
Este será dos posts mais non-sense, que possivelmente já por aqui postei... mas tem que ser!
Ora, de manhã, entre remelas e resmunganços e atrasos, como de costume, lá venho eu, com a cria no banco de trás, quando um “anormal” se engana no caminho e faz uma jigajoga à maneira e se atravessa todo na minha frente... da minha cabeça poderiam ter saltado logo trinta e coiso impropérios originalíssimos, variações férteis entre o “filho deste e daquele” e os compostos de cabrão e tal e coisa, podiam... não fosse um pequeno pormenor, uma coisa que capturou toda a minha atenção, fazendo-me soltar uma gargalhada sonora e varrendo todos os possíveis cognomes do dito senhor da minha massa cinzenta, deixando-me com uma única formulação na moleirinha: “Mas que raio é aquilo!?”...
“Que raio era afinal aquilo”, perguntam vocês... ora, aquilo era, nem mais, nem menos do que um penduricalho no retrovisor, a modos que uma almofada em forma de coração, com um terço de missangas a envolvê-lo e uma pombinha do espírito santo no centro... e foi aí, que comecei a olhar para os automóveis à minha volta e cheguei à (brilhante) conclusão que em cada três carros nesta ilha, um deles tem, de facto, penduricalho no retrovisor... ele é tercinhos de madeira, tercinhos de plástico, almofadas de corações, flores, peluches fofinhos, pinheiros com cheirinho, bonequinhos que abanam a cabeça, patas de coelho, figas e cornos... mas é que é um fenómeno tão óbvio que tenho pena de não ter tido a destreza para fotografar tudo e todos... (talvez noutro dia!)
E agora pergunto-me: para que servirão?! Será que têm o mesmo propósito que as almofadas no banco de trás, ou as bonecas com saia de renda para guardar o rolo de papel higiénico, ou os peluches com corações, ou os stops foleiros no vidro de trás!? Ou serão talismãs... e agora que penso nisso... lembro-me de ter colocado um olho turco no retrovisor do meu carro antigo... porquê?! PORQUÊ, meu Deus, porquê?! Olhem... não sei!