
Olá! Lembram-se de nós?! A Geração Rasca?!
Ora, pois muito bem, ainda aqui anda mais um espécimen perdido em lutas de sobrevivência do dia-a-dia, e à rasquinha para deixar de ser Rasca!
Mas será que não bastou passarmos toda uma adolescência, com o Cognome escrito na testa, descredibilizados e apupados pela nossa mentalidade “fútil”, de grunge de pátio da escola, com charrinhos e gazetas à mistura, mesmo para quem nem os fumava, nem as fazia!?
Foi tão triste sermos julgados, só porque a “onda” na altura era um Kurt Cobain, atordoado, um Axel em calções de ganga xs e camisa de flanela, um toque de nostalgia e depressão ao som de The Smashing Pumpkins, Alice in Chains e Silverchair!
Para quem, como eu, já não se lembrava ou nem sequer chegou nunca a saber, a origem desse nosso mui nobre título, devo aqui anunciar, que todo o mérito se deve ao Exmo. Senhor Vicente Jorge Silva, actualmente colaborador do jornal Sol e que em 1994, director do Público nos dedica todo um editorial, aquando das revoltas estudantis, entre outras coisas contra o aumento das propinas. Os estudantes do universitário, secundário e não só, juntaram-se então para dizer: “Ó Leite Estás a Azedar!”. Ainda me lembro, de ter participado na célebre manif, na altura ainda manifestação, de cartaz em riste, 14 anos ao rubro e plenamente convicta de que iríamos conseguir levar a nossa avante! A Rua 31 de Janeiro cheia de estudantes como eu e um universitário que nos saudou, dizendo: “É assim mesmo, porque esta luta também é vossa, afinal de contas amanhã são vocês a pagar!”. E voilá! Lá nos rasquizamos todos e as propinas subiram na mesma e toda a minha turma deixou de acreditar que a sua opinião, valia de facto alguma coisa!
Não sei se se lembram, mas foi também nessa altura, em Lisboa, que alguém se lembrou de mostrar o real traseiro, a modos que… em jeito de falta de palavras, toma lá disto! Rasquíssmo acto, de resto… nada como as agressões diárias no parlamento e faltas de respeito das nossas classes dirigentes! Que se me dessem a escolher: lixarem-me o dinheiro em descontos para a Segurança Social e afins, ou mostrarem-me o rabiosque… eu sempre preferia satisfazer a curiosidade e ver de que cor seriam eles feitos na verdade!
Mas é karma, só pode… porque de geração rasca, passamos a geração à rasca! Em muitos casos, à Rasquinha…para nos aguentarmos num dia a dia, de canudo na mão, com a consciência dos milhares pagos em propinas, que tanto jeito nos fariam agora, em que os míseros ordenados de 500 Euros, que recebemos como balconistas, administrativos, empregados de mesa e outros, mal nos chegam para pagar as despesas fixas, quanto mais para pagar propinas aos nossos filhos!
À rasquinha andamos nós agora, à espera de crédito e oportunidades, para vivermos uma vida independente e condigna. À rasquinha para que nos reconheçam mérito e capacidades e nos paguem de acordo com o nosso real valor… e depois… depois o que é que se nos dá para fazer?! Para que mais uma vez nos ouçam?! Pois muito bem, criamos blogs! Afinal de contas, aqui quem manda somos nós próprios, escrevemos o que nos dá na real gana e quem quiser ler, lê!
Acho que aquilo que de Rasca permanecerá para sempre em nós é só mesmo um afaz desejo de ser ouvidos e fazer valorizar aquilo que acreditamos ser nosso de direito: um ensino mais justo e para os nossos filhos e pessoas uma VoZ, numa Democracia, que afinal de contas deve ser de todos! Não vos mostro o rabiosque, mas mostro-vos aqui as cores de que sou feita… verde esperança e revolta, de nos definirem os actos, condicionarem a vida e não nos deixarem nunca mais viver, sem ser à rasca!
Quem me dera conseguir de novo moralizar toda a minha “Geração Rasca” e voltar para as ruas a gritar: “Não pagamos, não pagamos…” não pagamos os descontos da Segurança Social, que de nada me servem ou servirão, não pagamos o dobro pelos combustíveis, não pagamos a vossa falta de competência, não pagamos as taxas e impostos ridiculamente altos, que nos andam a impor, não pagamos o exagero das taxas de juro aos bancos, nem os créditos de habitação descontrolados, não pagamos o facto de o País estar em crise e não ser dirigido pela nossa Geração!
Diz um velho provérbio, que “a necessidade aguça o engenho”… pois o que pensam vocês?!… Eu entendo que, o nosso já deve estar aguçado ao máximo! Deixem-nos ter lugar em cargos de responsabilidade, dêem-nos oportunidade de mostrar aquilo que os “Rascas” sabem fazer… Eu cá, pagava p’ra ver!
Ora, pois muito bem, ainda aqui anda mais um espécimen perdido em lutas de sobrevivência do dia-a-dia, e à rasquinha para deixar de ser Rasca!
Mas será que não bastou passarmos toda uma adolescência, com o Cognome escrito na testa, descredibilizados e apupados pela nossa mentalidade “fútil”, de grunge de pátio da escola, com charrinhos e gazetas à mistura, mesmo para quem nem os fumava, nem as fazia!?
Foi tão triste sermos julgados, só porque a “onda” na altura era um Kurt Cobain, atordoado, um Axel em calções de ganga xs e camisa de flanela, um toque de nostalgia e depressão ao som de The Smashing Pumpkins, Alice in Chains e Silverchair!
Para quem, como eu, já não se lembrava ou nem sequer chegou nunca a saber, a origem desse nosso mui nobre título, devo aqui anunciar, que todo o mérito se deve ao Exmo. Senhor Vicente Jorge Silva, actualmente colaborador do jornal Sol e que em 1994, director do Público nos dedica todo um editorial, aquando das revoltas estudantis, entre outras coisas contra o aumento das propinas. Os estudantes do universitário, secundário e não só, juntaram-se então para dizer: “Ó Leite Estás a Azedar!”. Ainda me lembro, de ter participado na célebre manif, na altura ainda manifestação, de cartaz em riste, 14 anos ao rubro e plenamente convicta de que iríamos conseguir levar a nossa avante! A Rua 31 de Janeiro cheia de estudantes como eu e um universitário que nos saudou, dizendo: “É assim mesmo, porque esta luta também é vossa, afinal de contas amanhã são vocês a pagar!”. E voilá! Lá nos rasquizamos todos e as propinas subiram na mesma e toda a minha turma deixou de acreditar que a sua opinião, valia de facto alguma coisa!
Não sei se se lembram, mas foi também nessa altura, em Lisboa, que alguém se lembrou de mostrar o real traseiro, a modos que… em jeito de falta de palavras, toma lá disto! Rasquíssmo acto, de resto… nada como as agressões diárias no parlamento e faltas de respeito das nossas classes dirigentes! Que se me dessem a escolher: lixarem-me o dinheiro em descontos para a Segurança Social e afins, ou mostrarem-me o rabiosque… eu sempre preferia satisfazer a curiosidade e ver de que cor seriam eles feitos na verdade!
Mas é karma, só pode… porque de geração rasca, passamos a geração à rasca! Em muitos casos, à Rasquinha…para nos aguentarmos num dia a dia, de canudo na mão, com a consciência dos milhares pagos em propinas, que tanto jeito nos fariam agora, em que os míseros ordenados de 500 Euros, que recebemos como balconistas, administrativos, empregados de mesa e outros, mal nos chegam para pagar as despesas fixas, quanto mais para pagar propinas aos nossos filhos!
À rasquinha andamos nós agora, à espera de crédito e oportunidades, para vivermos uma vida independente e condigna. À rasquinha para que nos reconheçam mérito e capacidades e nos paguem de acordo com o nosso real valor… e depois… depois o que é que se nos dá para fazer?! Para que mais uma vez nos ouçam?! Pois muito bem, criamos blogs! Afinal de contas, aqui quem manda somos nós próprios, escrevemos o que nos dá na real gana e quem quiser ler, lê!
Acho que aquilo que de Rasca permanecerá para sempre em nós é só mesmo um afaz desejo de ser ouvidos e fazer valorizar aquilo que acreditamos ser nosso de direito: um ensino mais justo e para os nossos filhos e pessoas uma VoZ, numa Democracia, que afinal de contas deve ser de todos! Não vos mostro o rabiosque, mas mostro-vos aqui as cores de que sou feita… verde esperança e revolta, de nos definirem os actos, condicionarem a vida e não nos deixarem nunca mais viver, sem ser à rasca!
Quem me dera conseguir de novo moralizar toda a minha “Geração Rasca” e voltar para as ruas a gritar: “Não pagamos, não pagamos…” não pagamos os descontos da Segurança Social, que de nada me servem ou servirão, não pagamos o dobro pelos combustíveis, não pagamos a vossa falta de competência, não pagamos as taxas e impostos ridiculamente altos, que nos andam a impor, não pagamos o exagero das taxas de juro aos bancos, nem os créditos de habitação descontrolados, não pagamos o facto de o País estar em crise e não ser dirigido pela nossa Geração!
Diz um velho provérbio, que “a necessidade aguça o engenho”… pois o que pensam vocês?!… Eu entendo que, o nosso já deve estar aguçado ao máximo! Deixem-nos ter lugar em cargos de responsabilidade, dêem-nos oportunidade de mostrar aquilo que os “Rascas” sabem fazer… Eu cá, pagava p’ra ver!