sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Trouble in my mind!
Love Fridays!

Dois dias volvidos, depois de muito mimo, dieta, Panda, Noddy e Kitty, aqui estou eu de volta ao Office, e estou feliz... realmente a vida ensina-nos muito... posso não fazer o que quero, nem quando quero, mas se fazê-lo implica saber que a pequenita está bem e feliz... eu até limpava latrinas com um sorriso nos lábios (que não se via, claro, porque teria uma máscara a escondê-lo), mas vá... ela está melhorzinha... e eu também! E o resto que se lixe, é Sexta-feira pá!
Os Porquês - no AO - 21.01.10

terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Pensamentos que moram na minha cabeça, numa 3ª feira de manhã!

Muitas vezes penso que só me sinto assim porque não estou minimamente apaixonada por aquilo que faço, mas tenho outras vantagens, que não a paixão, é claro. Tenho aqui relativa liberdade e quase nenhuma pressão e isso também é de valor, é quase como um casamento sem paixão, mas que nos deixa minimamente feliz, porque nos dá tempo e espaço para sonharmos com as nossas verdadeiras paixões, por muito ingrato e injusto que isto possa parecer. Estou a escrever este texto, pura e simplesmente para empatar tempo e não ter que me agarrar àquela maldita máquina fotocopiadora... Nos entretantos vou pensando que gostava de ir ao cabeleireiro hoje... arranjar cabelo e unhas, mimar-me assim tal e qual dondoca oca e feliz... mas tenho que ir às compras, porque não tenho carne em casa para a sopa da menina e depois tenho que ir aos Correios deixar a correspondência e provavelmente tenho que almoçar ou ir fazer o almoço, e ainda tenho que passar pela “Engomadoria” para deixar as cortinas novas da sala, para fazer bainha. Comprei-as ontem, para tapar 4 metros de janela... um par de linho e um par de cortinas castanhas, bem ao gosto do maridão! Mais uns tostões gastos o que me leva de volta à obrigação de ganhar mais uns tostões! Às vezes, este amor/ódio que sinto pelo dinheiro deixa-me num total estado de desespero, é como aqueles amores: “Can’t live with him. Can’t live without him!”. Bolas... tenho que ir trabalhar!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Hoje, nos entretantos, faz um sol maravilhoso de um calor ilusório, que me deu vontade de estrear a minha saia matadora de pele preta, compradinha em saldos, com um lindo casaquinho estilo channel, as minhas perolazinhas e uns lindos sapatongos de 15 cms de tacão em veludo preto. No entanto, e pensando no frio, agarrei nas meias pretas mais quentinhas que consegui encontrar na gaveta e depois dos normais afazeres da minha manhã, lá saio de casa, toda “eu”, cheia de confiança, quando ao chegar ao escritório reparo que trago umas meias quentinhas, pretas, sim, mas CHEIAS de borboto branco... AHAHHAAHAH! Isto só para mim, que andei a desfilar a manhã toda sem sequer as ter visto direito. Vai daí está decidido:
1. À hora de almoço vou comprar um par de meias novo;
2. É imperativo ter um espelho de corpo inteiro algures em casa!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
João ama João - 14.01.10 no AO
O João ama o João, mas em público, ainda não tem coragem para lhe dar a mão. A Maria ama a Maria, mas de toda a família das duas, do caso amoroso, ainda só sabe uma tia! O João e o João estão juntos há um tempão. Quando o João esteve doente foi o João quem o acompanhou. Depois da operação o João não lhe largou a mão. Noite e dia, sentou-se na cabeceira daquela cama, enquanto a família ia e vinha. Arranjou esquemas para poder entrar sempre: ora era sobrinho, ora era tio, ora era amigo. O João foi um valentão. Levou-o aos tratamentos, tratou dele em casa e nunca a nada lhe disse que não. As Marias, a ver de toda as suas famílias, já há muito que ficaram para “tias”. Elas não levam a mal, sabem que o amor é que é fundamental. Têm pena, no entanto, que as mães não saibam, nem sonhem, o enorme alento que trazem no coração e aquele encanto. A mãe da Maria já desconfia, mas por vergonha não pergunta e não quer ouvir, acha que sofria! Desde que conheceu a Maria, a Maria nunca mais se queixou de falta de companhia. Para o mundo são duas solteironas infelizes e tristes, mas em casa delas ambas sabem também, que não há amor, que não venha por bem!O amor entre o João e o João é um amor velado, proibido, proibitivo, pecaminoso e condenado... pelo menos aos olhos, de que ainda vê a Eva e o Adão, como amor para todo o termo de comparação! Mas aqui entre nós, que ninguém nos ouve, já era bem tempo de se ver que estes quatro e os restantes milhões, não têm nada de mal, nem de anormal, só vivem um amor, igual a tantos outros, que de fraterno passou a paixão e a atracção carnal. O João tem um sonho, igual ao meu e ao de muitos outros apaixonados, não quer mais amores velados, encontros escondidos ou não permitidos. O João quer amar e ser livre, quer ter o direito a escolher, quem ama, porque ama e onde e quando ama! Quem somos nós para a esta alma tirar, um direito que é seu: o de casar! As Marias, por seu lado, não querem pelo casamento optar, mas gostavam de se assumir, e quem sabe, talvez uma criança adoptar. Eu, que não sou ninguém, ainda assim vejo bem, que mais vale ser amado por duas mães, do que infeliz e “atirado aos cães”!
“A Homossexualidade é amoral”, mas desde quando é que amar alguém é pecado capital?! O problema é que as pessoas se escandalizam precisamente com o lado sexual, quando isso como em qualquer relação, só devia pertencer à intimidade do casal.
“O Amor é cego”, minhas gentes, nunca terão ouvido dizer?! E o melhor amor é mesmo aquele que não se pode escolher.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
"Le Joie"...

Mas igualmente bom é ter que continuar a manter o mesmo nível de desempenho familiar e laboral, mesmo com esta maldita em cima de nós! Sim, porque a filha precisa na mesma de atenção, o marido idem idem, aspas aspas, o patrão continua a esperar de nós a pontualidade, afinco e dedicação de sempre, mas será que esta gente não se lembra que eu estou só com metade de oxigenação no cérebro!? IRRA!
Para além disto tudo mudei de pílula e sou mãe, o que me torna um banho fervilhante de hormonas e o bicho mais bipolar à face da terra!
Ontem, na busca pela agenda perfeita para o maridão, requisitos: uma página por dia e capa flexível, lá me perdi nos livros de literatura infantil. Acabei por comprar um da Shoppard, com um CD de música, que fez um sucesso com a minha filha! Amou tudo, o livro, a música, e por momentos a maternidade pareceu-me a coisa mais doce ao cimo da terra, enquanto ela abanava a cabecita sentada no banco de trás do Popó da Mamã ao som de Mozart e Schubbert e instrumentais de flauta que nos puseram a saltitar às duas, de tal forma que por momentos aquele meu carro pareceu ter os amortecedores mais moles de sempre. Chegadas a casa, abrimos o livro, sequiosas, e ela maravilhou-me com o seu extenso vocabulário: Mu-Mu, Mé-Mé, Au-Au, Bu-Bu (urso), quá-quá, boqueca (boneca), Grrrr (leão) e uma respiração repetida e fungosa (porco)! A cada dia que passa está mais entendida e comunicativa... já se senta no puff sozinha, de bolachas numa mão e chupeta e cobertor na outra à espera do NóNó (noddy), ou da Kitty, que já diz também muito bem!
Arranco... e na minha cabeça um pensamento só: “Raios me partam, rapariga, se não faço de ti uma miúda feliz, penteada e musicalmente inteligente! Rai's m' parta, vou dar cabo de mim enquanto o faço! MERDA".
...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
"É a Vida!"

Quando eu era pequena acreditava que todos os seres, todas as pessoas tinham algo de mágico e único dentro de si.
Quando eu era pequena pensava sempre que há mais para a vida, do que a própria vida só por si.
Epá, não me lixem, primeiro o Pai Natal, depois as fadas e os anjos... e agora a vida?!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Querido, já chega!

Lá em casa, tudo o que era adulto do sexo masculino fumava. Era para ele como que um ritual de masculinidade, afirmação e prazer, que sempre vem do que é proibido ou interdito. Sentava-se na clareira, comia bolachas e fumava os poucos cigarros que roubava em casa... um ao avô, um ao pai, aos tios, a quem os deixasse esquecidos por tempo suficiente para uma marotice rasteira que ele fazia com tanta doçura!
Devia ter por volta de 10 anos, segundo informação da mãe, quando esta o apanhou, pela primeira vez de calções brancos neste seu espaço, neste seu ritual. Levou-o para casa ao som de uma descompostura, que para além de muito audível foi emitida em vernáculo muito típico do norte do país. Deu-lhe uma tareia com toda a força que tinha e também amor, a que juntou a revolta pelo facto de o seu marido não deixar de fumar, apesar das promessas, do seu sogro não deixar de fumar, apesar das doenças e do seu filho mais velho já se ter iniciado também nesse maldito vício! Ralhou-lhe, ameaçou-o, fez tudo o que o amor lhe ditou e por fim, pediu-lhe... e ele assentiu! Essa foi a primeira vez que ele quebrou essa jura!
“Eu juro, Eu juro que deixo de fumar!”
Agora, muitos anos volvidos, continua a fumar, já tentou e prometeu mais de uma centena de vezes que ia deixar, depois de casarmos, depois de a nossa filha nascer, depois de chegarmos aos Açores, depois de estabilizarmos por cá... e mais recentemente depois de descobrirmos a doença do pai dele, ao que tudo indica, provocada pelo tabaco.
Hoje, a médica do pai dele voltou a dizer-lhe que ele tinha que deixar de fumar... “ Eu sei, mas custa tanto...”, ao que ela lhe respondeu com uma outra pergunta:
“E morrer?! Não custará mais?! E andar em sofrimento para o resto da vida?!”
Meu amor, no que diz respeito à minha resposta e à da tua filha, que não falando ainda o demonstra já bem... a tua falta será a única coisa que nos custará na vida!
Quase em género de pacto com ele, para lhe dar força, prometi que me juntava a ele e deixava de consumir uma ou várias das coisas que mais gosto e de que ele tem conhecimento: chocolate, coca-cola... mas nada...
E ao fim de tantas tentativas falhadas e tantas vezes que cheguei mesmo a acreditar que ele ia conseguir, esta, foi a que mais me custou, porque não quero que ele deixe de fumar, só quando já não o puder mesmo, fisicamente fazer!
Este é o meu último pedido, amor...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
BlooDy Monday!

Segunda-feira!
Epá, e eu que não me lembrava de nada melhor do que isto!
E de volta à vida real, faz muito mau tempo nos Açores, chuva, vento e algum frio, passei uma noite péssima, a pé e com a pequena em cima de mim, que... adivinhe-se, está constipada outra vez! Querem melhor começo de semana?!
Naaa... Tá bom assim, deixem estar! Estou com uma neura que não se pode e às vezes acho, que o simples facto de conseguir chegar ao trabalho com um pingo de força anímica nas veias é um acontecimento digno de louvor! Por favor acordem-me quando for hora de ir dormir! Tá?!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
New Blog on the block!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
WISHLIST 2010 - #1: Ser cromo do Ídolos!

“Na próxima Edição do Ídolos inscrevo-te!”
EU: É vou ao Ídolos... e o Manel acaba de me ouvir cantar e sai-se com um: TU NÃO CANTAS A PONTA DE UM CHAVELHO! ZERO, NICKLES PICKLES!
ELE: (olha para mim e desata-se a rir!)
EU: (ainda envolta na mística da imaginação eu continuo) E o Laurent: Olha, tu cantar não cantas nada...
ELE: ... mas seguras muito bem essa "vaca" que trazes agarrada aos dentes!
AH?! Pois é... trazia uma picanhita para o lanche presa na dentadura... E terminou assim com um rebentar de gargalhadas e um acto muito lindo, que é o de espitrucar o naco da dita para fora da boca e continuar na risota!
AH! L’amour!!!
Voar e Educar no AO - 07.01.10
De regresso à ilha, depois das festas e dos excessos, não há nada que me apeteça menos do que ter que me enfiar dentro de um avião durante duas horas e meia, com uma criança de 19 meses, com horas de sono e de alimentação trocadas, e um marido rezingão, que tenta levar a cabo a tarefa de deixar de fumar, resolução do novo ano! Pior ainda, é quando já encaixados cuidadosamente nos nossos lugares, com criança, tralhas e neura, reparamos que um de nós está no lugar errado e que temos que viajar separados! Ora quatro menos dois, dá dois e lá se vai um par de braços com quem partilhar 12 quilos. Sim, porque se o espaço nas cadeiras já é limitado, imaginem-se a viajar, duas horas e meia, sozinhos com a cria no lugar do meio. Eu, já vi filmes de terror com menor potencial aterrorizante. Enfim, a isso juntem-lhe o inchaço típico da época e temos cara de peru recheado a viagem toda! Mas pior do que isto, só mesmo levar com um vizinho da frente que teima em inclinar a cadeira para nosso desespero, como se isso lhe proporcionasse um sono mais tranquilo. Já não me bastava vir a viagem inteira a olhar-lhe para o couro cabeludo casposo, ainda me apercebo que o senhor para lá de espaçoso tem um respirar pesado! Daqueles assim que são causa de divórcio do casal mais feliz. Mas bom, lá me fui aguentando, até porque com a refeição pelo meio, sempre tivemos meia hora garantida com mais 20 centímetros de espaço à nossa disposição. Eu não sei, como há neste mundo quem tenha a destreza de viajar de avião com uma criança desta idade, por mais do que duas horas e meia, sem que sucumba na porta de saída do avião de esgotamento nervoso em último grau. Eu juro, por muito que goste de viajar, não tenho essa costela masoquista em mim. Ou então, tenho uma criança invulgarmente activa... não sei... serei só eu?! Dúvidas maternas aparte, acho que aquilo que faltou ao meu “inclinado” companheiro de viagem da frente foi um pouco de bom senso, misturado com caridade, a quem eu daria o nome de educação cívica, ou civismo! Bem sei, bem sei, que a minha liberdade acaba onde começa a dele, mas a dele poderia ser bem menos espaçosa e bem mais conscienciosa! Mas sobrevivi, e contra todos os traumas, esta história ainda tem moral, a da minha filha, que do alto dos seus 19 meses ao meu tom brincalhão baixinho de: “Dá tautau ao senhor!”, me respondeu em surdina, mas de dedinho no ar: “Não, Não!”. É lindo começar o ano a ver o fruto da nossa educação florescer! Para 2010 faço Votos de melhores Voos!quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Taras e Manias...

Art, aqui está a resposta ao teu desafio! ;)
1 ''Mania'' – carteiras XXL;
3 ''Mania'' - não carregar o telemóvel;
5 ''Mania'' – andar quase sempre sem dinheiro na carteira!
REGRAS: "Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do recrutamento. Cada participante deve reproduzir este regulamento no seu blogue."
Paula
Ginger
Brown Eyes
Eduarda (Made in Love)
E quem mais se sentir tentado a responder…

Depois das festas, sempre muito gordos e inchados, mal habituados com as prendas e carinhos e dias de folga, bem dormidos, bem regados, bem gargalhados, este mês começa sempre com um arrastar de corpos até aos sítios onde normalmente nos movemos com sistemática facilidade! É que nem o raio do “SAMBA de Janeiro” me anima!
Ainda tenho as malas por desfazer, já abertas e esparramadas algures no corredor de entrada da casa. Ainda trago na carteira os bilhetes de avião e o kit de tralha de viagem com uma bebé. Para cúmulo, a casa que ficou vazia e fechada durante duas semanas foi ocupada por seres que detesto, um exército de formigas na cozinha, que tento combater há dois dias, umas baratongas King-Kong, como só há nos Açores nas zonas mais húmidas da casa, casas-de-banho e lavandaria e um bicho de aspecto curioso, algures entre a centopeia e um carrapato, que encontrei hoje por cima da mala que tem a minha roupa. Estou inundada de comichões e nojo e a rezar para que essa bicharada encontre novo pousio. Não há pachorra!
Mas, voltando a Janeiro, é que nem por ser mês de saldos esta porra de mês me anima... até porque depois da “corrida” às prendas, ganho uma certa apreensão a shoppings caóticos e Zaras com aspecto da feira de Custóias depois da bomba atómica lhe ter acertado em cheio.
Este, é definitivamente o mês das neuras por excelência! Nos Açores é em Janeiro que começa o frio, se bem que aqui no escritório é Janeiro até Agosto! Em Janeiro toda a gente sabe que ainda falta um fartote de dias até termos férias, outra vez... em Janeiro as casas estão húmidas, do ressoado dos corpos festivos e a louça ainda cheira a bacalhau. Algures entre o fim deste mês e o início do próximo já começa a coisa a animar, até porque Fevereiro é pequenino e o ordenado rende mais qualquer coisinha. E em Março tudo floresce, as flores brotam, os passarinhos cantam, as alergias espirram, mas o amor anda no ar! Ah Março! Em Abril Páscoa! Férias, Pausa! E depois lá vem a neurinha nervosa outra vez. Maio é um mês baralhado, algures entre o calor e o tempo choco, que tem como auge o aniversário da minha filha! E depois... depois vem o Verão... e o que a gente gosta mesmo é disso: Sol, Praia e um bom escaldão!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
De 2010 para o Blogue!

Estou de volta à ilha, de volta ao trabalho, de volta ao blogue, de volta às coisas que me fazem detestar o dia-a-dia rotineiro, mas trago esperança! Esperança de um novo ânimo, de um novo alento que me surpreenda neste novo ano e estou aqui para enfrentar!
Estes primeiros dias do regresso custam muito, aliás, tenho dias, como o de hoje, que custam é mais que muito! Mas comigo é assim: “I get knocked down and I get up again”!
As festas foram muito boas, cheias de excessos, com a repolhita carregada de mimos e prendas e surpresas e sorrisos e a mamã carregada com pelo menos mais 3 quilos, ao que falhei redondamente nos meus “planos” de dieta!
Para 2010 continuo à espera de ser brindada com muita saúde, para mim e para os meus, algum tempo livre, bom gosto e muitos sorrisos!
Em relação ao amor só tenho a dizer, que decidimos renovar o contracto! Claro está, não posso viver esta monarquia de amor sem o meu Rei!
Então é assim, que depois das duas crónicas com que encerrei 2009, dou início a muitas mais, que se seguirão em 2010! Bora lá alinhar na leitura interventiva este ano, para variar?! Bute lá atão! Bámo lá cambada...
... e tu 2010, “Canta-me ó Musa”!
Volto ao Contacto amanhã... que acho que ainda estou no jet lag das férias! Valha-me Deus...
No AO a 31.12.09
Título: 12 Passas Badaladas
Croniquices da Mulher a 1000/h, por Sílvia Martins
No AO a 24.12.09
Título: O meu Sonho de Natal
Croniquices da Mulher a 1000/h, por Sílvia Martins
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
AH.... uma coisinha!
Eu Vou, mas Volto!

VOU PARA CASA!
Mas antes de ir, tenho que deixar aqui as minhas prendinhas virtuais para os meus seguidores mais fiéis, de resto, como manda a lei!
Aqui vai:
Para a Art: um sugo e muito amor do norte!
Para a Paula: uma sensação de SPA e um abraço forte!
Para a Ginger: toneladas de paciência e um balde de fantasia!
Para a Bê: muita fé e força e um carinho caloroso de amizade virtual!
Para a Carrie: um par de sapatos novo e carradas de sorte!
Para a Eduarda: um camião de inspiração e um todo o sucesso do mundo!
Para a Saltos Altos: muita moda e uma lufada de Sorte e Alegria!
E é isso... para todos os outros que me seguem e não comentam e para aqueles de quem me posso ter esquecido, aqui fica o meu desejo sincero:
MUITA SAÚDE, PAZ e algum tempo livre para ler o blogue!
OH, OH, OH!
Beijinhos a todos e até ao meu regresso!
FUI
24ª Croniquice no AO - Natal em Pré-Época - 17.12.09

Para a minha mãe eu estou sempre “tão magrinha, minha rica filha”, quer tenha menos dois quilos, quer tenha mais vinte e depois o pós maternidade é muito cruel, porque as pessoas desenvolvem sempre uma expectativa de que quem é mãe vai engordar, que às vezes acontece, mas que muitas vezes não tem ligação directa e concreta com o simples facto de se ter sido mãe! Gosto sempre quando me dizem, “Ai, mas tu estás igual!”, como se a maternidade fosse supostamente um castigo do engorda e nos desse a aparência suave e fofa de uma Popota em dia de festa! “Mas quê?! Não era suposto?!”. A Sociedade é cruel e vitimiza com base no aspecto, mas frequentemente se esquece que para lá do peso da gordura no aspecto, essa mesma “amiga” tem um inigualável peso na saúde de quem a traz consigo. Eu não sou o melhor dos exemplos para falar de hábitos alimentares, mas faço um balanço da comida “boa” e da comida “má” e tento sempre que a “boa” leve a melhor sobre a má e no final tenha a sua vitória triunfal! Mas voltando às festas, festividades e comes e bebes. Vejamos o menu para a típica ceia de Natal: para começar temos a saladinha, mas porque está frio, muitas vezes esta dá lugar a uma sopinha, nome carinhoso para um caldeirão de batata, couve, cenoura, abóbora, feijão e quiçá, um pouco de carne para “matar o bicho”, depois abrem-se as hostilidades com o bacalhau, de novo as couves, de novo a batata, ou então o polvo, ou o peru e o arroz com passas e pinhões e nozes, depois vêm os doces, rabanada da “boa”, que já se “inaugurou” mesmo antes do jantar, a aletria, o arroz doce, os “formigos”, os sonhos, as filhoses, e o açúcar e a canela, e o vinho, e os digestivos, e o café com o chocolatinho, como manda a lei... e no dia seguinte?! Fazemos tudo isso outra vez! Está decidido, amanhã: dieta!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Friends will be Friends!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
"Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio."

E hoje, toda eu sou sonho, quimera do dia que tarda em chegar, do momento adiado de felicidade esperada e sonho o pior dos sonhos, aquele que não acaba quando acabados de acordar nos levantamos e saímos da cama!
O meu corpo está aqui...
o pensamento além...
e o meu coração entre os dois,
Se não foge,
É apenas, porque pobre,
valentes pernas não tem!
I’m leaving, on a jet plane!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
É Natal! Não faz mal... - 10.12.09 no AO
Mas desde quando é que virou moda ser o Grinch do Natal?! Na minha mais tenra idade, ainda me lembro, ser sempre esse “estraga festas” avarento o mau da fita, mas hoje em dia, parece que toda a gente resolveu dar uma de cépticos do Natal, sob pretexto de um suposto consumismo, que se nos instalou nas veias! Ora, corrijam-me se estiver enganada, mas quem é que faz as vossas compras de Natal?! Bom, eu por mim falo, que sendo a responsável pelas mesmas só me excedo se quiser. Os anti-Natal assumidos, aqueles que só guardam recordações boas dos Natais passados, acusam os inocentes e raríssimos indivíduos, que ainda vibram com esta época de serem “vendidos”, “consumistas”, “cínicos”. Dizem eles, que “o Natal é uma hipocrisia”, que é “só mais uma desculpa para nos fazer gastar dinheiro”, que “ é uma chachada pegada de falsos moralismos”. Eu acho, sinceramente, que certas pessoas passam a detestar o Natal, precisamente no ano em que passam a comprar mais prendas, do que aquelas que recebem. Curiosamente, são essas as mesmas pessoas que dizem aos quatro ventos, que o Natal “não é só as prendas”! Valha-nos ao menos aqueles, que se recusam, apenas e só, aos “mega fretes” das sagas familiares... não menos curioso é que, esses só deixaram de gostar do Natal, precisamente porque perderam algum ser querido e familiar amado. O que todos se esquecem é que o Natal só é deprimente para quem não tem família, precisamente o que vem provar o valor da mesma. E por família não entendo só a de sangue, que eu, graças a Deus, fui abençoada com uma muito mais alargada, com quem não partilho o mínimo traço de ADN. Aqueles que acusam os “festejeiros do Natal” de serem hipócritas esquecem-se que os bons modos e os bons princípios começam “em casa” e que se não estiver bem com os meus, não estarei bem com ninguém. Bem sei, bem sei, que o Natal é quando um Homem quer, mas porque não aproveitar a tolerância de ponte e a desculpa calendarizada para uma boa celebração em família?! Com direito a prendas e tudo... Vá lá! Os que acusam os “Nataleiros” de se esquecerem que muitos não têm direito a Ceia de Natal, nem a carinho nesse dia, esquecem-se, frequentemente, de que não é só nesse dia que eles não têm esses direitos. Por isso, Xô da minha área gentes incrédulas, que com o Vosso cepticismo posso eu bem. Porque esta Mulher quer um Natal com tudo a que tem direito: família, abraços, calorias a mais, presépios de musgo, frio, lareira, Pais Natais e Lotto. Porque só quem tem amor em casa, o sabe trazer para fora dela!quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A Minha "listinha" de Natal... (inspiração H&M)!
Ora, como sabem tem sido cada vez mais difícil concentrar-me nas compras para a "je"... mas a "je" ainda sabe do que gosta... e S.Miguel é lindo e tal e tal... mas não tem H&M...
Por isso, façam lá o jeito à pobre... ihihi... Afinal, são só trapos! :)
Sugestões 1 - "São trapos Senhora!":
Sugestão 2: "Estonteantes Tapa misérias!"
Saias pirosas de Lindas, que me obrigariam a fazer a depilação e a usar tacão... Salvem os pêlos da Sílvia...
Sugestão 3: "Uncover my legs..."
Bem... e aproveitando a proximidade dos avós, se me derem algum destes, vou usá-lo para sair a sós com o maridão:
Sugestão 4: "É p'arrebentar... e as sabrinas para depois calçar!"
E pedir por pedir... e porque não podia pensar em mim, sem antes pensar nela... Bad Sílvia, Bad Sílvia... Mas são tão lindas que não se aguenta... aqui ficam as sugestões para a Repolhita!
Sugestões 5: "É pra ela, não é pra mim..."
Obrigada aos que contribuirem para a causa... e aos que não contribuirem... obrigada também... a pedir-vos mais qualquer coisita no Natal que vem! ;P
P.S. - E não... isto não virou um blog cor-de-rosa... é só aproveitamento útil de espaço público para serviço pessoal...
Tarefas Ingratas do meu ingrato dia...

Ora, nem hoje, nem ontem, nem no mês passado e nos anteriores, sequer, estivemos a precisar de alguém para a empresa, mas eu tenho que receber as candidaturas e fico com os dados das pessoas e CV’s e não lhes querendo dar falsas esperanças, alguns trazem um ar de “Por favor arranje-me lá qualquer coisa para fazer, senão não como” de cortar o coração.
É duro estar aqui sentada a receber o nosso, ainda que pouco, a lamentar-me e saber que há tantos, que pelo pouco que ganho, fariam milhares!
Eu sempre disse, que “quem se queixa de barriga cheia” não conhece as dores de uma barriga vazia!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Aahh! A Maravilha do masoquismo da Paternidade!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
In een andere taal..

Iedere dag denk ik, dat ik hier iets interessant en leuk heeft geschreven, maar iedere dag, zie ik dat hier niet…
In een blog te schrijven is iets dat ik te gemakkelijk vind… mischien hou ik een dag ermee op… maar niet vandaag.
Vandaag denk ik, dat ik hier nog een dag, iets lezen of vinden zou, dat ik am interessantsten zou vinden en dat ik interessant zou maken.
Estão a ouvir isto?! É o som do meu eco... ECO, ECo, Eco, eco...

É que não consigo pensar em nada mais entediante do que o meu blog neste momento... passam-se textos (e não são nada curtos), e textos (mais uma vez passíveis de dar pano para mangas)... e os comentários são parcos, raros e quase inexistentes, excepção feita, obviamente aos das minhas 2 ou 3 fiéis seguidoras e comentadoras... opá... é que me dá vontade de escrever aqui as maiores patacoadas do século, só assim, a ver se tenho reacção...
Tipo:
“Não gosto de Alface!” – E tinha logo 30 comentários... “ah, eu também não”... e tal e coisa, e “tomate é que é fixe”... e “pois tás lá!”, “és uma parva, alface rules”, “ai, que não sabes o que é bom”... Mas não... NADA!
Ás vezes entro aqui e ouço aquela vozinha do anúncio da década de 90, aquele contra a sida, ou lá o que o valha... “Is there anybody out there?!!?! Uhu Uhu...”.
Enfim... das duas três:
Ou tá-se tudo cagando para as trivialidades mais ao menos bem escritas que aqui vou escrevendo, e daí que ninguém vá dar importância ao facto eu ter escrito cagando, palavra que nunca escrevi neste blog até hoje;
Ou este blog é mesmo exaustivo e diz tudo só por si... Ó pra mim toda cheia de power! E pronto, mais uma vez quem me lê tá-se cagando para o facto de eu querer ler comentários ou não... é que, mérito a mim, que respondo sempre aos vossos... mas vá... vá, que isto é só TPM e síndrome de Natal e já passa!
Olha, não comentem nada, estou-me... borrifando! (Que eu não sou malcriada! ;P)
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
É Natal... não faz mal!

Então, o Natal passou a ser deixar a bota debaixo do exaustor e esperar que a minha mãe me fosse chamar à cama na hora das prendas! Que alegria! Um Nenuco com roupinhas, um boneco a gatinhar... e a ceia... bom... dessa já não me lembro tão bem!
E foi assim que o Natal para mim passou a ser “as prendas”! Dizia sempre o que queria, mas supostamente sempre gostei de surpresas. Percorria os quatro cantos da casa em busca de prendas surpresa e chorei baba e ranho quando um Natal encontrei uns calções rosa fuscia, em malha polar, que a minha mãe adorou e me comprou... e eu nunca usei!
E depois vieram uns tempos de separação da família, em que o Natal era pretexto de voltar a casa, voltar aos meus... um pouco como o é hoje... e as prendas eram acessórias, o que eu queria mesmo eram “os meus”... mas era difícil juntá-los a todos... e hoje em dia, já não sei bem quem são!
O último Natal, antes de a minha filha nascer, fiz na minha casa uma árvore enorme, bem alta, mas não muito gorda, com uma decoração a preto, prateado e branco. Enfeitámos tudo, eu e o Rei da Casa e dedicamo-la ao nosso “José Diogo”, porque a minha filha fechou as pernas na ecografia e andámos meses a pensar nele como rapaz! O ano passado, a minha filha esteve lá, na ceia, nas prendas, e eu tentei por tudo, que o espírito de família voltasse outra vez... mas já não é a mesma família, nem o mesmo espírito! Este ano, já me convenci, que nada volta atrás... mas quero na mesma Natal com árvore, presépio, ceia, família, prendas e quem sabe... um joguito de BINGO?!
Ainda não comprei nenhuma prenda! Compro-as todas a partir de dia 18... mas como pretexto para matar saudades e não por obrigação! Em conversa com a minha Sogra esta semana, disse-me ela que quando perguntou ao meu sobrinho o que ele queria para o Natal, ele lhe respondeu: “PAZ e SOSSEGO!”. E eu pensei: “Este ao menos sai-me barato!”... Será?!
Croniquice 22ª - Minha Filha, Meu Amor - 03.12.09 no AO
Meus Amigos, só tenho uma coisa para vos dizer: ser mãe é dose! Mas é dose mesmo, daquelas de cavalo. Qual cavalo! É dose de hipopótamo. Eu amo a minha filha. Amo-a tão perdidamente e de uma forma tão forte que até dói, mas agora, o que eu não gosto mesmo nada é de ser mãe! Pronto! Disse, está dito, já foi! É que só quem é mãe sabe do que me queixo... nem é tanto da gravidez, que mesmo levando o meu corpo a limites dantescos, não me escandalizou! Também não me queixo do parto, se bem que 19 horas em sofrimento, para acabar em cesariana são demais até para o Hércules! Nem das noites mal dormidas, que 18 meses volvidos já se tornou costumeiro. O que eu não gosto mesmo no papel de mãe são o parco reconhecimento e as doenças... bem... dessas é que eu não gosto mesmo nada! Na idade da minha filha, a mais comum das doenças é sempre designada por virose! Tem febre, é uma virose. Vomita, é uma virose. Tosse, é uma virose. Fica irritadiça, é uma virose! Enfim... não sabia eu antes de ser mãe, que fosse possível que uma criança tão pequena pudesse ser dormitório de eleição para tantas e tão variadas viroses! De resto, outra coisa que não aprecio lá muito no papel de mãe é a responsabilidade! Não é que não me considere uma pessoa responsável, mas até o cúmulo da responsabilidade tem folgas semanais! Eu já fui uma pessoa extremamente fashionista, hoje em dia, contento-me em sair de casa sem mancha de leite, bolachas, baba ou ranho na roupa! É que até as tarefas mais simples se tornam conquistas quando sozinha com um bebé recém-nascido. Por exemplo, tomar banho: Acalmar bebé, check! Colocá-lo na cadeirinha, check. Bebé dorme, check! Tirar a roupa, entrar no banho, check, check. Ligar a água e espalhar o champô com a maior rapidez possível, NO check! Porque entretanto o bebé acorda com umas cólicas fenomenais, contorce-se na cadeira, chora como se não houvesse amanhã e interrompemos tudo! Bebé ao colo, check. Música para acalmar, check. Bebegel, check. E quando damos por ela, estamos nós em verdadeiro Xeque-Mate. Gosto muito daquelas senhoras que dizem que a maternidade não mudou nada na vida delas, mas fico sempre curiosa, pensando em quem é que estará a tomar conta dos filhos delas!? Porque sei que elas não estão de certeza! Cinema acabou. Saídas à noite, jamais Salomé! E mesmo para ir ao Circo, ao Café ou ao espectáculo do Ruca, sei de casamentos cujos preparativos demoraram menos tempo! Ainda assim, a minha filha foi a melhor coisa que me aconteceu na vida! Já ser mãe...quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Zzzzzzz....

A cada queixa um suplício, uma dor de impotência, de não puder fazer nada para a ajudar. A cada suspiro um abrir de olhos, um palpitar mais forte e é assim que este coração de mãe vive em constante agonia!
Preciso de férias...
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A Vergonha do Amor

Muitas vezes eu própria me auto-censuro de ter estes pensamentos Romântico-Realistas, porque é muito mais utópico e maravilhoso pensar que se poderia trocar tudo na vida, por um dia de ilusão, mas a verdade é que a vida, se não a trocarmos por nada, tem entre muitas outras coisas, muitos dias de ilusão para nos oferecer!
Há algo que me aborrece nas pessoas que dizem que “ainda não encontraram a sua alma gémea”, ou que “ainda procuram o seu verdadeiro amor”, assim como se procura o penteado ideal para nós ou a carreira de sonho, ou a casa ideal. TRETAS! Digo-vos, isso é tudo uma GRANDE TRETA! Nunca se encontra o verdadeiro amor, nunca poderemos saber se já encontramos ou não a nossa alma gémea, se é que isso existe... e enquanto nos perdemos neste estúpido existencialismo do amor naturalista, o amor realista passa-nos à frente e a gente nem o vê! Por isso, ainda me espanto quando penso na sorte que tive, não em conhecer o meu marido, mas em não o ter deixado passar-me apenas à frente dos olhos!
Outra coisa que me aborrece é a sensação de posse, que toma conta das pessoas numa relação, sobre o “objecto” amado, quando nada nesta vida nos pertence... muito menos alguém! “Ninguém é de ninguém”, cantarola o outro com aquela vozinha de panisga, mas tem muita razão no que diz! Porque não somos de ninguém... e o que lixa tudo nestas certezas que sempre queremos ter nas relações monógamas é que não aceitamos a quebra da cláusula de exclusividade do contrato imaginado, porque: “assim perdemos o amor da nossa vida!”. Eu, da minha parte, folgo em dizer, que tenho vários amores na minha vida, um deles, é óbvio, é o meu marido, por quem tenho outros sentimentos, para além do amor, esses sim, mais que exclusivos, paixão, atracção, outros acabados em “ão”, mas por quem tenho também sentimentos, não menos importantes, mas não exclusivos, respeito, carinho, admiração!
Tudo isto para dizer o quê?! Que me revolta, que em nome do Amor, se cometam actos mais gravosos, danosos e letais do que na Guerra e para dizer que não acredito, que no Amor valha tudo! Muitas vezes porque nós próprios é que nos convencemos que há amor, onde de facto, se calhar ele nunca esteve! Porque amar, não é achar que não se podia viver sem a outra pessoa, é saber que se podia, sim! Mas é saber também, que essencialmente se teria uma existência bem mais infeliz e menos completa!
Quem morria de amor, eram as mulheres dos Séculos passados, consumidas pelo desgosto e pela tristeza, deixando-se definhar sob pretexto desse sentimento, quando na verdade, se assim o faziam é porque não tinham mais nada para o que viver... eram vidas vazias, sem grandes interesses, limitadas por uma sociedade, que lhes fazia crer que a família era tudo, e sem marido, não havia filhos, e sem filhos, não havia família e logo, não havia razão que sustentasse a sua existência... e todos sabemos que não há vida, quando não há razões dentro de nós para a haver! De resto, eu quero crer, que as vidas das mulheres deste Século estão pejadas de razões para elas viverem, e que todos sabemos, que há filhos, mesmo sem marido, e que também há maridos, mesmo sem filhos! Tanto jogo de língua, para tentar dizer aqui, que por A + B eu acho que a minha existência sem o Amor do meu marido não seria a mesma, mas sei que continuaria a existir! Porque Amar demais é perigoso, amar sem noção dos limites do amor e das relações, também... e no fundo, tenho pena que as pessoas se aproveitem do pior que o sentimento do Amor desperta nelas e se limitem a fazer cumprir a sua vontade sobre a vontade de quem pensam que amam, mas não amam de facto... Porque amar, às vezes, também é deixar partir! Uma mãe, sabe bem disto, e não me parece que haja no mundo sentimento de amor, mais forte, do que o Amor de uma mãe pelos seus filhos. Hoje, que estou longe da minha mãe, tenho por ela uma amor mais forte do que pensava que tinha quando a tinha por perto, porque nunca devemos tomar o amor como garantia, porque o amor não a tem! Assim como também não há prazo de troca para amores com defeitos, porque o limite desse prazo é o limite desse mesmo sentimento!
Acho que se tivéssemos mais Romântico-Realistas neste País, tínhamos menos fatalidades cruéis em nome do Amor:
“Vítima de violência doméstica durante anos a fio, Maria Manuela Costa sempre sofreu em silêncio. E a madrugada de ontem voltou a ser de pesadelo mas, logo pela manhã, a mulher de 35 anos encheu-se de coragem e foi à GNR de Montemor-o-Velho apresentar queixa. Encaminharam-na para o hospital, só que o marido, ex-fuzileiro, seguiu-a e foi matá-la com dois tiros de caçadeira, dentro da ambulância, em frente ao posto.”
Para mim, não tem perdão, nem há arrependimento possível. Para mim, o pior castigo será este ANIMAL olhar nos olhos da filha de 5 anos para o resto da vida dele e ver que a privou do maior amor, que alguma vez a vida poderia ter oferecido a esta criatura inocente, a quem ele deu a vida, mas negou tudo o resto!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Carta ao Pai Natal...
E ainda há quem diga, que o Hip Hop é vazio de conteúdo... TzTzTz! Ouçam lá esse! ;)
Teoria da Conspiração dos Brinquedos...

Chega a altura do Natal e chegam os catálogos de brinquedos, as publicidades fabulásticas com kits para os bonecos, que eu nem sequer para a minha filha tenho e às tantas dou por mim a comprar-lhe o Nenuco Banheira e o Nenuco Massagens e o Kiklá da Chicco, com os kits de muda, fralda e marsúpio e penso de mim, para comigo, se não saía mais barato ter outro filho em vez de todas estas criaturas de borracha lá em casa! Enfim... mas logo, me passa quando me lembro que estes, apesar de poderem chorar, fazer xixi, cocó, mamar no biberão e comer papinhas a brincar, trazem com eles, um botão que dá um jeitaço... assim aquele que diz ON e OFF! OK, mas não foi tanto a parafernália de brinquedos à disposição da canalhada de hoje em dia, que me motivou a escrever hoje. Aquilo que eu tenho constatado, é que, por norma, os brinquedos favoritos da minha filha são mesmo aqueles de aspecto mais dúbio, que levou um dia o meu afilhado a corrigir-me, do alto dos seus 4 anos e dizer: “ Madinha, não é O Noddy, é A Noddy!”, ao que eu prontamente respondi: “Não querido, é O... é um menino!”. “Menino?!” – diz ele - “Olha, tem petanas compidas e xapatos com lacinhos! É a Noddy!”... Pois... por esta é que eu não estava à espera, e de facto, quando comecei a olhar bem para o boneco, aquilo tem muito de transgénero... Foi aí, que aproveitei a deixa, para lhe explicar o conceito de Metro sexualidade! Portanto, aos quatro anos, o meu afilhado ficou a saber que o Noddy era um menino, mas um menino fashion! Um metro sexual! Desta vez estarei prevenida e em relação à minha filha, se dúvidas surgirem darei a mesma explicação. É que nos dias que correm, com tanta Manuela Moura Guedes e Castel Branco por aí à solta, quanto mais cedo eles aprenderem estas coisas melhor!
Mas voltando à bonecada. O Noddy, está mais que visto, deixa grandes dúvidas quanto à sua sexualidade, já para não dizer, que é um menino, que conduz um táxi, numa cidade de ursas, macacas, velhos e lápis de cor falantes! Vá-se lá perceber! Depois temos o Ruca, bonequinho do qual sou mega fã, porque transmite boas lições de moral e é giro e tal e tal, tem uma família feliz, com direito a mamã carinhosa, pai que ajuda nas tarefas domésticas, gato, que até nem suja muito e uma maninha fofinha com nome de flor! Aliás, levei a minha filha com 8 meses a ver o espectáculo do Ruca e ela delirou... simplesmente, me deixa na dúvida o facto de aquela criança ser saudável, o que me preocupa... já alguém reparou que o Ruca com quatro anos é carequinha como uma cebolinha, sem uma pontinha de cabelo para amostra e que ninguém parece reparar! É que até o avô dele tem mais cabelo... o pobre! Depois temos outra, não menos sinistra, mas muito amada bonequinha, a famosa Hello Kitty! A minha filha tem de tudo com essa gatinha, roupa, carteiras, mochila, triciclo, ganchos, fitas, bolachas, dvd’s... enfim, é a Kitty mania lá em casa! Para ela, a “TiTTy”! Mas quando começo a reparar bem na “Titty” dou por mim a pensar qual será o fascínio por uma bonequinha de desenho tão rudimentar, com amigos também rudimentares e de espécie igualmente indefinida, que dão pelos nomes de: “Cinamorol” e “Pompompourim”, ou lá o que os valha! Já para não falar que na maior parte das vezes em que a Kitty aparece em “merchandise”, só aparece a cabeça da mesma... não é tão macabro como a musiquinha do “Atirei o pau ao gato”, nem a do “Eu peço ao Sr. Barqueiro que me deixe passar, tenho filhos pequeninos acabados de criar... passará, passará, mas um filho ficará, se não for a mãe à frente, vai um filho lá de trás”, mas não deixa de impressionar se pensarmos nisso! Yiaiks!
De resto, nem vale a pena falar da melhoradas e assiliconadas Popota e Leopoldina, que depois deste Natal nunca mais serão as mesmas, a Popota deu uma de Kuduru e resolveu adoptar o estilo Caminho da Índias meets Marylin Monroe, meets sluty Hippo... a Leopoldina, desde que viu a Angelina na Tomb Raider, nunca mais foi a mesma!
E agora digam-me, andamos nós a educar canalhinha linda e decente, para este mundo lhes pôr nas mãos e vistinhas aos dois aninhos de idade toda esta “pouca vergonha”! Não se faz... Não se faz!
P.S. – E eu já nem vou falar na falta de órgão sexual do Nenuco... porque bom, com esse nome... estava-se mesmo a ver, né?! (Nenuco/Eunuco – será mensagem subliminar?!)




