segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Le jour d'amour...


Um dia ainda vou perceber porque é que este dia me deixa sempre um tanto ao quanto desconfortável... até lá... continuarei na inocência de pensar que é a pressão de trabalhar o romantismo todo, num dia em que as manifestações de amor abundam, umas mais forçadas, outras mais forçosas e nem todas elas inteiramente desinteressadas!

Ainda assim, feliz dia de S.Valentim! Porque para se ser feliz, não é preciso desculpa! E para se amar e ser amado, não tem que haver dia marcado!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A propósito dos amigos… a falácia das redes virtuais! - no AO

(hoje nos Açores é Dia de Amigos!!!)
As redes sociais foram criadas sob o propósito de nos “aproximar das pessoas de quem gostamos”, de nos permitir com maior facilidade e sem sair de casa “ajudar a partilhar e comunicar com as pessoas que fazem parte da nossa vida”. As redes servem para nos sentirmos próximos dos nossos amigos, coleccionando-os por foto no “livro das caras”, anexados a gostos literários, de filmes, de locais, de acontecimentos e de mais uma mala cheia de coisas, mas a verdade, é que quanto mais próximos estamos das “redes”, mais presos à falta de contacto real estamos. Eu sei do que falo, porque cedo me deixei encantar por aquele que foi o primeiro mecanismo de troca de “contactos” virtual, o ditoso IRC, ou mIRC, que nos fazia ficar horas, numa fila à porta da sala de multimédia da faculdade e depois mais uns tempos à frente do PC a “teclar” sob pseudónimos e personalidades virtuais, na esperança de “fazer amigos”. E “fazer amigos” no IRC foi coisa que, de facto, nunca fiz. Teclei muito, começando sempre pelo famoso “ dd tc?” e deixando-me alargar em “lol’s” sem fim e os famosos e tão actuais sorrisos “J”. A verdade é que, passado aquele primeiro amor de paixão pelo mIRC, logo me fartei e cedo percebi que os contactos “cara-a-cara” são muito mais reais e valiosos, ainda que nem sempre genuínos, os mais falaciosos são quase sempre mais fáceis de identificar em presença! A verdade é que a velha máxima do “não podemos viver com elas, não podemos viver sem elas” se adapta na perfeição à relação que nós, indivíduos do século XXI, estabelecemos com as redes sociais, uns mais para “fazer amigos”, outros mais para “procurar relacionamentos”, outros por puro prazer, lazer ou por “handicap profissional”. Bom, nem tudo é mau nas redes sociais, aliás a única coisa má, acho eu, é mesmo a falácia do princípio da sua criação, que nos induz a todos em erros fatais, como os de pensar que se consegue manter uma amizade só através da partilha na rede, ou que uma mensagem de aniversário no nosso mural, compensa a falta que faz um abraço ou cinco minutos na companhia de quem está no “catálogo” dos nossos amigos! Eu, que pertenci à, provavelmente, última geração que ainda brincou na rua até à noite, que andava de bicla pelo bairro sem supervisão dos pais, ou capacete na cabeça, sei o quanto me valeram essas aventuras de exposição social e interacção cara-a-cara, sem ecrãs pelo meio, nem tratamentos de imagem… e tudo a acontecer em tempo real, ao improviso. E agora, enquanto mãe, o meu medo é que estejamos a criar uma geração de futuros adultos, que nos digam que vão chegar atrasados a casa através de sms, com a mesma facilidade com que nos comunicam que vão casar ou ser pai através do facebook, e se esqueçam que os valores reais estão e estarão sempre acima dos virtuais, que a convivência de amigos não pode, nem deve nunca ser trocada pelo “chat” virtual, com risco de se perder a verdadeira essência do contacto humano e de cairmos na utopia de se pensar que a vida real é a paralela da virtual! E que a vida real é, à semelhança da virtual, tratada e pensada, comercial e “sempre como a gente quer”!
Amigo, que é amigo, não nos deixa mensagens no Facebook… passa antes lá por casa, faz o esforço, apanha frio e passa connosco uns momentos em amena cavaqueira, perguntando-nos como estamos e tendo tempo para ouvir a resposta! É que, enquanto estamos sentados à frente do PC, perdemos coisas reais, que podem ser bem menos polidas, ou menos tratadas esteticamente, mas também são mais genuínas, únicas, personalizadas e com fins bem mais lucrativos e menos comerciais!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

E já agora...

imagem daqui

... com quantas adversidades se realiza um sonho?!

Com quantos pormenores se faz uma vida?!


... depende das vidas! A minha está cheia deles. Todos eles importantes, imprescindíveis e indispensáveis. Os pormenores são um pouco como aquele candelabro de cristal, que vislumbrei através de uma janela de um dos muitos casarões que vi em Veneza... e se me perguntarem a mim, aquele pormenor é um dos muitos, que faz TODA a diferença!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E agora, para três notícias absolutamente espectaculares...


Alerta de "piolhos" na residência oficial do primeiro-ministro britânico
Internacional 2011-02-04 17:52
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, alertou hoje os visitantes do número 10 de Downing Street, em Londres, residência oficial do chefe do Governo britânico, para a possibilidade de apanharem piolhos.


"Novos hábitos sexuais" aumentam número de jovens com tumores orais
Nacional 2011-02-04 07:27
Há cada vez mais jovens a dar entrada nos serviços do Instituto Português de Oncologia (IPO) com cancros orais. São doentes oncológicos vítimas de “novos hábitos sexuais”: sexo oral com vários parceiros.


e AGORA, o prémio Notícia do Mês, vai para:


"O parlamento do Malaui tem agendada para debate a partir de segunda-feira a criminalização de manifestações públicas de flatulência.
O ministro da Justiça e Assuntos Constitucionais, George Chaponda, deu um claro sinal de que leva a questão muito a sério ao afirmar, citado pela agência sul-africana SAPA, que “o governo tem a obrigação de garantir a decência pública e de introduzir ordem no país”.
Chaponda considerou que o mau hábito de libertar gases intestinais em público é uma consequência direta da democracia, sendo, em sua opinião, necessário que as pessoas aprendam a “controlar a natureza”.
“Este hábito não existia nos tempos da ditadura porque os cidadãos temiam as consequências, mas desde que o país abraçou a democracia multipartidária há 16 anos as pessoas começaram a sentir que podem libertar gases em qualquer lado”, referiu o ministro da Justiça, que propôs a criminalização.
O Partido Democrático Progressista, ao qual pertence o ministro, parece levar o assunto tão a sério como o próprio Chaponda e está disposto a usar a sua maioria parlamentar para aprovar uma nova lei que torne ilegal a flatulência.
Uma lei dos tempos da ditadura já ilegaliza aquele ato mas as autoridades não a fazem cumprir.
A legislação, ainda em vigor, estabelece que “qualquer pessoa que vicie a atmosfera em qualquer lugar e com isso torne nocivo o ar para as pessoas em geral que transitam ou trabalhem na vizinhança ou na via pública será considerada culpada de delito de menor gravidade”.
Apesar da sua firmeza, o ministro da Justiça já assegurou que a nova lei, a ser passada, manterá o estatuto de “menor gravidade” para o crime de flatulência pública.
O Malaui é uma sociedade conservadora, que ao longo dos anos proibiu uma série de comportamentos considerados aceitáveis na maior parte dos países africanos, como o uso de calças e mini-saias pelas mulheres e homens de cabelos longos. " @ LUSA


Por isso, já sabem... controlem os impulsos e pensem duas vezes antes de dar um pulo a Downing Street, onde algo vos pode pular para a cabeça, ou a Malaui, acho que essa infracção ficava um bocadinho mal no vosso registo criminal! LOL


BOM FIM-DE-SEMANA


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lusos em vias de extinção - HOJE no AO

Quando neste país se perceber que não vale a pena falar de crise e falência do estado social, se não se prestar atenção à própria sociedade em si; que não adianta de nada pensar novas políticas da Educação se não se pensar nas crianças, e que não lhes vale de nada pensar nas crianças, se não pensarem nas famílias também… mais, que não há famílias se não existirem incentivos, facilidades, compreensão, então talvez os cortes façam mais sentido e as “políticas” ganhem razão de ser! Porque até lá, aquilo que se faz neste país é promover a extinção de um povo, que de um filho e meio passará a uma média de meio filho por casal, e como meio filho não existe, passa a ser nenhum.
Os lusos darão em breve uma de dinossauros e o cometa da evolução global leva-nos todos pelo ralo e não há FMI que nos valha. Ou seja, se não se pensar com urgência nestas questões, nas pessoas, nas famílias, de uma geração de mulheres que faz ginástica de cintura para manobrar empregos e filhos e maridos e coisas, passamos a uma geração de coisas, pura e simplesmente!
Não existe sociedade sem família, por mais “disfuncional” que seja, porque se há coisa em que eu não acredito é que existam famílias “funcionais” (nomenclatura engraçada para nos fazer caber todos na dita “normalidade”, que tanto conforto traz a quem nos vê como pontinhos num gráfico). Não acredito que muitas mulheres se sintam inspiradas nos dias que correm, para viver o sonho de um amor e uma cabana, sete filhos no chão e meias e batatas para coser e cozer e comer e comer! Enfim, nem homens, por sinal, que desta utopia partilhem, que não há pachorra para Neandertais que só pensem na descendência sem olhar a comos nem porquês!
Penso que estamos a caminhar a passos largos para o fundo do pico demográfico da nação… o que não deixa de ser curioso, porque o que seria de esperar é que com tanta desgraça e asneira, que passa na televisão, se vissem menos telenovelas e se fizessem mais filhos! Mas graças à Dona Contracepção, o povo lá se vai libertando sem libertar infantes indesejados!
Desculpem a acidez que destilo, mas molhem-na num pouco de ironia e destilem-na com sarcasmo que desce num instante. Nem Camões, de pala no olho, podia fazer de conta que não via o estado em que isto está… neste jardim à beira mar plantado, outrora face da Europa, que toda ela ruborizada se esconderia se tivesse mãos para tal.
Quando se ergue a bandeira em prol dos direitos do Homem, da igualdade de direitos e se vai por esse mundo fora propagar a ilusão, como quem espalha a fé cristã, deixa-se o caos instalado em casa!
O quê, vocês não me digam que não conhecem nenhuma mulher que não tenha sido prejudicada na sua carreira profissional pelo simples facto de ser possível portadora de um rebento, e mesmo não fazendo tenções disso, seja preterida em detrimento de outro espécime de género inverso, só porque vem apetrechada com equipamento para tal. Faça-se luz na cabeça dos menos iluminados, que nem todas as mulheres querem ser mães e que nem todas as mães querem deixar de ser mulheres (de carreira)! Dito isto, em tempo de crise, o preconceito é rei e quem paga é quem não devia, a família. Pagam mães, mulheres, pagam filhos, pagam homens, pagam pais e pagamos todos nós, que se não somos todas estas coisas, somos pelo menos delas um quarto!
E é isto que acontece quando se corta na Educação e educação de um país… corta-se em tudo aquilo que de mais basilar e essencial uma sociedade tem… a sua força vital… corta-se no investimento nas pessoas. E quando se corta nas pessoas… deixa de haver onde se cortar mais! E depois!? Depois sempre quero ver quem cá fica para fazer “política”!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Contra a neura...



... um dia com tudo de bom.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As minhas escolhas para os Livros de 2010...

... baseadas nas leituras pessoais e intransmissíveis, mais prazeirosas
que consegui fazer e fiz em 2010!

No 1º lugar do pódio as historinhas mais hilariantes e do humor negro mais refinado que eu já conheci... o meu prozac, o meu xanax, o meu chá de Camomila de muitas noites a fio...


No 2º lugar, uma escolha do coração, um guia de palavras amigas sobre romances e escrita e escritores e génio literário e "as ténias da escrita" que crescem dentro de nós...


No 3º lugar, mas não último, nunca último, um livro de autoria nacional, visão feminina, cozinhado a seis mãos com uma pitada de chocolate!!! A NÃO PERDER!
Tudo está bem, quando acaba bem. Para ver aqui ao minuto 26:49!!!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A crescer...

... um ligeiro nervoso miudinho!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Não, não vamos ginasticar! - Amanhã no AO

Eu e os ginásios temos uma espécie de relação de amor platónico, daqueles muito lindos, mas que só funcionam nas nossas fantasias!
Sempre que frequentei um ginásio acabei por sair de lá, com a sensação de quem abandona um amor, só porque “é melhor assim”!
Eu e o desporto, e isto não abonará muito a meu respeito, também não nos entendemos por aí além! Aliás, num país como Portugal em que quem não fala futebolês ou é cego, ou não tem um olho, eu fico reduzida a uma anormalidade estatística que conhece o Mourinho, porque ele ganha prémios em todo o mundo, e o Cristiano Ronaldo, porque faz furor e acumula milhões como os meus móveis acumulam pó!
Bom, eu de desporto, confesso, fui praticante convicta de uma única modalidade ao longo da minha vida de três décadas, a patinagem! E isto, porque envolvia toda uma mística associada às meninas da patinagem e porque engracei com um ambiente desportivo em que não era eu a única a acabar inevitavelmente com o costado no chão! Ainda assim, foi coisa para durar uns anitos, até eu perder o meu último par de patins e ganhar amor aos ossos!
Mas falávamos de ginásios… e eu, que tenho tendência a ser “roliça”, tenho por eles o maior respeito e admiração! Sempre que oiço falar de um novo, com novas modalidades, facilidades de horários e conceitos inovadores fico toda empolgada… o que me levou há um ano atrás a ficar a pagar um ano inteiro de mensalidades, quando apenas lá fui durante dois meses! Pois… não sei bem o que me leva a desistir, mas há sempre um dia, em que me canso de me ver ruborizada nas faces e descabelada ao espelho, com a perfeita noção de que para me tonificar como deve ser, devia ter que me “descabelar” o dobro daquilo e… enfim, desisto! Assim, sem dó nem piedade, sem o mínimo de remorsos… até porque fico sempre com a sensação de ser um peixe fora de água nos ginásios que frequento!
O pessoal nos ginásios está dividido em dois grupos essencialmente, os que gostam daquilo e os que querem gostar! Os que gostam são bem visíveis, têm rotinas de cardio e toalhinhas sempre por perto, apertam os botões das máquinas de cycling com vigor e fazem ginástica como quem corre a meia maratona de Atenas! Os outros, levam-se até aos aparelhos, perdem-se em conversas com o vizinho do lado, levam iPods e ficam a ver a MTV na televisão, enquanto suam moderadamente em modelitos do último grito da Nike, compensando assim em estilo, aquilo que não fazem em esforço!
Eu gostava de gostar de ginásios, de ter um estilo de vida saudável, atlético, vitaminado e tonificado… mas nada, nem ninguém me põe um sorriso nos lábios como a porcaria de um bolinho de iogurte feito em casa ou um croissant a acompanhar um bom livro e um capuccino numa esplanada soalheira!
Ao fim de trinta anos de esforço, com as piores notas da minha vida sempre a Educação Física, resolvi assumir de uma vez por todas, o meu asco por práticas desportivas enclausuradas… é que até me podem convidar para dar uns mergulhos no mar, ou uns chutos numa bola na praia, ou uma partida de volley ao improviso… mas nunca me verão a fazer jogging na marginal, porque me dá vómitos, nem a fazer BTT nas bicicletas mais radicais, porque me dão náuseas, nem muito menos a cumprir programas de abdominais completos combinados com exercícios de cardiofitness ou pilates com entusiasmo, porque me dão sono e fome e ainda por cima custam os olhos da cara nos ginásios da moda! Assim, apercebo-me agora que não podemos nem devemos querer ser tudo na vida… há coisas que é melhor deixar os outros fazer, enquanto nós ficamos só, sentados, a ver, ou a ler um livro! É que ele há mesmo amores assim, que só funcionam bem se não funcionarem de todo!

Cavaco Silva vai...


... abdicar de um salário de 6500 euros e fica com duas míseras pensões de cerca de 10.000 euros por mês! Coitadinho. É um herói o senhor!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E depois lembro-me dela...


... e chego à conclusão que o amor pode tudo, pois não havia outra maneira deste meu coração de mulher fraca aguentar! Não há ninguém insubstituível?! Só podem estar a gozar comigo!

Sei que gosto de ti mais do que aquilo que devia...


... quando penso nas coisas que faria por ti... e nem às paredes teria coragem de as confessar!
Quem diz que não há pessoas insubstituíveis, é porque nunca te conheceu a ti, meu amor.

... tenho que ir fazer o jantar... mas um frango redondinho e de gordurinhas sinuosas, que está ali deitado na banca da cozinha à minha espera, para ser todo cortadinho à faca, dá-me ânsias! Sim, porque aprendi hoje com o Rei da Casa que salsichas e hamburguers de frango não são "comida"... grrr... ele "há cá dias"!!!

Sobre a Educação...

... quando se corta na Educação de um país, corta-se naquilo que de mais essencial e basilar um povo tem! Depois, não se queixem! Tenho dito!

Eu tenho uma janela...

... com vista para o mar...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Este é para quem quiser vir aos Açores...

... isso e que me queira ouvir falar dos três melhores livros que li em 2010!
Que tal?!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A maravilhosa delícia do meu quotidiano esquizofrénico!


Ontem de tarde a chuva assustava aqui na ilha perdida no meio do Atlântico. Fui comprar uma dúzia de ovos e vim para casa com a Repolhita fazer bolinhos. Fizemos um bolo mármore, um bolo de iogurte, seis queques de morango e chocolate e um mini bolo para a prima Calili!

Quando o Rei chegou a casa andávamos as duas de avental e de gatas a fazer de cãezinhos, a espalhar mijadelas e gargalhadas pelos quatro cantos da casa!

Hoje de manhã, o sol acordou bem cedo... mas nós não, deixamo-nos ficar na cama até às nove! Depois levamos o bolo à tia Xónja para entregar à Calili e deixei-a na escola! O sol convidou-nos então a um café com amizade e a uma passagem de "exploração" pelo maravilhoso mundo das lojas dos chineses, de onde saímos cada uma com uma máquina tira borboto de cinco euros na mão e uma barriga cheia de amena cavaqueira!

Corri para casa porque o maridão não vem almoçar e eu, qual criança inquieta, queria começar logo a tirar borbotos de tudo o que é meias e casacos e camisolas de lã da mais pequena... mas sabem o que me faltou?! As pilhas! E não digo no sentido metafórico, mas mesmo literal... as pilhas tipo "d" para pôr a porra da máquina a funcionar!

É por isso que eu não acredito que a perfeição exista... mas que estive lá perto... disso não tenho dúvidas!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Da fluência verbal...


... e escrita, já agora!


Tenho alturas em que me sinto com a fluência verbal de uma banana, em dia não!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Matei o mundo com um donut de buraco no meio! - no AO

Um dia acordei e o mundo franziu-me o sobrolho, encarou-me de frente e espetou-me o dedo do meio no ar! Fiquei escandalizada! Andei meia trôpega o dia inteiro, caí de costas, esmaguei o músculo da perna, contorci-me toda e fiz uma distensão muscular. Resolvi pegar no carro e risquei-o todo de vermelho. Antes de chegar ao trabalho perdi cinco euros, um casaco da minha filha, tiraram-me o meu lugar no café e deram-me uma nata torrada! O meu dia levou-me às lágrimas… e no dia seguinte, o sacana do mundo ainda não tinha mudado… então, em vez de me escandalizar, desta vez olhei-o de frente e deitei-lhe a língua de fora. Vesti a minha melhor fatiota, untei-me de Trombocid e Momengel, estava pronta para as quedas, perdi o amor à pintura do carro, guardei bem as notas e a minha filha levou o seu próprio casaco. Resolvi nunca mais me sentar no mesmo sítio no café e em vez de uma nata, variei entre o pãozinho com manteiga e um ou outro docinho ocasional. O mundo ficou parvo… e quando o dia acabou espetou-me o dedo do meio no ar outra vez e encomendou para mim uma gripe daquelas bem ranhosas… e eu?! Eu espetei-lhe um donut no dedo e deixei-me ficar a observá-lo contorcer-se de hipertensão, veias entupidas, colesterol e diabetes sem fim! E ainda comi o buraquinho do meio do donut com cobertura extra, lambendo os dedos no final!
Tudo isto para vos dizer que por mais voltas que a vida dê, por mais vezes que nos mostre o seu lado lunar, por mais vezes que nos tire o tapete debaixo dos pés, a resposta que lhe damos só depende de nós. Eu já mudei de carreira, de cidade, de país, de amores, de desamores, de corte de cabelo, de cor, de roupas, de estilo, de carros, a vida já me surpreendeu e já se riu na minha cara, muitas e muitas vezes.
Ninguém está à espera daquele dia D em que tudo se vira ao contrário e o mundo nos mostra que não é um lugar perfeito, que a vida é difícil e que viver traz muitas amarguras… doenças, despedimentos, acidentes, imprevistos, azares… Mas uma coisa vos digo, se tiverem que cair, ao menos façam-no com estilo e dêem a volta por cima! Que tal experimentarmos todos juntos dançar um sambinha enquanto nos puxam o tapete por debaixo dos pés?! Ou um tango, ou o vira, ou raio que os valha… porque o último a rir, é quem ri melhor e mesmo neste mundo que às vezes nos mostra o rabo, vale a pena dar a volta para lhe ver a cara, de preferência a sorrir!
Há momentos para chorar, para sofrer, para fazer o luto e para nos deixarmos cair… mas a vida é um continua!
Por isso, Mundo, bem que te podes lixar a mil à hora, a ver se me ralo, que da minha parte morro a sorrir, se for na batalha do bem, do belo, do amor, da paz, do empenho, da dedicação e da justiça… e acima de tudo, de tudo de bom que a vida contém! E agora em conjunto vamos lá imitar o gesto do Zé Povinho, e dar uma gargalhada na face do medo, que o mundo pula e avança, mas não pára, não pára, não pára…

terça-feira, 18 de janeiro de 2011


Ontem tive um dos dias, possivelmente mais emocionalmente desgastantes da minha vida! Tudo à custa disto... Acho que só quem nunca passou por esta situação é capaz de ficar indiferente ao toque de um telefone, que cada vez que se faz ouvir traz a notícia de mais um funcionário que foi chamado para ser um dos felizes contemplados com o subsídio de desemprego! Só vos digo uma coisa... foi duro!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Um dia mostro o depois...


... hoje ainda não foi o dia!

Amanhã como a sopa toda - No AO

Ontem dei por mim a fazer uma coisa muito parva! Aliás, agora que penso melhor, tenho feito coisas destas, muito parvas, há vários dias a fio! A verdade é que as faço quase mecanicamente, sem pensar muito nisso… passo a explicar, ontem, depois de jantar, ofereci pêssego em calda à minha filha, porque toda a porcaria da fruta que tinha comprado na semana anterior estava podre por dentro, à custa de ser congelada, e explico isto, porque também isto faz parte das coisas parvas que faço sem me dar muito conta disso… continuando, ofereci-lhe o pêssego em calda, porque não tinha fruta “ao natural” à disposição, e ela aceitou. Então, preparei os pratinhos e talheres, para ela e para nós, retirei uma metade do pêssego e… (agora vem a coisa parva) passei a dela por água e depois servi-nos a nós… sem passar por água as nossas! E foi aí que me apercebi da parvoíce que tinha acabado de fazer… não que passar a dela por água seja parvo, uma vez que a poupo intencionalmente do excesso de açúcar, mas e nós!? Porque não tive eu esses cuidados com as nossas metades?! Aliás, porque lhe dou eu sempre fruta natural e da melhor qualidade e acabo por comer eu a fruta tocada ou os restos da fruta dela, ou o que estiver mais à mão… afinal de contas, porque me preocupo eu tanto com a saúde e alimentação dela, e me desleixo tanto com a minha própria saúde?! Sim, porque ela tem as vacinas todas em dia, e eu confesso falta-me a do tétano, porque a levo religiosamente às consultas das idades e corro com ela em braços para o pediatra à primeira dor de barriga… e eu… ando dias a fio com enxaquecas indescritíveis e me recuso a ir ao dentista fazer aqueles últimos reparos no dente que ficou apenas “provisoriamente” arranjado! Afinal de contas, não será uma parvoíce enorme pensar que se ela estiver de boa saúde e eu estiver de rastos ela ficará bem!?
Se está frio visto-lhe um casaco à pressa, quando me apercebo que saí de casa de t-shirt. Quando está vento usa sempre um chapéu, lindo, todo da moda e quentinho, enquanto eu aproveito para deixar o cabelo húmido secar ao ar! Em casa tem pantufas, chinelos e botinhas para todas as alturas do ano… eu, confesso, faço do pé descalço o meu calçado de eleição! Na hora da refeição, quando trago os bifes para a mesa, o maior vai para ele, o mais tenro para ela e o que sobra para mim…
E foi assim, que me apercebi, ao preparar a sobremesa de ontem, do paradoxo da paternidade do verdadeiro “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço” e a parvoíce que isso é! Assim, fiz desta a minha resolução para o novo ano, tratar tão bem de mim, como trato da minha filha… o que me deixa uma dúvida, será que vou ter espaço e tempo para tanta preocupação junta?! Se comemos a sopa toda, se já comemos fruta hoje, se estamos bem agasalhadas, se temos as consultas em dia, se nos sentimos “frescas e fofas”?!… Ai cruzes!
Ter filhos é como ter um carro de alta manutenção, mas cuidar deles, na certeza de que para aquelas máquinas não há linhas de continuidade, nem modelos de topo de gama, assim, vivemos aterrorizados com todos os risquinhos que lhes possam ser feitos na chapa ou amolgadelas, no pior dos cenários… ou mesmo que lhes “gripe” o motor. É por isso, que tão frequentemente nos esquecemos de nós… é por isso, que quando eles comem a sopa toda, nós nos sentimos fartos e satisfeitos como se a tivéssemos comido nós, e quando eles comem a fruta fresquinha, nos sentimos vitaminados e sãos. É uma espécie de simbiose de “mi casa es tu casa” em versão “tu felicidad es mi contentamento” (ou algo do género)!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

E agora?!

... agora vou trabalhar, que a minha vida não é andar a ver mamas na TV!
FUI

Eu vi as mamas da Maya...


... sim, e chamem-me labrega, simplória, narrow minded ou "quadrada", mas a visão daquele par de marmelos, ou raio que o valha, em pleno programa da manhã, na SIC, enquanto estava a tomar o pequeno-almoço no café com uma amiga, deixou-me entre o vómito e a vergonha! Mas será que lhe pagaram bem para ela se sujeitar a mostrar as mamocas assim às dez e tal da manhã, com o Graciano e a Vanessa Oliveira à frente... enquanto nós (telespectadores) assistiamos à sua primeira consulta de aumento dos seios! Sim... ela vai aumentar os seios! (e se bem me lembro... já não é a primeira vez, pois não?!) Enfim... é isto... entre a queda, as dores e isto... o meu mundo nunca mais será o mesmo!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ontem...


Ontem foi um dia do caneco! Queimei-me a fazer o almoço, caí no meio da rua e estatelei-me por completo. Fiquei deitada de barriga para o ar, o mundo parou à minha volta, e eu, que me rio normalmente nestas ocasiões fiquei aterrorizada com o ar de pânico dos que me rodeavam. Ainda não percebi muito bem como é que tudo aconteceu, mas acho que escorreguei num vidro, num passeio de calçada a descer e cortei a mão e tudo! Maravilhoso mundo do espectáculo este das quedas! Mas o melhor... o melhor, foi que hoje me dói ( e não leiam os mais púdicos) o rabo de uma forma espectacular! Isso e o braço e uma perna! Fosga-se que nunca mais me rio se vir alguém a cair! Juradinho!

Bom, o resto do dia foi normal... dentro do possível do dia do regresso às rotinas, trabalho, creche e o meu coração de mãe apertadinho a rezar a todos os anjinhos para que as viroses nos deixem de vez... isso e as doenças de um modo geral!
Já agora, digam lá se os meus xanatos de eleição não são lindos... se são à prova de queda, não sei... mas como vou sair daqui a nada de casa... cheira-me que não tardo a descobrir!

WISH ME LUCK!

domingo, 9 de janeiro de 2011

O "chiliquinho" da meia-noite...


... leva-me às ganas de vender o recheio do meu guarda-roupa inteirinho...

... só para poder comprar outro novinho em folha!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Actualizações...

Estar em casa tem destas coisas... passo o dia a ver Rucas e Noddys e a vê-la brincar! Mais recentemente, a Repolhita descobriu a magia das Barbies e das Barriguitas, mas desengane-se quem acha que as Barriguitas continuam iguais aquelas com que brincávamos aos bebés… não… mesmo nada! As Barriguitas do século XXI estão mais para Barbies tarrecas do que para outra coisa qualquer… há dúvidas?! Vejamos…



Ainda assim, fico sempre com a impressão que sou a única a ter saudades das Barriguitas dos anos 80... e até elas (e eles) ficam derretidos com este update à lá século XXI de um brinquedo de sucesso!!! (Reparem lá no ar de luxúria do barriguita de fralda dos nossos tempos... já tinha idade para ter juízo, não?!)


Babado! LOL

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Teoria nr. 1.1.11 - HOJE no AO

Eu tenho uma teoria… aliás, tenho muitas… mas tenho uma em especial sobre a felicidade! (E que melhor forma de começar o ano, senão versando sobre felicidade!) Assim, e matando dois coelhos de uma só cajadada, começo o ano com a teoria número um, do mês um, do ano dos dois uns, numa saga infinda e talvez ingrata de cronicar sobre coisas positivas neste ano, que se nos é apresentado na conjuntura geral de modo de todo auspicioso e continuo mantendo a tónica das croniquices pessoais sem ser íntimas ou pessoalizantes sobre tudo um pouco, importante ou não, muitas vezes razando a futilidade e sempre, mas sempre sem pretensões sérias… como vos tenho de resto habituado.
Ora, a minha teoria sobre a felicidade é que a dita é (ponto um ponto um) um estado de alma pontual. Sim, não acredito muito que a felicidade, entendida como estado de plenitude, paz, harmonia, bem-estar e alegria seja algo contínuo, portanto, irrita-me um bocado aquelas pessoas que estão sempre felizes com tudo e com todos, sempre, para sempre e sem interrupções. Depois, (ponto um ponto dois) acho que a felicidade é algo que se constata mais frequentemente retrospectivamente… assim, exclamações como “estou tão feliz” mais me soam a desejo do que a pura constatação… isto porque, no momento em que efectivamente se está feliz isso sente-se, e não se diz! Assim, “fiquei muito feliz” ou “sou muito feliz assim” parecem-me interpelações mais fiéis. Por fim, (ponto um ponto três) e talvez o mais importante, acho que a felicidade está sobrevalorizada… e isto é uma alínea da minha teoria sobre a felicidade, que muito se pode ler nas costumeiras entrelinhas das minhas croniquices. Eu acho que toda a gente tem a capacidade de se fazer sentir feliz, logo que não exija dessa felicidade que ela seja completa e perpétua e baseada em odisseias hollywoodescas.
A felicidade começa num sorriso, aliás, a felicidade começa antes do esboço desse sorriso ser pensado… a felicidade começa em cada um de nós… e na forma como a tentamos atingir e realizar. Sim, sim… está bem, tudo isto soa a mantra budista, qual “om mani padme hum”, que cada um de nós pode entoar a plenos pulmões, mas a verdade nua e crua por detrás desta minha teoria é que desconfio sempre das pessoas muito felizes, que mostram fotos das suas “felicidades” no facebook e em tudo o que é rede social ou revista cor-de-rosa, porque acredito mesmo que os momentos mais felizes da nossa vida são incapazes de ser capturados por uma câmara fotográfica ou de filmar… porque eles são como a própria vida tão inesperados como especiais e voláteis. Também acredito que os momentos em que nos sentimos mais felizes e mais completos, gostamos de os guardar para nós, qual tesourinho pessoal e intransmissível.
Para concluir, acho muito engraçada esta contradição de que sendo a felicidade uma coisa positiva, tanta gente, eu inclusive, desconfie dela quando não vem em doses homeopáticas… confesso que respeito a felicidade tanto quanto respeito as forças da natureza, preferindo-a moderada e nunca em doses de exagero!
E agora outra teoria, minha muito minha, acho mesmo que a nossa felicidade incomoda muito a infelicidade dos outros… mas sabem que mais, aguentem-se à bronca que eu, com esse vosso mal, passo bem! E finalmente, feliz dois mil com dois uns no fim!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Volto a Veneza...

... enquanto ela pula de cuecas em cima da minha cama espalhando borras de Betadine no azul petróleo da colcha.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A quem interesse...


... o Chic Chick voltou!
(... até ver...)

Entrai, entrai...


"Arrumei", arrumei... e escolhi um aspecto mais limpinho para o blog... para se resumir aos essencial e porque já estou cansada de bonecada e de pintas e de bolinhas e manchas de Caladryl e Betadine e dedos de iogurte nas mesas e mãos a colar e etc, etc, etc... que esta coisa da convalescença é muito boa e muito bonita... mas é suja! Grrr... Assim, por uns tempos estarei pálida... até conseguir colocar uns rabiscos no cabeçalho... quando voltar ao trabalho e precisar de ilustrações para me animar e de bonecadas para matar saudades e tal e coiso. "Prontos". Que esta bipolaridade da maternidade mata qualquer uma!

E agora, vós... dizei-me, dizei-me... gostais?!

grrr...


... no lado técnico da "arrumação" do cantinho!


(Sou mesmo handicapada nestas coisas mais htmêlianas!)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Estou de volta...


As malas estiveram até ontem na porta dos nossos quartos. Tropeçámos nelas umas vezes, ignorámo-as outras tantas... mas nada nem ninguém me deu forças para as desfazer! Passamos o ano com elas fechadas e entrámos no novo ano a olhar para elas e a pensar... "algum dia tem que ser". Ontem foi o dia. Passados quase sete dias do nosso regresso à casa insular ganhámos coragem, arregaçámos as mangas e organizámos as nossas tralhas! Assim sendo, é oficial, que apesar de já cá estarmos há uma semana, e de a termos passado toda em casa (à custa da quarentena de dez dias, imposta pelas pintinhas da mais pequena), só hoje regressamos de verdade à realidade!

O rei da casa voltou ao trabalho de vez, eu voltei a ficar de atestado da mais pequena até ver... e o sol voltou a brilhar lá fora! Foram bons demais estes últimos dias... com manhãs de sono na cama, tardes de sorna entre a cama, filmes e sofás... e muita, muita comidinha da boa! A minha prega número quatro que vos conte como foi... (meio queijo da Serra, um pão de ló e muita aletria à mistura... - Shame on me!)

Ouvi dizer que os saldos começaram... mas depois da estafa que foi ontem encaixar todos os nossos trapinhos nos armários, fazendo força para arranjar espaço em cantos inexistentes e descobrindo peças de roupa que me tinha esquecido que existiam e calçado mil... a Zara está para mim, como o alho para os vampiros!

Ver a passagem do ano às pintinhas... - no AO

Já se sabe, que findo mais um ano de vida, na viragem do velho para o novo, no transitar do passado para o futuro, a altura é de balanço. Balanço de contas, de vivências, de experiências. Muitos dirão que este foi o pior ano das suas vidas, outros que este foi um dos melhores, outros ainda que este terá sido, sem dúvida alguma, o ano dos grandes acontecimentos. Tivemos de tudo... desde o crash da economia global à queda de aviões, a tornados e tufões. Grandes chuvas, sismos, torrentes de lama e inundações. Foi ano farto de grandes acontecimentos, de grandes desfechos, de grandes descobertas e de muitos Ds... dúvidas, desemprego, défice, dificuldades... mas também de muitos Cs... crises, conflitos, clima, catástrofes... e se pensarmos bem, arranjamos maneira de encaixar neste ano uma lista bem compostinha, com palavras redondas das letras do alfabeto inteiro (o do novo acordo ortográfico, claro... com Ys e Ws e muitos Zs...)! Zumbidos, zangados, zarolhos, zaragatas e zarpar de muitos! Este foi o ano do regresso às migrações! Foi o ano do milagre dos mineiros chilenos, da histeria da Gripe A, da morte de Saramago... enfim... de muitas e tantas mortes e nascimentos e milagres e acontecimentos! Todos os anos existem apontamentos relevantes, à escala global, dignos de nota, de referência... alguns mesmo até, de alguma franca reverência, mas não há nada melhor do que os acontecimentos fartos, das nossas vidas mundanas, para nos preencher o ano de lágrimas, sorrisos, abraços e muitas, muitas recordações! O ano em que a nossa filha aprendeu a falar, a andar, a nadar, a correr... o ano em que acolhemos mais um ser nas nossas vidas... o ano das birras, das fraldas, do choro, das otites, das gastroenterites, das viroses mil e das amigdalites... e para acabar... o ano acaba em cheio, com uma “quarentena” forçada de uma varicela à maneira, para nos provar que nada acontece por acaso e que a verdadeira “obra-prima” só acaba quando quer! E eis que, pensando nós que finda um ano... outro nos espera no virar de mais uma página dos calendários das nossas vidas! Deste lado do papel, espero continuar a brindar-vos com aventuras, desventuras e croniquices mil, a mil também... mas acima de tudo, espero continuar a alimentar este vício, que cresce dentro de mim, de ver a vida com óculos cor-de-rosa, para que nem as pintinhas manchem o quadro do virar de mais um ano, como em todos os outros, com tanto de feliz, como infeliz, mas acima de tudo com vida... sempre! Portanto, para todos os meus leitores deixo votos de mais uma feliz transição, a transbordar de vida... e se possível, alguns sorrisos também! Volto para o ano!

sábado, 1 de janeiro de 2011

A passagem de ano foi assim...

... mais coisa menos coisa!
Portanto, 2011 só pode mesmo ser tudo de bom.
Para este novo ano, que hoje começa, renovarei votos de amor, de carinho de devoção, de criatividade, de esperança, de positivismo, de crença, de ilusão, de fertilidade, de utilidade... porque este ano é o ano em que tudo pode acontecer!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011...


... vá lá... sê bonzinho, sim?! OBRIGADA!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

É OFICIAL...


... varicela, já cá canta!
Dez dias de molho, sem sair de casa... passamos o ano a três, com sorte já a pôr Betadine nas "pintinhas"!!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Prendinhas de Natal...

... no meu sapatinho coube este ano um convite especial... escrever um conto infantil para um suplemento de Natal do jornal Açoriano Oriental, para o qual a minha filha seria a artista da "ilustração". Assim... aqui vos deixo como prendinha de agradecimento, o conto e o desenho... da mãe e da filha, com carinho e amor mil para todos vocês... assíduos acompanhantes desta aventura virtual!


O CONTO DO NATAL, por Sílvia Martins

Não foi só por uma vez, mas foi por mais de duas e muitas mais vezes do que três, que o Natal se portou muito mal. O Natal era um menino, com outro menino qualquer, que bem podia ter sido chamado de João, José, Bernardo ou Vishal, era igual, mas que por ter nascido no dia 25 de Dezembro recebeu o nome da época, tal e qual: Natal.
O Natal tinha cabelinhos loiros, encaracolados, bochechas rosadas e um aspecto muito angelical. Talvez por isso fosse tão difícil acreditar, que onde quer que ele fosse, agisse como um vendaval. Falava muito alto, berrava de modo descomunal, cantarolava nas aulas e assobiava como se estivesse num musical. Fazia birras na rua, não gostava de banhos, nem do carnaval, não comia a sopa e só queria chocolate, numa quantidade abismal! Não gostava disto, daquilo, daquele, do outro… que coisa! O Natal era mesmo pouco cordial.
O Natal não tinha muitos amigos, mas tinha muitos brinquedos… o que visto assim, para qualquer menino normal, seria uma coisa muito triste... afinal, para que servem os brinquedos, quando não se tem ninguém com quem brincar?! Mas para o Natal, isso parecia não ter nenhum mal. Não lhe fazia diferença e era-lhe tudo igual. “Mal, mal, mal… está muito mal, menino Natal!”. A sua mãe, de olhar maternal, esperava que um dia o seu filho mudasse, antes que fosse tarde, antes que todos se recusassem a brincar com ele… antes que a solidão fosse enfim, o seu final.
“Quero um carro do Noddy, e uma pista do Cars, e a plasticina do Ruca e o dinossauro também, quero um jogo dos Gormitis e um Ferrari vermelho, quero uma bicicleta do homem aranha e um carro a motor… eu quero, eu quero, eu quero!”… “Ah… e um barco e um avião também.” – dizia ele à sua mãe! Mas a mãe estava farta, de tanto pedido e de ele não ser nada querido. “Tens que mudar, parar de berrar, não te quero a chorar, a saltar, nem a ralhar… tens que aprender a brincar… com menos brinquedos… ah, e já agora, uma vez que o Pai Natal está a chegar… bem que lhe podias prometer, que ias aprender a dar!”. Dar. Dar, dar, dar… mas dar o quê?! A mãe estava choné… só podia… e não… não ia tomar banho, nem lavar a cara, nem a mão, nem o pé! “Olha, sabes que mais, eu gosto muito do cheiro a chulé!”. Mal, mal, mal… isso está muito mal, menino Natal!
O Natal não mudou… assim continuou até ao dia 24 de Dezembro, dia em que o Pai Natal ia lá a casa. Mas o Natal não lhe deixou bolachinhas, nem leite, nem nada… e colocou pregos na lareira, e esqueceu-se de lhe deixar a meia… então, nessa noite, depois de o deitar, a mãe foi para a sala a chorar… quando o Pai Natal lá chegou, e com ela se deparou, perguntou-lhe o que se passou e ela lhe contou!
O Pai Natal decidiu então… não lhe deixar prendas… NÃO… nessa noite… o Pai Natal deu-lhe um sonho! Sim, um sonho. Enquanto o Natal dormia, na sua cama revolta, o Pai Natal tocou-lhe na testa e levou-o a dar uma “volta”.
O Natal começou então a sonhar, que tinha acabado de acordar. Berrou pela mãe e ninguém respondeu. Berrou pelo pai e ninguém lhe valeu. Levantou-se aos pontapés e não viu ninguém a lés! Talvez estivessem na sala… correu à velocidade de uma bala. Mas não viu ninguém. Não estavam em casa. Por onde andariam?! De repente sentiu fome… e correu para o armário, mas não havia chocolates, nem sequer as tostas do seu avô Mário. Talvez no frigorífico houvesse algum leite… mas a única coisa que lá estava era uma sopinha de grelos com uma pinga de azeite. “Yack”, pensou, “nem por sombras”… “se calhar os meus pais foram mas é às compras”! Decidiu sentar-se no sofá, em frente à televisão… mas não dava nada a não ser uma imagem negra com um grande barulhão.
O Natal começou a ficar com medo… é que já não era nada cedo! Talvez os seus pais se tivessem fartado… quem sabe se teriam ido embora, para nunca mais voltar?! Não podia ser… ele não queria acreditar! Se ele pudesse, teria feito tudo diferente, só para poder voltar a ter ali gente. A fome era tão grande, que se levantou e comeu a sopa toda, pingo a pingo… até lambeu a colher… e foi nesse instante, que o Natal acordou!
Afinal tinha sido tudo um sonho. Um sonho mau. Um pesadelo… ou talvez não… talvez aquele sonho tivesse sido para ele, a sua grande lição! Chamou pela mãe, sem berrar, deu-lhe um beijo. Agarrou-se a ela e pediu-lhe desculpas, por tudo o que tinha feito de mal até aí. Procurou o pai e disse-lhe que não queria prendas… naquele Natal, o que ele queria mesmo… era um dia especial! A partir desse dia, o Natal mudou, aprendeu a dar, partilhar e a ajudar! Nunca mais fez birras (só em situações excepcionais) e viveu com os pais, muitos e felizes Natais!
Pozinhos de perlimpimpim… esta história só chega ao fim… quando também tu fizeres assim!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natalices - amanhã no AO

Natal para mim sempre foi sinónimo de reunião familiar e de comida. De prendas, também, mas talvez, por ter família longe, no interior do país… o Natal sempre tenha sido reencontro de familiares distantes, de primos e tios e canalha e avós e muita comida à mistura! Tanta comida e tanta família, que por vezes mais tenho a sensação de passar três dias a fio sentada numa mesa a comer com as mesmas pessoas, os mesmos enredos, as mesmas comidas e jogos sociais, sim… jogos sociais: bingo, a feijões, monopólio, o tabuleiro antigo, com notas de escudos e o jogo da Glória, com peças que já não são as originais, mas que são bonequinhos dos ovos Kinder, brindes guardados em gavetas antigas, especialmente para estas ocasiões! Natal também é sinónimo de zaragata e confusão e barulho e só se faz silêncio ao vestir os pijamas para ir para a cama. Mesmo assim, quando há muitos primos, muito frio e poucas camas, o silêncio também não é farto.

No Natal as pessoas dão… sempre… qualquer coisinha, umas meias (ou peúgos), umas cuecas, uns pijamas, uns perfumes ou qualquer coisa que o valha. Há os tios que dão sempre o mesmo, os tios que dão as coisas fixes e os pais, que dependendo das notas, nos iam dando o que lhe pedíamos! A partir do momento em que temos filhos, os pijamas e os peúgos passam a ser entregues directamente aos nossos rebentos (as coisas fixes também) e nós recebemos, com alguma sorte uns ferrero roché e com menos uns bombons de licor que nos desarranjam o ventre por completo!

Natal é dia de rabanadas e de crianças com dedos a colar… na melhor das hipóteses trazem também uns fios de aletria colados na cara e uns pós de canela espalhados na roupa! O bacalhau na mesa aquece a alma dos convivas e os que não gostam… levam com peru, que faz bem melhor à carteira! O primo ralha com a tia, a tia ralha com a avó… depois há sempre aquele que se entusiasma e rega demais o fígado, aquele que adormece no sofá e as que ficam na cozinha! Se tudo correr bem, só uma criança é que vai para a cama com o “corpo quente”, se tudo correr como previsto, vão todas! Depois, os pais aconchegam-lhes a roupa na cama e os ralhetes e lágrimas são “atirados” para debaixo do travesseiro. No Natal, há muito quem tire férias, mas mesmo que não as tirem, os dias passados em casa sabem bem a elas!

Um Natal sem discussões, sem quezílias típicas do seio familiar, não é Natal. Um Natal sem rabanadas também não. O Natal cheira a canela e a frio e a grelos e a primo desleixado que se esqueceu de trocar de meias!

Eu tive a sorte de ter sempre Natais assim, com família e comida… e mesmo com todos os arreveses, discórdia, barulho, calorias em excesso e crianças movidas a açúcar e prendas e mimos a mais, acho que todos deviam ter direito a um Natal assim! Que a magia dos Natal vos entre porta adentro a mil à hora e a paz fique para o resto do ano! Que todos os vossos sonhos se tornem realidade… mesmo aqueles que não vos couberem no sapatinho! Oh, oh, oh… Natal, eu aqui vou!!!

Estamos em casa...


... tudo dito.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Na casa da avó...


... esta já está à nossa espera!

Brinde ao optimismo na nação dos cépticos - Hoje no AO

A crise é como o Gonçalo Uva, tem costas largas e um patrocínio de palmo e meio! A verdade é que nunca se ouviu falar tanto de pobreza, de desgraças, de falência, de contenção, de poupanças, de miséria, como nos dias que correm. Até os programas da televisão, estão fartos de historinhas de desgraçados, de pobres almas que suam as estopinhas para chegar ao fim do mês. O português, que sempre foi mestre em carpir as suas mágoas, que sempre tão bem soube cantar o seu “fado”, assobia por estes dias, como um rouxinol a velha musiquinha instrumentalizada pela balalaica do Dr. Jivago! Deixando tudo e todos de lagriminha no canto do olho! Mas a verdade é que a pobreza, a miséria, as desgraças sempre existiram! Tem piada é que para muitos elas só se tornem visíveis agora, que são vedetas de televisão.
O cepticismo e descrença em relação ao estado das coisas é tanto e de tal forma, que se questiona tudo e todos! Dificilmente acreditamos em alguém e o espírito que mais vigora no dar é a velha máxima de que quando a esmola é demais, o pobre desconfia. Não querendo com isto implicar que todos os portugueses são pobres, mas antes que alguns pobres são portugueses.
O “tuga” chegou ao cúmulo de que se encontrasse uma lâmpada mágica, igual à do Aladino e de lá saísse um génio, que lhe oferecesse três desejos, a primeira reacção seria perguntar pelo lugar onde estava escondida a câmara dos ‘Apanhados’ e a segunda era se tinha que declarar ao estado os desejos e, por fim, a taxa de juro que o génio lhe ia cobrar! Enfim, estamos assim em pior estado do que os velhos do Restelo, num estranha-se depois entranha-se da crise de proporções paquidérmicas que se instalou entre nós. Duvidamos do governo, dos governantes, dos governandos e dos desgovernados, de Deus, do Papa, dos padres, do país, da Europa, do capitalismo… chegamos até à vertiginosa loucura de duvidar da própria Democracia. Está instaurada a crise de valores que ameaçava, que incubava em nós desde os princípios da busca da nossa identidade enquanto ser social! Nunca o velho dogma do “Quem somos? Onde estamos?! E para onde vamos?!” foi tão pertinente e esteve simultaneamente tão em aberto como nos dias de hoje!
Os telejornais dizem ou fazem aparecer as palavras “crise”, “austeridade”, “desemprego” ou “fome” a cada meio minuto… os psicólogos e psiquiatras esfregam as mãos de contentinhos, com as depressões que se avizinham, convenientemente amparadas pela época natalícia, época da reunião de família… de dar… e receber!
Mas o que todos parecem esquecer-se é que ainda há muito que é de borla nesta vida… verdadeiros anti-depressivos bem à medida de qualquer carteira, por mais mofenta e vazia que esteja… beijar, andar descalço, sentir frio e depois calor, correr e sentir o coração a pulsar dentro de nós, rir, gargalhar, partilhar, ouvir alguém, sentir o seu amor, afagar o pêlo de um animal, senti-lo arfar, ver crianças a brincar e saber… saber que por mais crises, por mais desemprego, por mais austeros que sejam estes e outros orçamentos vindouros… há coisas que só dependem de nós, como encarar a adversidade com espírito de desafio e as dificuldades como “pedras no caminho”! Porque a necessidade aguça o engenho e arregaçar as mangas e ir à luta é menos lastimável do que chorar sobre o leite derramado! E sabem que mais?! Mesmo não sabendo o que o amanhã trará, estou fartinha de sentir pena de nós todos! Por isso, hoje, enquanto o amanhã não chega, aproveitem para ler um bom livro, ouvir a música que gostam, escrever as vossas mágoas, cantar a plenos pulmões, abraçar muito, rir mais ainda e se puderem ajudar alguém, ajudem, mas não por causa da crise que veio ontem ou a que virá amanhã… mas por causa das pessoas que estarão hoje a ajudar!

Humpf...

imagem daqui

Estamos em casa! Mas não por causa da varicela... não... o motivo é mais nobre! Vómitos!
...
E agora alguém me explica como meto esta criança num avião amanhã às oito e meia da matina?!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


Nos Açores chove a baldes e o vento instalou a verdadeira revolução... no entanto, nada faz tremer mais o meu coração do que ouvir que existem três casos de varicela na turma da Repolhita! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh... posso gritar, posso?!
Pai Natal, tu não me leves a mal... mas FOSGA-SE!
Rica prendinha meu gordo de MECA!
XIÇA!


Ok... já está... e agora, é esperar para ver!

Rendi-me...


... e a mais pequena também!!! :D


terça-feira, 14 de dezembro de 2010


E lá se foi a primeira festa de Natal do Colégio da Repolhinha, em que ela participou activamente! E quando digo activamente, ponho ênfase no activa! É que ela dançou, cantou, chorou, berrou, tossiu, mostrou as sapatilhas de "muito perto" a uma amiga em palco! Enfim... é o mundo do espectáculo! Show Bizz de Palmo e Meio no seu melhor!