amor, da paz, do empenho, da dedicação e da justiça… e acima de tudo, de tudo de bom que a vida contém! E agora em conjunto vamos lá imitar o gesto do Zé Povinho, e dar uma gargalhada na face do medo, que o mundo pula e avança, mas não pára, não pára, não pára…
terça-feira, 18 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Amanhã como a sopa toda - No AO
Se está frio visto-lhe um casaco à pressa, quando me apercebo que saí de casa de t-shirt. Quando está vento usa sempre um chapéu, lindo, todo da moda e quentinho, enquanto eu aproveito para deixar o cabelo húmido secar ao ar! Em casa tem pantufas, chinelos e botinhas para todas as alturas do ano… eu, confesso, faço do pé descalço o meu calçado de eleição! Na hora da refeição, quando trago os bifes para a mesa, o maior vai para ele, o mais tenro para ela e o que sobra para mim…
E foi assim, que me apercebi, ao preparar a sobremesa de ontem, do paradoxo da paternidade do verdadeiro “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço” e a parvoíce que isso é! Assim, fiz desta a minha resolução para o novo ano, tratar tão bem de mim, como trato da minha filha… o que me deixa uma dúvida, será que vou ter espaço e tempo para tanta preocupação junta?! Se comemos a sopa toda, se já comemos fruta hoje, se estamos bem agasalhadas, se temos as consultas em dia, se nos sentimos “frescas e fofas”?!… Ai cruzes!
Ter filhos é como ter um carro de alta manutenção, mas cuidar deles, na certeza de que para aquelas máquinas não há linhas de continuidade, nem modelos de topo de gama, assim, vivemos aterrorizados com todos os risquinhos que lhes possam ser feitos na chapa ou amolgadelas, no pior dos cenários… ou mesmo que lhes “gripe” o motor. É por isso, que tão frequentemente nos esquecemos de nós… é por isso, que quando eles comem a sopa toda, nós nos sentimos fartos e satisfeitos como se a tivéssemos comido nós, e quando eles comem a fruta fresquinha, nos sentimos vitaminados e sãos. É uma espécie de simbiose de “mi casa es tu casa” em versão “tu felicidad es mi contentamento” (ou algo do género)!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Eu vi as mamas da Maya...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Ontem...
WISH ME LUCK!
domingo, 9 de janeiro de 2011
O "chiliquinho" da meia-noite...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Actualizações...
Babado! LOL
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Teoria nr. 1.1.11 - HOJE no AO
Ora, a minha teoria sobre a felicidade é que a dita é (ponto um ponto um) um estado de alma pontual. Sim, não acredito muito que a felicidade, entendida como estado de plenitude, paz, harmonia, bem-estar e alegria seja algo contínuo, portanto, irrita-me um bocado aquelas pessoas que estão sempre felizes com tudo e com todos, sempre, para sempre e sem interrupções. Depois, (ponto um ponto dois) acho que a felicidade é algo que se constata mais frequentemente retrospectivamente… assim, exclamações como “estou tão feliz” mais me soam a desejo do que a pura constatação… isto porque, no momento em que efectivamente se está feliz isso sente-se, e não se diz! Assim, “fiquei muito feliz” ou “sou muito feliz assim” parecem-me interpelações mais fiéis. Por fim, (ponto um ponto três) e talvez o mais importante, acho que a felicidade está sobrevalorizada… e isto é uma alínea da minha teoria sobre a felicidade, que muito se pode ler nas costumeiras entrelinhas das minhas croniquices. Eu acho que toda a gente tem a capacidade de se fazer sentir feliz, logo que não exija dessa felicidade que ela seja completa e perpétua e baseada em odisseias hollywoodescas.
A felicidade começa num sorriso, aliás, a felicidade começa antes do esboço desse sorriso ser pensado… a felicidade começa em cada um de nós… e na forma como a tentamos atingir e realizar. Sim, sim… está bem, tudo isto soa a mantra budista, qual “om mani padme hum”, que cada um de nós pode entoar a plenos pulmões, mas a verdade nua e crua por detrás desta minha teoria é que desconfio sempre das pessoas muito felizes, que mostram fotos das suas “felicidades” no facebook e em tudo o que é rede social ou revista cor-de-rosa, porque acredito mesmo que os momentos mais felizes da nossa vida são incapazes de ser capturados por uma câmara fotográfica ou de filmar… porque eles são como a própria vida tão inesperados como especiais e voláteis. Também acredito que os momentos em que nos sentimos mais felizes e mais completos, gostamos de os guardar para nós, qual tesourinho pessoal e intransmissível.
Para concluir, acho muito engraçada esta contradição de que sendo a felicidade uma coisa positiva, tanta gente, eu inclusive, desconfie dela quando não vem em doses homeopáticas… confesso que respeito a felicidade tanto quanto respeito as forças da natureza, preferindo-a moderada e nunca em doses de exagero!
E agora outra teoria, minha muito minha, acho mesmo que a nossa felicidade incomoda muito a infelicidade dos outros… mas sabem que mais, aguentem-se à bronca que eu, com esse vosso mal, passo bem! E finalmente, feliz dois mil com dois uns no fim!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Entrai, entrai...

grrr...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Estou de volta...

Ver a passagem do ano às pintinhas... - no AO
sábado, 1 de janeiro de 2011
A passagem de ano foi assim...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
É OFICIAL...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Prendinhas de Natal...
O CONTO DO NATAL, por Sílvia Martins
Não foi só por uma vez, mas foi por mais de duas e muitas mais vezes do que três, que o Natal se portou muito mal. O Natal era um menino, com outro menino qualquer, que bem podia ter sido chamado de João, José, Bernardo ou Vishal, era igual, mas que por ter nascido no dia 25 de Dezembro recebeu o nome da época, tal e qual: Natal.
O Natal tinha cabelinhos loiros, encaracolados, bochechas rosadas e um aspecto muito angelical. Talvez por isso fosse tão difícil acreditar, que onde quer que ele fosse, agisse como um vendaval. Falava muito alto, berrava de modo descomunal, cantarolava nas aulas e assobiava como se estivesse num musical. Fazia birras na rua, não gostava de banhos, nem do carnaval, não comia a sopa e só queria chocolate, numa quantidade abismal! Não gostava disto, daquilo, daquele, do outro… que coisa! O Natal era mesmo pouco cordial.
O Natal não tinha muitos amigos, mas tinha muitos brinquedos… o que visto assim, para qualquer menino normal, seria uma coisa muito triste... afinal, para que servem os brinquedos, quando não se tem ninguém com quem brincar?! Mas para o Natal, isso parecia não ter nenhum mal. Não lhe fazia diferença e era-lhe tudo igual. “Mal, mal, mal… está muito mal, menino Natal!”. A sua mãe, de olhar maternal, esperava que um dia o seu filho mudasse, antes que fosse tarde, antes que todos se recusassem a brincar com ele… antes que a solidão fosse enfim, o seu final.
“Quero um carro do Noddy, e uma pista do Cars, e a plasticina do Ruca e o dinossauro também, quero um jogo dos Gormitis e um Ferrari vermelho, quero uma bicicleta do homem aranha e um carro a motor… eu quero, eu quero, eu quero!”… “Ah… e um barco e um avião também.” – dizia ele à sua mãe! Mas a mãe estava farta, de tanto pedido e de ele não ser nada querido. “Tens que mudar, parar de berrar, não te quero a chorar, a saltar, nem a ralhar… tens que aprender a brincar… com menos brinquedos… ah, e já agora, uma vez que o Pai Natal está a chegar… bem que lhe podias prometer, que ias aprender a dar!”. Dar. Dar, dar, dar… mas dar o quê?! A mãe estava choné… só podia… e não… não ia tomar banho, nem lavar a cara, nem a mão, nem o pé! “Olha, sabes que mais, eu gosto muito do cheiro a chulé!”. Mal, mal, mal… isso está muito mal, menino Natal!
O Natal não mudou… assim continuou até ao dia 24 de Dezembro, dia em que o Pai Natal ia lá a casa. Mas o Natal não lhe deixou bolachinhas, nem leite, nem nada… e colocou pregos na lareira, e esqueceu-se de lhe deixar a meia… então, nessa noite, depois de o deitar, a mãe foi para a sala a chorar… quando o Pai Natal lá chegou, e com ela se deparou, perguntou-lhe o que se passou e ela lhe contou!
O Pai Natal decidiu então… não lhe deixar prendas… NÃO… nessa noite… o Pai Natal deu-lhe um sonho! Sim, um sonho. Enquanto o Natal dormia, na sua cama revolta, o Pai Natal tocou-lhe na testa e levou-o a dar uma “volta”.
O Natal começou então a sonhar, que tinha acabado de acordar. Berrou pela mãe e ninguém respondeu. Berrou pelo pai e ninguém lhe valeu. Levantou-se aos pontapés e não viu ninguém a lés! Talvez estivessem na sala… correu à velocidade de uma bala. Mas não viu ninguém. Não estavam em casa. Por onde andariam?! De repente sentiu fome… e correu para o armário, mas não havia chocolates, nem sequer as tostas do seu avô Mário. Talvez no frigorífico houvesse algum leite… mas a única coisa que lá estava era uma sopinha de grelos com uma pinga de azeite. “Yack”, pensou, “nem por sombras”… “se calhar os meus pais foram mas é às compras”! Decidiu sentar-se no sofá, em frente à televisão… mas não dava nada a não ser uma imagem negra com um grande barulhão.
O Natal começou a ficar com medo… é que já não era nada cedo! Talvez os seus pais se tivessem fartado… quem sabe se teriam ido embora, para nunca mais voltar?! Não podia ser… ele não queria acreditar! Se ele pudesse, teria feito tudo diferente, só para poder voltar a ter ali gente. A fome era tão grande, que se levantou e comeu a sopa toda, pingo a pingo… até lambeu a colher… e foi nesse instante, que o Natal acordou!
Afinal tinha sido tudo um sonho. Um sonho mau. Um pesadelo… ou talvez não… talvez aquele sonho tivesse sido para ele, a sua grande lição! Chamou pela mãe, sem berrar, deu-lhe um beijo. Agarrou-se a ela e pediu-lhe desculpas, por tudo o que tinha feito de mal até aí. Procurou o pai e disse-lhe que não queria prendas… naquele Natal, o que ele queria mesmo… era um dia especial! A partir desse dia, o Natal mudou, aprendeu a dar, partilhar e a ajudar! Nunca mais fez birras (só em situações excepcionais) e viveu com os pais, muitos e felizes Natais!
Pozinhos de perlimpimpim… esta história só chega ao fim… quando também tu fizeres assim!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Natalices - amanhã no AO
No Natal as pessoas dão… sempre… qualquer coisinha, umas meias (ou peúgos), umas cuecas, uns pijamas, uns perfumes ou qualquer coisa que o valha. Há os tios que dão sempre o mesmo, os tios que dão as coisas fixes e os pais, que dependendo das notas, nos iam dando o que lhe pedíamos! A partir do momento em que temos filhos, os pijamas e os peúgos passam a ser entregues directamente aos nossos rebentos (as coisas fixes também) e nós recebemos, com alguma sorte uns ferrero roché e com menos uns bombons de licor que nos desarranjam o ventre por completo!
Natal é dia de rabanadas e de crianças com dedos a colar… na melhor das hipóteses trazem também uns fios de aletria colados na cara e uns pós de canela espalhados na roupa! O bacalhau na mesa aquece a alma dos convivas e os que não gostam… levam com peru, que faz bem melhor à carteira! O primo ralha com a tia, a tia ralha com a avó… depois há sempre aquele que se entusiasma e rega demais o fígado, aquele que adormece no sofá e as que ficam na cozinha! Se tudo correr bem, só uma criança é que vai para a cama com o “corpo quente”, se tudo correr como previsto, vão todas! Depois, os pais aconchegam-lhes a roupa na cama e os ralhetes e lágrimas são “atirados” para debaixo do travesseiro. No Natal, há muito quem tire férias, mas mesmo que não as tirem, os dias passados em casa sabem bem a elas!
Um Natal sem discussões, sem quezílias típicas do seio familiar, não é Natal. Um Natal sem rabanadas também não. O Natal cheira a canela e a frio e a grelos e a primo desleixado que se esqueceu de trocar de meias!
Eu tive a sorte de ter sempre Natais assim, com família e comida… e mesmo com todos os arreveses, discórdia, barulho, calorias em excesso e crianças movidas a açúcar e prendas e mimos a mais, acho que todos deviam ter direito a um Natal assim! Que a magia dos Natal vos entre porta adentro a mil à hora e a paz fique para o resto do ano! Que todos os vossos sonhos se tornem realidade… mesmo aqueles que não vos couberem no sapatinho! Oh, oh, oh… Natal, eu aqui vou!!!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Brinde ao optimismo na nação dos cépticos - Hoje no AO
O cepticismo e descrença em relação ao estado das coisas é tanto e de tal forma, que se questiona tudo e todos! Dificilmente acreditamos em alguém e o espírito que mais vigora no dar é a velha máxima de que quando a esmola é demais, o pobre desconfia. Não querendo com isto implicar que todos os portugueses são pobres, mas antes que alguns pobres são portugueses.
O “tuga” chegou ao cúmulo de que se encontrasse uma lâmpada mágica, igual à do Aladino e de lá saísse um génio, que lhe oferecesse três desejos, a primeira reacção seria perguntar pelo lugar onde estava escondida a câmara dos ‘Apanhados’ e a segunda era se tinha que declarar ao estado os desejos e, por fim, a taxa de juro que o génio lhe ia cobrar! Enfim, estamos assim em pior estado do que os velhos do Restelo, num estranha-se depois entranha-se da crise de proporções paquidérmicas que se instalou entre nós. Duvidamos do governo, dos governantes, dos governandos e dos desgovernados, de Deus, do Papa, dos padres, do país, da Europa, do capitalismo… chegamos até à vertiginosa loucura de duvidar da própria Democracia. Está instaurada a crise de valores que ameaçava, que incubava em nós desde os princípios da busca da nossa identidade enquanto ser social! Nunca o velho dogma do “Quem somos? Onde estamos?! E para onde vamos?!” foi tão pertinente e esteve simultaneamente tão em aberto como nos dias de hoje!
Os telejornais dizem ou fazem aparecer as palavras “crise”, “austeridade”, “desemprego” ou “fome” a cada meio minuto… os psicólogos e psiquiatras esfregam as mãos de contentinhos, com as depressões que se avizinham, convenientemente amparadas pela época natalícia, época da reunião de família… de dar… e receber!
Mas o que todos parecem esquecer-se é que ainda há muito que é de borla nesta vida… verdadeiros anti-depressivos bem à medida de qualquer carteira, por mais mofenta e vazia que esteja… beijar, andar descalço, sentir frio e depois calor, correr e sentir o coração a pulsar dentro de nós, rir, gargalhar, partilhar, ouvir alguém, sentir o seu amor, afagar o pêlo de um animal, senti-lo arfar, ver crianças a brincar e saber… saber que por mais crises, por mais desemprego, por mais austeros que sejam estes e outros orçamentos vindouros… há coisas que só dependem de nós, como encarar a adversidade com espírito de desafio e as dificuldades como “pedras no caminho”! Porque a necessidade aguça o engenho e arregaçar as mangas e ir à luta é menos lastimável do que chorar sobre o leite derramado! E sabem que mais?! Mesmo não sabendo o que o amanhã trará, estou fartinha de sentir pena de nós todos! Por isso, hoje, enquanto o amanhã não chega, aproveitem para ler um bom livro, ouvir a música que gostam, escrever as vossas mágoas, cantar a plenos pulmões, abraçar muito, rir mais ainda e se puderem ajudar alguém, ajudem, mas não por causa da crise que veio ontem ou a que virá amanhã… mas por causa das pessoas que estarão hoje a ajudar!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O meu pequeno ídolo!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Natal, prendas e lendas - Amanhã no AO
Sim, lá em casa, para além de sermos fãs de histórias de encantar, gostamos de aproveitar enquanto podemos para a alimentar de mundos de fadas dos dentes e duendes dos sonhos bons e gordinhos que dão prendas… e tudo e tudo e tudo! Aposto que é bem mais fácil puxar pelo imaginário e contar-lhes estas coisas que a fazem sorrir, do que ensinar-lhe as verdades que a esperam, algumas que teremos que lhe esclarecer… e as outras, as que ela terá que aprender! Assim, o Pai Natal passará lá por casa enquanto ela quiser acreditar, de mãos dadas com o Menino Jesus, no dia de São Nicolau, no dia de Natal, no dia de Reis… e quando um “Homem quiser”! A única coisa que esperamos em troca, é um sorriso de satisfação e um mínimo de histerismo q.b., para abrilhantar a quadra, gravar num vídeo e mais tarde recordar, estas e outras magias da nossa velha infância!
Mas não… hoje em dia, as crianças já não recebem só prendas no Natal ou nos aniversários, como nós, em tempos, e por isso… a coisa estranha-se e depois entranha-se! Logo, no máximo dos máximos recebemos um “Yes”, bem à moda import-export de tradições e temos que nos contentar em fazer um filmezito com um “desembrulhanço” apressado!
Longe vão os tempos em que eu tremia e gaguejava, quase chorando de júbilo, quando me deparava com aquele boneco pindérico na minha botinha, com que eu tinha sonhado, noite após noite, durante um ano inteiro! O que me leva a pensar, que talvez o nosso horizonte de expectativas não se coadune com as latitudes e longitudes das nossas atitudes. Por isso, este Natal, apliquei ‘austeridade’, para com menos (prendas) receber mais… entusiasmo, brilhozinho nos olhos e “magia” de Natal. É um PEC estival familiar… “Prendas Estrategicamente Compradas”, com um OE (Orçamento Emocional) bem estudado. Se resultar, conto-vos o segredo para o ano, prometo!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
"Tanta roupa e..."

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
“Desfilhados” por uma noite… - no AO
Para muitos, a importância do tempo de exclusividade para o casal é sobrevalorizado, porque é suplantado pelo valor que tem vermos juntos os nosso filhos crescer, dedicando-lhes especial atenção e carinho e fazendo com eles programas de qualidade em família. Mas quando nos apercebemos que passamos mais de ano e meio sem ir ao cinema, que a única vez que demos as mãos em público foi para atravessar a rua ou saltar algum obstáculo, quando nos damos conta que os últimos concertos a que assistimos dão pelo nome de Ti-Tó-Tis ou Ruca… então… a coisa está grave! É que o que está em causa aqui não são os programas culturais em questão, mas um mundo de referências que o casal costumava ter a dois, como aquele velho filme, aquela música que era só dos dois, aquele concerto emocionante a que assistiram de caras coladas, aquele espectáculo em que ele se deslumbrou com o olhar dela sobre o palco… enfim, aqueles momentos a dois, que fazem daquele casal, um casal único, cúmplice e um verdadeiro casal! Já não estamos na esfera da família, mas refiro-me à importância que tem o bem-estar do casal, para conseguir manter a felicidade e união da família.
Foi nesta sequência de ideias, que aproveitando a boa vontade e compreensão de um casal amigo com uma filha da mesma idade que a nossa, decidimos aproveitar um serão para ir ao cinema e jantar a dois! Como seria de esperar… começámos logo mal, porque a mais pequena decidiu dormir uma sesta para lá da sua hora habitual e foi um corre-corre para chegar a horas ao cinema. Depois, não sabíamos onde ir jantar… porque estando a dois queríamos um espaço mais intimista, mais modernaço! Depois de muita indecisão lá nos decidimos por um (recomendado por um casal solteiro). Mas, esquecemo-nos de um pequeno pormenor… reservar lugar. Logo, não tivemos sorte. Optámos por outro, onde já não íamos há algum tempo… menos fashion, mas mais “comestível”. Encontrámos uma sala cheia de caras conhecidas, que nos interpelaram com questões de trabalho, ignorando o nosso “esquivanço” educado. Jantámos, conversámos, vimos o Porto empatar com o Sporting… mas quando o jantar acabou demos por nós com uma falta louca do “apêndice”… assim, a caminho do bar, onde esperávamos ouvir algum jazz, só falámos dela. Ligámos para saber se estava bem… estava óptima! Entrámos no bar, não havia jazz, pedimos uma aguardente velha e um café… que bebemos à pressa porque… a verdade… é que nos sentíamos uns peixinhos fora de água! Rimo-nos de soslaio ao ouvir um comentário da mesa ao lado de que “as relações são complicadas” e de que “comprar carro é um investimento, mas casa é uma estupidez”… e percebemos que estava na hora de ir para a nossa!
Qual Cinderela, antes da meia-noite batemos em retirada e só descansámos quando deitamos corpo na cama. Afinal, essa coisa do tempo de exclusividade até que tinha sido bom… tínhamos rido muito, da nossa trenguice de casal “desfilhado”, das peripécias da noite… mas agora era bom estar no ninho… com a mais pequena por perto e a consciência que a vida com filhos nunca mais é a mesma, mas na maior parte das vezes… a mudança, é para melhor! Mudam-se as prioridades, mudam-se as vontades, n’est-ce pas!?
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Sabemos que estamos a fazer um bom trabalho quando...

Vou contar-vos o episódio... vale a pena visualizar a cena...
Na creche da minha filha o terror anda de fraldas, tem cabelo loiro à escovinha e dá pelo nome de José! Pinta as bonecas das meninas, puxa-lhes o cabelo, dá dentadas e é fofo que se farta... por isso, safa-se com ar de bom menino no seu casaco azul às pipinhas! A Maria mais piquena farta-se de se queixar dele, acorda de noite a gritar pelo nome dele e a dizer que não... nãaaao xuzé! Tudo desde que ele lhe tirou os cromos da Kitty que ela tanto amava e os estragou todos, um a um... não se faz!
A Repolhita cá de casa não tem pesadelos com ele, mas traz dentadas nas costas, bochechas e braços... de vez em quando, com a marca dentária dele! Já o vi a puxar-lhe o cabelo enquanto ela se deliciava no cavalinho de plástico da Chicco e não gostei... mas, a verdade é que isto são coisas normais destas idades!
Uma altura, em que a Repolhita chegou a casa toda arranhada na cara, queixando-se que tinha sido ele... o pai "galináceo" cá da casa, vulgo maridão e Rei do Lar, ensinou-a a dar murros e pontapés... e incentivou-a a fazê-lo sempre que alguém se atrevesse a magoá-la. Mas a atitude dela de ontem... superou todas as nossas melhores expectativas… ao que consta, o José ontem fez das dele… mordeu dois meninos, puxou cabelos e a ela apertou-lhe o nariz… as responsáveis da sala, decidiram advertê-lo e convocaram todos os meninos afectados explicando-lhes que “os meninos não mordem… as bocas dos meninos são para comer e falar… não para morder outros meninos… e bla bla bla…”… ainda neste cenário, a Repolhita decidiu sentar-se numa cadeira em frente a ele… cruzou a perna e de dedinho no ar disse-lhe com ar sentido e sobrolho franzido: “Tou muito xangáda contigo xuzé! HUM!”… e pronto, foi isto… não bateu, não deu murros, não esperneou, nem chorou! Falou e disse, na minha opinião muito bem! (Muito melhor do que muitos adultos teriam reagido se outros lhe tivessem “apertado o nariz”! )
E agora vou só até ali ao lado contar isto a mais alguém… para ver se deixo sair este orgulho de mãe, de dentro de mim, em doses moderadas!!!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
São nove da manhã...

"Mãe... tenho pêlux nas pénas!"....
Primeiro ri-me... depois, caiu em mim a consciência que talvez devesse ter uma resposta mais maternal e pedagógica para lhe dar... Parei de rir, mas a sorrir respondi-lhe:
" Sim filha, tens... sabes, quando tu eras muito pequenina já os tinhas... eras assim muito, muito, muito pequenininha, mas com muitos pelinhos nas pernas!"
(Silêncio)...
Espreito-a pelo espelho retrovisor e ela continua a olhar para as pernas, tentando agarrar os pêlos...
"Mãe...", começa ela a medo... "é como o papá?!"...
"Não filha... os teus são clarinhos!!!"
"Poixé... só os papás é que têm pêlux gandes, né?!"
"é filha... é..."
Eu repito, eram nove da manhã... alguém consegue respostas mais pedagógicas a esta hora da matina?!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
E a pedido de muitas famílias...
"Em casa onde não há pão..." - Hoje no AO
Eu acho muito bonito, este gesto de solidariedade, manifestação e activismo dos direitos cívicos… muito bonito mesmo! Pena que tamanha massificação de gentes não se veja à porta dos actos eleitorais, ou nas decisões camarárias, ou sequer ignorem aquilo que de facto se está a passar com o país. Se eu estou contente com os passos que temos dado?! Não. Se acho que a coisa vai apertar?! Sem dúvida. Se fiz greve?! Não. E porquê?! Porque não acho que esta seja a solução dos nossos problemas, dos problemas da crise económica nacional, europeia e global… porque sei os custos que uma greve destas traz, os inconvenientes, os incómodos e a hipocrisia que se esconde por trás da manifestação de muita gente. Tão simples quanto isto, também não acho nada bem que quem queira fazer greve o tenha direito a fazer e quem queira trabalhar se sinta impedido de o fazer, porque não há transportes, porque não tem como o fazer, porque não tem onde deixar os filhos, ou porque é “aliciado” por sindicalistas à porta do seu local de trabalho! Lamento, mas se na sociedade do “a minha liberdade acaba onde começa a tua”, onde está a liberdade dos outros?! Dos “cortas” dos que não acham que berrar seja a solução. Se a greve é para manifestar descontentamento, estou certa que o mesmo número de queixas e cartas a chegar às mãos do senhor primeiro-ministro ou assembleia da república tinham muito mais impacto… talvez todas enviadas no mesmo dia, talvez todas com mil e trezentas queixas fundamentadas, exigindo resposta… ou melhor ainda, com soluções para a nossa crise, com propostas de melhoramento da situação… mas, assim de repente esqueci-me que a lei do berro é mais acessível que a lei da pena… que a retórica e a argumentação também abriram falência… e que o nosso país não viu o que se passou na França, que apesar das seis greves gerais de paralisação total, não fizeram demover Sarkozy, que se limitou a “renovar” o seu governo! E não… não estou a fazer política, nem exercício puro de demagogia, mas irrita-me que as pessoas, enquanto seres sociais escolham quase sempre a revolta como solução dos seus problemas, que nada resolve, mas só agrava, aumentando o mal-estar e a inquietação que vivemos já todos e para os quais, aparentemente e até ver, ninguém tem ainda solução! Uma greve geral, só por si, e mesmo sendo a segunda em vinte anos de história, não traz o “Messias” que nos salvará da crise… eu, assumo, também não sei qual será a solução dos nossos problemas… mas instalar o caos no país, também não me parece que o seja!
















