sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011...


... vá lá... sê bonzinho, sim?! OBRIGADA!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

É OFICIAL...


... varicela, já cá canta!
Dez dias de molho, sem sair de casa... passamos o ano a três, com sorte já a pôr Betadine nas "pintinhas"!!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Prendinhas de Natal...

... no meu sapatinho coube este ano um convite especial... escrever um conto infantil para um suplemento de Natal do jornal Açoriano Oriental, para o qual a minha filha seria a artista da "ilustração". Assim... aqui vos deixo como prendinha de agradecimento, o conto e o desenho... da mãe e da filha, com carinho e amor mil para todos vocês... assíduos acompanhantes desta aventura virtual!


O CONTO DO NATAL, por Sílvia Martins

Não foi só por uma vez, mas foi por mais de duas e muitas mais vezes do que três, que o Natal se portou muito mal. O Natal era um menino, com outro menino qualquer, que bem podia ter sido chamado de João, José, Bernardo ou Vishal, era igual, mas que por ter nascido no dia 25 de Dezembro recebeu o nome da época, tal e qual: Natal.
O Natal tinha cabelinhos loiros, encaracolados, bochechas rosadas e um aspecto muito angelical. Talvez por isso fosse tão difícil acreditar, que onde quer que ele fosse, agisse como um vendaval. Falava muito alto, berrava de modo descomunal, cantarolava nas aulas e assobiava como se estivesse num musical. Fazia birras na rua, não gostava de banhos, nem do carnaval, não comia a sopa e só queria chocolate, numa quantidade abismal! Não gostava disto, daquilo, daquele, do outro… que coisa! O Natal era mesmo pouco cordial.
O Natal não tinha muitos amigos, mas tinha muitos brinquedos… o que visto assim, para qualquer menino normal, seria uma coisa muito triste... afinal, para que servem os brinquedos, quando não se tem ninguém com quem brincar?! Mas para o Natal, isso parecia não ter nenhum mal. Não lhe fazia diferença e era-lhe tudo igual. “Mal, mal, mal… está muito mal, menino Natal!”. A sua mãe, de olhar maternal, esperava que um dia o seu filho mudasse, antes que fosse tarde, antes que todos se recusassem a brincar com ele… antes que a solidão fosse enfim, o seu final.
“Quero um carro do Noddy, e uma pista do Cars, e a plasticina do Ruca e o dinossauro também, quero um jogo dos Gormitis e um Ferrari vermelho, quero uma bicicleta do homem aranha e um carro a motor… eu quero, eu quero, eu quero!”… “Ah… e um barco e um avião também.” – dizia ele à sua mãe! Mas a mãe estava farta, de tanto pedido e de ele não ser nada querido. “Tens que mudar, parar de berrar, não te quero a chorar, a saltar, nem a ralhar… tens que aprender a brincar… com menos brinquedos… ah, e já agora, uma vez que o Pai Natal está a chegar… bem que lhe podias prometer, que ias aprender a dar!”. Dar. Dar, dar, dar… mas dar o quê?! A mãe estava choné… só podia… e não… não ia tomar banho, nem lavar a cara, nem a mão, nem o pé! “Olha, sabes que mais, eu gosto muito do cheiro a chulé!”. Mal, mal, mal… isso está muito mal, menino Natal!
O Natal não mudou… assim continuou até ao dia 24 de Dezembro, dia em que o Pai Natal ia lá a casa. Mas o Natal não lhe deixou bolachinhas, nem leite, nem nada… e colocou pregos na lareira, e esqueceu-se de lhe deixar a meia… então, nessa noite, depois de o deitar, a mãe foi para a sala a chorar… quando o Pai Natal lá chegou, e com ela se deparou, perguntou-lhe o que se passou e ela lhe contou!
O Pai Natal decidiu então… não lhe deixar prendas… NÃO… nessa noite… o Pai Natal deu-lhe um sonho! Sim, um sonho. Enquanto o Natal dormia, na sua cama revolta, o Pai Natal tocou-lhe na testa e levou-o a dar uma “volta”.
O Natal começou então a sonhar, que tinha acabado de acordar. Berrou pela mãe e ninguém respondeu. Berrou pelo pai e ninguém lhe valeu. Levantou-se aos pontapés e não viu ninguém a lés! Talvez estivessem na sala… correu à velocidade de uma bala. Mas não viu ninguém. Não estavam em casa. Por onde andariam?! De repente sentiu fome… e correu para o armário, mas não havia chocolates, nem sequer as tostas do seu avô Mário. Talvez no frigorífico houvesse algum leite… mas a única coisa que lá estava era uma sopinha de grelos com uma pinga de azeite. “Yack”, pensou, “nem por sombras”… “se calhar os meus pais foram mas é às compras”! Decidiu sentar-se no sofá, em frente à televisão… mas não dava nada a não ser uma imagem negra com um grande barulhão.
O Natal começou a ficar com medo… é que já não era nada cedo! Talvez os seus pais se tivessem fartado… quem sabe se teriam ido embora, para nunca mais voltar?! Não podia ser… ele não queria acreditar! Se ele pudesse, teria feito tudo diferente, só para poder voltar a ter ali gente. A fome era tão grande, que se levantou e comeu a sopa toda, pingo a pingo… até lambeu a colher… e foi nesse instante, que o Natal acordou!
Afinal tinha sido tudo um sonho. Um sonho mau. Um pesadelo… ou talvez não… talvez aquele sonho tivesse sido para ele, a sua grande lição! Chamou pela mãe, sem berrar, deu-lhe um beijo. Agarrou-se a ela e pediu-lhe desculpas, por tudo o que tinha feito de mal até aí. Procurou o pai e disse-lhe que não queria prendas… naquele Natal, o que ele queria mesmo… era um dia especial! A partir desse dia, o Natal mudou, aprendeu a dar, partilhar e a ajudar! Nunca mais fez birras (só em situações excepcionais) e viveu com os pais, muitos e felizes Natais!
Pozinhos de perlimpimpim… esta história só chega ao fim… quando também tu fizeres assim!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natalices - amanhã no AO

Natal para mim sempre foi sinónimo de reunião familiar e de comida. De prendas, também, mas talvez, por ter família longe, no interior do país… o Natal sempre tenha sido reencontro de familiares distantes, de primos e tios e canalha e avós e muita comida à mistura! Tanta comida e tanta família, que por vezes mais tenho a sensação de passar três dias a fio sentada numa mesa a comer com as mesmas pessoas, os mesmos enredos, as mesmas comidas e jogos sociais, sim… jogos sociais: bingo, a feijões, monopólio, o tabuleiro antigo, com notas de escudos e o jogo da Glória, com peças que já não são as originais, mas que são bonequinhos dos ovos Kinder, brindes guardados em gavetas antigas, especialmente para estas ocasiões! Natal também é sinónimo de zaragata e confusão e barulho e só se faz silêncio ao vestir os pijamas para ir para a cama. Mesmo assim, quando há muitos primos, muito frio e poucas camas, o silêncio também não é farto.

No Natal as pessoas dão… sempre… qualquer coisinha, umas meias (ou peúgos), umas cuecas, uns pijamas, uns perfumes ou qualquer coisa que o valha. Há os tios que dão sempre o mesmo, os tios que dão as coisas fixes e os pais, que dependendo das notas, nos iam dando o que lhe pedíamos! A partir do momento em que temos filhos, os pijamas e os peúgos passam a ser entregues directamente aos nossos rebentos (as coisas fixes também) e nós recebemos, com alguma sorte uns ferrero roché e com menos uns bombons de licor que nos desarranjam o ventre por completo!

Natal é dia de rabanadas e de crianças com dedos a colar… na melhor das hipóteses trazem também uns fios de aletria colados na cara e uns pós de canela espalhados na roupa! O bacalhau na mesa aquece a alma dos convivas e os que não gostam… levam com peru, que faz bem melhor à carteira! O primo ralha com a tia, a tia ralha com a avó… depois há sempre aquele que se entusiasma e rega demais o fígado, aquele que adormece no sofá e as que ficam na cozinha! Se tudo correr bem, só uma criança é que vai para a cama com o “corpo quente”, se tudo correr como previsto, vão todas! Depois, os pais aconchegam-lhes a roupa na cama e os ralhetes e lágrimas são “atirados” para debaixo do travesseiro. No Natal, há muito quem tire férias, mas mesmo que não as tirem, os dias passados em casa sabem bem a elas!

Um Natal sem discussões, sem quezílias típicas do seio familiar, não é Natal. Um Natal sem rabanadas também não. O Natal cheira a canela e a frio e a grelos e a primo desleixado que se esqueceu de trocar de meias!

Eu tive a sorte de ter sempre Natais assim, com família e comida… e mesmo com todos os arreveses, discórdia, barulho, calorias em excesso e crianças movidas a açúcar e prendas e mimos a mais, acho que todos deviam ter direito a um Natal assim! Que a magia dos Natal vos entre porta adentro a mil à hora e a paz fique para o resto do ano! Que todos os vossos sonhos se tornem realidade… mesmo aqueles que não vos couberem no sapatinho! Oh, oh, oh… Natal, eu aqui vou!!!

Estamos em casa...


... tudo dito.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Na casa da avó...


... esta já está à nossa espera!

Brinde ao optimismo na nação dos cépticos - Hoje no AO

A crise é como o Gonçalo Uva, tem costas largas e um patrocínio de palmo e meio! A verdade é que nunca se ouviu falar tanto de pobreza, de desgraças, de falência, de contenção, de poupanças, de miséria, como nos dias que correm. Até os programas da televisão, estão fartos de historinhas de desgraçados, de pobres almas que suam as estopinhas para chegar ao fim do mês. O português, que sempre foi mestre em carpir as suas mágoas, que sempre tão bem soube cantar o seu “fado”, assobia por estes dias, como um rouxinol a velha musiquinha instrumentalizada pela balalaica do Dr. Jivago! Deixando tudo e todos de lagriminha no canto do olho! Mas a verdade é que a pobreza, a miséria, as desgraças sempre existiram! Tem piada é que para muitos elas só se tornem visíveis agora, que são vedetas de televisão.
O cepticismo e descrença em relação ao estado das coisas é tanto e de tal forma, que se questiona tudo e todos! Dificilmente acreditamos em alguém e o espírito que mais vigora no dar é a velha máxima de que quando a esmola é demais, o pobre desconfia. Não querendo com isto implicar que todos os portugueses são pobres, mas antes que alguns pobres são portugueses.
O “tuga” chegou ao cúmulo de que se encontrasse uma lâmpada mágica, igual à do Aladino e de lá saísse um génio, que lhe oferecesse três desejos, a primeira reacção seria perguntar pelo lugar onde estava escondida a câmara dos ‘Apanhados’ e a segunda era se tinha que declarar ao estado os desejos e, por fim, a taxa de juro que o génio lhe ia cobrar! Enfim, estamos assim em pior estado do que os velhos do Restelo, num estranha-se depois entranha-se da crise de proporções paquidérmicas que se instalou entre nós. Duvidamos do governo, dos governantes, dos governandos e dos desgovernados, de Deus, do Papa, dos padres, do país, da Europa, do capitalismo… chegamos até à vertiginosa loucura de duvidar da própria Democracia. Está instaurada a crise de valores que ameaçava, que incubava em nós desde os princípios da busca da nossa identidade enquanto ser social! Nunca o velho dogma do “Quem somos? Onde estamos?! E para onde vamos?!” foi tão pertinente e esteve simultaneamente tão em aberto como nos dias de hoje!
Os telejornais dizem ou fazem aparecer as palavras “crise”, “austeridade”, “desemprego” ou “fome” a cada meio minuto… os psicólogos e psiquiatras esfregam as mãos de contentinhos, com as depressões que se avizinham, convenientemente amparadas pela época natalícia, época da reunião de família… de dar… e receber!
Mas o que todos parecem esquecer-se é que ainda há muito que é de borla nesta vida… verdadeiros anti-depressivos bem à medida de qualquer carteira, por mais mofenta e vazia que esteja… beijar, andar descalço, sentir frio e depois calor, correr e sentir o coração a pulsar dentro de nós, rir, gargalhar, partilhar, ouvir alguém, sentir o seu amor, afagar o pêlo de um animal, senti-lo arfar, ver crianças a brincar e saber… saber que por mais crises, por mais desemprego, por mais austeros que sejam estes e outros orçamentos vindouros… há coisas que só dependem de nós, como encarar a adversidade com espírito de desafio e as dificuldades como “pedras no caminho”! Porque a necessidade aguça o engenho e arregaçar as mangas e ir à luta é menos lastimável do que chorar sobre o leite derramado! E sabem que mais?! Mesmo não sabendo o que o amanhã trará, estou fartinha de sentir pena de nós todos! Por isso, hoje, enquanto o amanhã não chega, aproveitem para ler um bom livro, ouvir a música que gostam, escrever as vossas mágoas, cantar a plenos pulmões, abraçar muito, rir mais ainda e se puderem ajudar alguém, ajudem, mas não por causa da crise que veio ontem ou a que virá amanhã… mas por causa das pessoas que estarão hoje a ajudar!

Humpf...

imagem daqui

Estamos em casa! Mas não por causa da varicela... não... o motivo é mais nobre! Vómitos!
...
E agora alguém me explica como meto esta criança num avião amanhã às oito e meia da matina?!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


Nos Açores chove a baldes e o vento instalou a verdadeira revolução... no entanto, nada faz tremer mais o meu coração do que ouvir que existem três casos de varicela na turma da Repolhita! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAh... posso gritar, posso?!
Pai Natal, tu não me leves a mal... mas FOSGA-SE!
Rica prendinha meu gordo de MECA!
XIÇA!


Ok... já está... e agora, é esperar para ver!

Rendi-me...


... e a mais pequena também!!! :D


terça-feira, 14 de dezembro de 2010


E lá se foi a primeira festa de Natal do Colégio da Repolhinha, em que ela participou activamente! E quando digo activamente, ponho ênfase no activa! É que ela dançou, cantou, chorou, berrou, tossiu, mostrou as sapatilhas de "muito perto" a uma amiga em palco! Enfim... é o mundo do espectáculo! Show Bizz de Palmo e Meio no seu melhor!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O meu pequeno ídolo!


A Repolhita actua hoje no Coliseu Micaelense, na festa de Natal do Colégio!
Já sabe a lenga-lenga toda de cor, com gestos e tudo e agradece com muitos obrigados no final, enquanto se curva e quase cai para a frente!!!
Vai ser bonito... pelo sim, pelo não, hoje levo uns lencinhos no bolso e pouco rímel!
Estou ansiosa... osa, osa, osa!
Wish us luck!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


Tosse há duas semanas, essencialmente à noite. O pingo no nariz já faz parte do look, assim como a remela amarelo-esverdeada no canto daquele lindo olhinho! É Natal, é Natal, é Natal... e este ano, a minha prenda, eu quero que seja...


... um amuleto contra viroses e "-ites" e febres e coisas bacterianas que tal! Pode ser, ou tá difícil Papai Noel?!

Natal, prendas e lendas - Amanhã no AO

O Pai Natal é uma tradição importada dos States. Em Portugal, quem dá prendas é o menino Jesus. E na Holanda quem dá prendas é o São Nicolau (Sinterklaas), que tem um ajudante, o Zwarte Piet, que leva os meninos maus num saco para Espanha, de barco. Já em Espanha quem dá prendas são os reis. As nossas crianças não são, portanto, as mais prejudicadas no meio desta história toda, porque não recebendo prendas tão cedo com os meninos holandeses, nem tantas com os americanos, pelo menos não as recebem tão tarde com os ‘nuestros hermanos’. E sendo nós lusos, puro-sangue, cai-nos sempre bem não ficar atrás dos espanhóis, seja no que for! Ainda assim, e à custa destas tradições mais ou menos importadas, mais ou menos adaptadas há quem fique pura e simplesmente de “nervos em franja”, quando tem que alimentar histórias fantasiosas de criaturas que nada fazem e que nos levam todo o mérito aos olhos dos nossos filhos! Sim, porque quem se esfola a trabalhar para comprar Nenucos e kits de Barbies e Rucas e Noddys e bicicletas e o que quer que seja para pôr o brilhozinho nos olhos dos nossos querubins somos nós, e depois quem leva o mérito é o gordo de vermelho da Coca-Cola, ou o menino de fralda de pano, em palhas deitado, que nem idade tem para ir às compras sozinho! Enfim… tudo pelas criancinhas, que há que alimentar os imaginários nestas idades, enquanto eles ainda acreditam nestas coisas, em nós, e de um modo geral, no lado positivo da vida!
Sim, lá em casa, para além de sermos fãs de histórias de encantar, gostamos de aproveitar enquanto podemos para a alimentar de mundos de fadas dos dentes e duendes dos sonhos bons e gordinhos que dão prendas… e tudo e tudo e tudo! Aposto que é bem mais fácil puxar pelo imaginário e contar-lhes estas coisas que a fazem sorrir, do que ensinar-lhe as verdades que a esperam, algumas que teremos que lhe esclarecer… e as outras, as que ela terá que aprender! Assim, o Pai Natal passará lá por casa enquanto ela quiser acreditar, de mãos dadas com o Menino Jesus, no dia de São Nicolau, no dia de Natal, no dia de Reis… e quando um “Homem quiser”! A única coisa que esperamos em troca, é um sorriso de satisfação e um mínimo de histerismo q.b., para abrilhantar a quadra, gravar num vídeo e mais tarde recordar, estas e outras magias da nossa velha infância!
Mas não… hoje em dia, as crianças já não recebem só prendas no Natal ou nos aniversários, como nós, em tempos, e por isso… a coisa estranha-se e depois entranha-se! Logo, no máximo dos máximos recebemos um “Yes”, bem à moda import-export de tradições e temos que nos contentar em fazer um filmezito com um “desembrulhanço” apressado!
Longe vão os tempos em que eu tremia e gaguejava, quase chorando de júbilo, quando me deparava com aquele boneco pindérico na minha botinha, com que eu tinha sonhado, noite após noite, durante um ano inteiro! O que me leva a pensar, que talvez o nosso horizonte de expectativas não se coadune com as latitudes e longitudes das nossas atitudes. Por isso, este Natal, apliquei ‘austeridade’, para com menos (prendas) receber mais… entusiasmo, brilhozinho nos olhos e “magia” de Natal. É um PEC estival familiar… “Prendas Estrategicamente Compradas”, com um OE (Orçamento Emocional) bem estudado. Se resultar, conto-vos o segredo para o ano, prometo!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Tanta roupa e..."


... tenho dias em que parece mesmo que não tenho nada para vestir! Ou então, a vontade de não vestir nada de especial é tanta, que mais me apetecia ir de pijama trabalhar! Acho que depois era capaz de não me sentir lá muito confortável... mas agora, neste instante, um pijama de flanela às riscas e umas pantufas da serra da Estrela iam mesmo que nem ginjas! Grrrrr...

Esta coisa das semanas com feriados a meio é muito bom e tal... mas deixam-me meio baralhadita... ora é segunda, ora é sexta... o fim-de-semana sabe só a domingo e depois é segunda e sexta outra vez... ai, madre mia!!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

“Desfilhados” por uma noite… - no AO

Uma das desvantagens de se viver longe dos pais quando se tem filhos pequenos é que o tempo de exclusividade para o casal pode passar a ser muito reduzido e, frequentemente, quase inexistente! Uma vez que, à falta da proximidade da casa dos avós, os locais de conforto e porto seguro, para deixarmos o nosso precioso embrulho por algumas horas, escasseiam. Assim, restam-nos alguns minutos durante a hora de almoço, quando a criança está na creche, ou então, as preciosas horinhas de sesta, com que, por vezes, os nossos rebentos nos brindam.
Para muitos, a importância do tempo de exclusividade para o casal é sobrevalorizado, porque é suplantado pelo valor que tem vermos juntos os nosso filhos crescer, dedicando-lhes especial atenção e carinho e fazendo com eles programas de qualidade em família. Mas quando nos apercebemos que passamos mais de ano e meio sem ir ao cinema, que a única vez que demos as mãos em público foi para atravessar a rua ou saltar algum obstáculo, quando nos damos conta que os últimos concertos a que assistimos dão pelo nome de Ti-Tó-Tis ou Ruca… então… a coisa está grave! É que o que está em causa aqui não são os programas culturais em questão, mas um mundo de referências que o casal costumava ter a dois, como aquele velho filme, aquela música que era só dos dois, aquele concerto emocionante a que assistiram de caras coladas, aquele espectáculo em que ele se deslumbrou com o olhar dela sobre o palco… enfim, aqueles momentos a dois, que fazem daquele casal, um casal único, cúmplice e um verdadeiro casal! Já não estamos na esfera da família, mas refiro-me à importância que tem o bem-estar do casal, para conseguir manter a felicidade e união da família.
Foi nesta sequência de ideias, que aproveitando a boa vontade e compreensão de um casal amigo com uma filha da mesma idade que a nossa, decidimos aproveitar um serão para ir ao cinema e jantar a dois! Como seria de esperar… começámos logo mal, porque a mais pequena decidiu dormir uma sesta para lá da sua hora habitual e foi um corre-corre para chegar a horas ao cinema. Depois, não sabíamos onde ir jantar… porque estando a dois queríamos um espaço mais intimista, mais modernaço! Depois de muita indecisão lá nos decidimos por um (recomendado por um casal solteiro). Mas, esquecemo-nos de um pequeno pormenor… reservar lugar. Logo, não tivemos sorte. Optámos por outro, onde já não íamos há algum tempo… menos fashion, mas mais “comestível”. Encontrámos uma sala cheia de caras conhecidas, que nos interpelaram com questões de trabalho, ignorando o nosso “esquivanço” educado. Jantámos, conversámos, vimos o Porto empatar com o Sporting… mas quando o jantar acabou demos por nós com uma falta louca do “apêndice”… assim, a caminho do bar, onde esperávamos ouvir algum jazz, só falámos dela. Ligámos para saber se estava bem… estava óptima! Entrámos no bar, não havia jazz, pedimos uma aguardente velha e um café… que bebemos à pressa porque… a verdade… é que nos sentíamos uns peixinhos fora de água! Rimo-nos de soslaio ao ouvir um comentário da mesa ao lado de que “as relações são complicadas” e de que “comprar carro é um investimento, mas casa é uma estupidez”… e percebemos que estava na hora de ir para a nossa!
Qual Cinderela, antes da meia-noite batemos em retirada e só descansámos quando deitamos corpo na cama. Afinal, essa coisa do tempo de exclusividade até que tinha sido bom… tínhamos rido muito, da nossa trenguice de casal “desfilhado”, das peripécias da noite… mas agora era bom estar no ninho… com a mais pequena por perto e a consciência que a vida com filhos nunca mais é a mesma, mas na maior parte das vezes… a mudança, é para melhor! Mudam-se as prioridades, mudam-se as vontades, n’est-ce pas!?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sabemos que estamos a fazer um bom trabalho quando...


... na Creche nos contam a atitude madura que a nossa filha teve e toda a gente nos olha com ar de... "o que é que andas a ensinar a essa criança em casa, hum?!"...

Vou contar-vos o episódio... vale a pena visualizar a cena...

Na creche da minha filha o terror anda de fraldas, tem cabelo loiro à escovinha e dá pelo nome de José! Pinta as bonecas das meninas, puxa-lhes o cabelo, dá dentadas e é fofo que se farta... por isso, safa-se com ar de bom menino no seu casaco azul às pipinhas! A Maria mais piquena farta-se de se queixar dele, acorda de noite a gritar pelo nome dele e a dizer que não... nãaaao xuzé! Tudo desde que ele lhe tirou os cromos da Kitty que ela tanto amava e os estragou todos, um a um... não se faz!
A Repolhita cá de casa não tem pesadelos com ele, mas traz dentadas nas costas, bochechas e braços... de vez em quando, com a marca dentária dele! Já o vi a puxar-lhe o cabelo enquanto ela se deliciava no cavalinho de plástico da Chicco e não gostei... mas, a verdade é que isto são coisas normais destas idades!
Uma altura, em que a Repolhita chegou a casa toda arranhada na cara, queixando-se que tinha sido ele... o pai "galináceo" cá da casa, vulgo maridão e Rei do Lar, ensinou-a a dar murros e pontapés... e incentivou-a a fazê-lo sempre que alguém se atrevesse a magoá-la. Mas a atitude dela de ontem... superou todas as nossas melhores expectativas… ao que consta, o José ontem fez das dele… mordeu dois meninos, puxou cabelos e a ela apertou-lhe o nariz… as responsáveis da sala, decidiram advertê-lo e convocaram todos os meninos afectados explicando-lhes que “os meninos não mordem… as bocas dos meninos são para comer e falar… não para morder outros meninos… e bla bla bla…”… ainda neste cenário, a Repolhita decidiu sentar-se numa cadeira em frente a ele… cruzou a perna e de dedinho no ar disse-lhe com ar sentido e sobrolho franzido: “Tou muito xangáda contigo xuzé! HUM!”… e pronto, foi isto… não bateu, não deu murros, não esperneou, nem chorou! Falou e disse, na minha opinião muito bem! (Muito melhor do que muitos adultos teriam reagido se outros lhe tivessem “apertado o nariz”! )


E agora vou só até ali ao lado contar isto a mais alguém… para ver se deixo sair este orgulho de mãe, de dentro de mim, em doses moderadas!!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

São nove da manhã...

imagem daqui

... a minha filha de dois anos e meio, no banco de trás do carro, levanta as calças e horrorizada grita:
"Mãe... tenho pêlux nas pénas!"....
Primeiro ri-me... depois, caiu em mim a consciência que talvez devesse ter uma resposta mais maternal e pedagógica para lhe dar... Parei de rir, mas a sorrir respondi-lhe:
" Sim filha, tens... sabes, quando tu eras muito pequenina já os tinhas... eras assim muito, muito, muito pequenininha, mas com muitos pelinhos nas pernas!"
(Silêncio)...
Espreito-a pelo espelho retrovisor e ela continua a olhar para as pernas, tentando agarrar os pêlos...
"Mãe...", começa ela a medo... "é como o papá?!"...
"Não filha... os teus são clarinhos!!!"
"Poixé... só os papás é que têm pêlux gandes, né?!"
"é filha... é..."

Eu repito, eram nove da manhã... alguém consegue respostas mais pedagógicas a esta hora da matina?!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

E a pedido de muitas famílias...





... aqui ficam vislumbres da fatiota que fiz para o Nenuco da Repolhita! Eu sei... dói de feio que é... eu sei... parece um gladiador transsexual ou qualquer coisa que o valha... mas ocupou-me a tarde de domingo (quase toda... grrr...) e ela fica um doce agarrada a ele cheia de orgulho porque foi a mamã que fez... Ai ai! A beleza da imperfeição nos olhos de quem nos ama...


P.S. - reparem que tem um top de alças prateadas, uns calções com um laço a condizer e pormenor kiny atrás e umas perneiras com lacinhos com uma fita no cabelo a fazer pendant... sou, ou não sou a próxima Lagerfeld dos Nenucos!? HUM?!

"Em casa onde não há pão..." - Hoje no AO

Depois do dia de ontem… só me ocorre uma velha máxima que diz: “em casa onde não há pão, tudo ralha, ninguém tem razão”! É que assenta que nem uma luva a uma sociedade que em crise, com necessidade de aumentar a sua produtividade, estimular os mercados, oferecer votos de confiança e reduzir o seu endividamento e despesas, resolve fazer um dia de greve, para se manifestar berrando nas ruas, levantando os braços, mostrando o seu descontentamento e erguendo a voz para que o “governo” ouça, para que o “Socas” saiba que ninguém está contente, que ninguém concorda com ele, que ninguém tolera estas políticas de austeridade e que ninguém gosta que lhe andem a mexer no bolso, na carteira e na conta do banco e, quiçá, debaixo do colchão. Então… unidos a uma voz, sindicalistas, anarquistas, monárquicos, reformados, desempregados, trabalhadores e muitos outros “-ores” e “-ares” saem à rua para gritar! Uns mais do que outros, que muitos deixaram-se ficar mesmo por casa, afinal de contas… não havia transportes e o trânsito estava um caos!
Eu acho muito bonito, este gesto de solidariedade, manifestação e activismo dos direitos cívicos… muito bonito mesmo! Pena que tamanha massificação de gentes não se veja à porta dos actos eleitorais, ou nas decisões camarárias, ou sequer ignorem aquilo que de facto se está a passar com o país. Se eu estou contente com os passos que temos dado?! Não. Se acho que a coisa vai apertar?! Sem dúvida. Se fiz greve?! Não. E porquê?! Porque não acho que esta seja a solução dos nossos problemas, dos problemas da crise económica nacional, europeia e global… porque sei os custos que uma greve destas traz, os inconvenientes, os incómodos e a hipocrisia que se esconde por trás da manifestação de muita gente. Tão simples quanto isto, também não acho nada bem que quem queira fazer greve o tenha direito a fazer e quem queira trabalhar se sinta impedido de o fazer, porque não há transportes, porque não tem como o fazer, porque não tem onde deixar os filhos, ou porque é “aliciado” por sindicalistas à porta do seu local de trabalho! Lamento, mas se na sociedade do “a minha liberdade acaba onde começa a tua”, onde está a liberdade dos outros?! Dos “cortas” dos que não acham que berrar seja a solução. Se a greve é para manifestar descontentamento, estou certa que o mesmo número de queixas e cartas a chegar às mãos do senhor primeiro-ministro ou assembleia da república tinham muito mais impacto… talvez todas enviadas no mesmo dia, talvez todas com mil e trezentas queixas fundamentadas, exigindo resposta… ou melhor ainda, com soluções para a nossa crise, com propostas de melhoramento da situação… mas, assim de repente esqueci-me que a lei do berro é mais acessível que a lei da pena… que a retórica e a argumentação também abriram falência… e que o nosso país não viu o que se passou na França, que apesar das seis greves gerais de paralisação total, não fizeram demover Sarkozy, que se limitou a “renovar” o seu governo! E não… não estou a fazer política, nem exercício puro de demagogia, mas irrita-me que as pessoas, enquanto seres sociais escolham quase sempre a revolta como solução dos seus problemas, que nada resolve, mas só agrava, aumentando o mal-estar e a inquietação que vivemos já todos e para os quais, aparentemente e até ver, ninguém tem ainda solução! Uma greve geral, só por si, e mesmo sendo a segunda em vinte anos de história, não traz o “Messias” que nos salvará da crise… eu, assumo, também não sei qual será a solução dos nossos problemas… mas instalar o caos no país, também não me parece que o seja!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quem tem medo...

... da Greve Geral?! Hum?!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cá em casa...



... já estamos em contagem decrescente até ao Natal! Foi lindo enfeitar a árvore e montar o presépio a seis mãos... e é delicioso ouvir a vozinha dela a cantar musiquinhas de Natal e a olhar toda derretida para a árvore e para as luzinhas!

"Mãe?! É hoje que chega o Pai Natal?!"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Metamorfose ( a minha, não a do Kafka) - no AO

Apesar de ser quase meia-noite, estou decidida… começo a escrever este texto com 29 anos e acabo de o escrever com 30. Sempre quero saber se lêem uma trintona de forma diferente!
Na verdade, desde o meu 25.º aniversário que me preparo psicologicamente para esta barreira. A barreira dos trinta! Não é uma barreira, diriam muitos de vós… pois claro que não, concordo eu. Mas hão-de concordar também que há uma série de estranhas coincidências associadas a esta idade… os trinta. Senão porquê, pensem comigo… no melhor dos cenários terei os mesmos anos de vida que tive até hoje e mais cinco até me reformar… isto, partindo do princípio utópico que me reformarei aos 65, ou ainda mais surrealista, que a “reforma” como a conhecemos ainda exista daqui a 35 anos. Depois, têm que concordar comigo que a diversão acaba definitivamente aos 30, porque se até aqui passei pelo menos metade da minha vida a brincar à grande, a partir de agora e até pelo menos por tempo igual e ainda superior a 5 anos, eu terei que me esfolar a trabalhar, para que outros possam “brincar”! Certo?! Certo.
A verdade é que o dia do nosso aniversário é só um dia, em tudo igual aos outros, que se não fosse pela lembrança da data no calendário, ou pela indicação da minha data de nascimento no B.I., me seria completamente indiferente, mais um dia, em tudo na mesma. Mas não… para mim os aniversários sempre foram motivo de celebração… pelas festas, pelas prendas, sempre tão desejadas, sempre tão inesperadas! Com os 25 isso decai. Já fomos a muitas festas, não precisamos da desculpa de um aniversário para fazer mais uma… não estamos à espera deste dia para nos darem aquilo que queremos, porque, em princípio, tudo o que queremos (e que nos poderiam dar), já é nosso, porque o compramos. Lembro-me do dia em que fiz 25 anos… lembro-me tão bem que assusta e também me lembro, de alguém muito importante para mim, me ter dito para me preparar, que a partir daí até aos quarenta era sempre a correr… e depois, dos quarenta em frente, era sempre a arrastar… as maleitas, as ciáticas, o reumatismo, os males da alma… culminando na bela da menopausa, que imagino ser quase como o ponto e vírgula na vida de qualquer mulher! Pode-se viver com tudo isso?! Claro que sim! Já se vivem todos esses males com mais qualidade?! Pois claro que sim… mas nem por isso custam menos!
Enfim, enquanto escrevo envelheço… mas não sou só eu… vocês também… e por falar em prendas, este ano o meu marido, jovial e querido como só ele, ofereceu-me umas botas excelentes para fazer caminhadas e escalada! Que eu usarei com orgulho para escalar (as escadas rolantes do shopping) e para caminhar (de casa até ao trabalho, do trabalho ao hiper e pelo fim-de-semana fora), como se não houvesse amanhã! Engraçado como as prendas que nos dão pelo nosso aniversário definem bem a altura da nossa vida… aos cinco recebi uma Barbie, aos doze um órgão, aos dezasseis uma guitarra, aos dezoito a carta, aos vinte uma jóia, aos vinte e um a viagem da minha independência, aos vinte e dois um estojo de pintura (oferta de uma “vaquinha” de todos os meus amigos), aos vinte e três não me lembro, aos vinte e quatro, também não e aos vinte e cinco… uma neura! Aos trinta recebi umas botas, e um desenho da minha filha, e um convívio com amigos e uma serenidade no saber, que finalmente, hoje, com trinta, já sei isto tudo… e que aos quinze, era apenas uma parvinha, preocupada com o top, a festa e as prendas, ignorando que o verdadeiro segredo da felicidade não está em ser jovem, admirada e bonita, mas em ser amada e valorizada e mais eu!
Por isso, hoje, não trocava este dia em que com trinta anos, verto uma lágrima ao ver a pintura das mãos da minha filha e sinto os pés quentes, pelas botas que trago e as costas confortáveis, no abraço caloroso do meu marido! Porque fazer anos é isto… acrescentar vida aos nossos dias e não, dias à nossa vida! E esta hein?!

De mim, para mim...


... e sobre esta, posso contar já uma história engraçada...

Ao vê-la, a minha filha (que repara cada vez mais nestas coisas), perguntou-me:

- Mãe, que dix aí?!

- Diz, que uma mãe entende o que um filho não diz!

Ela... de ar pensativo...

- Diz que gostas de mim?!

... risos...

- Sim, filha, diz que gosto muito de ti!

Ela, satisfeita, olha para o emblema do seu casaquinho e diz com ar doce a apontar para ele...

- E aqui diz que eu gosto muito de ti também!

Querem melhor prenda do que esta?! Não há!!!

E as prendas...

... pois claro!

A festa da minha trintice...


... seis amigos juntos a uma mesa, três casais com três meninas lindas. Uma mesa dos pais, uma mesa das "Kittys", um bolo que virou boneco de voodu, de tantas espetadas de dedinhos que levou e uma amena cavaqueira que nos tirou sono e neuras e cansaços! No final, a musiquinha que se impõe... três vivas à rainha e um brinde enternecedor aos "estrangeiros" nos Açores. Um convívio muito bom, mas que nos deixou de rastos na manhã seguinte... aqui ficam as fotos para partilhar e mais tarde recordar...


(A mesa dos pais)





(O Bolo)




(A mesa das Kittys)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma última dúvida antes dos 30...

... onde pára o Aspegic?!

Hoje é um dia memorável...


... porque é o meu último dia na casa dos 20!

Amanhã vos direi como é a vida de uma "trintona"!


Wish me LucK!


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O pior de sonhar...


... é termos a ilusão de somos capazes de os tornar realidade. Mas realizar um sonho custa.

Custa tanto que dói. Uma dor quase física e é de um desgaste quando por cada passo dado recuamos três... que há dias em que até o sonho nos abandona e nós duvidamos dele! É por isso que é importante não se sonhar sozinho. Sonhar a dois, a três, a quatro, a cinco ou a mais... é sonhar bem mais e bem melhor. Sonhar sozinho não tem piada nenhuma, porque sonho partilhado é sonho já meio concretizado. Obrigado a todos os que acreditam no sonho, pela vossa companhia, palavras amigas e conforto! Ao maridão agradeço o acreditar em mim, mesmo quando eu não acredito, de me empurrar e voltar a dar corda para eu não parar de correr... e à Art, agradeço a amizade, a dedicação e o facto de pintar e rabiscar os meus sonhos na mais completa perfeição! Um brinde ao sonho, um brinde a ti, um brinde a nós e um brinde a todos!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A minha estirpe é fixe - HOJE NO AO

A minha geração é consumista! Nasceu no berço de ouro do capitalismo, embalado pela esteira da democracia e pelas ilusões hollywoodescas e infantilizadas pela Disney!
A minha geração faz empréstimos a 40 anos para casas onde vai viver pelo menos 10, com duas ou três esposas diferentes! Com os meus, os teus e os nossos! A minha geração vive da aparência da capa do livro best-seller, com essência de literatura light! A minha geração ri-se na cara do perigo. Não sabe o que são spreads, PEC’s e desconhece o impacto do Orçamento de Estado no país… tudo, porque os políticos são “todos iguais” e a retórica “é uma seca”. A minha geração sufoca debaixo de casacos de cabedal sintético, tudo porque é anti-peles de animais… e porque a diferença do peso na carteira seria de cento e tal euros a mais! A minha geração sonha com paixões arrebatadoras, mas no fundo, no fundo… escolhe um “parceiro para a vida” como quem compra um carro. Idealiza os modelos de sonho, sonha com os mais potentes, os mais stylish, os mais caros… mas compra aqueles para os quais o banco lhe dá crédito! Investe no amor como quem investe na bolsa e quando há crash… foi culpa do mercado.
A minha geração inventou o amor por leasing, de dois, três ou quatro anos e o aluguer de “viaturas”. A minha estirpe suspira por voos mais altos, mas de tão altos que os sonha, limita-se só a suspirar! A minha geração era rasca, depois ficou à rasca, agora já só com muitas dificuldades se desenrasca… mas é uma geração de mentes brilhantes… que mais brilham, quanto mais longe da nação estiverem. Que se destacam pela luz dos holofotes que se lhe apontam e que se deixam sublinhar pelos reflectores das capas dos jornais e das revistas cor-de-rosa!
Na minha geração, quem sonhava em criança, dizia-se dele ter muita imaginação, ambição e inteligência… já quem sonha em adulto é ingénuo, inocente, aluado ou nos piores dos cenários “utópico”. Mas tentem vocês gerações jurássicas compreender, que não é fácil ser-se original num século em que tudo já se fez, já se disse, já se criou. Em que o valor reside na experiência e que peca pela falta de a oferecer. Estamos na roleta russa do azar do século XXI. Nada se faz de novo na literatura, nas artes, porque o que tem valor é apenas aquilo que já se fez e aquilo que se vai fazendo de diferente é vivido e analisado à lupa sob uma voz de dura rigidez crítica, que a ninguém poupa, sob a égide do… “ainda tens que comer muita farinha maizena!”.
A minha geração é a versão GTI dos empréstimos, do amor, dos casos, dos filhos únicos, das maternidades difíceis, dos Nirvana, do pós-grunge, das All-star, do Fizz de limão e da pastilha gorila com os cromos da WWF na mão. Passámos da BMX ao BMW, trocámos a Levis pela Zara e a roupagem do Axel Rose pela falta de roupa da Rihanna, mas na essência a minha geração é pura. Inexperiente só se for de sucesso, mas voluntariosa nas duras aprendizagens do século da emancipação.
Se a minha geração tivesse um lema de vida e resumo de aprendizagem, seria a triste verdade que reza, que tudo se paga nesta vida… mesmo quando a nossa quota-parte de responsabilidade na transacção, se limita a pouco mais do que a recepção da factura!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Coisas parvas que me dizem...


Ontem o papá ia chegar mais tarde para jantar. Ela, que não queria vir para casa depois da escola, pediu-me para irmos dar "uma volta". Fomos ao shopping. "Mas mãe, eu num ké i às compax!"... Não fomos. Fomos até ao "parquinho" onde ela se divertiu e foi agarrada por um menino de quatro anos, que a tentava beijar enquanto lhe dizia... "olha, olha... olha o teu nome aqui na minha camixóla!"... Ela, farta de fugir, decidiu ir às "compax". Comprámos uma touca nova para a natação e uns óculos e uma malinha cor-de-rosa. Depois disse-me que tinha fome, que queria pizza... e um gelado! (Era bem mais fácil quando ela ainda não sabia bem aquilo que gostava, nem o dizia sequer)... mas, seja feita a vontade dela, lá fomos à Pizza Hut. Mal entrou, lançou logo charme aos empregados todos e em menos de um minuto já tinha um balão na mão. "cô Róza", pois claro, como tinha que ser. Sentámo-nos, pedi uma pizza, uma sopa, uma cola e uma água. Comeu a sopa, com a promessa que depois lhe dava um gelado. Comeu a pizza, com a promessa que depois a deixava ir brincar e comeu o gelado... sem promessas nenhumas.

Já no fim da refeição, movida a açucar e gorduras de fast food, atirou-se da cadeira abaixo. O que me deu a ilusão de que tinha batido com a boca no chão e um arrepio na pele. Ganhou direito a um cubo mágico e muitas palavras de consolo e muitos "não chora" da parte de quem nos ladeava e depois de um comentário amigável da mesa ao lado, eu desculpei-a... "ela é muito activa"...


... e eis que, também eu saí a ganhar, com um comentário de brinde, que me maravilhou: "Olhe, é sinal que está viva!"


.... pois...


... sorri amarelo (muito forçada).


Mas que raio de comentário mórbido pseudo-consolador é este... é que para além de não consolar nada, nem sequer ser muito simpático ou positivo, me deixou a pensar nas coisas parvas que às vezes nos dizem, como se de grandes verdades de lapallice se tratassem. O que me fez vir à memória as célebres palavras da supé-tia da nação... em que "estar vivo é o contrário de estar morto"! Inchallá pelas maravilhosas pérolas da nossa sociedade, que tanto me fariam agora "discorrer"... mas como não quero ser mal-criada limito-me a um arremate, bem mais sensato, sintético e inteligente: "E esta, hein?!"

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Digam comigo...


... eu sonho, tu sonhas, ele sonha, NÓS sonhamos...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Lado lunar da maternidade - HOJE no AO

Toda a gente nos fala das coisas boas de ser mãe. Do lado B da maternidade! Como são lindos, como é bom, como são as melhores coisinhas da nossa vida! E se de facto, também eu sinto que cresci muito com a minha filha e que ganhei um amor sem igual para a vida, agora que sei disso tudo, também sei que a maternidade tem um lado lunar! E como já muito há quem escreva e fale e conheça o lado B da maternidade, eu apresento-vos aqui, numa só palavra, a pior faceta da maternidade. O lado lunar, que é comum a todas as maternidades sentidas, a todas as mães, a muitos dos pais, e principalmente a todos os que se sentem responsáveis pela educação de uma criança: a culpa. Sim, isso mesmo. A culpa é de longe de todas as coisas menos positivas da maternidade a mais negra. Isto porque noites sem dormir, viroses e birras são chatas, mas são passageiras, transitórias, vivem-se por fases, mas a culpa não. A culpa está sempre ali ao lado, de mão dada connosco para toda a maternidade. E a culpa começa no sentimento que cai sobre nós quando não lhes sabemos tirar as dores das cólicas pós-parto, quando nos distraímos e comemos couves ou chocolate e depois os amamentamos ao peito, quando não acordamos durante a noite para lhes cobrir os pés, quando não conseguimos evitar aquela queda, aquele arranhão, aquela esfoladela. A culpa diz-nos olá, bom dia, boa tarde, boa noite! Está sempre lá. Quando os levamos à creche, lavados em lágrimas, porque “num ké i páxcóla, ké fiká contiguuuu….”, quando não os inscrevemos mais cedo na natação, quando lhes recusamos mais um brinquedo, mais um minuto, mais um já vou e mais e mais e mais!
A culpa é educada, mas é chata, não larga, mesmo quando percebemos que precisamos de mais tempo para viver o casamento a dois, mas passamos o jantar “romântico” inteirinho a pensar neles, se estarão bem, se terão comido, se já estarão a dormir, se estão transpirados, tristes, sozinhos. Apesar de saber que os deixámos em segurança, que os deixámos com quem os ama também… mas não como nós. Ninguém ama um filho como nós e saber que eles poderão estar mal e nós não estamos lá para nos sentirmos culpados, mas ao lado deles, arrasa qualquer coração de mãe.
O auge da minha culpa senti-o no dia em que decidi que tinha que voltar ao trabalho. E tinha que, para meu bem e bem da minha filha, retomar a minha vida enquanto ser “não só mãe”, mas também profissional. Nunca mais me vou esquecer do caminho percorrido desde a creche até ao trabalho, quando a deixei pela primeira vez ao cuidado de outros… chorei como chora uma criança desesperada. E não pensem que não pensei em tudo antes… escolhi aquela que considerei ser a melhor creche, com as educadoras mais carinhosas, mais atentas, mais experientes… mas nada disso acaba com a culpa de mãe. Desde aí já desisti de um mestrado e dois trabalhos diferentes, tudo porque não considerava que os horários fossem os mais adequados, porque percebi que a minha prioridade neste momento não é a carreira, mas a minha filha, o que não alivia a culpa, tanto quanto eu pensei na altura. Sei que a culpa não me deixará por aqui, irá acompanhar-me sempre que entender que está na altura de ir de férias sem ela, ou que não lhe puder pagar as férias que ela quer, ou a carta, ou o carro…. Ou, ou, ou…
Deste lado lunar da maternidade ninguém nos fala, porque é irracional sentirmo-nos assim, porque é doentio, porque não é normal, porque é feio, porque não se deve… e eu pergunto-me: se assim é, porque é que eu não conheço uma única mãe, que não se sinta assim como eu, talvez nuns dias mais do que noutros?!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Nasci careca. Com um ano tinha dois caracóis apenas no topo da caraminhola. Com dois anos já tinha um vasto ninho de pequenas caracoletas loiríssimas a cobrir-me o tecido capilar. Aos sete, mais parecia que me tinha caído um balde de tinta aloirado no topo da cabeça e depois de cinco anos a levar escovadelas de morte e puxões de cabelo para fazer tranças e totós, as caracoletas viraram ondas! Com 15 anos apanhei com o apelido de Simba, a quem tive direito pela farta trunfa e não pelo ronronar. Aos vinte, lembro-me de ter tido uma paixoneta por um surfista que no meio de uma conversa em que me fartei de lhe ver revirar os olhos, me respondeu: “Desculpa, mas estou a fazer surf, nas ondas do teu cabelo!”. Escusado será dizer, que para mim, essa foi a gota de água, no mar de ondas do meu cabelo e no desenrolar daquela paixão de Verão. Com cerca de 22 arrisquei e pintei de ruivo. Sempre sonhei ser ruiva, misto de admiração, queda infantil, pela princesa Ariel e pela rebeldia da Ana dos Cabelos Ruivos.
Já fui loira, já fui ruiva, de momento estou “castanha”! Sim, porque morena, já sabem, não estou de certezinha nenhuma. A pior mudança capilar que já fiz na minha vida terá sido possivelmente a do pré Natal do ano passado, em que cheguei a casa de cabelo vermelho e passei a época a ouvir comentários do género: “Gosto dessa cor, está natalícia!” ou “Ao menos poupas no gorro”! Enfim… as mudanças são mesmo assim, às vezes correm bem, outras vezes menos bem, mas ao menos agitamos as águas!!! Fizemos correr “tinta” e estamos a fazer história, construir recordações. A duas semanas de fazer 30 anos abri uma janela no tempo para espreitar para o passado! Gostei do que vi, mas fechei a janela. Não quero correntes de ar na sala, nem que me despenteiem os caracóis! Também não guardo especial vontade de voltar à pala de 10 centímetros, nem às repas… próximo objectivo é… a rampa de lançamento para o platinado Lili Caneças! Venham mais trinta!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Olha a bela da declaração de amor...








... palavras. Uma declaração de amor tem sempre palavras! Ora ditas, ora escritas, ora pensadas, ora sonhadas!

Flores. Uma declaração de amor cheira sempre a flores e as flores caem sempre bem no colo do declarado. As palavras e as flores traduzem o sentimento do amador sobre o objecto amado.
Aos meus pais, que hoje fazem 31 anos de casados, desejo muitos e muitos, muitos mais anos de amor, declarações, flores e felicidade!
Porque afinal de contas, a maior declaração de amor de todas, é ter-se a par de muitos anos a somar, uma história feliz para contar!

Esta foi...


... a primeira árvore de Natal lá de casa! Isto, antes dos Açores, antes da nossa filha, antes de antes de antes de antes!

Este ano, será a primeira vez da árvore de Natal cá em casa, nos Açores, depois da nossa filha, depois dos Açores, depois de depois de depois e antes de muitos outros antes! Esperamos! :D

Sei que sou cada vez mais mãe...


... quando a nossa filha nos pede uma "pilinha" para fazer xixi e a nossa resposta, depois da explicação lógica das diferenças entre meninos e meninas, e depois do choro e insistência dela, nós lhe arremessamos com um: "Sim filha, tudo bem, a mãe amanhã manda vir uma, tá?!", "TÁ!".

Acaba o choro, acaba a birra, acabam as respostas inteligentes e lógicas e fica tudo resolvido com uma mentirinha consoladora!

E viva o dia das bruxas, que parece que ainda foi ontem que a vesti pela primeira vez para esta "festinha", de diabinho, com corninhos e rabinho e tudo e tudo e tudo... e hoje a vi entrar pela Creche dentro, de vassoura entre as pernicas, chapéu de bruxa e gato preto e abóbora ao colo. E também nisto sei que sou cada vez mais mãe... porque a deixei entrar e fiquei a vê-la depois à socapa, por detrás da porta, com ar de baba na cara e lágrima no canto do olho. Está tão grande a repolhita... e eu cada vez maior, no amor que sinto por ela! Como será isso possível?!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Shiuu... é segredo! - Amanhã no AO

Jurei! Jurei a pés juntos que não ia ver o novo programa do canal 4 da televisão nacional. Jurei e disse que era ridículo, e que ia ser uma pouca-vergonha, como foi o outro, também disse que aquilo era só gente sem nível, “artistas de nails falhadas e guardas playboys de discotecas decadentes”, lembro-me eu de ter comentado lá por casa. Mas um dia… num zapping muito nocturno, cansado e com os olhos quase a fechar parei no dito programa. Parei e estavam um rapaz e uma rapariga, em amena cavaqueira, falando dos problemas que estavam a ter para lidar um com o outro dentro da casa… e… e fiquei curiosa, pois claro, queria saber mais! Depois, pela conversa, percebei que eles eram um casal e que o segredo dos dois lá dentro era a própria relação… uma relação! Foi assim que tudo começou! Eu, fã de histórias de amor e desamor e um pouco “alcoviteira” de essência, confesso, lá me deixei envolver por aquele enredo: o rapaz, nitidamente mais emocional, ela, mais fria, mais calculista e uma promessa de quebra de relação, perda de interesse e, quiçá, um possível novo envolvimento lá dentro! Bah! Desliguei a televisão e fui dormir! Confesso, até um pouco envergonhada por me ter deixado ficar a ver aquele programa, aquela coisa desinteressante, sem cultura, sem nível. Que vergonha, que vergonha!
No dia seguinte, estava a ver o telejornal, quando saturada de ouvir a palavra “crise” repetida cinco vezes, numa mesma frase, deixei deslizar os dedos pelos botões do telecomando parando num canal novo da programação, o canal que dá o maldito programa da 4, vinte e quatro horas por dia, em directo, com opções de diferentes perspectivas das câmaras e de seguir uma pessoa na casa, e de acompanhar a sua história, a sua evolução no programa… e, descobrir o seu “segredo”! Cedi novamente, desta vez, havia uma discussão sobre a falta de tabaco na casa, e os efeitos disso, e um debate entre fumadores e não-fumadores… enfim… uma devassa da vida alheia. Curiosa, pois bem, talvez até um pouco “cusca”, deixei-me ficar “colada”… aha, eis senão que, o meu marido entra porta adentro e me pergunta: “Ui, então estás a ver isso!?” – Corei. “Hummmm… curiosidade filantrópica!” – respondi sem embargo, continuando: “Pura curiosidade filantrópica! Sabes, acho isto um estudo sociológico do melhor… é como ver humanos num aquário, uma amostra da sociedade real, com condicionantes e agravantes, e ao nosso dispôr…”. “Pois, tá bem… vamos lá almoçar mas é!”. Certo! Fomos almoçar, mas fiquei perplexa comigo mesma. Como que me estranhando. Como era possível, que por vergonha de ver algo tão descomplicado, voyerista e desestruturado, eu arranjasse uma desculpa tão pretensiosa, pseudo-intelectual e descarada!?
A verdade é que ninguém gosta deste tipo de programas, pelo menos, não gosta no sentido de amar, e seguir fielmente, porque isso seria doentio, mas a curiosidade em acompanhar aquela “novela da vida real” e a habituação que criámos nós, enquanto sociedade, em ver a realidade através daquela janela, sem se pensar muito naquilo que se está a ver ou a “consumir”, faz de nós telespectadores cansados da rotina do dia-a-dia e do “ram-ram” da política nacional e da economia mundial propensos a este tipo de “laxantes” televisivos! Eu confesso, que quando me ataca a neura intelectual, mudo de canal e sintonizo nos “segredos”, nesses e noutros, com a única diferença de que me “envergonho” mais de uns do que de outros! Sou humana, e depois, perfeitamente imperfeita me assumo, encaixando-me algures na mediocridade avassaladora, que protege de outras “crises” e deslizes!

SOS OE...


... a grande questão na cabeça de todos os economistas hoje, não é tanto onde poupar, mas como fazer a economia portuguesa crescer?!

Ora... eu tenho uma pergunta, se nós, populaça, nos pouparmos nas compras, se pouparmos nas saídas, se nos contivermos nas férias, se não nos endividarmos, se não produzirmos porque não temos empregos, se recebermos ordenados de miséria, se continuarmos com ambições de primos pobres da europa e do mundo... será que é assim que a economia portuguesa cresce!

Digam-me da vossa sentença "engrúmes" desta vida, é assim que se faz crescer Portugal?! É a lei dos opostos "all over again", ou a lei do contrasenso, no seu auge, no País à beira-mar plantado?!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ai a crise...


... porque é que nós mulheres temos estas ânsias, estas febres, estes ímpetos consumistas... mesmo em alturas pouco próprias?! Tenho que me aguentar... tenho que me aguentar!!! ;P

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vai uma colher de xarope vitamínico...


Tenho andado em baixo de forma... depois de uma semana de gripe e três dias de enxaqueca e mais umas viroses da repolhita... esta semana estou sem baterias! Totalmente derrotada! Dói-me o corpo, estou sem ânimo, sem alma... e a contribuir para tudo isso junto... faço 30 anos daqui a pouco menos de um mês! Acho que estou numa espécie de "rebound", num repensar de várias situações, numa análise em flashback dolorosa e algo turva de momentos e fases e perspectivas de futuro. Estou preocupada, ainda para mais as perspectivas com a crise económica nacional e mundial, não me dão larga margem de manobra!

Não sei bem o que se passa... devo estar a precisar de vitaminas...


... volto já!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A minha opinião sobre a crise...


… e sobre o Orçamento de Estado e sobre as medidas de austeridade e os tempos difíceis que se adivinham, and so on, and so on… sim, porque não vivo na LaLaLand e também sofro com as consequências da crise que se instalou e das incertezas dos mercados e da sociedade de consumo, que me fez de ninho e berço!
Sem qualquer base de sustentação política ou estudo de mercado feito, e ainda com parcos conhecimentos da economia mundial.
A minha opinião é que: desta vez ninguém escapa e como sempre, quem mais paga é o mexilhão! Mas em crise já eu vivo desde que entrei no mercado de trabalho, na crise de uma sociedade de consumo, capitalista, em que todos vivemos a ilusão de que quem mais pode é quem mais tem e que a felicidade está à distância de quatro dígitos no cartão de crédito!
Pagamos agora todos juntos a factura gorda, que foi mais de alguns, mas pagamos todos juntos, pois a permissividade no endividamento das contas públicas foi de todos nós, sociedade apática e desinteressada do bem e do investimento público, que não quer saber, só para não ter que se chatear e fecha os olhos, e desvia e crítica, falando de alto, sem agir, para não agitar águas, para não se molhar também… ou então, aguardando a sua própria vez… para molhar o bico, também!
Somos todos culpados, uns por acção, outros por falta dela e tantos ainda por cumplicidade ignorante!
Se é poupar que me assusta?! Não! Se é não gastar tanto?! Tampouco! Muito mais me assusta não ganhar, não ter, não ser capaz de mudar nada! E mais ainda: não confiar completamente nesta classe de governantes, que traz as soluções sempre depois da “casa roubada” e sempre sem certezas de que irão ou não funcionar!
Não há messias, nem grandes salvadores da economia da pátria, é certo, mas seria bom, por uma vez que fosse, que estes senhores não fossem sempre os portadores das más notícias, que nos afectam sempre muito mais a nós, do que a eles!
Cá em casa, já estamos em crise há muito… mas a austeridade instala-se a partir de agora. Se nos valerá de alguma coisa?! O pior, é que acho mesmo que não!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"We'll always have Paris" - Será?!


Estou com uma dúvida existencial... será que uma verdadeira história de amor, só o é, se acabar bem!? E como é que nós sabemos, quando uma história de amor acaba de verdade!? Será a morte o único ponto final deste tipo de histórias!? E quantas vírgulas e reticências podemos acrescentar numa?! Assim de repente lembro-me de Casablanca, Moulin Rouge, Dr. Jivago e África Minha... quatro dos meus filmes favoritos... and I can't help but wonder!!!

Eu sempre acreditei que uma história de amor só o é se o final for "e foram felizes para sempre", mas será que isso é mesmo final de uma verdadeira história de amor!? Ou só um arrematar apressado de uma história com falta de pontuação, recursos estilísticos e imaginação que nos valha?!


Parto gripada e pensativa para um fim-de-semana que se espera de paz e amor!

(Pelo menos, assim o desejo!)

Então... bora lá desejar-vos a todos um FIM-DE-SEMANA EM GRANDE!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Um toque de humanidade e dois pingos de esperança

Dos momentos televisivos mais importantes e marcantes a que assisti na minha vida, constam os ataques às Torres Gémeas e o resgate dos mineiros chilenos. Sem sombra de dúvida, dos momentos mais genuínos, arrepiantes, asfixiantes e absorventes a que já assisti na caixa mágica, que é a televisão. Nestes dois momentos distintos e em tudo tão diferentes guardo uma sensação comum: a de que o Homem é um pequeno enorme ser. Pequeno à escala de um Universo infinito e enorme na força que guarda em si, na esperança, na emoção… no sentir a vida! Numa das cartas que um dos mineiros enviou à sua família, aquilo que mais emociona é ler algo como isto: “ Não imaginam a dor que é, estar debaixo da terra e não poder dizer que se está aqui, vivo!”.
De resto, este resgate dos mineiros chilenos, traz à luz do dia a história de 33 homens a 620 metros abaixo da superfície, com dramas e enredos, que vão desde nascimento de uma filha, a um pedido de casamento 10 anos depois, a descobertas de amantes e relações ilícitas, que os esperavam à superfície, lado a lado com esposas e mães e filhos e amigos e família.
Numa das imagens que se pôde ver na tv, a que até o jornalista prestou homenagem, inibindo-se de a comentar, via-se o interior do túnel e um troço da subida que os mineiros tiveram que fazer… arrepiante foi a palavra, o isolamento, a escuridão, toda a esperança daquele e de todos os outros Homens, que assistiam, que o esperavam, que aguardavam a sua vez… e o silêncio. Um enorme silêncio.
Um acontecimento histórico, uma história de heróis, não só os mineiros, mas todos os que ajudaram e acreditaram no salvamento deles… um verdadeira lenda viva, que só prova que a vida não pára de nos surpreender e que o ser humano é realmente fantástico.
Mas esta história é também uma ode aos verdadeiros valores da vida… pois só na ausência de coisas como a luz, o conforto, o amor, o contacto humano e a liberdade é que nós as sabemos de facto valorizar! Tudo isso e mais uma coisa, um pormenor, em tudo tão pouco, em tudo tão tudo: a saúde! E só quem pena pela falta dela saberá o valor que ela tem!
No dia em que fiquei a conhecer o drama destes mineiros chorei, não consegui evitar, tenho lágrima fácil e a compaixão faz parte do meu carácter! Hoje chorei outra vez… não um choro convulsivo ou descontrolado, mas o choro da sensação de empatia, um choro emotivo e sem explicação certa, talvez apenas um choro por saber que com tantas diferenças que nos separam a todos, nestes momentos nós somos humanos, todos iguais!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Souvenir...


... de um fim-de-semana bem passado... já parece que foi há "canos"! Mas apeteceu-me!

Kit Azorian Proud para menina!


... o da minha, já cá canta! LOL

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Medos, princesas e sorrisos - Amanhã no AO

(Para ela e por ela, como não podia deixar de ser)


Já me tinham avisado, que os três são a idade das birras, dos medos, dos pesadelos, mas ainda assim custa tanto ouvir sair daquela boquinha um “tenh'medu”, assim, do nada, inesperado, imprevisível, amedrontado. Dá vontade de voltar a colocá-la dentro da minha barriga para que não sinta medo de mais nada, nem de mais ninguém. O mundo pode ser mesmo assustador… e daí que me sinta ainda pior quando ela expressa o seu medo, porque eu própria também tenho medo, por mim, por ela… enfim! Se o medo é do escuro, como ontem, a única coisa que me resta fazer é acalmá-la… levá-la para longe deste mundo real que assusta e contar-lhe uma história, vestir a realidade de uns pozinhos de perlimpimpim e partir com ela para um mundo, em que quem manda é uma simpática e amigável princesa, com o nome dela, com três companheiros que a seguem para todo o lado, os seus três animais preferidos: um cavalo, um cão e um gato… a quem dei os nomes de Botinhas, Pantufas e Peúgos, pouco originais, inspirados apenas naquilo que tinha acabado de ver no quarto. A história que lhe contei ontem envolvia um bolo com capacidades, supostamente mágicas, inspiradas numa especiaria que adoro, a canela, e que segundo a princesa com o nome da minha filha, ajudava toda a gente a sentir-se mais feliz! Os quatro amigos comeram o bolo e partiram felizes para um passeio no prado, onde encontraram a vaca Cornélia, que lhes contou acerca da tristeza da ovelha Clotilde, cuja camisola favorita tinha sido estragada pela chuva.
(Esperem… não desistam ainda de continuar a ler, como em todas as boas histórias, também esta tem uma moral para miúdos e graúdos…)
Os três amigos lembraram-se então que o bolo da princesa poderia ajudar a ovelha Clotilde, mas a princesa já não tinha mais canela! Nada de grave, porque revelou-lhes a princesa, o ingrediente “mágico” podia ser substituído por outros não menos especiais… perguntou a cada um deles qual era a sua iguaria preferida e foi juntando à base do bolo caramelos, chocolates e açúcar. Levaram o bolo à ovelha, que saiu da tristeza em que estava inundada, não pela doçura do bolo ou especial ingrediente que ele contivesse, mas pelo acto em si. A princesa tricotou uma nova camisola para a ovelha e todos se rejubilaram ao ouvi-la balir de feliz! Moral da história: neste mundo (real) como no outro (da fantasia), os pequenos gestos fazem uma grande diferença e às vezes o véu da tristeza, pesado fardo para aquele que o carrega, é facilmente levantado por quem com genuína amizade se aproxima de nós.
No fundo, a melhor forma de acalmar o medo que vive em nós, que é normal, natural, saudável e até de algum modo benéfico, é mesmo lembrarmo-nos que no meio de tanto mal, ainda há algum bem… e que o sorriso continua a ser mesmo o maior quebra neuras paquidérmicas e depressões glaciares conhecido até ao momento, capaz de subtrair ao maior medo algum desconforto. Quantas vezes não ficou com enxaquecas por falta de uma boa gargalhada de descontracção muscular?! Não subestime o sorriso, nem o bem que ele faz, a si e a quem o rodeia. O que me leva a pensar… se como eu, você já sorriu hoje?! Se ainda não o fez, deixe-me dizer-lhe que é tão indispensável à sua saúde como comer, beber ou medir as tensões. Vá lá, não custa nada… na verdade é bem mais fácil do que franzir o sobrolho ou grunhir. 1, 2, 3… agora é a sua vez!

OUTONO...


... cai a folha, mas o estilo: NUNCA! Adoro... echarpes, pashminas, cachecóis, lenços e quase tudo o que se possa usar ao pescoço!



Esta é a minha colecção... e a vossa!? uAHAHAH!

oUTONO, aqui vou eu!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tuning Out!


O projecto Rádio acabou!
Depois de três direcções de produção diferentes, de alguns rumos e muitas navegações sem rota, eis que mais esta página se virou!

Da experiência ficam muitas aprendizagens, algumas recordações felizes e uma confirmação:
Eu até posso não saber sempre aquilo que quero, mas sei bem demais aquilo que não quero!

E é isto, estou uma adulta feita... a caminho dos trinta, com aspecto de 18 e mentalidade de 40, se faz mó a muita gente?! Aposto que sim!
Se podia ser diferente?! Poder até podia... mas é como diz o outro: Não era a mesma coisa!

A quem me ouviu, acompanhou e apoiou em mais uma aventura: OBRIGADA!

Elogio da diferença - no AO

Lá em casa somos três, em tudo tão diferentes! O mais comum é que antes da hora do jantar, à custa da maldita da televisão, já esteja o caos instalado… ora porque um quer ver o jogo, ora porque outro não quer ver as notícias, ou porque a pulga, que já pensa que manda, acha que o Barney e o Noddy são os reis da programação em horário nobre da TV. Isto é só um exemplo, de muitas das diferenças que pululam num mar de divergências diárias lá em casa. Ele só gosta de um par de sapatos, eu gosto de ter sempre mais um do que mil, ela só gosta de andar descalça. Mais de metade do guarda-roupa é meu e o que resta, é das trilhentas camisas dele, todas nos mesmos tons. Já perceberam que lá em casa as coisas não seriam propriamente fáceis se não convivêssemos todos pacificamente ao som de um “I say tomatos, you say tomátos”…
Existem muitas vantagens em aprender a conviver bem com as diferenças, nomeadamente ficamos mais ricos, mais conhecedores de várias coisas, que por nossa livre e espontânea vontade ou iniciativa, provavelmente, nunca teríamos vindo a conhecer. Outra coisa boa de conviver com pessoas diferentes de nós, é que essa convivência e o processo de aceitação são garante de quebra de monotonia.
Eu gosto de doces, ele de salgados, ela de tudo. O que se passa lá por casa é um mini retrato do que representa a nossa sociedade um “melting pot” de diferenças de gosto, de atitude, umas vezes mais culturais, outras mais individuais.
A vantagem de se lidar com a diferença é que a própria aceitação da mesma faz de nós pessoas mais adaptáveis, mais flexíveis… um pouco como a água, que se vai adaptando ao caminho, mas ainda assim conseguindo sempre deixar a marca da sua passagem.
“O que seria do mundo se todos gostassem de amarelo?”, ouvimos nós com frequência. E a questão é mesmo essa, o segredo para a resolução de conflitos, tensões e celeumas, que surgem da existência de diferenças ou divergências é esse mesmo: é que ninguém precisa de gostar da nossa diferença. Basta que a aceite. E assim, num gesto de modernidade e inteligência tão simples como este, a tolerância, se teriam evitado guerras e mortes e mágoas… tanta mágoa, dor, vergonha e trauma advém desnecessariamente da não-aceitação da diferença! Toda ela, perfeitamente evitável, com uma boa dose de aceitação, tolerância e respeito.
Mas a questão da dificuldade na aceitação da diferença ou no exercício da tolerância é mesmo a parte do respeito, pois numa sociedade em que vigora uma nítida ditadura do “Chico-esperto” é difícil fazer as pessoas perceber o verdadeiro valor do respeito… na rua, no trabalho, em casa! Lembro-me a propósito disso de um conselho, recomendação, que a minha mãe me segredou no dia em que me casei… é que o segredo de um casamento feliz, não assenta só no amor e na paixão, que são passíveis de erosão do quotidiano, mas sim, no respeito. No aceitar e tolerar de diferenças naturais, que surgem inevitavelmente ao longo do tempo e que sem respeito não serão nunca ultrapassáveis, toleráveis ou passíveis de resolução. Porque respeitar não quer dizer que tenha que se gostar, ou concordar, mas prova que somos capazes de ter “jogo de cintura” suficiente para driblar a bola da vida, sem termos que nos vergar. Se é difícil respeitar sempre tudo e todos?! “Nim”! Umas vezes mais do que outras, mas na maior parte das vezes, esse será mesmo o melhor caminho a seguir. A diferença enriquece-nos enquanto seres humanos, unidos todos por qualidades de ser. E agora digam-me lá, se o maior elogio que se pode dar alguém é ou não é um simples: “ Tu és única/o”?! Eu não me cansarei nunca de o ouvir, e no dia, em que me deixarem de o dizer… então aí sim, preocupo-me, porque para além de aceitar a diferença, a verdade é que… eu gosto mesmo muito dela!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mulher a 1000...


... com menos 28 aninhos!

domingo, 26 de setembro de 2010

À primeira qualquer cai...

Sentada no chão, a minha filha canta a música “ O meu chapéu tem três bicos” e eu em pura contemplação, penso no bico-de-obra em que me meti. Sim, porque há sempre aquele momento, aquele instante do meu dia, em que eu acho que talvez não soubesse bem no que me estava a meter quando decidi ser mãe! Ele é um sem-fim de noites sem dormir, uma preocupação chata que só não me faz cacarejar de mãe, porque me controlo com todas as minhas forças, e depois, depois… umas ganas inexplicáveis de ter mais um, seguidas de uma falta de coragem paquidérmica, que me leva a suores nocturnos só de imaginar que um dia isso pode mesmo acontecer.
E assim vive uma mãe, num estado de “esquizofrenia maternal”, como alguém o definiu um dia. E depois vêm as contas, e depois os atrasos nos salários, e depois as ementas da semana, as prendas de aniversário, as festinhas e reuniões, os compromissos e o conciliar de agendas, a mudança do óleo do carro, abastecer de combustível, pedir favores, pagar favores, fazer provas chatas e burocráticas para a segurança social (para receber 11 euros de abono de família), as chamadas chatas, os fretes sociais, os compromissos na esteticista, a actualização de saber… e depois de tudo isso, às vezes, lá venho eu algures no meio de tudo isto. Utópica, sonhadora, descomprometida, desapegada de uma realidade “castradora” para quem sonhou um dia, como eu, ter uma família à moda antiga, com filhos à mesa, como pulgas no pêlo de um cão. Não é fácil ser consciente. Nada fácil, digo-vos desde já. É muito mais fácil pensar que tudo se resolverá por si e que se a coisa correr mal, “olha logo se vê”. Mas as coisas não são bem assim, riscos desses correm-se com ligeireza na política, mas não na vida real.
Acho tão aborrecida esta coisa de se ser adulto, de se ter constantemente que passar uma imagem, nem sempre nossa, mas aquela que temos que ter, no trabalho, na sociedade, na família. Tenho saudades da rebeldia infantil, que nos permite dar uns belos gritos e uns pinotes e dançar à chuva sem julgamentos. Saudades do tempo em que podia andar descalça pela casa, sem ter que me preocupar se a miniatura de mim, que tenho lá em casa, me vai imitar e arranjar uma bruta amigdalite à custa disso, que me levará depois a mais um sem fim de noites sem dormir e preocupações galináceas, e mais uns dias de atestado e mais umas contas de farmácia e de pediatras, sim… porque nestas coisas, a bela da “virose” nunca se resolve à primeira! Pois, não sei… é que ter filhos é assim, mais coisa, menos coisa, como jogar à “cabra-cega”… vai-se tacteando, tacteando e quem sabe, um dia lá se acerta!
Lembro-me tantas vezes de ficar aborrecidíssima com a minha mãe quando ela me dizia, que se não fosse pelo meu pai, ela nunca tinha tido filhos. Eu não percebia, amuava, fazia pirraça, sabia que ela gostava de mim, claro… mas não percebia o fundamento de não se querer ter filhos. Principalmente porque a filha em questão, era eu. Mas o ciclo da vida é mesmo este, é ser filha da mãe e depois, mãe da filha, ou de filhas. Percebo quem não queira ter filhos, principalmente as mulheres, porque perdoem-me os homens o egoísmo, mas apesar de todos os avanços do século a parte física, biológica e hormonal da maternidade continua a ser toda da nossa inteira responsabilidade. Já para não falar nas desvantagens que uma mulher com filhos tem em relação a outras no mundo profissional… mas não vamos sequer por aí… a mim, o que me espanta mesmo, é que alguém como eu, mesmo sabendo de tudo isto, tenha por vezes laivos, essas ganas de “ir ao segundo”… é que a estas coisas se costuma aplicar uma máxima mais do que conhecida: “À primeira qualquer cai, à segunda, cai quem quer”. E, de modos, que esta semana é isto que ocupa o meu pensamento… o eterno dilema de nunca se saber a resposta para certas e determinadas questões da vida!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Houston, we have a... weekend!

... e sim, adorava ir à praia, apanhar o sol que não apanhei neste Verão, sentir o calor na pele, que era uma consolação... mas, não! Não... comecei o final de semana com um telefonema da creche, a mais pequena está com febre! Oh sim, oh yes... yet again! E aqui estou eu, com mais três toneladas de preocupação maternal no pêlo... e porque é que não consola nada ouvir pela enésima vez: "Mas Sílvia, isso é normal, os miúdos pequenos apanham montes de viroses!"... Pois é, mas porque raio é que a minha apanha com montanhas delas por ela e pelos outros miúdos todos?! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Pronto. Já passou.
Vou dar mais um colinho e passar mais um fim-de-semana de molho!
Nos entretantos ponham lá uma velinha por mim aos vossos santos padroeiros, que os meus já se queixaram do odor a vela queimada!
Beijufas e pantufas para todos...
FUI

Um dia assim... (Esta semana de volta ao AO)

São sete da manhã, o relógio toca… bom, não é bem o relógio, é mais o despertador do telemóvel, porque o relógio é digital e o seu despertar irritante. Não gosto de acordar cedo, nunca gostei, talvez por isso sempre tenha tido empregos que só me obrigavam a acordar depois das nove. Também tive a sorte de os ter sempre perto de casa, ou relativamente perto… mas hoje, vou para o outro lado da ilha, que não é longe, mas que com o despertar às sete já não me permite tomar o duche que se impõe para acordar. Adio mais cinco minutos, ora se não tomo banho e não, mais vale dormir mais cinco minutos, e depois mais cinco e com cinco mais, já dormi um quarto de hora, não integral, mas interrompido, que tenho sempre que acordar de cinco em cinco minutos para o adiar mais um pouco. Acordo, levanto-me, ao passar pelo corredor sinto o respirar sereno da minha filha que ainda dorme tranquila. Cruzo-me com o meu marido na casa de banho, faço a higiene matinal necessária, visto qualquer coisa ao acaso, despeço-me com um beijo breve e saio de casa a correr, com sacos e tralhas e chaves e sem moedas para tomar café. A manhã passa assim, entre umas horas de trabalho, um duche antes de almoçar, um almoço a correr e a tarde instala-se no meu dia, acompanhada por uma enxaqueca daquelas, que me faz doer as temperas, até ao ponto de me deixar a lacrimejar e bocejar num sem fim de agarra a cabeça e pena, pena, pena… é um dia normal, tirando a enxaqueca, que não aparece todos os dias! No cair da tarde, o dia começa para mim, vou buscar a minha filha, recebo um abraço saudoso, juntamente com os recados do dia… uns dias com queixas de mordidas, uns dias com quedas, uns dias com neuras… mas sempre, sempre com ela nos braços, porque por pior que o meu dia tenha sido, o melhor de todos eles é ela! Por vezes, a seguir a isto, temos compras a fazer, outras vezes, vamos directas a casa, e pouco tempo mais temos para um banho, algumas brincadeiras e jantar! E depois… depois ele chega. E quando ele chega a casa, o mundo todo cai-me nas costas e eu deixo-me cair nos braços dele. E quando me pergunta, como foi o teu dia… os momentos que se seguem valem mais do que horas de psicanálise e terapias sem fim.
Quando me perguntam, por vezes, porque é que uma “miúda” tão pouco convencional como eu, sucumbiu assim à tradição mais “retrógrada” da história, o casamento, eu nunca me lembro destes momentos assim, mas respondo sempre que se não fosse com ele, não teria casado com mais ninguém… e acho que a verdadeira razão que leva alguém a casar com outra pessoa é mesmo essa, sem mais histórias, nem argumentos, nem tretas… só isto: a certeza de que se não fosse com esta pessoa, não seria com mais ninguém!
Não me peçam para explicar porque decidi casar e não apenas juntar-me, acho que isso, até hoje não sei bem explicar… o que me pareceu no momento em que ele me pediu em casamento, é que não havia, naquele momento, nada que eu quisesse mais do que isso, o que, para mim, neste momento, continua a fazer todo o sentido!
Se é difícil estar casada?! Não acho. Não acho mesmo, pelo menos não mais, nem menos difícil do que é manter uma relação com alguém, com a certeza diária, de que, aconteça o que acontecer, o meu final de dia acabará sempre da melhor forma, com ele a entrar porta adentro e eu a sucumbir a mais um dia de luta, de vida, amparando-nos os dois, um no outro, aconteça o que acontecer!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NO AR!!!


... e então?! Há discos pedidos?!