quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cavaco Silva vai...


... abdicar de um salário de 6500 euros e fica com duas míseras pensões de cerca de 10.000 euros por mês! Coitadinho. É um herói o senhor!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E depois lembro-me dela...


... e chego à conclusão que o amor pode tudo, pois não havia outra maneira deste meu coração de mulher fraca aguentar! Não há ninguém insubstituível?! Só podem estar a gozar comigo!

Sei que gosto de ti mais do que aquilo que devia...


... quando penso nas coisas que faria por ti... e nem às paredes teria coragem de as confessar!
Quem diz que não há pessoas insubstituíveis, é porque nunca te conheceu a ti, meu amor.

... tenho que ir fazer o jantar... mas um frango redondinho e de gordurinhas sinuosas, que está ali deitado na banca da cozinha à minha espera, para ser todo cortadinho à faca, dá-me ânsias! Sim, porque aprendi hoje com o Rei da Casa que salsichas e hamburguers de frango não são "comida"... grrr... ele "há cá dias"!!!

Sobre a Educação...

... quando se corta na Educação de um país, corta-se naquilo que de mais essencial e basilar um povo tem! Depois, não se queixem! Tenho dito!

Eu tenho uma janela...

... com vista para o mar...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Este é para quem quiser vir aos Açores...

... isso e que me queira ouvir falar dos três melhores livros que li em 2010!
Que tal?!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A maravilhosa delícia do meu quotidiano esquizofrénico!


Ontem de tarde a chuva assustava aqui na ilha perdida no meio do Atlântico. Fui comprar uma dúzia de ovos e vim para casa com a Repolhita fazer bolinhos. Fizemos um bolo mármore, um bolo de iogurte, seis queques de morango e chocolate e um mini bolo para a prima Calili!

Quando o Rei chegou a casa andávamos as duas de avental e de gatas a fazer de cãezinhos, a espalhar mijadelas e gargalhadas pelos quatro cantos da casa!

Hoje de manhã, o sol acordou bem cedo... mas nós não, deixamo-nos ficar na cama até às nove! Depois levamos o bolo à tia Xónja para entregar à Calili e deixei-a na escola! O sol convidou-nos então a um café com amizade e a uma passagem de "exploração" pelo maravilhoso mundo das lojas dos chineses, de onde saímos cada uma com uma máquina tira borboto de cinco euros na mão e uma barriga cheia de amena cavaqueira!

Corri para casa porque o maridão não vem almoçar e eu, qual criança inquieta, queria começar logo a tirar borbotos de tudo o que é meias e casacos e camisolas de lã da mais pequena... mas sabem o que me faltou?! As pilhas! E não digo no sentido metafórico, mas mesmo literal... as pilhas tipo "d" para pôr a porra da máquina a funcionar!

É por isso que eu não acredito que a perfeição exista... mas que estive lá perto... disso não tenho dúvidas!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Da fluência verbal...


... e escrita, já agora!


Tenho alturas em que me sinto com a fluência verbal de uma banana, em dia não!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Matei o mundo com um donut de buraco no meio! - no AO

Um dia acordei e o mundo franziu-me o sobrolho, encarou-me de frente e espetou-me o dedo do meio no ar! Fiquei escandalizada! Andei meia trôpega o dia inteiro, caí de costas, esmaguei o músculo da perna, contorci-me toda e fiz uma distensão muscular. Resolvi pegar no carro e risquei-o todo de vermelho. Antes de chegar ao trabalho perdi cinco euros, um casaco da minha filha, tiraram-me o meu lugar no café e deram-me uma nata torrada! O meu dia levou-me às lágrimas… e no dia seguinte, o sacana do mundo ainda não tinha mudado… então, em vez de me escandalizar, desta vez olhei-o de frente e deitei-lhe a língua de fora. Vesti a minha melhor fatiota, untei-me de Trombocid e Momengel, estava pronta para as quedas, perdi o amor à pintura do carro, guardei bem as notas e a minha filha levou o seu próprio casaco. Resolvi nunca mais me sentar no mesmo sítio no café e em vez de uma nata, variei entre o pãozinho com manteiga e um ou outro docinho ocasional. O mundo ficou parvo… e quando o dia acabou espetou-me o dedo do meio no ar outra vez e encomendou para mim uma gripe daquelas bem ranhosas… e eu?! Eu espetei-lhe um donut no dedo e deixei-me ficar a observá-lo contorcer-se de hipertensão, veias entupidas, colesterol e diabetes sem fim! E ainda comi o buraquinho do meio do donut com cobertura extra, lambendo os dedos no final!
Tudo isto para vos dizer que por mais voltas que a vida dê, por mais vezes que nos mostre o seu lado lunar, por mais vezes que nos tire o tapete debaixo dos pés, a resposta que lhe damos só depende de nós. Eu já mudei de carreira, de cidade, de país, de amores, de desamores, de corte de cabelo, de cor, de roupas, de estilo, de carros, a vida já me surpreendeu e já se riu na minha cara, muitas e muitas vezes.
Ninguém está à espera daquele dia D em que tudo se vira ao contrário e o mundo nos mostra que não é um lugar perfeito, que a vida é difícil e que viver traz muitas amarguras… doenças, despedimentos, acidentes, imprevistos, azares… Mas uma coisa vos digo, se tiverem que cair, ao menos façam-no com estilo e dêem a volta por cima! Que tal experimentarmos todos juntos dançar um sambinha enquanto nos puxam o tapete por debaixo dos pés?! Ou um tango, ou o vira, ou raio que os valha… porque o último a rir, é quem ri melhor e mesmo neste mundo que às vezes nos mostra o rabo, vale a pena dar a volta para lhe ver a cara, de preferência a sorrir!
Há momentos para chorar, para sofrer, para fazer o luto e para nos deixarmos cair… mas a vida é um continua!
Por isso, Mundo, bem que te podes lixar a mil à hora, a ver se me ralo, que da minha parte morro a sorrir, se for na batalha do bem, do belo, do amor, da paz, do empenho, da dedicação e da justiça… e acima de tudo, de tudo de bom que a vida contém! E agora em conjunto vamos lá imitar o gesto do Zé Povinho, e dar uma gargalhada na face do medo, que o mundo pula e avança, mas não pára, não pára, não pára…

terça-feira, 18 de janeiro de 2011


Ontem tive um dos dias, possivelmente mais emocionalmente desgastantes da minha vida! Tudo à custa disto... Acho que só quem nunca passou por esta situação é capaz de ficar indiferente ao toque de um telefone, que cada vez que se faz ouvir traz a notícia de mais um funcionário que foi chamado para ser um dos felizes contemplados com o subsídio de desemprego! Só vos digo uma coisa... foi duro!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Um dia mostro o depois...


... hoje ainda não foi o dia!

Amanhã como a sopa toda - No AO

Ontem dei por mim a fazer uma coisa muito parva! Aliás, agora que penso melhor, tenho feito coisas destas, muito parvas, há vários dias a fio! A verdade é que as faço quase mecanicamente, sem pensar muito nisso… passo a explicar, ontem, depois de jantar, ofereci pêssego em calda à minha filha, porque toda a porcaria da fruta que tinha comprado na semana anterior estava podre por dentro, à custa de ser congelada, e explico isto, porque também isto faz parte das coisas parvas que faço sem me dar muito conta disso… continuando, ofereci-lhe o pêssego em calda, porque não tinha fruta “ao natural” à disposição, e ela aceitou. Então, preparei os pratinhos e talheres, para ela e para nós, retirei uma metade do pêssego e… (agora vem a coisa parva) passei a dela por água e depois servi-nos a nós… sem passar por água as nossas! E foi aí que me apercebi da parvoíce que tinha acabado de fazer… não que passar a dela por água seja parvo, uma vez que a poupo intencionalmente do excesso de açúcar, mas e nós!? Porque não tive eu esses cuidados com as nossas metades?! Aliás, porque lhe dou eu sempre fruta natural e da melhor qualidade e acabo por comer eu a fruta tocada ou os restos da fruta dela, ou o que estiver mais à mão… afinal de contas, porque me preocupo eu tanto com a saúde e alimentação dela, e me desleixo tanto com a minha própria saúde?! Sim, porque ela tem as vacinas todas em dia, e eu confesso falta-me a do tétano, porque a levo religiosamente às consultas das idades e corro com ela em braços para o pediatra à primeira dor de barriga… e eu… ando dias a fio com enxaquecas indescritíveis e me recuso a ir ao dentista fazer aqueles últimos reparos no dente que ficou apenas “provisoriamente” arranjado! Afinal de contas, não será uma parvoíce enorme pensar que se ela estiver de boa saúde e eu estiver de rastos ela ficará bem!?
Se está frio visto-lhe um casaco à pressa, quando me apercebo que saí de casa de t-shirt. Quando está vento usa sempre um chapéu, lindo, todo da moda e quentinho, enquanto eu aproveito para deixar o cabelo húmido secar ao ar! Em casa tem pantufas, chinelos e botinhas para todas as alturas do ano… eu, confesso, faço do pé descalço o meu calçado de eleição! Na hora da refeição, quando trago os bifes para a mesa, o maior vai para ele, o mais tenro para ela e o que sobra para mim…
E foi assim, que me apercebi, ao preparar a sobremesa de ontem, do paradoxo da paternidade do verdadeiro “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço” e a parvoíce que isso é! Assim, fiz desta a minha resolução para o novo ano, tratar tão bem de mim, como trato da minha filha… o que me deixa uma dúvida, será que vou ter espaço e tempo para tanta preocupação junta?! Se comemos a sopa toda, se já comemos fruta hoje, se estamos bem agasalhadas, se temos as consultas em dia, se nos sentimos “frescas e fofas”?!… Ai cruzes!
Ter filhos é como ter um carro de alta manutenção, mas cuidar deles, na certeza de que para aquelas máquinas não há linhas de continuidade, nem modelos de topo de gama, assim, vivemos aterrorizados com todos os risquinhos que lhes possam ser feitos na chapa ou amolgadelas, no pior dos cenários… ou mesmo que lhes “gripe” o motor. É por isso, que tão frequentemente nos esquecemos de nós… é por isso, que quando eles comem a sopa toda, nós nos sentimos fartos e satisfeitos como se a tivéssemos comido nós, e quando eles comem a fruta fresquinha, nos sentimos vitaminados e sãos. É uma espécie de simbiose de “mi casa es tu casa” em versão “tu felicidad es mi contentamento” (ou algo do género)!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

E agora?!

... agora vou trabalhar, que a minha vida não é andar a ver mamas na TV!
FUI

Eu vi as mamas da Maya...


... sim, e chamem-me labrega, simplória, narrow minded ou "quadrada", mas a visão daquele par de marmelos, ou raio que o valha, em pleno programa da manhã, na SIC, enquanto estava a tomar o pequeno-almoço no café com uma amiga, deixou-me entre o vómito e a vergonha! Mas será que lhe pagaram bem para ela se sujeitar a mostrar as mamocas assim às dez e tal da manhã, com o Graciano e a Vanessa Oliveira à frente... enquanto nós (telespectadores) assistiamos à sua primeira consulta de aumento dos seios! Sim... ela vai aumentar os seios! (e se bem me lembro... já não é a primeira vez, pois não?!) Enfim... é isto... entre a queda, as dores e isto... o meu mundo nunca mais será o mesmo!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ontem...


Ontem foi um dia do caneco! Queimei-me a fazer o almoço, caí no meio da rua e estatelei-me por completo. Fiquei deitada de barriga para o ar, o mundo parou à minha volta, e eu, que me rio normalmente nestas ocasiões fiquei aterrorizada com o ar de pânico dos que me rodeavam. Ainda não percebi muito bem como é que tudo aconteceu, mas acho que escorreguei num vidro, num passeio de calçada a descer e cortei a mão e tudo! Maravilhoso mundo do espectáculo este das quedas! Mas o melhor... o melhor, foi que hoje me dói ( e não leiam os mais púdicos) o rabo de uma forma espectacular! Isso e o braço e uma perna! Fosga-se que nunca mais me rio se vir alguém a cair! Juradinho!

Bom, o resto do dia foi normal... dentro do possível do dia do regresso às rotinas, trabalho, creche e o meu coração de mãe apertadinho a rezar a todos os anjinhos para que as viroses nos deixem de vez... isso e as doenças de um modo geral!
Já agora, digam lá se os meus xanatos de eleição não são lindos... se são à prova de queda, não sei... mas como vou sair daqui a nada de casa... cheira-me que não tardo a descobrir!

WISH ME LUCK!

domingo, 9 de janeiro de 2011

O "chiliquinho" da meia-noite...


... leva-me às ganas de vender o recheio do meu guarda-roupa inteirinho...

... só para poder comprar outro novinho em folha!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Actualizações...

Estar em casa tem destas coisas... passo o dia a ver Rucas e Noddys e a vê-la brincar! Mais recentemente, a Repolhita descobriu a magia das Barbies e das Barriguitas, mas desengane-se quem acha que as Barriguitas continuam iguais aquelas com que brincávamos aos bebés… não… mesmo nada! As Barriguitas do século XXI estão mais para Barbies tarrecas do que para outra coisa qualquer… há dúvidas?! Vejamos…



Ainda assim, fico sempre com a impressão que sou a única a ter saudades das Barriguitas dos anos 80... e até elas (e eles) ficam derretidos com este update à lá século XXI de um brinquedo de sucesso!!! (Reparem lá no ar de luxúria do barriguita de fralda dos nossos tempos... já tinha idade para ter juízo, não?!)


Babado! LOL

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Teoria nr. 1.1.11 - HOJE no AO

Eu tenho uma teoria… aliás, tenho muitas… mas tenho uma em especial sobre a felicidade! (E que melhor forma de começar o ano, senão versando sobre felicidade!) Assim, e matando dois coelhos de uma só cajadada, começo o ano com a teoria número um, do mês um, do ano dos dois uns, numa saga infinda e talvez ingrata de cronicar sobre coisas positivas neste ano, que se nos é apresentado na conjuntura geral de modo de todo auspicioso e continuo mantendo a tónica das croniquices pessoais sem ser íntimas ou pessoalizantes sobre tudo um pouco, importante ou não, muitas vezes razando a futilidade e sempre, mas sempre sem pretensões sérias… como vos tenho de resto habituado.
Ora, a minha teoria sobre a felicidade é que a dita é (ponto um ponto um) um estado de alma pontual. Sim, não acredito muito que a felicidade, entendida como estado de plenitude, paz, harmonia, bem-estar e alegria seja algo contínuo, portanto, irrita-me um bocado aquelas pessoas que estão sempre felizes com tudo e com todos, sempre, para sempre e sem interrupções. Depois, (ponto um ponto dois) acho que a felicidade é algo que se constata mais frequentemente retrospectivamente… assim, exclamações como “estou tão feliz” mais me soam a desejo do que a pura constatação… isto porque, no momento em que efectivamente se está feliz isso sente-se, e não se diz! Assim, “fiquei muito feliz” ou “sou muito feliz assim” parecem-me interpelações mais fiéis. Por fim, (ponto um ponto três) e talvez o mais importante, acho que a felicidade está sobrevalorizada… e isto é uma alínea da minha teoria sobre a felicidade, que muito se pode ler nas costumeiras entrelinhas das minhas croniquices. Eu acho que toda a gente tem a capacidade de se fazer sentir feliz, logo que não exija dessa felicidade que ela seja completa e perpétua e baseada em odisseias hollywoodescas.
A felicidade começa num sorriso, aliás, a felicidade começa antes do esboço desse sorriso ser pensado… a felicidade começa em cada um de nós… e na forma como a tentamos atingir e realizar. Sim, sim… está bem, tudo isto soa a mantra budista, qual “om mani padme hum”, que cada um de nós pode entoar a plenos pulmões, mas a verdade nua e crua por detrás desta minha teoria é que desconfio sempre das pessoas muito felizes, que mostram fotos das suas “felicidades” no facebook e em tudo o que é rede social ou revista cor-de-rosa, porque acredito mesmo que os momentos mais felizes da nossa vida são incapazes de ser capturados por uma câmara fotográfica ou de filmar… porque eles são como a própria vida tão inesperados como especiais e voláteis. Também acredito que os momentos em que nos sentimos mais felizes e mais completos, gostamos de os guardar para nós, qual tesourinho pessoal e intransmissível.
Para concluir, acho muito engraçada esta contradição de que sendo a felicidade uma coisa positiva, tanta gente, eu inclusive, desconfie dela quando não vem em doses homeopáticas… confesso que respeito a felicidade tanto quanto respeito as forças da natureza, preferindo-a moderada e nunca em doses de exagero!
E agora outra teoria, minha muito minha, acho mesmo que a nossa felicidade incomoda muito a infelicidade dos outros… mas sabem que mais, aguentem-se à bronca que eu, com esse vosso mal, passo bem! E finalmente, feliz dois mil com dois uns no fim!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Volto a Veneza...

... enquanto ela pula de cuecas em cima da minha cama espalhando borras de Betadine no azul petróleo da colcha.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A quem interesse...


... o Chic Chick voltou!
(... até ver...)

Entrai, entrai...


"Arrumei", arrumei... e escolhi um aspecto mais limpinho para o blog... para se resumir aos essencial e porque já estou cansada de bonecada e de pintas e de bolinhas e manchas de Caladryl e Betadine e dedos de iogurte nas mesas e mãos a colar e etc, etc, etc... que esta coisa da convalescença é muito boa e muito bonita... mas é suja! Grrr... Assim, por uns tempos estarei pálida... até conseguir colocar uns rabiscos no cabeçalho... quando voltar ao trabalho e precisar de ilustrações para me animar e de bonecadas para matar saudades e tal e coiso. "Prontos". Que esta bipolaridade da maternidade mata qualquer uma!

E agora, vós... dizei-me, dizei-me... gostais?!

grrr...


... no lado técnico da "arrumação" do cantinho!


(Sou mesmo handicapada nestas coisas mais htmêlianas!)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Estou de volta...


As malas estiveram até ontem na porta dos nossos quartos. Tropeçámos nelas umas vezes, ignorámo-as outras tantas... mas nada nem ninguém me deu forças para as desfazer! Passamos o ano com elas fechadas e entrámos no novo ano a olhar para elas e a pensar... "algum dia tem que ser". Ontem foi o dia. Passados quase sete dias do nosso regresso à casa insular ganhámos coragem, arregaçámos as mangas e organizámos as nossas tralhas! Assim sendo, é oficial, que apesar de já cá estarmos há uma semana, e de a termos passado toda em casa (à custa da quarentena de dez dias, imposta pelas pintinhas da mais pequena), só hoje regressamos de verdade à realidade!

O rei da casa voltou ao trabalho de vez, eu voltei a ficar de atestado da mais pequena até ver... e o sol voltou a brilhar lá fora! Foram bons demais estes últimos dias... com manhãs de sono na cama, tardes de sorna entre a cama, filmes e sofás... e muita, muita comidinha da boa! A minha prega número quatro que vos conte como foi... (meio queijo da Serra, um pão de ló e muita aletria à mistura... - Shame on me!)

Ouvi dizer que os saldos começaram... mas depois da estafa que foi ontem encaixar todos os nossos trapinhos nos armários, fazendo força para arranjar espaço em cantos inexistentes e descobrindo peças de roupa que me tinha esquecido que existiam e calçado mil... a Zara está para mim, como o alho para os vampiros!

Ver a passagem do ano às pintinhas... - no AO

Já se sabe, que findo mais um ano de vida, na viragem do velho para o novo, no transitar do passado para o futuro, a altura é de balanço. Balanço de contas, de vivências, de experiências. Muitos dirão que este foi o pior ano das suas vidas, outros que este foi um dos melhores, outros ainda que este terá sido, sem dúvida alguma, o ano dos grandes acontecimentos. Tivemos de tudo... desde o crash da economia global à queda de aviões, a tornados e tufões. Grandes chuvas, sismos, torrentes de lama e inundações. Foi ano farto de grandes acontecimentos, de grandes desfechos, de grandes descobertas e de muitos Ds... dúvidas, desemprego, défice, dificuldades... mas também de muitos Cs... crises, conflitos, clima, catástrofes... e se pensarmos bem, arranjamos maneira de encaixar neste ano uma lista bem compostinha, com palavras redondas das letras do alfabeto inteiro (o do novo acordo ortográfico, claro... com Ys e Ws e muitos Zs...)! Zumbidos, zangados, zarolhos, zaragatas e zarpar de muitos! Este foi o ano do regresso às migrações! Foi o ano do milagre dos mineiros chilenos, da histeria da Gripe A, da morte de Saramago... enfim... de muitas e tantas mortes e nascimentos e milagres e acontecimentos! Todos os anos existem apontamentos relevantes, à escala global, dignos de nota, de referência... alguns mesmo até, de alguma franca reverência, mas não há nada melhor do que os acontecimentos fartos, das nossas vidas mundanas, para nos preencher o ano de lágrimas, sorrisos, abraços e muitas, muitas recordações! O ano em que a nossa filha aprendeu a falar, a andar, a nadar, a correr... o ano em que acolhemos mais um ser nas nossas vidas... o ano das birras, das fraldas, do choro, das otites, das gastroenterites, das viroses mil e das amigdalites... e para acabar... o ano acaba em cheio, com uma “quarentena” forçada de uma varicela à maneira, para nos provar que nada acontece por acaso e que a verdadeira “obra-prima” só acaba quando quer! E eis que, pensando nós que finda um ano... outro nos espera no virar de mais uma página dos calendários das nossas vidas! Deste lado do papel, espero continuar a brindar-vos com aventuras, desventuras e croniquices mil, a mil também... mas acima de tudo, espero continuar a alimentar este vício, que cresce dentro de mim, de ver a vida com óculos cor-de-rosa, para que nem as pintinhas manchem o quadro do virar de mais um ano, como em todos os outros, com tanto de feliz, como infeliz, mas acima de tudo com vida... sempre! Portanto, para todos os meus leitores deixo votos de mais uma feliz transição, a transbordar de vida... e se possível, alguns sorrisos também! Volto para o ano!

sábado, 1 de janeiro de 2011

A passagem de ano foi assim...

... mais coisa menos coisa!
Portanto, 2011 só pode mesmo ser tudo de bom.
Para este novo ano, que hoje começa, renovarei votos de amor, de carinho de devoção, de criatividade, de esperança, de positivismo, de crença, de ilusão, de fertilidade, de utilidade... porque este ano é o ano em que tudo pode acontecer!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011...


... vá lá... sê bonzinho, sim?! OBRIGADA!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

É OFICIAL...


... varicela, já cá canta!
Dez dias de molho, sem sair de casa... passamos o ano a três, com sorte já a pôr Betadine nas "pintinhas"!!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Prendinhas de Natal...

... no meu sapatinho coube este ano um convite especial... escrever um conto infantil para um suplemento de Natal do jornal Açoriano Oriental, para o qual a minha filha seria a artista da "ilustração". Assim... aqui vos deixo como prendinha de agradecimento, o conto e o desenho... da mãe e da filha, com carinho e amor mil para todos vocês... assíduos acompanhantes desta aventura virtual!


O CONTO DO NATAL, por Sílvia Martins

Não foi só por uma vez, mas foi por mais de duas e muitas mais vezes do que três, que o Natal se portou muito mal. O Natal era um menino, com outro menino qualquer, que bem podia ter sido chamado de João, José, Bernardo ou Vishal, era igual, mas que por ter nascido no dia 25 de Dezembro recebeu o nome da época, tal e qual: Natal.
O Natal tinha cabelinhos loiros, encaracolados, bochechas rosadas e um aspecto muito angelical. Talvez por isso fosse tão difícil acreditar, que onde quer que ele fosse, agisse como um vendaval. Falava muito alto, berrava de modo descomunal, cantarolava nas aulas e assobiava como se estivesse num musical. Fazia birras na rua, não gostava de banhos, nem do carnaval, não comia a sopa e só queria chocolate, numa quantidade abismal! Não gostava disto, daquilo, daquele, do outro… que coisa! O Natal era mesmo pouco cordial.
O Natal não tinha muitos amigos, mas tinha muitos brinquedos… o que visto assim, para qualquer menino normal, seria uma coisa muito triste... afinal, para que servem os brinquedos, quando não se tem ninguém com quem brincar?! Mas para o Natal, isso parecia não ter nenhum mal. Não lhe fazia diferença e era-lhe tudo igual. “Mal, mal, mal… está muito mal, menino Natal!”. A sua mãe, de olhar maternal, esperava que um dia o seu filho mudasse, antes que fosse tarde, antes que todos se recusassem a brincar com ele… antes que a solidão fosse enfim, o seu final.
“Quero um carro do Noddy, e uma pista do Cars, e a plasticina do Ruca e o dinossauro também, quero um jogo dos Gormitis e um Ferrari vermelho, quero uma bicicleta do homem aranha e um carro a motor… eu quero, eu quero, eu quero!”… “Ah… e um barco e um avião também.” – dizia ele à sua mãe! Mas a mãe estava farta, de tanto pedido e de ele não ser nada querido. “Tens que mudar, parar de berrar, não te quero a chorar, a saltar, nem a ralhar… tens que aprender a brincar… com menos brinquedos… ah, e já agora, uma vez que o Pai Natal está a chegar… bem que lhe podias prometer, que ias aprender a dar!”. Dar. Dar, dar, dar… mas dar o quê?! A mãe estava choné… só podia… e não… não ia tomar banho, nem lavar a cara, nem a mão, nem o pé! “Olha, sabes que mais, eu gosto muito do cheiro a chulé!”. Mal, mal, mal… isso está muito mal, menino Natal!
O Natal não mudou… assim continuou até ao dia 24 de Dezembro, dia em que o Pai Natal ia lá a casa. Mas o Natal não lhe deixou bolachinhas, nem leite, nem nada… e colocou pregos na lareira, e esqueceu-se de lhe deixar a meia… então, nessa noite, depois de o deitar, a mãe foi para a sala a chorar… quando o Pai Natal lá chegou, e com ela se deparou, perguntou-lhe o que se passou e ela lhe contou!
O Pai Natal decidiu então… não lhe deixar prendas… NÃO… nessa noite… o Pai Natal deu-lhe um sonho! Sim, um sonho. Enquanto o Natal dormia, na sua cama revolta, o Pai Natal tocou-lhe na testa e levou-o a dar uma “volta”.
O Natal começou então a sonhar, que tinha acabado de acordar. Berrou pela mãe e ninguém respondeu. Berrou pelo pai e ninguém lhe valeu. Levantou-se aos pontapés e não viu ninguém a lés! Talvez estivessem na sala… correu à velocidade de uma bala. Mas não viu ninguém. Não estavam em casa. Por onde andariam?! De repente sentiu fome… e correu para o armário, mas não havia chocolates, nem sequer as tostas do seu avô Mário. Talvez no frigorífico houvesse algum leite… mas a única coisa que lá estava era uma sopinha de grelos com uma pinga de azeite. “Yack”, pensou, “nem por sombras”… “se calhar os meus pais foram mas é às compras”! Decidiu sentar-se no sofá, em frente à televisão… mas não dava nada a não ser uma imagem negra com um grande barulhão.
O Natal começou a ficar com medo… é que já não era nada cedo! Talvez os seus pais se tivessem fartado… quem sabe se teriam ido embora, para nunca mais voltar?! Não podia ser… ele não queria acreditar! Se ele pudesse, teria feito tudo diferente, só para poder voltar a ter ali gente. A fome era tão grande, que se levantou e comeu a sopa toda, pingo a pingo… até lambeu a colher… e foi nesse instante, que o Natal acordou!
Afinal tinha sido tudo um sonho. Um sonho mau. Um pesadelo… ou talvez não… talvez aquele sonho tivesse sido para ele, a sua grande lição! Chamou pela mãe, sem berrar, deu-lhe um beijo. Agarrou-se a ela e pediu-lhe desculpas, por tudo o que tinha feito de mal até aí. Procurou o pai e disse-lhe que não queria prendas… naquele Natal, o que ele queria mesmo… era um dia especial! A partir desse dia, o Natal mudou, aprendeu a dar, partilhar e a ajudar! Nunca mais fez birras (só em situações excepcionais) e viveu com os pais, muitos e felizes Natais!
Pozinhos de perlimpimpim… esta história só chega ao fim… quando também tu fizeres assim!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natalices - amanhã no AO

Natal para mim sempre foi sinónimo de reunião familiar e de comida. De prendas, também, mas talvez, por ter família longe, no interior do país… o Natal sempre tenha sido reencontro de familiares distantes, de primos e tios e canalha e avós e muita comida à mistura! Tanta comida e tanta família, que por vezes mais tenho a sensação de passar três dias a fio sentada numa mesa a comer com as mesmas pessoas, os mesmos enredos, as mesmas comidas e jogos sociais, sim… jogos sociais: bingo, a feijões, monopólio, o tabuleiro antigo, com notas de escudos e o jogo da Glória, com peças que já não são as originais, mas que são bonequinhos dos ovos Kinder, brindes guardados em gavetas antigas, especialmente para estas ocasiões! Natal também é sinónimo de zaragata e confusão e barulho e só se faz silêncio ao vestir os pijamas para ir para a cama. Mesmo assim, quando há muitos primos, muito frio e poucas camas, o silêncio também não é farto.

No Natal as pessoas dão… sempre… qualquer coisinha, umas meias (ou peúgos), umas cuecas, uns pijamas, uns perfumes ou qualquer coisa que o valha. Há os tios que dão sempre o mesmo, os tios que dão as coisas fixes e os pais, que dependendo das notas, nos iam dando o que lhe pedíamos! A partir do momento em que temos filhos, os pijamas e os peúgos passam a ser entregues directamente aos nossos rebentos (as coisas fixes também) e nós recebemos, com alguma sorte uns ferrero roché e com menos uns bombons de licor que nos desarranjam o ventre por completo!

Natal é dia de rabanadas e de crianças com dedos a colar… na melhor das hipóteses trazem também uns fios de aletria colados na cara e uns pós de canela espalhados na roupa! O bacalhau na mesa aquece a alma dos convivas e os que não gostam… levam com peru, que faz bem melhor à carteira! O primo ralha com a tia, a tia ralha com a avó… depois há sempre aquele que se entusiasma e rega demais o fígado, aquele que adormece no sofá e as que ficam na cozinha! Se tudo correr bem, só uma criança é que vai para a cama com o “corpo quente”, se tudo correr como previsto, vão todas! Depois, os pais aconchegam-lhes a roupa na cama e os ralhetes e lágrimas são “atirados” para debaixo do travesseiro. No Natal, há muito quem tire férias, mas mesmo que não as tirem, os dias passados em casa sabem bem a elas!

Um Natal sem discussões, sem quezílias típicas do seio familiar, não é Natal. Um Natal sem rabanadas também não. O Natal cheira a canela e a frio e a grelos e a primo desleixado que se esqueceu de trocar de meias!

Eu tive a sorte de ter sempre Natais assim, com família e comida… e mesmo com todos os arreveses, discórdia, barulho, calorias em excesso e crianças movidas a açúcar e prendas e mimos a mais, acho que todos deviam ter direito a um Natal assim! Que a magia dos Natal vos entre porta adentro a mil à hora e a paz fique para o resto do ano! Que todos os vossos sonhos se tornem realidade… mesmo aqueles que não vos couberem no sapatinho! Oh, oh, oh… Natal, eu aqui vou!!!

Estamos em casa...


... tudo dito.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Na casa da avó...


... esta já está à nossa espera!

Brinde ao optimismo na nação dos cépticos - Hoje no AO

A crise é como o Gonçalo Uva, tem costas largas e um patrocínio de palmo e meio! A verdade é que nunca se ouviu falar tanto de pobreza, de desgraças, de falência, de contenção, de poupanças, de miséria, como nos dias que correm. Até os programas da televisão, estão fartos de historinhas de desgraçados, de pobres almas que suam as estopinhas para chegar ao fim do mês. O português, que sempre foi mestre em carpir as suas mágoas, que sempre tão bem soube cantar o seu “fado”, assobia por estes dias, como um rouxinol a velha musiquinha instrumentalizada pela balalaica do Dr. Jivago! Deixando tudo e todos de lagriminha no canto do olho! Mas a verdade é que a pobreza, a miséria, as desgraças sempre existiram! Tem piada é que para muitos elas só se tornem visíveis agora, que são vedetas de televisão.
O cepticismo e descrença em relação ao estado das coisas é tanto e de tal forma, que se questiona tudo e todos! Dificilmente acreditamos em alguém e o espírito que mais vigora no dar é a velha máxima de que quando a esmola é demais, o pobre desconfia. Não querendo com isto implicar que todos os portugueses são pobres, mas antes que alguns pobres são portugueses.
O “tuga” chegou ao cúmulo de que se encontrasse uma lâmpada mágica, igual à do Aladino e de lá saísse um génio, que lhe oferecesse três desejos, a primeira reacção seria perguntar pelo lugar onde estava escondida a câmara dos ‘Apanhados’ e a segunda era se tinha que declarar ao estado os desejos e, por fim, a taxa de juro que o génio lhe ia cobrar! Enfim, estamos assim em pior estado do que os velhos do Restelo, num estranha-se depois entranha-se da crise de proporções paquidérmicas que se instalou entre nós. Duvidamos do governo, dos governantes, dos governandos e dos desgovernados, de Deus, do Papa, dos padres, do país, da Europa, do capitalismo… chegamos até à vertiginosa loucura de duvidar da própria Democracia. Está instaurada a crise de valores que ameaçava, que incubava em nós desde os princípios da busca da nossa identidade enquanto ser social! Nunca o velho dogma do “Quem somos? Onde estamos?! E para onde vamos?!” foi tão pertinente e esteve simultaneamente tão em aberto como nos dias de hoje!
Os telejornais dizem ou fazem aparecer as palavras “crise”, “austeridade”, “desemprego” ou “fome” a cada meio minuto… os psicólogos e psiquiatras esfregam as mãos de contentinhos, com as depressões que se avizinham, convenientemente amparadas pela época natalícia, época da reunião de família… de dar… e receber!
Mas o que todos parecem esquecer-se é que ainda há muito que é de borla nesta vida… verdadeiros anti-depressivos bem à medida de qualquer carteira, por mais mofenta e vazia que esteja… beijar, andar descalço, sentir frio e depois calor, correr e sentir o coração a pulsar dentro de nós, rir, gargalhar, partilhar, ouvir alguém, sentir o seu amor, afagar o pêlo de um animal, senti-lo arfar, ver crianças a brincar e saber… saber que por mais crises, por mais desemprego, por mais austeros que sejam estes e outros orçamentos vindouros… há coisas que só dependem de nós, como encarar a adversidade com espírito de desafio e as dificuldades como “pedras no caminho”! Porque a necessidade aguça o engenho e arregaçar as mangas e ir à luta é menos lastimável do que chorar sobre o leite derramado! E sabem que mais?! Mesmo não sabendo o que o amanhã trará, estou fartinha de sentir pena de nós todos! Por isso, hoje, enquanto o amanhã não chega, aproveitem para ler um bom livro, ouvir a música que gostam, escrever as vossas mágoas, cantar a plenos pulmões, abraçar muito, rir mais ainda e se puderem ajudar alguém, ajudem, mas não por causa da crise que veio ontem ou a que virá amanhã… mas por causa das pessoas que estarão hoje a ajudar!

Humpf...

imagem daqui

Estamos em casa! Mas não por causa da varicela... não... o motivo é mais nobre! Vómitos!
...
E agora alguém me explica como meto esta criança num avião amanhã às oito e meia da matina?!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


Nos Açores chove a baldes e o vento instalou a verdadeira revolução... no entanto, nada faz tremer mais o meu coração do que ouvir que existem três casos de varicela na turma da Repolhita! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh... posso gritar, posso?!
Pai Natal, tu não me leves a mal... mas FOSGA-SE!
Rica prendinha meu gordo de MECA!
XIÇA!


Ok... já está... e agora, é esperar para ver!

Rendi-me...


... e a mais pequena também!!! :D


terça-feira, 14 de dezembro de 2010


E lá se foi a primeira festa de Natal do Colégio da Repolhinha, em que ela participou activamente! E quando digo activamente, ponho ênfase no activa! É que ela dançou, cantou, chorou, berrou, tossiu, mostrou as sapatilhas de "muito perto" a uma amiga em palco! Enfim... é o mundo do espectáculo! Show Bizz de Palmo e Meio no seu melhor!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O meu pequeno ídolo!


A Repolhita actua hoje no Coliseu Micaelense, na festa de Natal do Colégio!
Já sabe a lenga-lenga toda de cor, com gestos e tudo e agradece com muitos obrigados no final, enquanto se curva e quase cai para a frente!!!
Vai ser bonito... pelo sim, pelo não, hoje levo uns lencinhos no bolso e pouco rímel!
Estou ansiosa... osa, osa, osa!
Wish us luck!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


Tosse há duas semanas, essencialmente à noite. O pingo no nariz já faz parte do look, assim como a remela amarelo-esverdeada no canto daquele lindo olhinho! É Natal, é Natal, é Natal... e este ano, a minha prenda, eu quero que seja...


... um amuleto contra viroses e "-ites" e febres e coisas bacterianas que tal! Pode ser, ou tá difícil Papai Noel?!

Natal, prendas e lendas - Amanhã no AO

O Pai Natal é uma tradição importada dos States. Em Portugal, quem dá prendas é o menino Jesus. E na Holanda quem dá prendas é o São Nicolau (Sinterklaas), que tem um ajudante, o Zwarte Piet, que leva os meninos maus num saco para Espanha, de barco. Já em Espanha quem dá prendas são os reis. As nossas crianças não são, portanto, as mais prejudicadas no meio desta história toda, porque não recebendo prendas tão cedo com os meninos holandeses, nem tantas com os americanos, pelo menos não as recebem tão tarde com os ‘nuestros hermanos’. E sendo nós lusos, puro-sangue, cai-nos sempre bem não ficar atrás dos espanhóis, seja no que for! Ainda assim, e à custa destas tradições mais ou menos importadas, mais ou menos adaptadas há quem fique pura e simplesmente de “nervos em franja”, quando tem que alimentar histórias fantasiosas de criaturas que nada fazem e que nos levam todo o mérito aos olhos dos nossos filhos! Sim, porque quem se esfola a trabalhar para comprar Nenucos e kits de Barbies e Rucas e Noddys e bicicletas e o que quer que seja para pôr o brilhozinho nos olhos dos nossos querubins somos nós, e depois quem leva o mérito é o gordo de vermelho da Coca-Cola, ou o menino de fralda de pano, em palhas deitado, que nem idade tem para ir às compras sozinho! Enfim… tudo pelas criancinhas, que há que alimentar os imaginários nestas idades, enquanto eles ainda acreditam nestas coisas, em nós, e de um modo geral, no lado positivo da vida!
Sim, lá em casa, para além de sermos fãs de histórias de encantar, gostamos de aproveitar enquanto podemos para a alimentar de mundos de fadas dos dentes e duendes dos sonhos bons e gordinhos que dão prendas… e tudo e tudo e tudo! Aposto que é bem mais fácil puxar pelo imaginário e contar-lhes estas coisas que a fazem sorrir, do que ensinar-lhe as verdades que a esperam, algumas que teremos que lhe esclarecer… e as outras, as que ela terá que aprender! Assim, o Pai Natal passará lá por casa enquanto ela quiser acreditar, de mãos dadas com o Menino Jesus, no dia de São Nicolau, no dia de Natal, no dia de Reis… e quando um “Homem quiser”! A única coisa que esperamos em troca, é um sorriso de satisfação e um mínimo de histerismo q.b., para abrilhantar a quadra, gravar num vídeo e mais tarde recordar, estas e outras magias da nossa velha infância!
Mas não… hoje em dia, as crianças já não recebem só prendas no Natal ou nos aniversários, como nós, em tempos, e por isso… a coisa estranha-se e depois entranha-se! Logo, no máximo dos máximos recebemos um “Yes”, bem à moda import-export de tradições e temos que nos contentar em fazer um filmezito com um “desembrulhanço” apressado!
Longe vão os tempos em que eu tremia e gaguejava, quase chorando de júbilo, quando me deparava com aquele boneco pindérico na minha botinha, com que eu tinha sonhado, noite após noite, durante um ano inteiro! O que me leva a pensar, que talvez o nosso horizonte de expectativas não se coadune com as latitudes e longitudes das nossas atitudes. Por isso, este Natal, apliquei ‘austeridade’, para com menos (prendas) receber mais… entusiasmo, brilhozinho nos olhos e “magia” de Natal. É um PEC estival familiar… “Prendas Estrategicamente Compradas”, com um OE (Orçamento Emocional) bem estudado. Se resultar, conto-vos o segredo para o ano, prometo!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Tanta roupa e..."


... tenho dias em que parece mesmo que não tenho nada para vestir! Ou então, a vontade de não vestir nada de especial é tanta, que mais me apetecia ir de pijama trabalhar! Acho que depois era capaz de não me sentir lá muito confortável... mas agora, neste instante, um pijama de flanela às riscas e umas pantufas da serra da Estrela iam mesmo que nem ginjas! Grrrrr...

Esta coisa das semanas com feriados a meio é muito bom e tal... mas deixam-me meio baralhadita... ora é segunda, ora é sexta... o fim-de-semana sabe só a domingo e depois é segunda e sexta outra vez... ai, madre mia!!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

“Desfilhados” por uma noite… - no AO

Uma das desvantagens de se viver longe dos pais quando se tem filhos pequenos é que o tempo de exclusividade para o casal pode passar a ser muito reduzido e, frequentemente, quase inexistente! Uma vez que, à falta da proximidade da casa dos avós, os locais de conforto e porto seguro, para deixarmos o nosso precioso embrulho por algumas horas, escasseiam. Assim, restam-nos alguns minutos durante a hora de almoço, quando a criança está na creche, ou então, as preciosas horinhas de sesta, com que, por vezes, os nossos rebentos nos brindam.
Para muitos, a importância do tempo de exclusividade para o casal é sobrevalorizado, porque é suplantado pelo valor que tem vermos juntos os nosso filhos crescer, dedicando-lhes especial atenção e carinho e fazendo com eles programas de qualidade em família. Mas quando nos apercebemos que passamos mais de ano e meio sem ir ao cinema, que a única vez que demos as mãos em público foi para atravessar a rua ou saltar algum obstáculo, quando nos damos conta que os últimos concertos a que assistimos dão pelo nome de Ti-Tó-Tis ou Ruca… então… a coisa está grave! É que o que está em causa aqui não são os programas culturais em questão, mas um mundo de referências que o casal costumava ter a dois, como aquele velho filme, aquela música que era só dos dois, aquele concerto emocionante a que assistiram de caras coladas, aquele espectáculo em que ele se deslumbrou com o olhar dela sobre o palco… enfim, aqueles momentos a dois, que fazem daquele casal, um casal único, cúmplice e um verdadeiro casal! Já não estamos na esfera da família, mas refiro-me à importância que tem o bem-estar do casal, para conseguir manter a felicidade e união da família.
Foi nesta sequência de ideias, que aproveitando a boa vontade e compreensão de um casal amigo com uma filha da mesma idade que a nossa, decidimos aproveitar um serão para ir ao cinema e jantar a dois! Como seria de esperar… começámos logo mal, porque a mais pequena decidiu dormir uma sesta para lá da sua hora habitual e foi um corre-corre para chegar a horas ao cinema. Depois, não sabíamos onde ir jantar… porque estando a dois queríamos um espaço mais intimista, mais modernaço! Depois de muita indecisão lá nos decidimos por um (recomendado por um casal solteiro). Mas, esquecemo-nos de um pequeno pormenor… reservar lugar. Logo, não tivemos sorte. Optámos por outro, onde já não íamos há algum tempo… menos fashion, mas mais “comestível”. Encontrámos uma sala cheia de caras conhecidas, que nos interpelaram com questões de trabalho, ignorando o nosso “esquivanço” educado. Jantámos, conversámos, vimos o Porto empatar com o Sporting… mas quando o jantar acabou demos por nós com uma falta louca do “apêndice”… assim, a caminho do bar, onde esperávamos ouvir algum jazz, só falámos dela. Ligámos para saber se estava bem… estava óptima! Entrámos no bar, não havia jazz, pedimos uma aguardente velha e um café… que bebemos à pressa porque… a verdade… é que nos sentíamos uns peixinhos fora de água! Rimo-nos de soslaio ao ouvir um comentário da mesa ao lado de que “as relações são complicadas” e de que “comprar carro é um investimento, mas casa é uma estupidez”… e percebemos que estava na hora de ir para a nossa!
Qual Cinderela, antes da meia-noite batemos em retirada e só descansámos quando deitamos corpo na cama. Afinal, essa coisa do tempo de exclusividade até que tinha sido bom… tínhamos rido muito, da nossa trenguice de casal “desfilhado”, das peripécias da noite… mas agora era bom estar no ninho… com a mais pequena por perto e a consciência que a vida com filhos nunca mais é a mesma, mas na maior parte das vezes… a mudança, é para melhor! Mudam-se as prioridades, mudam-se as vontades, n’est-ce pas!?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sabemos que estamos a fazer um bom trabalho quando...


... na Creche nos contam a atitude madura que a nossa filha teve e toda a gente nos olha com ar de... "o que é que andas a ensinar a essa criança em casa, hum?!"...

Vou contar-vos o episódio... vale a pena visualizar a cena...

Na creche da minha filha o terror anda de fraldas, tem cabelo loiro à escovinha e dá pelo nome de José! Pinta as bonecas das meninas, puxa-lhes o cabelo, dá dentadas e é fofo que se farta... por isso, safa-se com ar de bom menino no seu casaco azul às pipinhas! A Maria mais piquena farta-se de se queixar dele, acorda de noite a gritar pelo nome dele e a dizer que não... nãaaao xuzé! Tudo desde que ele lhe tirou os cromos da Kitty que ela tanto amava e os estragou todos, um a um... não se faz!
A Repolhita cá de casa não tem pesadelos com ele, mas traz dentadas nas costas, bochechas e braços... de vez em quando, com a marca dentária dele! Já o vi a puxar-lhe o cabelo enquanto ela se deliciava no cavalinho de plástico da Chicco e não gostei... mas, a verdade é que isto são coisas normais destas idades!
Uma altura, em que a Repolhita chegou a casa toda arranhada na cara, queixando-se que tinha sido ele... o pai "galináceo" cá da casa, vulgo maridão e Rei do Lar, ensinou-a a dar murros e pontapés... e incentivou-a a fazê-lo sempre que alguém se atrevesse a magoá-la. Mas a atitude dela de ontem... superou todas as nossas melhores expectativas… ao que consta, o José ontem fez das dele… mordeu dois meninos, puxou cabelos e a ela apertou-lhe o nariz… as responsáveis da sala, decidiram advertê-lo e convocaram todos os meninos afectados explicando-lhes que “os meninos não mordem… as bocas dos meninos são para comer e falar… não para morder outros meninos… e bla bla bla…”… ainda neste cenário, a Repolhita decidiu sentar-se numa cadeira em frente a ele… cruzou a perna e de dedinho no ar disse-lhe com ar sentido e sobrolho franzido: “Tou muito xangáda contigo xuzé! HUM!”… e pronto, foi isto… não bateu, não deu murros, não esperneou, nem chorou! Falou e disse, na minha opinião muito bem! (Muito melhor do que muitos adultos teriam reagido se outros lhe tivessem “apertado o nariz”! )


E agora vou só até ali ao lado contar isto a mais alguém… para ver se deixo sair este orgulho de mãe, de dentro de mim, em doses moderadas!!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

São nove da manhã...

imagem daqui

... a minha filha de dois anos e meio, no banco de trás do carro, levanta as calças e horrorizada grita:
"Mãe... tenho pêlux nas pénas!"....
Primeiro ri-me... depois, caiu em mim a consciência que talvez devesse ter uma resposta mais maternal e pedagógica para lhe dar... Parei de rir, mas a sorrir respondi-lhe:
" Sim filha, tens... sabes, quando tu eras muito pequenina já os tinhas... eras assim muito, muito, muito pequenininha, mas com muitos pelinhos nas pernas!"
(Silêncio)...
Espreito-a pelo espelho retrovisor e ela continua a olhar para as pernas, tentando agarrar os pêlos...
"Mãe...", começa ela a medo... "é como o papá?!"...
"Não filha... os teus são clarinhos!!!"
"Poixé... só os papás é que têm pêlux gandes, né?!"
"é filha... é..."

Eu repito, eram nove da manhã... alguém consegue respostas mais pedagógicas a esta hora da matina?!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

E a pedido de muitas famílias...





... aqui ficam vislumbres da fatiota que fiz para o Nenuco da Repolhita! Eu sei... dói de feio que é... eu sei... parece um gladiador transsexual ou qualquer coisa que o valha... mas ocupou-me a tarde de domingo (quase toda... grrr...) e ela fica um doce agarrada a ele cheia de orgulho porque foi a mamã que fez... Ai ai! A beleza da imperfeição nos olhos de quem nos ama...


P.S. - reparem que tem um top de alças prateadas, uns calções com um laço a condizer e pormenor kiny atrás e umas perneiras com lacinhos com uma fita no cabelo a fazer pendant... sou, ou não sou a próxima Lagerfeld dos Nenucos!? HUM?!

"Em casa onde não há pão..." - Hoje no AO

Depois do dia de ontem… só me ocorre uma velha máxima que diz: “em casa onde não há pão, tudo ralha, ninguém tem razão”! É que assenta que nem uma luva a uma sociedade que em crise, com necessidade de aumentar a sua produtividade, estimular os mercados, oferecer votos de confiança e reduzir o seu endividamento e despesas, resolve fazer um dia de greve, para se manifestar berrando nas ruas, levantando os braços, mostrando o seu descontentamento e erguendo a voz para que o “governo” ouça, para que o “Socas” saiba que ninguém está contente, que ninguém concorda com ele, que ninguém tolera estas políticas de austeridade e que ninguém gosta que lhe andem a mexer no bolso, na carteira e na conta do banco e, quiçá, debaixo do colchão. Então… unidos a uma voz, sindicalistas, anarquistas, monárquicos, reformados, desempregados, trabalhadores e muitos outros “-ores” e “-ares” saem à rua para gritar! Uns mais do que outros, que muitos deixaram-se ficar mesmo por casa, afinal de contas… não havia transportes e o trânsito estava um caos!
Eu acho muito bonito, este gesto de solidariedade, manifestação e activismo dos direitos cívicos… muito bonito mesmo! Pena que tamanha massificação de gentes não se veja à porta dos actos eleitorais, ou nas decisões camarárias, ou sequer ignorem aquilo que de facto se está a passar com o país. Se eu estou contente com os passos que temos dado?! Não. Se acho que a coisa vai apertar?! Sem dúvida. Se fiz greve?! Não. E porquê?! Porque não acho que esta seja a solução dos nossos problemas, dos problemas da crise económica nacional, europeia e global… porque sei os custos que uma greve destas traz, os inconvenientes, os incómodos e a hipocrisia que se esconde por trás da manifestação de muita gente. Tão simples quanto isto, também não acho nada bem que quem queira fazer greve o tenha direito a fazer e quem queira trabalhar se sinta impedido de o fazer, porque não há transportes, porque não tem como o fazer, porque não tem onde deixar os filhos, ou porque é “aliciado” por sindicalistas à porta do seu local de trabalho! Lamento, mas se na sociedade do “a minha liberdade acaba onde começa a tua”, onde está a liberdade dos outros?! Dos “cortas” dos que não acham que berrar seja a solução. Se a greve é para manifestar descontentamento, estou certa que o mesmo número de queixas e cartas a chegar às mãos do senhor primeiro-ministro ou assembleia da república tinham muito mais impacto… talvez todas enviadas no mesmo dia, talvez todas com mil e trezentas queixas fundamentadas, exigindo resposta… ou melhor ainda, com soluções para a nossa crise, com propostas de melhoramento da situação… mas, assim de repente esqueci-me que a lei do berro é mais acessível que a lei da pena… que a retórica e a argumentação também abriram falência… e que o nosso país não viu o que se passou na França, que apesar das seis greves gerais de paralisação total, não fizeram demover Sarkozy, que se limitou a “renovar” o seu governo! E não… não estou a fazer política, nem exercício puro de demagogia, mas irrita-me que as pessoas, enquanto seres sociais escolham quase sempre a revolta como solução dos seus problemas, que nada resolve, mas só agrava, aumentando o mal-estar e a inquietação que vivemos já todos e para os quais, aparentemente e até ver, ninguém tem ainda solução! Uma greve geral, só por si, e mesmo sendo a segunda em vinte anos de história, não traz o “Messias” que nos salvará da crise… eu, assumo, também não sei qual será a solução dos nossos problemas… mas instalar o caos no país, também não me parece que o seja!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quem tem medo...

... da Greve Geral?! Hum?!